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História Malévola - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olha, eu realmente espero que o dia de vocês esteja bom, porque o meu está um lixo, tal qual o meu humor e a minha autoestima. Mas enfim, tenham uma boa noite e uma boa leitura desse capítulo que é quase igual ao anterior, aliás.

Capítulo 2 - Versão Dois


A luz pálida e enfraquecida do crepúsculo delineavam sobre o chão, a assombrosa silhueta da amedrontadora e temível, fada madrinha de Aurora.

Os olhos esverdeados eram fixos na exposição de cores sob o céu. Cintilavam diante dos últimos raios solares daquela tarde primaveril. 

Os dedos finos das mãos esbranquiçadas repousavam sobre a madeira polida do parapeito da janela.

A mandíbula firme, as maçãs do rosto angulosas e o nariz fino e longo, junto dos lábios rubros e salientes, lhe davam uma aparência pouco amigável. E em combinação com os chifres tortuosos e pontiagudos, e com seus trajes peculiares, tornava-se atemorizante.

Ela facilmente causaria espanto em algum desavisado que cruzasse consigo. Mas nem por isso era alguém de más intenções, nem tampouco era cruel a esse nível. Do contrário, tinha um coração bucólico e impoluto, porém encontrava-se ferido.

E incapaz de curá-lo, buscou refugiar-se; esconder-se.

E em sua busca por proteção e segurança, descobriu que podia causar medo nos outros afastando-os de si para que não a machuquem. 

Daria certo. Não fosse por um mísero detalhe: a solidão. 

Havia deixado de ser a dócil e bela jovem exuberante e com um sorriso encantador. 

Sua aparência peculiar agora assustava a todos, e todos a deixavam sozinha. 

Só tinha a si, ao corvo, ao eco e à sua própria sombra. 

No entanto, culpava somente à Stefan. 

Por roubar-lhe o que possuía de mais valor: o coração ingênuo que carregava no peito. 

Por cortar-lhe as asas impedindo-a de voltar a voar.

Por tirar de si a exuberância.

E por existir. 

Não havia outra criatura existente dentro daqueles dois reinos distintos, mais indigna do que aquele estúpido homem. E ele pagaria por isso, um preço caríssimo. 

Malévola achava que o melhor e mais merecido castigo era a morte da princesa indefesa, sua filha, Aurora. 

E lançando sobre ela um feitiço, declarou que morreria ao completar dezesseis anos. 

Stefan fez o possível para mantê-la segura.

Aurora cresceu, refugiada em uma pequena casa na floresta sendo criada por suas fadas madrinhas, aprendeu a comportar-se devidamente e a agir como uma dama. 

Aurora era gentil e ingênua, sempre carregando um sorriso singelo em seu rosto. 

Assim que encontrou-se com sua assombrosa fada madrinha, teve certeza de que gostaria dela. E mesmo o coração petrificado e gélido de Malévola, aqueceu-se com tamanha beleza e inocência presentes naquele sorriso.

Não demorou muito e Malévola teve certeza de que o que sentia por Aurora não era desamor, nem tampouco ódio. Descobriu que a amava intensamente. Sentia por ela um amor maternal inexplicável. E faria o que fosse preciso para vê-la feliz e em segurança. 

Mas o encanto era irreversível. A não ser que um beijo de amor verdadeiro fosse lhe dado para que o encanto fosse despedaçado. 

O príncipe beijou-na. Mas seu pulsar já era morto e não retornou a respirar, nem tampouco o coração voltou a bater.

Mas um resquício, uma faísca, algo quase impercetível que ainda encontrava-se vivaz naquele coração jaz morto, levou Malévola a permitir-se sentir. A esquecer-se de sua postura insensível e inabalável, e em um misto de amor e lástima, beijou-lhe a tez.

Um beijo de amor verdadeiro trouxe a vida a Aurora que, outrora, jaz morta. Naquele momento Malévola libertou-se das amarras. Bastou-lhe permitir sentir; permitir amar. 

O vislumbre voltou ao seu mundo opaco e desbotado.

E seu coração vasto tomado por angústias, foi preenchido pelo amor mais puro e pulcro: o amor materno (eterno).


Amar pode doer. Amar pode doer às vezes. Mas é a única coisa que eu sei quando fica difícil. - Photograph [Ed. Sheeran]


Notas Finais


Eu só queria saber porque as minhas estórias são tão ruins? Admiro muito quem escreve e se orgulha do que escreve.


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