História Malfeito Feito - Capítulo 20


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Andromeda Tonks, Astoria Greengrass, Bellatrix Lestrange, Blásio Zabini, Dolores Umbridge, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Mila Bulstrode, Minerva Mcgonagall, Narcissa Black Malfoy, Pansy Parkinson, Remo Lupin, Ronald Weasley, Severo Snape, Sirius Black
Tags Draco Malfoy, Drarry, Harry Potter, Lemon, Lunny, Panmione, Yaoi
Visualizações 346
Palavras 2.130
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lemon, LGBT, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Um "Encontro de Casais" não muito agradável


Fanfic / Fanfiction Malfeito Feito - Capítulo 20 - Um "Encontro de Casais" não muito agradável

Em meados de outubro, foi marcado o primeiro passeio a Hogsmeade. Harry estava feliz em sair dos terrenos do castelo por um tempo, sem se preocupar com as listas quilométricas de deveres de casa e os treinos de feitiços. Pansy havia insistido que eles deviam ir juntos.

-Um encontro de casais! – ela vinha dizendo, deixando Hermione muito vermelha.

-E eu? – Ron sempre acrescentava, no tom que permitia a Harry reconhecer facilmente ciúme na voz do amigo.

-Hmm...- ela pressionava o dedo indicador na bochecha pensativa- Blaise está se solteiro, se organizar direitinho...

-Merlin! Não – ele respondia, ultrajado- Prefiro segurar vela mesmo.

Neste meio tempo, Harry vinha se divertindo fazendo uma coisa que ele nunca imaginaria: Ler o livro de poções. Na verdade, não o livro em si, mas, as anotações minúsculas nos cantos das folhas. Aos poucos, tomava consciência de todo o conhecimento que tinha nas mãos.  Não só dicas e atalhos sobre poções, mas, feitiços inteiros, que ele apostaria uma boa quantia que o próprio Príncipe havia inventado.

Feitiços que ele vinha testando bem descuidadamente. Por exemplo, havia descoberto uma pequena azaração que fazia as unhas do pé da pessoa cresceram a uma velocidade alucinante. Não entendia muito bem a finalidade daquele feitiço. Talvez, se funcionasse em criaturas mágicas, fosse útil em poções que precisassem de unhas. Ainda assim, ele preferia usar para atazanar a vida de Greengrass aleatoriamente.

Também havia descoberto outro feitiço muito útil, que lançava um zunido no ouvido das pessoas ao redor, permitindo longas conversas em aula sem ser ouvido. Hermione se recusava a participar da recém-descoberta idolatria que Harry nutria pelo misterioso dono do livro e fingia que também não estava escutando quando Harry usava o feitiço em aula.

Na verdade, Hermione e Draco nunca estiveram mais bravos com ele. A paciência do loiro acabou quando o namorado “acidentalmente” testou um feitiço nele que colava a língua ao céu da boca. E assistiu ao moreno desesperado procurando o contra feitiço no livro.

-Você não entende o quanto isso é perigoso?- ele repetiu, com a voz carregada de resignação.

-Como você se soltou?- ele olhou para Draco abismado.

-Finite Incantatem não-verbal. Que era o que você deveria estar estudando, não encantamentos desconhecidos escritos a mão.

-Como você sabe que foi um feitiço d’o Príncipe? E O Príncipe está sendo um professor melhor para mim do que o Snape jamais foi!

Draco revirou os olhos para ele. –Pare de o chamar assim como se fosse um grande título. Eu tenho quase certeza que foi um apelido que a própria pessoa inventou. É bem deprimente na verdade.

Naquela manhã, quando Ron chegou ao salão principal narrando para a Hermione como fora divertido quando Harry o acordara naquela manhã com um feitiço que erguia a pessoa no ar pelo tornozelo Hermione também perdeu a paciência. Principalmente porque Ron insinuou que ela estava com raiva porque o Príncipe era melhor do que ela em poções.

No fim, Harry chegou á conclusão de que aquele era um péssimo dia para sair da cama. Primeiro por que estava MUITO frio. Mesmo usando vários suéteres tricotados pela Sra. Weasley, Cachecóis e capas, o vendo frio ainda cortava e entrava por todos os mínimos espaços disponíveis, enquanto a pele exposta ardia e já começava a ficar dormente. Ah. Também estava chovendo granizo. Que ótimo.

Para piorar, tanto o namorado quanto Hermione estavam bravos com ele. O que era MUITO  irritante, por que estava frio e ele queria ficar abraçado com alguém. E não ajudava muito o fato das bochechas de Draco ficarem muito vermelhas no frio, o que era fofo. Harry não conseguia deixar de pensar no erro que tinha cometido ao aceitar a ideia maluca de seguir Pansy Parkinson para esse inferno congelante ao invés de aproveitar o dormitório vazio embaixo das cobertas com o namorado.

Harry percebeu que o passei definitivamente seria horrível quando avistou a Zonko’s fechada com tábuas. Por sorte, a Dedosdemel estava aberta e apinhada de gente. Harry sorriu calorosamente ao encontrar o espaço quentinho por dentro, sentindo cheio de chocolate quente e dos bolos que eles costumavam servir de vez em quando, ouvindo ao grito distante dos marshmallows derretendo nas canecas. Sua felicidade acabou quando vi o professor Slughorn- que ocupava um quarto da loja por sinal- vindo em sua direção.

-Harry, meu rapaz!

-Ah, não. –ele murmurou.

Depois de vários minutos desconfortáveis entre dar diversas desculpas ao professor sobre o porquê de não estar comparecendo ás suas “festinhas” e verificar a insatisfação de Ron e de Draco ao serem completamente ignorados pelo homem, a vontade de ficar parado ali logo se esgotou.

-Para onde vamos agora?

Contrariando a vontade de Pansy de visitar a Cada de Chá Madame Puddifoot, um recanto fresco para casais, decidiram, como sempre, encerrar o passeio no Três Vassouras. Na porta, Pansy chocou propositalmente seu ombro contra Astoria Greengrass que estava saindo, derrubando seu –provavelmente muito caro- gorro de peles no chão, que estava quase invisível sob a mistura de lama e granizo em processo de derretimento.

 Não dando a mínima em deixar a garota para trás, praguejando, o grupo tomou uma mesa. Madame Rosmerta, a curvilínea dona do estabelecimento, serviu-os com canecas espumantes de cerveja amanteigada, ignorando a tentativa dissimulada de Ron de tentar chamar sua atenção encarando-a, o que todos concordavam que era uma péssima estratégia.

Um silêncio desconfortável invadiu a mesa e não se desfez, mesmo sob as constantes tentativas de Blaise de quebra-lo através de piadinhas ou do flerte descarado de Pansy a Hermione. Harry estava visivelmente mal-humorado com o desenrolar do seu dia e Draco, mesmo não querendo dar o braço a torcer e faze-lo pensar que de alguma forma não estava mais bravo, segurou sua mão sem luvas e deu um beijo rápido. Harry suspirou abrindo um pequeno sorriso, apoiando a cabeça no ombro do sonserino.

Quando ele deu o último gole em sua caneca de cerveja Hermione apoio ambas as mãos no tampo da mesa e se levantou. –Então, vamos?

Todos murmuraram em concordância, mesmo a morena, que parecia decepcionada, esperando um dia muito mais divertido e lamentando o fracasso do seu “encontro de casais”. Deixaram o dinheiro na mesa e voltaram a cobrir o rosto com cachecóis e calçar suas luvas. Lá fora, o tempo piorava.

Harry abraçou o namorado no caminho de volta até o castelo. O vento ficava mais forte, o granizo mais constante e eles deslizavam pela lama congelada. O vento vinha por trás, erguendo os cabelos de Hermione em um redemoinho embaraçado. O som de vozes gritando altas e esganiçadas chegou as seus ouvidos.

-Mas que porra... –Ron murmurou, virando-se para ver o que estava acontecendo.

Os outros fizeram o mesmo, tentando distinguir os vultos barulhentos no meio da neblina.

-Não é da sua conta Liane!- gritou o primeiro vulto, de repente, saindo em disparada, em direção a eles, em direção ao castelo.

O segundo vulto, Liane, saiu em velocidade maior, derrapando no gelo e interceptando a amiga, que agora podiam reconhecer como Cátia Bell no meio do caminho e agarrando o pacote que ela segurava e iniciando um pequeno cabo-de-guerra, até que Liane escorregou, puxando e rasgando a embalagem.

Na mesma hora, Cátia se ergueu no ar. Não comicamente como Ron havia feito naquela manhã, mas, com os braços abertos, o corpo dependurado e os olhos fechados. A quase dois metros de altura, o cabelo de Cátia chicoteava no ar e seu rosto permanecia inerte, numa visão assustadora. Nesse instante, os olhos de Cátia se abriram, vidrados e seja lá o que ela estivesse vendo ou sentindo a fez soltar um grito bestial.

Liane se assustou, gritando também e tentando puxar a amiga, pelo pé, para baixo. O grupo correu para acudi-la e pegando-lhe pelas pernas e puxando para baixo. Na mesma hora, a garota deixou de flutuar, desabando sobre eles e sendo amparada pelos braços forte de Zabini. Todavia, não conseguiu conte-la, a garota se contorcia de tal forma que não era possível segura-la.

-Calma! Tá tudo bem! Tá tudo bem!

Ele a segurou no chão, prendendo seus braços, enquanto Ron segurava suas pernas, mas, a garota continuava se debatendo e gritando, como se não pudesse vê-los, nem ouvi-los. Harry se desesperou, olhando para os lados, mas, não havia mais ninguém na rua.

-Fiquem aí! Eu vou buscar ajuda! – e correu em direção ao castelo.

Fazendo uma curva, se chocou com uma enorme cerca-viva marrom.

-Hagrid!

...

Enquanto o grupo tentava acalmar Liane e amiga que ainda gritava no chão, Draco se abaixou, analisando o embrulho, que transmitia um brilho verde. Com um aceno de varinha, ergueu no ar o objeto, arregalando os olhos para o colar de opalas que vira uma vez em uma visita com o pai á Borgin e Burkes. Devolveu o colar ao pacote, enrolando-o cuidadosamente em seu cachecol, evitando toca-lo e guardou na própria capa.

...

Quando os gritos de Cátia Bell se distanciaram, sendo velozmente carregada por Hagrid em direção ao castelo e á Madame Pomfrey. Draco disse algo rapidamente no ouvido de Pansy Parkinson, que não pode ser ouvido devido ao rugido do vento, mas, a garota pareceu entender, abraçando Liane, que estava em prantos, pelos ombros e caminhou com ela em direção ao castelo, sendo seguida de perto por Blaise.

-Draco nós temos que... –começou Hermione.

-Depois. –ele murmurou, puxando o namorado pela mão. Eles pararam em um beco silencioso e escuro, onde não chovia por que os telhados das lojas o cobriam. –Começou quando o embrulho rasgou, é isso?

-Aparentemente. –Harry deu de ombros.- Como foi que Cátia arranjou aquilo?

-A amiga disse que apareceu com ele depois de voltar do banheiro e que disse que precisava entregar para alguém em Hogwarts. Também disse que estava agindo estranho... Imperius?

- O que tinha no pacote? –perguntou Ron.

Hermione arregalou os olhos. –Morgana! Deixamos na rua!

-Relaxa, Granger. – disse Draco, retirando o colar de dentro da capa e fazendo-o flutuar no ar. –Não encosta!- advertiu Ron.

-Eu não ia...!

-Merlin, Draco! Não coloque essas coisa perto de você! Pode estar amaldiçoado!

-E está.

-Este é...? –começou Harry.

-O da Borgin e Burkes? Sim.

-Foi a Greengrass! Eu sabia. –Harry se exaltou, virando-se para correr de volta para a escola e denuncia-la ao diretor Dumbledore.

-Nós não podemos provar. E se ela estava realmente sobre uma Imperius, pode ter sido literalmente qualquer pessoa, até alguém de fora da escola.

-Mas ela estava lá! Na Borgin e Burkes naquele dia! E também no Três Vassouras hoje! Não pode ter sido coincidência...

Draco e Hermione trocaram um olhar. –O que mais pode ter sido é coincidência, doce.

-E você mesmo disse que era algo que ela não poderia ser vista carregando na rua. Um colar é fácil de esconder. –ponderou Hermione.

-Mas...

-Eu só não quero que você  comece com essa teoria maluca de que a Greengrass é uma comensal, ok?

-Mas e se...

-Ela não é!

-Como você sabe?!

-Por que eu sou a porra de um COMENSAL DA MORTE! EU SABERIA!- ele gritou essa última parte, se arrependendo logo depois, olhando para os lados, com medo de ter sido ouvido.

Harry se encolheu um pouco.

-Olha, desculpa, ok? Eu realmente acho que talvez ela possa estar mesmo tramando algo. Mas, não isso. Eu já tenho problemas o suficiente com todo esse lance de escola superprotegida, eu não preciso de uma campanha de “caça aos comensais da morte” agora.

-Dray...

-Eu conheço esse colar. Independente de ter sido mesmo a Greengrass que o plantou ou não. O dono está realmente tentando matar alguém. E nós precisamos levar isso a sério.

-Quem você acha que ela pode estar tentando matar - Ron questionou.

-Bom, o Dumbledore... Ou o Slughorn... Dumbledore havia me dito que os comensais realmente o queriam. Eles devem ter ficado meio chateados quando ele se uniu á Orderm. –Harry ponderou.

-Ou você. – acrescentou Hermione, perturbada.

-Não poderia ter sido eu. Ou ela simplesmente entregaria para mim na saída do Três Vassouras mesmo. Não é? Faria muito mais sentido do que tentar levar até a escola com o Filch revistando todo mundo e tal.

Hermione olhou para Draco preocupada, mas, este não olhava para ela. Tinha os punhos cerrados e o maxilar trancado. O grupo permaneceu em silêncio ao se aproximar da escola. Ao longe, a figura de um gato vinha na direção deles.

-Pelo menos, quando a gente para para pensar, não foi um plano muito inteligente né? O calor nem chegou até o castelo. - comentou Ron.

-Tem razão. –Concordou Hermione – Não foi muito bem pensado.

-E desde quando Greengrass é uma grande pensadora? –perguntou Harry.

Nenhum dos amigos lhe respondeu.

O gato logo se transformou na visão impaciente da professora McGonagall.

-Hagrid diz que vocês também estavam presentes do incidente da Srta. Bell... Já para a minha sala! 


Notas Finais


Nada para falar em especial além do que eu disse no anterior.
Arrumei um tempo hoje de manhã, então resolvi adiantar mais um.
A partir daqui as coisas começam a desandar.
Harry está obcecado com o Príncipe Mestiço e com a Astoria, nada muito além de como ele agiria normalmente.
Draco está realmente preocupado, mas, não sabe expressar isso muito bem e não sabe lidar com isso.
Ron está se sentindo excluído e com ciúmes, também nada muito fora do comum.
Pansy e Hermione não estão juntas, mas, a Pansy é o tipo de pessoa que já está planejando o casamento delas e o nome dos filhos.
E o Blaise ta levando.


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