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História Malfeito Feito - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, oi!
Já fazia algum tempo que essa fanfic tava abandonada no meu Word e recentemente eu resolvi voltar a escrevê-la. É uma short-fic, ou seja, não vai ter mais do que 10 capítulos. É uma história curta, com aquele típico clichê de "enemies to lovers" que a maioria ama :)
É a primeira vez que publico algo envolvendo o fandom de Harry Potter também, então, confesso que desceu um leve suor pelo rego antes de postar.
Enfim, uma boa leitura a todos, todas e todes <3
Beijão!

Capítulo 1 - Negação


Lynn deixou a sala de McGonagall resignada. Sua cabeça balançava de um lado para o outro, em clara negação. Seus passos eram apressados e altos, ecoando pelos corredores, enquanto seu manto preto e amarelo esvoaçava conforme ela andava. Mas que raios de tarefa era aquela? Na verdade, parecia mais um pedido. Era quase como se McGonagall estivesse lhe implorando ajuda. Ela parecia preocupada com o futuro do rapaz de cabelos vermelhos gritantes. 

Mas por que justo Lynn? Por quê tinham escolhido logo ela? Haviam vários Corvinos tão inteligentes quanto ela em Hogwarts. Com certeza, eles estariam dispostos a ajudar Castiel, afinal, eles eram estudiosos, gostavam de aprender, não faria mal ensinar Herbologia ao garoto, certo? Errado. Segundo a própria McGonagall, os Corvinos não pareciam dispostos a ajudar Castiel. Um deles já tinha tentado. Nathaniel, o menino de fios louros e olhos dourados, um dos alunos mais inteligentes de sua casa. Porém, o resultado final foi exatamente o contrário do esperado: Nathaniel acabou tendo que lidar com um Slugulus Eructo pelo resto do dia. Agora, Lynn sabia que havia uma rixa entre os dois. 

No entanto, McGonagall encontrou novas esperanças em Lynn. Ela esperava que como uma Lufana de coração bondoso e amigável, a garota fosse ajuda-lo na matéria mencionada. Além, é claro, de Herbologia ser a sua disciplina favorita, sendo assim, ela tinha facilidade e notas altas. Mas Lynn sabia da fama de Castiel e já tivera o azar de compartilhar o mesmo ambiente que ele durante algumas aulas. Sabia exatamente qual tipo de Sonserino ele era. E era justamente o mais insuportável. 

O problema não estava em ajudá-lo, mas sim em ter que lidar com a personalidade do garoto. Por mais bondosa que fosse, Lynn não deixaria que ele dissesse o que bem entendesse e, provavelmente, o responderia a altura. Ambos acabariam engatando uma discussão.  

Mas Minerva já tinha pensado em tudo. Ela sabia que haviam chances de Lynn negar o seu pedido, portanto, apelou para aquilo que sempre convencia qualquer aluno de Hogwarts: 50 pontos para a sua respectiva casa. Era bajulação? Sim. Era errado? Só um pouquinho. Seria um segredo das duas, ninguém mais ficaria sabendo. Ao fim da conversa, elas tinham um acordo. Lynn faria aquilo pela sua casa. Para trazer a vitória à Lufa-Lufa. 

Quando chegou em frente aos barris que lhe davam acesso ao salão comunal lufano, Lynn já conhecia perfeitamente a melodia e sabia em quais deveria bater e a ordem que deveria seguir. Logo ela já estava se direcionando para o dormitório feminino. No momento, estava vazio. 

Lynn se sentou sobre o colchão macio, coberto por cobertores amarelos e olhou para seus livros sobre a escrivaninha bem organizada. Seria um longo semestre. Ainda mais agora que os seus finais de tardes estariam ocupados com: "Aulas particulares de Herbologia para o Batedor insuportável da Sonserina". 

Ela seria recompensada no final. Precisava fazer um esforço. Tudo pela Lufa-Lufa. 

  

[...] 

  

O relógio marcava seis horas em ponto. Lynn caminhava tranquilamente até a biblioteca de Hogwarts. Na verdade, estava o fazendo o mais lentamente possível, para adiar sua chegada. E as escadas pareciam pensar o mesmo, já que mudaram de lugar duas vezes quando Lynn tentou atravessá-las. Pareciam querer lhe pregar uma peça. 

Geralmente, naquele horário, em uma quarta-feira chuvosa, não haviam muitos alunos na biblioteca. Isso era bom. Não teriam que disputar por uma mesa. 

A Madame Pince recebeu-a com o olhar desconfiado de sempre, sussurrando um: "Da próxima vez, limpe os pés no tapete antes de entrar". Lynn desculpou-se, seguindo para a região das mesas, procurando atentamente por uma cabeleira ruiva de farmácia. Não foi preciso muito esforço para encontrá-lo. 

Lá estava Castiel, sentado desleixadamente, com os pés cruzados sobre a mesa, enquanto inclinava a cadeira para trás. Sua mochila estava jogada sob seus pés. Havia um objeto trouxa em suas mãos. Lynn logo percebeu que era um celular, acompanhado de fones de ouvido plugados no aparelho e nas orelhas do garoto. E ainda assim, ela conseguia ouvir de longe a música que estava tocando. 

Rolou os olhos, seguindo até ele. Fez questão de largar seus livros sobre a mesa com força, fazendo um barulho alto. Todos pararam para olhá-la, lançando olhares de repreensão em sua direção. Apoiou as mãos sobre a madeira fria, encarando Castiel. O mesmo finalmente pareceu se dar de conta de sua presença, erguendo uma das sobrancelhas. Lhe olhou de cima a baixo, examinando sua aparência e suas vestes. Em seguida, um sorriso de canto desenhou-se em seus lábios.  

— Então você é a Lufana que vai me ensinar Herbologia? — perguntou com deboche — Eu deveria ter ficado no meu dormitório. Mas eu queria pagar para ver. 

As mãos de Lynn se fecharam em punhos, com suas unhas raspando na mesa durante o processo. Ela sustentou o olhar do garoto, mantendo sua expressão impassível, mesmo que por dentro ela estivesse fervendo. Ótimo. Haviam começado bem. 

— Eu sugiro que você desligue essa coisa em suas mãos. Dá pra ouvir da entrada da biblioteca esse barulho que você chama de música. — Lynn avisou, sentando-se de frente para ele. 

Castiel fechou a cara, lhe desferindo um olhar amargo, que poderia facilmente parti-la em duas se ele possuísse tal poder. Contudo, ele fez como ela havia sugerido, guardando o aparelho no bolso dianteiro da calça. Uma das coisas que sempre era eficaz na hora de impedir Castiel de fazer besteira, era apelar para o seu lado competitivo. Ele sabia que continuar com a música alta poderia acarretar em um sermão da bibliotecária e, consequentemente, em uma perda de pontos para a Sonserina. E ele não toleraria isso. 

Lynn desfez a pilha de livros que antes carregava, espalhando-os pela mesa e abrindo-os nas páginas que ela mesma tinha marcado com adesivos de cores variadas. Antes de começar a revisar o conteúdo de Herbologia, ela decidiu que seria um bom momento para deixar algumas coisas claras ao ruivo. 

— Antes de iniciarmos, eu gostaria de estabelecer algumas regras quanto às nossas aulas. — ela disse, soando mais gentil desta vez, porém, com firmeza. 

Castiel umedeceu os lábios com a língua, movimento este que Lynn acompanhou atentamente com os olhos, olhando fixamente para ela com uma das sobrancelhas arqueadas, quase como se estivesse duvidando do que ela tinha dito. 

— Achei que você fosse apenas mais uma aluna, e não uma professora. — ele debochou novamente, com seu tom de voz sempre convencido e grave. 

Ignorando completamente a total falta de educação que aquele garoto parecia ter orgulho de exibir, a lufana cruzou as mãos sobre a mesa, mantendo a postura ereta e o nariz empinado. Se sentia ridícula, não era assim que ela fora ensinada a agir, mas Castiel e seu temperamento de bad boy de filme adolescente clichê não lhe deixavam com outras opções. 

— Como eu estava dizendo... — ela ironicamente retornou a falar — A primeira regra é: sempre chegue no horário. Não irei tolerar atrasos. Nossos encontros serão três vezes na semana, às seis em ponto, aqui na biblioteca. Nem um minuto a mais, nem um minuto a menos. 

Castiel pigarreou, uma curva traiçoeira desenhando seus lábios finos. Ele parecia segurar uma risada. Lynn se perguntou o que havia de tão engraçado no que ela tinha acabado de dizer. 

— Sem chances. — ele negou com a cabeça, imitando a postura dela. Canalha. — Caso a senhorita não tenha sido informada, eu tenho treino de quadribol às segundas e sextas. Não há como eu chegar aqui às seis em ponto. 

— Isso não é da minha conta. — ela deu de ombros — Você é capaz de lidar com isso. Contudo, sugiro que pense em qual dos dois é a sua prioridade agora: Quadribol ou Herbologia? E- 

— Quadribol, é claro. — ele respondeu sem pensar duas vezes, interrompendo-a. 

Lynn suspirou longamente, fechando seus olhos durante alguns breves segundos antes de retornar a falar. Paciência era uma de suas virtudes. 

— Empurrar outros alunos e correr atrás de uma bola não o fará avançar para o sétimo ano. — Lynn dissera, quase como uma mãe repreendendo o filho mal criado. 

— Mas garantirá a vitória da Sonserina. — Castiel respondeu, cheio de si. Quem dera ela possuísse metade da autoestima daquele garoto. — Aliás, você se lembra de quando foi a última vez que a Lufa-Lufa ganhou um campeonato de Quadribol? Aposto que não, já que faz tanto tempo... Talvez seja por isso que o seu espírito esportivo 'tá tão morto. 

Lynn estreitou os olhos, segurando as bordas da mesa para não acabar enterrando suas unhas naquele patife. Agora ela entendia porque McGonagall estava tão desesperada. Nem mesmo o mais paciente ser humano conseguiria suportar Castiel. Ele fazia de tudo para dar nos nervos da lufana. 

— Eu sugiro que você repense os seus valores. Além do mais — jogou os cabelos para trás, tentando parecer confiante do que dizia — eu lhe garanto: este ano a vitória será da Lufa-Lufa. Já pode recolher a sua vassoura. Vai estar perdendo tempo. 

Castiel desfez a pose em que estava, curvando o tronco sobre a mesa e, consequentemente, ficando mais perto dela. Olhou-a nos olhos. Lynn pôde ver a determinação nas irises cinzas. Quase recuou. Mas ela não o permitiria tal deleite. 

— Eu nunca perco. Nem mesmo naquele jogo patético de bexigas, texugo. Sonserina levará a taça mais uma vez. Sente-se e assista a nossa inevitável vitória. — ele deu uma piscadela antes de voltar a sentar-se adequadamente. 

Lynn queria rir. Ela possuía uma carta na manga, algo que Castiel desconhecia. Se ela estava ali, ajudando-o a contragosto, era para garantir a vitória da Lufa-Lufa. Aquele ruivo arrogante poderia chiar o quanto quisesse. Ela faria suas palavras valerem. Não hesitaria em esfregar a taça na cara dele quando Dumbledore anunciasse a Lufa-Lufa como vencedora. 


Notas Finais


E então? Digam-me o que acharam nos comentários.
*OBS: Vocês vão perceber ao longo da fanfic, que eu alterei algumas pequenas coisas no universo de Harry Potter para que se encaixasse melhor no plot que tenho em mente. Mas são coisas realmente mínimas.
**OBS: Queria deixar aqui o meu agradecimento e carinho ao pessoal do perfil @IDesign pela capa lindíssima que eles fizeram para a fic <3.

Beijão!


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