História Malfred : Love me like You do... - Capítulo 7


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Categorias Império
Personagens José Alfredo "Comendador" Medeiros, Maria Marta Medeiros de Mendonça e Albuquerque, Personagens Originais
Tags Jose Alfredo, Malfred, Maria Marta
Visualizações 27
Palavras 1.670
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!

Depois de muitas dúvidas decidi voltar a postar. Tentando mais uma vez despertar o interesse de vocês com mais um capítulo.

Boa leitura!

Capítulo 7 - "Não sou a mulher dos seus sonhos!"


A proposta do Zé dava voltas em minha cabeça uma e outra vez sem parar. Minha vida futura vai depender da decisão que irei tomar agora e a última coisa que eu quero é me decepcionar pela milésima vez, criar expectativa falsa e sofrer depois. Zé se deu um tempo para decidir o futuro da sua relação com a Isis, isso significando que ainda pode querer reatar com ela em qualquer momento. A final de contas, a relação deles dura há anos e ele fez questão de me provar mais de uma vez, que não é um simples affair, uma relação passageira. Não posso confiar cegamente em Zé...já não! Não depois de tanto sofrimento e humilhações que tive que engolir! Preciso ter certeza absoluta dos sentimentos dele antes de tomar qualquer decisão a respeito.

Depois de tomar o meu café da manhã na minha própria companhia, tomei um banho de espuma e sais para começar o dia com o “pé direito”. Ao sair do banho paro frente ao espelho vestindo apenas uma lingerie de renda preta.

Marta : É, Maria Marta, está pronta para matar! - termino de arrumar os cabelos depois de ter feito uma maquiagem leve. Optei por um vestido de cor branca colado ao corpo, que ressalta minha cintura fina e curvas femininas. Ao chegar na “Império”, me deparo com olhares confusos (e surpresos ao mesmo tempo) me recebendo.

Valquirha : Bom dia, dona Maria Marta! - me cumprimenta como se estivesse me fazendo uma pergunta.

Marta : Bom dia! - sorrio. - O meu...- paro por alguns instantes. - O Comendador está? - ia dizer “meu marido”, mas acho que faz tempo perdi o direito de chama-lo assim mesmo sendo sua esposa no papel.

Valquirha : Está na sala dele.

Marta : Você avisa que eu preciso falar com ele, por favor? - esse gesto com certeza deve ter deixando-a em estado de choque, já que nunca antes acostumava pedir licença para “invadir” a sala do Zé. Mas isso foi antes...quando ainda me sentia esposa dele.

Valquirha : O Comendador pediu para senhora entrar enquanto chegar, ele tá a sua espera. - eu apenas sorrio em resposta. Ao entrar na sala, encontro a Zé contemplando a foto do seu Morro...digo Monte, me aproximo devagar sem fazer barulho mesmo sabendo que ele já deve ter percebido a minha presença.

Marta : Obrigada pelas flores...- sussuro em seu ouvido. Zé vira ficando de frente para mim, seus braços envolvem minha cintura puxando-me para si e encostando-me na mesa ao mesmo tempo (desse jeito deixando-me presa entre seu corpo e a mesa), abre um sorriso ao me ver.

Zé : Gostou?

Marta : Digamos que o seu gesto foi de um verdadeiro gentleman.

Zé : Isso significa, que estou no caminho certo? - não sinto a arrogância de sempre em tom da sua voz, mas bem, um pouco de insegunrança.

Marta : Caminho certo para o que? - provoco.

Zé : Para conquistar o seu coração...

Marta : Está tentando se tornar um homem fino e educado, Comendador? - um rasto de deboche pode ser identificado em tom da minha voz.

Zé : Não é disso que você gosta? De homem fino e educado, de um verdadeiro gentlheman?

Marta : E você acha que é isso que eu quero? Que você se torne um homem fino e educado? Eu já lhe falei ontem que nunca quis que você seja o homem dos meus sonhos. - ele sorri em resposta. - Mas é claro, que eu também não sou a mulher dos seus sonhos!

Zé : Não é? - não sei se é uma pergunta ou uma afirmação.

Marta : Claro que não! Duvido que você sonhou com uma mulher teimosa e orgulhosa que nem eu...- solto uma gargalhada. - Cheia de frescuras, como você mesmo sempre diz!

Zé : Foi o que eu achei durante muitos anos...- seu dedo polegar acaricia meu rosto, enquanto seu olhar se cruza com o meu. Outra vez posso sentir o mesmo olhar de admiração misturado com exploração, como se estivesse olhando para uma pessoa já tão conhecida, mas ao mesmo tempo, desconhecida para ele. - Que você não era a mulher dos meus sonhos...- confesso, que suas palavras doem, mas também não é nada que eu não saiba já.

Marta : Tá vendo? Eu tinha razão! - brinco para tentar disfarçar a dor.

Zé : Mas isso era antes...Agora estou começando a achar, que estava enganado.

Marta : Como assim?

Zé : Deixa eu tentar te explicar...- deve ter percibido que suas palavras me magoaram.

Marta : Zé, não vim para falar do passado...

Zé : Eu também não quero falar do passado, eu quero é falar do presente e quem sabe do futuro...NOSSO presente... Por isso quero te explicar o que sinto por você agora, nesse presente...

Marta : Você já me disse ontem, que quer aprender a me amar.

Zé : É...eu quero aprender a amar a Marta de hoje. Aliás, eu acho que já estou me apaixonando por você...

Marta : O segredo para despertar o seu interesse foi te rejeitar? - solto mais uma gargalhada, ele sorri em resposta. - É verdade quando dizem que o homem fica aos pés de uma mulher só quando for rejeitado por ela.

Zé : Confesso, que me acostumei a te ter na minha vida, saber que você me ama. Fui arrogante demais ao supor que assim será para sempre. Fiquei um tanto abalado quando você me pediu o divórcio, não soube como reagir... - para por instantes como se estivesse na dúvida se continuar ou não. - Fiquei com medo de te perder. - conseguie pronunciar, finalmente, fazendo um sorriso leve se esboçar em meu rosto. - Você não me falou nada sobre a minha proposta. Aceita? - seus braços continuam me segurando firme, o seu olhar fita meus lábios revelando sua intenção a seguir.

Marta : Não te falei nada, porque tenho uma contraproposta para te fazer...- mas quando ia continuar fui interrompida por batidas na porta.

Isis : Licença... - tinha que ser ela!

Zé : Isis, o que está fazendo aqui? - parece ficar confusso e contrangido com a presença da moça.

Isis : Você me ligou essa manhã dizendo que precisa falar comigo. Lembra?

Zé : Ah, sim...

Marta : Bom, Zé, eu vou indo, então. - me solto dos braços do Zé. Devo confessar, que a presença da Isis me incomodou bastante.

Zé : Espera...- um dos seus braços torna a fechar-se ao redor da minha cintura se recusando a aceitar minha partida. - Eu falo com a Isis um instantinho e depois a gente continua com a nossa conversa...

Marta : Você fala com a sua...com a Isis (foi difícil chama-la pelo nome dela) e depois decide se ainda quer continuar com a nossa conversa. - deposito um beijo em sua bochecha. - Passar bem!

Zé : Marta...- percebe o meu incômodo, segura no meu braço me puxando para si. - Eu passo na sua casa mais tarde...- deposita um beijo no canto da minha boca sem se importar com a presença da “franguinha”.

Ao sair da sala do Zé me deparo com os meus herdeiros me encarando surpresos.

Marta : Que foi? Porque estão me olhando desse jeito?

João Lucas : O coroa tá vivo? Ou você matou ele junto com a Isis? - os três gargalham.

Marta : Haha, que gracinha! Tá lá na sala conversando com a “franguinha” dele. - desvio o olhar pro lado da sala de onde acabei de sair.

Maria Clara : É impressão minha ou você tá com ciúmes do papai com a Isis? - me joga um olhar desconfiado, mas não irei comentrar nada com os meus filhos sobre a minha relação com o Zé antes de ter a certeza absoluta de que isso tem um futuro.

Marta : Eu? Imagina se eu vou ter ciúmes daquele bode velho! - disfarço, mas no fundo estou morrendo de ciúmes, sim! Queria ser um mosquitinho para poder estar naquela sala e escutar a conversa do Zé com a “franguinha”! - E vocês três porque não estão trabalhando?

José Pedro : A gente queria te convidar para almoçar junto lá em casa.

Marta : Olha só, sai de casa há alguns dias e os filhotes já estão com saudades da mamãe! - abraço aos três. - Mas tenho uma idéia melhor. Vamos pedir pra Claraide trazer a comida lá na minha casa? - não quero almoçar na minha ex-casa e correr o risco de me deparar com o Zé chegando com a “franguinha”. É melhor eu desfrutar da companhia dos meus filhos na tranquilidade do meu próprio lar.

Depois de ter almoçado com os meus filhos e percebido que o tempo passou correndo rápido demais, me refugiei na paz que a solidão ainda me trazia. Zé nunca mais deu sinais de vida, apesar de ter prometido me procurar mais tarde, e eu pensei que ele tinha cedido aos encantos da sua “sweet chlld” e desistido de mim, como tantas vezes já fez no passado. Depois de tentar me convencer que não vale a pena sofrer (mais uma vez) pelo meu ex, decidi tomar um banho quente, tentar pegar no sono e me entregar aos braços do esquecimento. Mas quando ia subir as escadas rumo minha suíte fui interrompida pelo som da campainha tocando.

Marta : Zé? - não escondo a surpresa. - Não te esperava.

Zé : Eu te disse que ia te visitar mais tarde. - entra fechando a porta e me pegando pelos ombros com as duas mãos, encosta-me na porta me prendendo entre seu corpo e a mesma. - Sou livre, sou livre para você! - antes que eu pudesse pensam em reagir, toma meus lábios num beijo urgente, ávido, sedento...como se a vida dele dependesse desse beijo. E eu? E eu mesmo se quisesse resisitir não teria conseguido, assim que retribui o beijo com a mesma urgência e insensatez...


Notas Finais


Obrigada por sua paciência! Espero que o capítulo foi do agrado de vocês.

Confesso, que não tenho hora pra voltar, tudo depende do retorno que a história vai ter. Fico grata se quiserem deixar comentários.


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