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História Maligno A história não contada do Bruxo mal - Capítulo 13


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Capítulo 13 - Por que eu me sinto assim?


Fanfic / Fanfiction Maligno A história não contada do Bruxo mal - Capítulo 13 - Por que eu me sinto assim?

_Theodora. 
Galindo a chamou depois da aula, as gêmeas passaram por ele como se não o vissem e sairam da sala. 
_Uau! Não esperava por isso. 
Se aproximou, Theodora olhava para a porta por onde as duas haviam saido e virou o rosto para ele. 
_Polly esta triste por Hugo, acho que ela gostava dele. 
_Entendi, preciso de falar uma coisa. 
Ela o olhou os olhos interessada em saber que rumo aquela conversa iria tomar. 
_Eu menti, quando disse que iria perdir desculpas, quando me pediu. Mas agora, bom... as coisas se resolveram.
_Que coisas?
Ela sabia do que ele estava falando, mas queria ouvir cada palavra. Galindo estava com problemas, queria dizer aquilo, mas não sabia como, quais palavras deveria usar para que soasse o quão sincero estava tentando ser, não queria dizer aquilo apenas para agrada-la, em parte era, mas também seria bom falar ao menos para alguém que o entendesse. 
_Nunca vou me perdoar pelo que aconteceu, por Hugo ter se metido em confusão e Feron ter se machucado.
_Não se culpe tanto, Hugo sabia o que estava fazendo quando tomou a decisão.
_Mas ele só fez o que eu pedi, claro que não fazia ideia do quão grave isso era, mas ainda assim eu pedi. 
_A minha mãe sempre dizia que temos que pensar nas consequências das nossas escolhas antes de toma-las, eu nunca entendi exatamente o que ela estava tentando dizer, mas.... acho que acabamos de aprender isso. 
_Não vou esquecer disso. 
Theodora sorriu sendo retribuída, sem esperar mais que isso Galindo ficou feliz em ser abraçado. 
_Estou orgulhosa de você.

Na hora do almoço Theodora fugiu da amiga que estava distraída tagarelando enquando escolhia os tomates cereja para por no prato. Toc, toc ela bateu na porta do quarto, olhando para os lados se garantindo de que niguém a tinha visto entrar.
_Pode entrar. 
Ouviu a voz do lado de dentro, Feron estava na mesa de estudo cercado por livros.
_Theodora!
Se assustou em vê-la ali e pulou para fora da cadeira.
_O que ta fazendo aqui?
_Vim ver como você estava.
_Garotas não são permitidas aqui, melhor sair antes que alguém veja.
_Ai, não se preocupa ninguém vai me ver. Como esta o seu braço? Ainda dói? 
Ela mudou o tom para preocupada e se aproximou dele. 
_Olha só...
Theodora segurou pelo pulso com cuidado o deixando paralisado por um momento, enquanto ela deslizava os dedos na marca, mas sem encostar na pele. Não se lembrava de alguém ter sido tão cuidadoso antes, nem mesmo Melidra já o tivera tocado daquele jeito. Os olhos dela lacremejaram e uma gota pingou no braço dele, só então ele percebeu que ela estava chorando. 
_Ta tudo bem? 
Ela levantou a cabeça e olhou para ele, seus olhos estavam ainda mais brilhantes. 
_Nunca mais deixe alguém te machucar de novo. 
_.....Ah, certo. 
Foi só o que conseguiu dizer, estava confuso com o que estava sentido, sempre foi do tipo calado, mas costumava ter boas respostas, mas agora não conseguia dizer absolutamente nada. Tinha um nó na estômago, o ar tinha fugido dos pulmões. O que estava acontecendo com ele? Aquilo o assustou, Feron se afastou, Theodora secou o rosto e fungou o nariz. 
_Eu te vejo no jantar?
Ele fez que sim com a cabeça já que estava mudo, ela deu um passo para trás e foi em direção a porta sorrindo antes de acenar e ir embora. Feron contiuava exatamente onde estava tentando digerir o que estava sentindo, colocou a mão no peito e seu coração estava prestes a saltar para fora, pelo menos foi o que pensou. Pulou em cima de Ariel o abordando quando ele entrou no quarto carregando uma bandeja com lentilhas, peixe frito e salada de tomates cereja, quase derrubou tudo. 
_Feron! O que deu em você?!
_Ariel, acho que estou doente. 
_O que?! 
Deixou a bandeja em cima da mesa e tocou a testa do irmão. 
_Não ta com febre. 
_Não ai, aqui. 
Colocou a mão do irmão em seu peito.
_Quase não consigo respirar. 
_Aconteceu alguma coisa pra você ficar assim?
Ariel se afastou encostando na mesa. 
_Foi....
Então notou que assim acabaria delatando Theodora. 
_Nada. 
_Nada? Você quase me derruba e agora diz que não é nada. Que remédio eles te deram?
_Deixa pra lá, porque trouxe isso? Sabe que odeio essa coisa. 
_Eu sei, mas era o que tinha. 
Deu de ombros, Feron pegou uma das lentilhas e enfiou no buraco onde ficava o olho do peixe deixando Ariel com nojo. 
_Arg! Hildegard não tá aqui não tem que fazer isso. 
_Gosto da cara que ela faz, e vocÊ fez uma igual. 
_Haha, não muda de assunto. Porque estava agitado? Por acaso viu alguma garota de que gosta?
_Não! 
Ariel riu. 
_Certo, mas suspeito que isso só se eu tivesse te pego com uma aqui. Quem é, a princesa Theodora? 
Ironizou rindo, Feron engoliu seco e puxou a cadeira se sentando e dando atenão para o livro que já estava aberto. 
_Para de brincadeira, leva isso eu não vou comer. 
_Ta bom, você que sabe. 
Disse pegando a bandeja de volta, Feron se levantou e abriu a porta para ele. 
_Espera, o que queria me contar mais cedo?
_Ah aquilo.... Bom, eu te conto quando você me contar o que ta escondendo, até depois. 
Galindo chegou antes de Ariel cruzar a porta e quase se esbarraram.
_Opa! Oi Ariel.
_Oi.
_Credo! O que é isso?
Perguntou entorntando o nariz olhando para o peixe com olho de lentilha. 
_Tradição de família. 
Ariel deu de omboros. 
_É nojento. 
_É, eu sei. Até depois.
Ariel saiu do quarto e Galindo entrou fechando a porta atrás de si. 

A noite naquele mesmo dia, depois do toque de recolher, Galindo e Feron estavam no quarto cada um em sua cama.
_Então você quase arrancou o dedo da sua babá. 
_Eu não gostava de como ela olhava pra mim. 
Galindo riu. 
_Acho que nunca fiz nada assim, só... acho que tinha uns seis anos e queria ser igual ao meu pai, fui para a sala de porções dele.... Não fazia ideia do que estava fazendo e quase explodi tudo. 
Os dois riram, Feron arrumou a garrafa que estava incomodando em baixo do travesseiro, Galindo já estava curioso sobre aquilo a muito tempo então talvez agora tenha chance de perguntar. 
_Então.... Porque sempre dormi com essa garrafinha em baixo do travesseiro?
_... Era da minha mãe..... Não sei porque ainda tenho, não me lembro mais dela. 
_Já faz tanto tempo assim?
_Ela morreu qundo o Ariel nasceu. A culpa foi minha. 
_Sua, mas como?
Galindo ficou sentado na cama. Feron suspirou antes de responder.
_Quando a minha mãe estava grávida do Ariel, ela comia flores copo-de-leite porque tinha medo que o bebê nascesse...
_Verde.
_Mas por causa disso o Ariel nasceu antes do tempo e a nossa mãe nunca acordou. Nada disso teria acontecido se não fosse por mim.
_Espera. 
Galindo pensou por um instante. 
_Isso não faz nenhum sentido. A culpa foi das flores não sua, tenho certeza que ela teria admido que essa foi uma péssima ideia. 
_Obrigado... eu acho.



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