História Malleus Maleficarum (interativa) - Capítulo 3


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Categorias Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags Deuses, Interativa, Mitologia Grega
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Palavras 921
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Os prazos estão chegando! Espero que gostem desse teaser, logo logo a história começa <3

Capítulo 3 - Antígona de Vere, teaser


Quando há uma erva daninha entre a videira, a arrancam pela raiz para que não contamine qualquer outra planta. Em um coven, quando uma bruxa é amaldiçoada pela deusa que mais cultuam, não há misericórdia nem redenção. 

E era assim que Leonore estava, 3 meses jogada aos castigos de Hécate em uma floresta escura cujo vento soprava como rugido. Os gritos ecoantes da garota fariam com que qualquer sentisse compaixão, por isso não eram ouvidos. 

Todo e qualquer evento que aconteceu e acontecerá naquele lugar estavam agora permeando os olhos e ouvidos da garota, cada assassinato cometido a margem do rio, cada corpo decomposto, cada guerra travada, cada ato de violência, nenhum segredo daquele lugar estava mais tão secreto assim.

A garota definhava pouco a pouco, não comia, não dormia e de quebra também não morria, era  um labirinto agoniante que parecia não ter fim, e uma noite que nunca cessava, pelo menos através de seus olhos. 

A ruiva correu até o rio mais próximo, sentou à margem dele e deixou com que lágrimas escorressem por seus olhos, fechou-os para que não visse seu reflexo, não queria ver nada sobre si mesma, não queria ver nada sobre ninguém. 

Ao colocar as mãos sobre a água e lavar o rosto, sentiu algo grudar, um ardor insuportável com um cheiro bem característico, ao abrir os olhos notou que estava limpando seu rosto em lama, sangue e lixo. Esse era o futuro do rio.

Leonore deu passos rápidos para trás e se sentou, abraçando seus próprios joelhos, chorando e gritando por misericórdia, tremendo de frio e medo. 

— Eu só queria morrer, eu só queria ser levada — suplicou, escondendo seu rosto 

Bennet ouviu passos atrás de si  e galhos se quebrando, provavelmente seria mais uma desova que iria testemunhar. Abraçou com mais força os próprios joelhos e escondeu-se, suspirando fundo. 

— Eu não quero que morra. 

A garota permaneceu intacta, ainda que conhecesse aquela voz, não se lembrando de onde, ainda mantendo a cabeça escondida 

— Levante e se recomponha, bruxa. É sua última chance de sair desse inferno. 

A bruxa olhou para trás e viu uma figura encapuzada que não mostrava seus olhos com um sorriso de ponta a ponta, vestida de preto, era uma mulher, parecia uma das suas. Ela se levantou e a observou por alguns segundos, notando que o clarão da lua mostravam duas sombras para aquela figura, uma de uma criança, outra de uma senhora, nenhuma correspondia a idade que ela demonstrava. Era Hécate. Hécate e suas três formas. 

A garota se ajoelhou em frente a deusa, abaixando sua cabeça e chorando ainda mais, pode ouvir uma risada ecoando pelo local e suspirou 

— Deusa maior, eu nunca desejei ofendê-la eu nunca desejei… 

— Me poupe desse discurso e dessa falsa autopiedade, recomponha-se, preciso vê-la. 

Leonore engoliu a seco e concordou, ficando de pé. A mulher tirou seu capuz e mostrou seu rosto, a ruiva a analisou por alguns segundos, era linda, mas fúnebre e lhe dava calafrios, seu sorriso era aterrorizante, não por ser feio, na verdade passava longe disso. Mas pelo viés do que ele representava. 

— Deveria ter ficado no convento, você é fraca e burra demais para ser uma das minhas fiéis. 

Ela concordou com a cabeça 

— Provavelmente sou, mas não ficaria como cúmplice do que aquela igreja fazia, não dormiria bem sabendo que seria uma assassina. 

— Todos somos, minha cara, se não de pessoas, de representações — a deusa caminhou até a menina e tocou o rosto, negando com a cabeça — o que importa é saber o que fazemos e para quem fazemos. O que estamos matando. 

— Eu… eu não sou. Eu não nasci para partilhar o ódio.

— Então terá que matá-lo — a quitonica disse, tocando os cabelos da menina — tudo que aconteceu foi planejado. Queria saber se teria coragem o ou burrice necessárias para descumprir uma ordem com consequências absurdas antes que seguisse às minhas, você se tornou excelente nisso. 

— ...E por isso me fez sofrer? 

— Não. A fiz sofrer para ver que tudo tem um preço a ser pago. Agora você sabe o preço do conhecimento. 

A deusa se afastou e a menina mordeu o próprio lábio, com um movimento de mãos rápido, Hécate fez com que o dia aparecesse, ainda que estivesse entre névoas, deixando as sombras da noite de meses.

 — Deusa, eu entrego minha vida a ti — disse em baixo tom, enquanto Hécate sorria 

— E por que acha que a vida de uma criatura tão estúpida e insignificante quanto você seria útil para mim? 

— Porque agora, eu sei quanto vale a luta. 

Hécate, virou seu corpo de frente para a menina de novo, e foi até ela em leves saltos, por um momento a menina se sentiu na presença de uma fada mesmo sabendo e tendo visto muito bem o que lhe esperava com a deusa. 

— Não sabe o que a espera. Não sabe o quanto sofrerá. 

— Talvez eu saiba. Mas eu nasci para o amor e somente para seus fins, não vejo nada que seja tão caro que não mereça o preço, não me importo para o que acontecerá, eu só sou uma peça. 

Sorrindo, Hécate cortou um pedaço de sua própria capa, fazendo um véu com o tecido e o colocando sobre a cabeça da menina, cobrindo todo seu rosto. 

— Está absolvida, tendo consciência de sua missão, o véu a protegerá. Lute. Resista.

— Eu não tenho outra escolha senão essa. 

 

 ...And, Guy De Vere, hast thou no tear? -weep now or never more! See! on yon drear and rigid bier low lies thy love, Lenore!

 


Notas Finais


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