História Mama please don't cry - Taegi - Capítulo 7


Escrita por: e ChaeShiii


Notas do Autor


Sim, atualizamos mais cedo dessa vez kkkk, eu tive que forçar a Anna a escrever

Capítulo 7 - I see dead people



No dia seguinte, o clima estava agradável. Faziam mais ou menos 22° graus lá fora, e Yoongi até pode sentir uma mínima vontade de sair de casa. 


Mas na verdade, ele foi arrastado por um coelho falante e curioso mesmo, até uma cafeteria no centro de Seoul. Parecia que todo homem que conhecia naquele puteiro cagava notas altas no toalet.


— E por quê ele não te atende mais? Eu meio que não entendi, foi culpa só minha? — Perguntou o jovem, enquanto tomava seu cappuccino cheio de chantilly, enquanto o Min tomava um americano cheio de gelos.


— Eu não sei... — Murmurou. — É meio complicado entre mim e o Tae. E às vezes eu fico confuso e só dificulta tudo. 


Tomou um gole da sua bebida, olhando ao redor do local, na tentativa de esconder seu nervosismo perante a questão.


Jungkook se sentiu um pouco similar as emoções do mais velho. Comparando sua relação com o Jimin, também eram... Complicados.


— Vocês já tentaram conversar sobre isso direto ao ponto...? Ou tem mais uma coisa que atrapalha vocês? Eu não sou a melhor pessoa pra dizer isso, mas segredos em uma relação, afastam as pessoas.


— Acho que não tivemos tempo de sentar e conversar. Sempre que nos encontrarmos rola aquele clima que esquecemos de conversar. 


— Yoongi...


— O que? — Finalmente encarou o mais novo nos olhos, e uma aflição tomou seu corpo. Jungkook tinha olhos negros e profundos, pareciam inocentes e gentis, mas, olhar as pessoas diretamente em seus olhos, causava uma sensação terrível em seu ser. Era praticamente uma fobia. Desviou o olhar logo em seguida, focando em seu café gelado.


— Acho que a relação de vocês é meio, que, muito mal resolvida... Parece que vocês escondem algo um do outro.


— Não, não! — Balançou a cabeça negativamente, olhando pra parede. — Nós só... temos alguns desentendimentos.


— Que são? Me conte, não sou fofoqueiro. — Sorriu, mostrando os dentinhos de coelho.


— Eu ouço... vozes. — Disse, num desabafo. — Elas dizem muitas coisas sobre mim, e eu sempre ouço elas. E o Taehyung ficou... cansado disso. Disse que precisávamos de um tempo, eu precisava de um tempo.


— Você contou essas coisas pra ele..?


— Não, ainda não... Acho que deve ser bobeira, né? — Riu, amargo, terminando seu café. — Todo mundo ouve alguma coisa de vez em quando, sim?


— É... Mas se isso se tornar rotineiro, não é tão comum, hyung. — Jungkook segurou a mão pálida e gelada, conseguindo direcionar a atenção do Min para seus olhos por poucos segundos. — Quero que me ligue quando acontecer de novo.


— Não é muito importante. — Desconversou, puxando as mãos para o próprio corpo. — E logo estaremos bem, não se preocupe, Jeongguk. 


O mais novo encarou Yoongi, a sobrancelha franzida num rosto de dor. Contudo, sabia que não poderia mudar a opinião do mais velho, era o velho teimoso de sempre.


— Bom, pelo menos, salve meu número. — Disse em voz alta, e o Min, acabou salvando, apenas porque... Parecia uma boa oportunidade. — Somos amigos agora, Yoongi.


[...]


Sozinho em casa, Yoongi tinha acabado de sair do banho, suas músicas dos anos 60 tocavam em seu rádio com um pendrive.


Estava tranquilo, quentinho e levemente molhado, por conta de seus cabelos, agora rosados novamente. 


Caminhou até o quarto, sem pressa, ouvindo sua música predileta começar a tocar, Put Your Head On My Shoulder, de Paul Anka. Não sabia muito sobre o cantor, mas sempre se pegava imaginando dançar a música calma nos braços do Kim, que estaria segurando sua cintura, e estaria com o rosto em seu ombro.


Sua imaginação era fértil, porém, lhe machucava.


Sentia saudades do Kim, e deduziu isso assim que vestiu seu moletom e sentiu o perfume amadeirado impregnado no tecido macio. Aperto as mãos nas mangas compridas, soltando um longo suspiro.


— Talvez ele tenha me abandonado para sempre. — Sentou-se na cama, olhando para a pequena varanda, com porta de vidro, e cortinas de cores suaves, abertas bem ao lado, mostrando uma breve vista da cidade àquela hora da noite.


— Nós nem sabíamos dizer o que tínhamos de verdade. — Riu, depreciando a si mesmo, deixou que seu corpo caísse na cama, o rosto inclinado para varanda, olhando a noite fria que estava lá fora.


O céu estava nublado, as nuvens praticamente laranjas por conta da iluminação da cidade grande. O prédio bem a frente do seu tinha algumas poucas luzes acesas, provavelmente de casais jovens com seus filhos pequenos, ou solteiros terminando suas faculdades.


Olhando atentamente, seu cenho se franziu e se forçou a sentar na cama. Parecia que havia uma figura numa das varandas daquele prédio, mais especificamente, no sexto andar. Havia uma forma escura, contra a luz que vinha de dentro da casa. E parecia lhe observar.


Respirou fundo, se levantando e olhando atentamente na direção daquela forma, parecia uma senhora, não muito alta e não muito baixa, não dava para ver muito, estava totalmente escura, mesmo que não fosse tão longe assim.


Aquela figura parecia olhar diretamente para Yoongi, mesmo que fosse impossível ver seus olhos. O Min sentiu um arrepio gelado em suas costas, como se tivessem passando mãos geladas por todo seu corpo. Virou-se, assustado, sentindo seu coração bater com força dentro do peito.


Não havia nada atrás de si, e quando virou-se novamente, a figura tinha desaparecido da varanda. Franziu o cenho novamente, andando até sua porta de vidro e a abrindo num solavanco forte. Saiu de casa, soltando um suspiro que se tornou uma suave fumaça em frente ao seu rosto. Olhou para a esquerda, e para a direita, nada.


Então olhou para a rua. E sentiu como se seu coração estivesse parando e voltando a bater tão forte como nunca bateu em sua vida. Lá estava, uma senhora atravessando a rua deserta numa velocidade assustadora, seus braços se mexiam com força e descontroladamente para frente e para trás, juntamente de sua cabeça. Ela olhou para cima, o olhar sedento, procurando carne, caçando sangue.


Caçando Yoongi.


O rosado sentiu o pânico e adrenalina em suas veias, e sua música favorita continuava tocando alto, deixando o apartamento, que antes estava calmo e sereno, agora assustador e horripilante. Conseguia sentir uma escuridão de medo lhe engolindo, o ar saindo de seus pulmões e o desespero atingindo sua alma, o cortando. 


Não se lembrou se tinha trancado a porta, apenas fechou a porta da varanda com força, e procurou seu celular pelo quarto num desespero agoniante, jogando travesseiros e cobertores ao chão.


Quando sutilmente, em meio a música calma e romântica, escutou sua porta de madeira chiando. Seu reflexo mais rápido foi se esconder embaixo da cama, enquanto sentia seus olhos marejarem e os soluços insistiam em querer sair por sua garganta, estava apavorado, tinha certeza total, iria morrer.


Sua porta estava encostada, não chegava a estar totalmente fechada, mas com um suave empurrão poderia ser aberta.


Sentia seu corpo tremendo e suando, colocou as mãos em frente a sua boca, esperando que não fizesse nenhum som, tinha medo até de sua própria respiração.


A porta foi empurrada sutilmente, seus olhos se arregalaram, vendo pernas brancas como as suas próprias, porém, apenas um dos pés vestia uma meia que chegava a subir apenas um pouco mais do que o tornozelo. Este pé parecia virado, torto, como se fosse uma pessoa acidentada, e Yoongi teve mais medo ainda.


Os passos eram pesados e duros, a perna torta se arrastava e mancava, se aproximando da cama lentamente. Yoongi apertou as mãos envolta de sua boca, sentindo as lágrimas escorrendo pelo seu rosto lentamente. Os passos foram para o lado, saindo do campo de visão do rosado. Yoongi não sabia se saia correndo ou se mantinha ali até que aquela pessoa fosse embora.


Quando menos esperou, um rosto apareceu bem à frente do seu, e Yoongi só pode gritar em pânico e chorar alto, o rosto deformado, cheio de sangue e amassado, lhe encarando com os olhos sem vida, o sangue escorrendo, pegajoso e caindo no chão como algo podre, aquilo fedia, e Yoongi não sabia o que fazer além de chorar e gritar.


Aquele era o rosto de sua mãe.


Por um momento, enquanto soluçava e tremia, Yoongi tomou coragem em olhar para frente, percebendo que não havia mais ninguém ali, e como se tivesse alguém ao seu lado, ouviu uma voz tranquila e aguda lhe sussurrar.


— Ligue para alguém. Lute.


Olhou para o lado, ainda traumatizado com o episódio anterior, mas algo lhe dizia para fazer aquilo que tinha ouvido.


Notas Finais


A Anna disse que gostou muito do capítulo e me agradeceu muito por eu ter escrito o surto do Yoongi, assinado, Chae

E aí, o que vocês acham que o Yoongi tem?

Beijinhos meus amores <3 <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...