História Maneira de Dizer - Capítulo 6


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Marinette Dupain-Cheng (Ladybug)
Tags Adrinette, Gravidez, Marichat
Visualizações 313
Palavras 1.247
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Cá está, o último capítulo dessa história tão curtinha e fofinha.

Espero que "Maneira de Dizer" tenha proporcionado a vocês momentos agradáveis, assim como proporcionou para mim. Foi uma experiência diferente tentar esse estilo de escrita "direto ao ponto", descrevendo coisas que eu gostaria que acontecesse sem necessariamente desenvolver toda a história necessária. Talvez eu arrisque mais algumas fic's nesse estilo. Acredita que até continuação eu planejei? Mas isso vai depender da disponibilidade de tempo e da minha inspiração, que ultimamente só da um "oi" e vai embora.

É isso. Espero que gostem.

=]

Capítulo 6 - De Duas Para Três


- NÃO!!! - Adrien berrou, saltando para tomar o telefone das mãos da namorada e caindo no colchão em seguida. Falar aos sogros que a namorada estava grávida quando ela nem mesmo havia lhe contado já era ruim. Permitir que ela descobrisse isso daquela maneira, seria o inferno.

- Adrien, eu preciso retornar a mamãe. Não sei quando poderemos nos falar de novo. - A morena explicou, sem entender a atitude do namorado.

- Nós precisamos conversar agora, lembra? - Indagou ele, levantando-se.

- Mas j-já? - A jovem tornou-se repentinamente nervosa.

Adrien inspirou fundo, conseguindo ver, com nitidez, a angústia que crescia nas orbes azuladas da companheira. Enquanto criava coragem para falar, não pôde deixar de reparar que somente um top de ginástica cor de rosa cobria seus os seios medianos, enquanto na parte de baixo ela usava apenas uma calcinha turquesa, o que deixava o ventre completamente a mostra. E ele ainda encontrava-se liso e definido, graças ao ritmo intenso em que Ladybug vivia.

- Isso é verdade? - Disparou, sem rodeios, estendendo a folha, que ainda segurava, ante ao rosto da garota.

Marinette levou as mãos a boca, chocada, e xingou-se internamente. Havia esquecido completamente de que o exame estava guardado em sua bolsa. Definitivamente, aquele não era o jeito que planejara levar aquela conversa.

- Surpresa? - Uma risada nervosa escapou de sua boca. - Adrien… - Começou, reticente. Tentava encontrar as palavras, mas não sabia ao certo o que dizer.

Seus olhos marejaram, e a morena encontrou-se confusa em razão dos sentimentos que a acometiam, . Perdida em um misto de sensações, que a impediam de pensar coerentemente.

- É verdade. - Confirmou o óbvio, por fim. - Tikki já sabia e me contou, me impedindo de transformar. Fiz o exame para confirmar e aí está o resultado. - Narrou. - Estou esperando um bebê Adrien. Três semanas apenas. - Concluiu.

- Aquele gato desgraçado… - Começou Adrien, irritado.

- Plagg? Qual o problema? - Marinette estranhou a mudança no rumo da conversa.

- Ele também sabia. - Esclareceu Adrien. - Ele me pediu para não brigar com você. - Emendou, deixando o papel sobre a cama.

- Está bravo? - Marinette indagou, incerta.

- Bravo não. - O loiro sentiu-se o peito quebrar-se, constatando como a namorada estivera insegura todo esse tempo. - Chocado, com certeza. Desculpa, eu só não…

- Esperava? - Completou ela. - É, eu também não. Com o início do Ateliê, ter um filho agora não estava em meus planos. Tampouco deixar de ser a Ladybug.

- Deixar de ser a Ladybug? - Indagou confuso.

- Eu não posso me transformar durante a gestação. - Resumiu. - Vai ter que se virar sem mim por um tempo gatinho. Não estarei por perto para limpar a bagunça que você faz. - Debochou.

Contudo, para seu total espanto, Adrien suspirou aliviado. Curiosa, Marinette arqueou ambas as sobrancelhas.

- O quê? - Questionou.

Adrien sentiu o rosto avermelhar. Não sabia ao certo como abordar aquele assunto.

- Por um instante eu pensei que… - Começou. - Que você estava cogitando interromper a gestação. - Revelou, fazendo a outra arregalar os olhos.

- NÃO!!! - Marinette exclamou, saltando para trás. - É o meu bebê, que também é filho da pessoa que eu mais amo no mundo. - Explicou, fazendo o outro ruborizar ainda mais, involuntariamente. - Eu quero esse filho Adrien, e eu não me importo se eu tiver que me dividir em três para criá-lo, porque em duas eu já estou acostumada. - Declarou. - E você? - Perguntou, temerosa.

- É claro que eu quero! - Respondeu de pronto. - Eu só estou chocado. - Defendeu-se. - É que eu não queria ser injusto com você. Afinal, você está no início da carreira e é quem vai sofrer as maiores mudanças…  - Explicou. - Eu não estou nem pensando direito. Mas se quer sabe o que sinto, eu definitivamente quero a criança. - Afirmou convicto.

Marinette sentiu, novamente, os olhos marejarem. Sem pensar duas vezes, atirou-se contra os braços do companheiro, que a acolheu prontamente. Pela primeira vez naquele dia, conseguiu respirar aliviada, e sentiu todo o peso que e instalara em suas costas naquela tarde se esvair como num passe de mágica.

Adrien também aproveitou o abraço para reconfortar-se. É certo que ele também não era a pessoa mais madura no mundo, nem tivera a melhor referência famíliar, mas já contava com vinte e cinco anos na cara e estava confiante que podia encarar o desafio. Afinal, ali começava a família que, secretamente, idealizara formar com Marinette, que por inúmeros motivos, incluindo a vida dupla que levavam, sempre era tratada como assunto para depois.

- Eu posso sentir? - Perguntou, soltando-a com cuidado.

- Não há nada para sentir ainda. - Respondeu, constrangida.

- Ainda assim. - Insistiu, abaixando-se até ficar na altura do ventre da mulher, onde colou o ouvido. 

De fato, assim como reparara antes, nenhuma alteração externa era notável. Mas por dentro, havia a mudança que transformaria suas vidas mais que qualquer outra.

- Awww!!! - Os casal escutou uma interjeição fina e emocionada. Constrangidos, ambos procuraram a fonte do ruído, deparando-se com os dois Kwamis, que encontravam-se sentados sobre os travesseiros da cama box, assistindo tudo o que se passava.

- Shhhi! - Plagg, ralhou com a pequena joaninha. - Eu disse para não interferir!

- Foi sem querer. - Tikki justificou-se. - Eles estavam tão fofos que eu falei sem perceber.

Ante a intromissão das duas criaturinhas, Marinette colocou ambas as mãos na cintura e franziu o cenho, enquanto Adrien rolou os olhos para cima.

- Privacidade para quê, né Plagg? - Reclamou Adrien.

- Cara, eu ouvi vocês fazerem essa criança. - Rebateu o Kwami negro. -  Não sei para que tanta frescura em relação a essa conversa. - Completou,  fazendo com que ambos os portadores corassem furiosamente.

- Seu inconveniente! - Adrien exclamou, irritado.

- Hei, deixa! - Marinette pediu, entre risos. De fato, o alívio ainda lhe amolecia, de modo que não conseguia se irritar com a situação. - Ainda temos algumas coisas com que nos preocupar - lembrou, quando atraiu a atenção do namorado novamente para si.

- Como o quê? - Indagou Adrien.

- Nãos sei como dar a notícia aos meus pais. - Desabafou.

Imediatamente, o ex-modelo sentiu todo o sangue esvair-se de seu rosto, imaginando que que havia ficado branco tal qual um fantasma, já que o desespero no semblante de sua namorada refletia o próprio.

Bem, Marinette. - Começou ele, levando uma das mãos até a nuca. - Pode ser que seus pais já estejam sabendo… - Completou, reticente.

Dessa vez, Marinette foi quem sentiu-se empalidecer.

- O que você fez Agreste? - Perguntou, sentindo o desespero e a raiva crescerem dentro de si.

- Foi sem querer, juro! - O loiro exclamou, correndo em direção a sala com a morena em seu encalço.

- VOCÊ FEZ O QUÊ??? - Pouco tempo depois, os dois Kwamis conseguiram ouvir a voz da heroína retumbar pelo apartamento e riram com a situação.

- Não vai ser maravilhoso quando o bebê deles nascerem? - A joaninha indagou, sonhadora.

- Fale só por você. - Contestou o felino. - Não consigo imaginar nada de bom vindo de qualquer criatura que descenda do Adrien. - Implicou, tentando mostrar-se indiferente. Entretanto, uma discreta curva no canto de seus lábios entregava a realidade incontestável: estavam todos felizes com a boa notícia.


Notas Finais


E é isso. Espero que tenham gostado tanto quanto eu.

Beijos e até a próxima, quem sabe.

;]

Atualização: E não é que saiu uma sequência? Confiram também, "Maneira de Lidar":

https://www.spiritfanfiction.com/historia/maneira-de-lidar-11200042


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