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História Mangás inacabados e sabores cítricos. - Capítulo 1


Escrita por: 2yeonic

Capítulo 1 - Único: suco cítrico de nossos domingos juntas!


Fanfic / Fanfiction Mangás inacabados e sabores cítricos. - Capítulo 1 - Único: suco cítrico de nossos domingos juntas!

— Então ele disse, em pensamento, enquanto suas lágrimas caíam fortemente: "Eu te amo, muito, mas infelizmente nossa história acaba aqui." — Finalizou Hitomi, enquanto fazia os últimos traços de um Ugetsu choroso. 

Por mais que yaoi não fosse o preferido de Nako, a garota adorava ouvir sua companheira ditar cada palavrinha de suas finalizações, era totalmente boba por ela. 

— Quando vai terminar esse? — Perguntou Nako, enquanto pegava seus lápis coloridos do chão e recolhia seus papéis rabiscados. 

— Provavelmente semana que vem, já que nos próximos dias terei que me dedicar aos estudos. E você? Quando vai terminar seu '𝘓𝘰𝘷𝘦𝘭𝘺 𝘊𝘰𝘮𝘱𝘭𝘦𝘹'? — Respondeu Hitomi, enquanto abaixava 𝘓𝘰𝘯𝘦𝘭𝘺 𝘪𝘯 𝘵𝘰𝘬𝘺𝘰 que tocava no rádio velho de seu pai. 

Nako apenas sorriu com os olhos, aliás, não tinha nem começado o plot romântico da estória, então não tinha a previsão de terminar a tal. 

O domingo estava chegando ao fim, o tempo de Nako e Hitomi estava se esgotando, mesmo que fosse triste para elas não poderem se ver com tanta frequência, faltava pouco para se verem apenas nos intervalos do trabalho e faculdade. 

Hitomi era uma garota citadina desde que se entende por gente, só viajou do Japão para os EUA - onde mora agora - diferentemente de Nako, que cresceu azeda por estar sempre viajando, só agradece porque conheceu Hitomi em todo esse período de viagem. 

Mesmo que Nako fosse alguns meses mais moça (apenas meses, pois ambas tinham a mesma idade) e não tivesse muitos sentimentos por outras pessoas por nunca ter tido tempo para conhecer todos melhor, ela e Hitomi deram certo, impressionantemente. 

— Você gosta de limão? Eu adoro limão, tipo, suco de limão, biscoito e qualquer coisa que tenha limão. — Perguntou Hitomi, dois anos atrás, quanto tinha seus 17 anos e seu cabelo ainda pintado de um roxo claro. 

— Eu prefiro laranja, é mais… Doce, mesmo assim não tão! — Respondeu Nako, entrelaçando seus fios do cabelo cor de caramelo com o dedo, enquanto acompanhava uma Hitomi com uma cesta de compras na mão e alguns limões dentro da tal. 

Depois de ouvir isso, a mais nova foi em direção da bancada que tinha as laranjas, e pegou quatro delas, talvez o suficiente para fazer um ou dois sucos, talvez o suficiente para alegrar Nako e seu estômago com gosto para coisas cítricas. 

Mais tarde, se divertiram fazendo bolinhos de limão e laranja enquanto gastavam toda sua farinha, pois a massa não saía certa de modo algum, não comeram nenhum, pois na primeira tentativa estavam impacientes e tiraram antes da hora, saiu branco e pura massa. 

O segundo deixaram demais e acabou por queimar, transformaram em migalhas e deram para o passarinho que Hitomi tinha na época e o terceiro, e último, saiu no ponto, macio e com um ótimo recheio. 

Se sujaram com o glacê do bolinho, e cochilaram pelo restinho da tarde que as restava, enquanto seu telefone não tocava para falar que Nako teria que voltar para casa. 

É assim que elas se lembram do seu primeiro dia juntas como amigas, e sempre contaram assim, mesmo que com algumas modificações para não soar estranho aos olhos alheios, foi quase mágica. 

Depois do amor pelas coisas cítricas, elas descobriram que compartilhavam o amor pelas obras japonesas, desenhadas, que para simplificar são: mangás.

O primeiro que leram juntas, deve ter sido um Mahou Shoujo, um gênero onde garotas são mágicas. 

— Mahou shoujo? — Repetiu Nako, enquanto vía Hitomi procurar um tal de "Pretty cure" ou talvez "Sailor moon" não lembrava o nome. 

— Aham! Já leu algum? — Questionou a mais nova, enquanto puxava uma fileira inteira de mangás, que ela chama de "volumes de mangás organizado", para sua mão. 

— Não, minha mãe me dizia que era bobagem acreditar que um dia ia cair um livro mágico do céu para mim.

Hitomi parou sua procura, e franziu o rosto. 

Naquela tarde ficaram lendo e relendo aquela fileira toda de "garotas mágicas" que Hitomi tinha acumulado desde que começará a gostar de mangás. 

Depois do flashback dos primeiros dias como amiga de Nako, Hitomi se despediu de sua amiga de longo prazo e viu ela desaparecer naquelas subidas e descidas de sua cidade. 

Adentrou sua casa, trancou a porta e se jogou em sua cama espaçosa, enfiando a cara em seu travesseiro e sentindo o cheiro do creme de coco de Nako, ela pensava o que seria das duas. 

Já estavam para acabar o ensino médio e pouco faltava para irem em direção de uma faculdade da vida, o que não dificultaria - mas também não ajudaria - para elas se verem, aliás estariam mais ocupadas porque também teriam de arrumar um trabalho. 

— Ah Nako, minha azeda Nako, o que faremos? — Resmungou Hitomi, para si mesma, ouvindo o vento. 

No caminho para casa, Nako andava olhando as calçadas molhadas pela chuva da manhã e pensando sobre o que fariam no próximo domingo, já que até lá não dava pra ler nenhum mangá por inteiro nem metade, era um problema. 

A semana passou, nada mudou, além do macarrão de Nako que Hitomi a ensinou, que a cada dia tinha um gosto diferente do que se era realmente para ter, era estranho, tirando isso estava normal. 

Na sexta choveu, no sábado fez Sol e no domingo Nako saiu correndo de bicicleta com uma sacola enorme, cheia e meio pesada, sem problemas, só pedalou até ouvir o barulho do trem. 

— Droga, isso não vai dar certo! — Reclamou, freou a bicicleta e deu meia volta com a tal, enquanto subia a ladeira novamente, e pegava um atalho. 

Enfrentou um engarrafamento de patinhos desordenados tentando atravessar a estrada enquanto ela revirava os olhos de impaciência, depois um tanto de buraco que sentiu dor no corpo, até chegar na casa de Hitomi, seu destino. 

— Hitomi! — Gritou — Por favor, que esteja em casa! 

Ouviu alguns pézinhos correrem pela enorme casa, e quando o portão se abriu, viu os fios louros de Hitomi e suspirou totalmente aliviada. 

— Nako, pensei que não vinha, já estava me preparando para a minha sesta. — Disse Hitomi enquanto abria espaço para a amiga entrar. 

Nako estacionou sua bicicleta ao lado da de sua amiga, arrumou o short e entrou na casa. 

As duas deram "boa tarde" para os moradores daquela casa e em seguida subiram as enormes escadas que levariam até o quarto de Hitomi. 

— Ai, meus pés tão' ardendo, calma aí. — Reclamou Nako, enquanto tirava os sapatos, sentava na escada e começava a espreguiçar eles. 

Minutos e minutos depois chegaram no quarto desejado e Nako jogou a sacola cheia que estava carregando na enorme cama. 

— Legal, o que cê trouxe nessa sacola aí? — Questionou Hitomi, apontando. 

— Coisas, que tal cozinharmos algo? Faz tempo, não seria bom? Eu pensei em cupcakes de limão e bolo de laranja, ou o contrário, ou podemos fazer suco. 

Hitomi ficou confusa com aquela falação toda de Nako e apenas aceitou fazer o que a amiga sugeria, aliás, estava desnorteada o suficiente para ver outro soco de palavras de Nako. 

Então, desceram as escadas novamente, foram até a cozinha e começaram a pegar limões e laranjas, para fazerem o que desejavam, assim, talvez, Nako abrisse a boca sobre a sacola. 

Assaram os bolinhos, o bolo, colocaram em formas bonitinhas para poder servirem a si mesmas, e que fosse mais fácil de levar para o quarto. 

Com as comidas e bebidas enfiadas dentro do enorme quarto, Hitomi talvez tenha pensado que era hora de perguntar sobre "aquilo".

— Vamos Nako, que é isso? 

Nako soltou um gemido prolongado e fixou os olhos na mochila, chegou mais perto e abriu o zíper, enquanto Nako se afastava da mochila, Hitomi pensava que horas seus olhos iriam explodir de tanto preto em branco ali. 

— Mangás? — Questionou. 

— Sim, todos que nunca terminamos, ou terminamos mas não lembramos. 

Nako deu um sorriso largo e Hitomi pensava, talvez fosse porque elas não teriam tanto tempo para fazer algo, ou talvez ela só estivesse sem idéias mesmo. 

Hitomi apenas fez um meneio com a cabeça, enquanto a outra tirava os mangás da mochila e os jogavam sobre a cama. 

Yabuki deu outro sorriso, Hitomi apenas engoliu a confusão, e finalmente o silêncio pairou por ali. 

— Bom… — Iniciou Hitomi. — Vamos começar ué! 

Um sorriso fraco surgiu de ambas as partes, o silêncio sumiu e começou o bater de pés no cômodo. 

— Vamos ler os do ano passado, é melhor do que o de mês passado, já que não lembraremos de quase nada! — Protestou Nako.

— Tá bom, mas depois vamos ver os de três meses atrás. 

Entraram em um acordo de ordem para leitura, e começaram aquele processo todo de nostalgia. 

ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ[...]

Às 16h30m, Nako e Hitomi estavam revivendo suas lembranças, uma mais quente, azeda, borbulhante e fofa que a outra. Seja quando Hitomi descoloriu o cabelo pela primeira vez, quando Nako caiu de cara no lago ou até quando correram dos gansos. 

Nako sentiu sua boca borbulhar com a limonada que tinha pego de Hitomi, levantou e andou entre os mangás, parou para pisar de leve na coxa e no bumbum de Hitomi, e foi em direção à janela. 

— É tão bom passar o tempo assim! Muito melhor do que fazer matemática. — Soltou e bocejou.

Hitomi marcou a página que estava lendo, fechou o mangá e rolou do lugar que estava até a parede, levou seus olhos até Nako. 

— É verdade, principalmente quando estou com você. — Soltou Hitomi, com o maior sorriso no rosto. 

A quedinha de Nako aumentou para um abismo, não gostava de tomates, mas admitia que gostava de ficar vermelha quando "isso" acontecia, aliás, não havia como ficar laranja. 

— Ahn… Ei, já chegou naquela parte de Hi Score Girl que eu fiz? — Questionou Nako. — Esqueci o nome da garota, mas gostei dessa cena. 

Hitomi deu um sorriso e levantou-se num pulo, andou até a cama e pegou um lençol estrelado. O enrolou no pescoço para cobrir as costas e correu até sua amiga. 

— Ela era um pinguim, igual você, aí do nada danou a falar. A declaração deve ter ajudado. — Começou a andar tipo pinguim, pé ante pé. 

Nako sorriu do pinguim desajeitado - e estrelado - de sua amiga, ela parecia mais uma capivara do que um pinguim de verdade. 

— Você não parece um pinguim, parece o Subaru quando a Emma ficou com o Yuusuke! — Disse Nako, de uma forma engraçada e logo em seguida pegou um travesseiro com estampas de limão. 

— "Oh minha querida, não vá com ele, venha comigo, eu sei cozinhar! — Dramatizou Hitomi, imitando a fala de Subaru. 

Nako se aproximou da outra, agarrou uma mão dela e uma sua colocou na testa, começando a dramatização:

— Sou sua irmã mais nova, você é um jogador famoso, vai encontrar alguém melhor que eu… E ser feliz! — Nako terminou o drama, com lágrimas falsas. 

— Então, se eu não posso te ter… — Pegou um outro travesseiro. — Ninguém mais pode!! 

Hitomi jogou o travesseiro na cabeça de Nako, a tal virou sua cabeça lentamente e retribuiu o ato jogando o que estava na sua mão na cara de sua amiga. 

Podia-se falar que era uma guerra de travesseiros, o que não era, aliás elas só estavam jogando o travesseiro no nada e dando tapinhas em suas cabeças. 

Em um determinado momento, Nako abaixou para ajustar o mangá que havia pisado, Hitomi foi ajudar e então colocou a mão para fora na intenção de ajudar. 

Chaewon, passando por baixo da janela com um sorvete de laranja, olhou para cima e apenas deu tempo de abrir a boca e contar quantos segundos demoraria para cair na sua cara. 

— Ai! — Gritou Chaewon. 

Hitomi arregalou os olhos quando ouviu o grito e percebeu que sua mão estava mais leve. 

— Você soltou o travesseiro? 

— Aham. Respondeu assustada. 

As duas se entreolharam, assustadas, e depois viraram para ver quem tinham atingido. 

 — É de vocês? — Questionou Chaewon num berro, e com o travesseiro na mão. — É bonito, são abacates não? 

— Sim! Abacates! — Respondeu Hitomi. — Passa para cá. 

Nako riu daquela situação, pensou que parecia uma situação de shoujo, talvez Wotakoi, não importava muito, era divertido. 

Os pensamentos duraram um longo tempo, o suficiente para Chaewon ajeitar a mira, jogar o travesseiro para cima, acertar e Hitomi o pegar - mesmo que a fronha tenha ficado. 

— Bom… — Disse ela. — Pelo menos o travesseiro veio. 

A cena de Hitomi com o travesseiro pelado seria memorável, a cara meio desacreditada e com um sorriso envergonhado, lembrava a Otoo, ou a Emma. 

O dia foi longo, cheio e um tanto quanto doce, memorável e um pouquinho azedo, verde ou laranja, cítrico ou estranho. 

ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤno dia da formatura

O início não foi muito bom, a metade nada haver e entediante e talvez o fim seja bom. 

Não era como no Japão, flores de cerejeiras não caiam em meio a um discurso emocionante, não tinha faixas para cada um, mas tinha cachorro quente, pizza e refrigerante de graça. 

Hitomi tinha saquê em casa, dividiria com Nako, mas agora se encheriam de refrigerante atrás da escola, enquanto roubavam cachorros-quentes. 

As duas estavam com dor de barriga de tanta bebida e comida, a barriga estufada e a boca suja, porém um sorriso no rosto, de alívio, alegria ou disfarce para tristeza. 

Os postes faziam barulho de eletricidade passando, tinham várias pessoas andando de um lado para o outro, o trem passando e as duas na calçada alheia.

— Acho que vou voltar para o Japão. — Lamentou Nako, com o folheto na mão. — Aqui não tem nada para a minha vocação. 

— Vamos fazer faculdade para isso, né? — Brincou Hitomi. 

As duas cruzaram os olhares, rindo, para não chorar. 

Nako suspirou, era mais difícil do que imaginava que seria, era complicado o suficiente para desistir. 

As garotas realmente não sabiam o que iam fazer, seguir ou tentar. Era assustador, mas também era elas crescendo, assim como aconteceu com seus pais, irá acontecer com seus netos. 

Sakura passou, observando a cara de preço de suas colegas, era óbvio que elas ficariam assim, confusas. 

— Hey, garotas, como estão? Confusas? — Questionou ela, chegando perto. 

Hitomi deu um tapinha do lado direito da calçada, fazendo com que ela estranhasse, mas deu de ombros e apenas sentou-se, como pedido. 

— Não sabemos o que fazer. — Iniciou Nako, também iniciando uma grande discussão. 

Sakura iria ser garçonete em uma lanchonete local, Nako começou a pensar na biblioteca da esquina, mas Hitomi realmente não sabia o que ía fazer. 

— Minha mãe disse que tenho aptidão para abrir uma loja. — Hitomi. 

Pensa aqui, pensa lá e boom! 

— É isso! — Gritou Sakura. — Vamos abrir uma loja! 

Desacreditadas. 

— De quê? — Questionaram. 

Mais pensamentos se enfiaram na cabeça das garotas, no Japão tinha tantos cafés que era de confundir a cachola. 

— Que tal… Um café, de, coisas cítricas e mangá? — Sugeriu Hitomi. 

— Sim! — Animou, Nako. — Também podemos botar os mangás que fizemos! 

Sakura estava confusa, mas também muito animada. 

Decidir o que iriam fazer era legal, foi legal, quase tão difícil para parar de falar, assim se despediram. 

Nako e Hitomi em uma direção, Sakura invertida. 

No portão da casa de Yabuki, as amigas de longa data, se despediam com a animação que o dia acumulou. 

— Obrigada por hoje. — Nako. — Foi incrível, e eu finalmente me senti decidida. 

Hitomi sorriu, o Sol desaparecendo no horizonte, os sorrisos das garotas se encontraram e seus olhos também, era mágico, mesmo estranho. 

Elas se aproximaram, com o ar um tanto descontrolado e juntaram seus lábios em um rápido selinho, engraçado e clichê. 

Nako nunca sentiu afeição romântica por Hitomi, e Hitomi por Nako, mas foi legal experimentar aquilo. 

— Tchau, te vejo amanhã. — Acenaram. 

Se despediram e seguiram até seu canto, esperando o amanhã. Hitomi nunca diria, mas os lábios de Nako tinham um gosto cítrico, laranja. 

Nako nunca diria, mas beijar Hitomi lhe lembrava de sucos cítricos de limão. 

Ficariam por assim, gostavam demais de seus mangás inacabados e gostos cítricos para falarem. 


Notas Finais


hey, faz um bom tempo que não posto algo né, além de icons e headers e tals, tenho estado confusa com isso tudo, porém, cá estou eu, com uma nova fanfic.
O plot foi adotado da @michelmyers e a capa foi feita maravilhosamente pela @focusbaek, eu só escrevi


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