História Manhattan - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Personagens Henrique Fogaça, Paola Carosella
Visualizações 75
Palavras 1.704
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Dependendo do meu tempo disponivel volto com mais outra fic, talvez sendo continuação dessa, chamada, SÃO PAULO.... Talvez... kkk
Obrigado aos que acompanharam, comentaram e favoritaram, vai mais um cap.

Capítulo 8 - Senhor destino


Era o grande dia do meu amor – talvez da minha vida – deixar o país e eu estava com o coração partido, entretanto com a mesma ideia de ficar. Durantes meus últimos momentos com ele, o mesmo me insistia inúmeras vezes para ir junto dele e eu sempre arrumava assunto pra fugir das respostas que ele esperava de mim. 

Eu estava certa que nunca mais dependeria de homem algum financeiramente, e mesmo gostando muito muito de Henrique eu deixaria que ele fosse sem mim.

Numa dessas conversas estávamos fazendo bolinhos de chuva. Ele ensinava eu e Margot no preparo. Não era muito difícil e o primeiro feito, ele jogou no baldinho de canela com açúcar para que eu experimentasse. Assoprou e levou até minha boca. 

- Hmmm – Eu disse assim que dei a primeira mordida – delicioço meu amor. 

- Meu amor!! – olhei para ele com uma cara de “Que foi?” – Gosto quando me chama de seu.
Me puxou e eu o repreendi com num tapa, por Dona Margot estar junto da gente. E a senhora riu. Ele sentou em um dos balcões, “um moleque mesmo”, pensei. E falou:

- Como a gente mantém esse nosso relacionamento? Eu lá, você aqui...

- Quero que seja livre pra fazer o que quiser...

- Ficar com quem eu quiser, namorar com quem eu quiser... – Eu abaixei minha cabeça incomodada com o que ele tinha dito e voltei a me concentrar em fritar os bolinhos. Por um instante Margot saiu para ir até os meninos Fabian e Taylor que tinham chegado da curta viagem e Henrique prosseguiu:

- Posso beijar quem eu quiser? – Desceu do balcão e se pôs atrás de mim sussurrando em meu ouvido – Transar com quem eu quiser? – apertou minha cintura, encostando todo seu corpo no meu e depositou beijos molhados em meu pescoço  dizendo baixo – Posso fazer isso com quem eu quiser? – deu um tapa estalado em minha bunda.

- Henrique... – agarrei o pouco da sua calça.

- BOA TARDE, FAMÍLIA!! – Fabian entrou na cozinha e rapidamente Henrique saiu de trás de mim. – Paola!! Como tá mais bunduda amiga, anda tomando o que? – nos olhamos e começamos a rir. 

Era incrível a sintonia entre Fabian e eu. Só Pelo olhar já nos entendíamos e pude ver Henrique que também tinha entendido, e ficou se achando o máximo. Como era convencido. Ele era bom... Tá!!! Ele era muito bom.

- Terminamos o lanche da tarde. – passei a mão no pano de prato. – Podem se servir, naquela chaleira é leite, tá bem quente, cuidado. 

Henrique foi pra sala e eu o acompanhei. Ele estava com uma cara estranha e chateada desde quando chegou, e tratei de perguntar mesmo sabendo o motivo. 

- Não consigo aceitar essa história de ter que te deixar aqui, pô Paola eu te entendo, mas to pagando pelo erro que não foi meu. – Eu o abracei – Aquele maluco vacilou feio com você, te prometeu tudo e no final fez uma merda dessa... Você deu uma chance pra ele. – Olhou profundamente para mim – E a minha?

- Você diz que me entende, mas fala tudo ao contrário. Escuta, não vamos brigar ok?!

- Amanhã eu vou embora Paola, será que você já se atentou a isto? Mano, a gente nunca mais... olha pra mim – me segurou o rosto – A gente nunca mais vai se ver...

- Porqué está falando isso? No precisa ser así. Podemos continuar mantendo contato, sendo amigos...

- Eu não quero ser o seu amigo Paola, caralho eu gosto de você. Meu, eu te disse eu nunca senti por mulher nenhuma o que eu senti, o que eu sinto por você... – seus olhos encheram de água e aí eu percebi que a coisa era mais séria do que eu imaginava. – Não sei mais o que fazer pra você acreditar nisso.

- No precisa fazer nada, eu acredito, mas eu não vou Henrique, eu não quero ir. 

Eu queria, porém assim, talvez ele entendesse de uma vez por todas, e ele entendeu. Saiu sem dizer mais nada e eu o deixei ir. Ele mesmo tinha falado que não queria minha amizade, eu iria atrás dele pra que?

Assim que ele bateu a porta senti um nó se formar em minha garganta, entretanto, não iria chorar. Respirei fundo e mesmo assim uma lágrima insistiu em descer sobre minha face.

Aquela história de que não podemos perder oportunidades que a vida nos da porque na maior parte das vezes ela não volta... pode ser que ele era a minha famosa sorte no amor. E eu o deixei escapar...

Chega Paola!!!

Você não vai dar uma de maluca apaixonada mais uma vez. Foco em você e na sua carreira. Voltei para a cozinha com o meu melhor sorriso e me juntei a eles para o lanche da tarde. Margot perguntou:

- Henrique não ficou para comer os bolinhos? Receita maravilhosa inclusive. 

- Pois é, ele teve que ir.

E Fabian:

- Pois é ele teve que ir o que? Pensa que a gente não sabe o que tá acontecendo? Queridinha – estalou os dedos – Você é burra ou o que? – o olhei indignada – Deixar um homem desses ir embora por medo. Para de ser covarde meu amor, vai atrás desse homem agarra ele e não larga. 

- Deixa ela Fabian. – Taylor o repreendeu. 

- Desculpa gente, com licença! – falei e me levantei.

- Paola vem aqui!! – Fabian não se tomou por vencido, me chamou novamente atenção – Olha aqui viado, você não me vem bancando a sofredora depois. O cara chora por você – bateu na perna – Ele chora, o homem que chora por uma mulher é que tá muito doido mesmo...

- Eu sé que ele é louco por mim eu sei de tudo isso Fabian. – perdi o controle e chorei.

- To falando isso pro seu bem, você deu uma chave de coxa no boy, agora ele gamou filha. Tá perdendo tempo aqui chorando por uma coisa que é tua. – Eu o olhei e sorri fraco. Ele foi até mim, me abraçou. – Boba!

 

(...)

 

No aeroporto vi o homem da minha vida sentado largado na cadeira esperando o anúncio de embarque. Com apenas uma mochila e uma mala de mão se distraia com um chaveiro de globo, o girando em seu dedo. 

Me aproximei e sentei na cadeira ao lado. Ele percebeu minha presença e continuou do mesmo jeito, largado e girando o chaveiro.

Pude perceber que seus olhos estavam vermelhos e inchados, talvez por ter chorado. E grandes olheiras eram presentes em seu rosto.

- Oi! – parei seu movimento com o globo pegando em sua mão. – Não vai olhar para mi? Não faça isso comigo, por favor.  

Ele me abraçou de imediato e começamos a chorar, os dois. Não precisou nada ser dito, porque a dor que ele sentia era igual a minha. Passou a mão pela pelas minhas costas num carinho. E ficamos assim por um tempo. 

Quando me soltou, me entregou o cartão de um de seus restaurantes em SP.

- Vou estar te esperando minha lindinha. 

- Não quero que me espere, não vim aqui para brigar também. Quero te desejar tudo de bom nesse mundo e dizer que você foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida. Eu nunca vou esquecer da gente, porém nos deixamos livres pra seguir. – Cheguei próximo ao seu rosto até que nossos testas se encostassem e o segurei pela jaqueta. – Só de pensar em você com outra mulher, meu sangue ferve de nervoso. – Rimos. – Mesmo así... Você vai me prometer que vai ser feliz seu moleque. 

Anunciaram seu vôo e mais uma vez não aguentei segurar o choro. Nos levantamos e demos o último abraço. Apertado, de despedida, cheio de carinho, amor e tristeza.

- Eu prometo tentar, sem ressentimentos... Te amo, Argentina! – Depositou um breve beijo em meus lábios. 

- Eu também te amo meu amor. 

Ele seguiu para seu destino. O ver partir me doeu muito, e chorei audível sem me importar com as outras pessoas que estavam por lá.

Sai e fui para o restaurante onde eu trabalhava para encontrar com Fabian. Ele me disse tudo aquilo, mas sempre que eu precisava ele estava pra me consolar.

Cheguei e me dirigi direto ao balcão, no qual Fabian estava. 

- Que cara péssima hein amiga! Bom que você chegou, esse senhor já está a quase 2h aí, esperando por você. – olhei para trás e para minha surpresa...

- Francis!!! – fui até a ele e ele acenou com a cabeça para que eu me sentasse. – Quanto tempo, que haces a cá?
- Soube pelo seu amigo que não trabalha mais aqui, ele disse que você viria, por sorte minha. – sorriu amarelo. – Vou ser breve e direto com você. Eu vim até aqui para lhe fazer uma proposta. – Se ajeitou na cadeira e eu fiquei a ouvidos. – Preciso de alguém de grande competência para assumir a diretoria de um dos restaurantes de meu amigo... No Brasil!

- NO BRASIL? – Me alterei e ele arregalou os olhos num susto – Desculpa!!

- Sim, no Brasil, especificamente em São Paulo. O chamado e poderosíssimo, Figueira Rubaya, pensei em você por conhecer seu trabalho, seu talento. 

- Eu estou... No sé o que dizer. 

- Não precisa dar resposta agora, fico 3 dias no país. Ou seja, tem esses 3 dias para pensar. Se aceitar, você vem comigo ainda essa semana.

- Agradeço pelo voto de confiança, vou pensar com carinho. – Não queria parecer afobada, contudo por dentro eu estava soltando fogos de alegria.

- Acredito ser uma boa oportunidade de mostrar seu talento. Não me passou outra pessoa pela cabeça a não ser você querida. – deu um gole em seu expresso. – Já me deu muito chá de cadeira por hoje. Vou indo. – num pedaço de papel toalha anotou seu número e me entregou.

- Obrigada Francis, adorei te reencontrar. – nos despedimos e ele se foi.

Me apoiei sobre a mesa com as mãos no rosto. Agora eu chorava de alegria, euforia. Como se o destino estivesse jogando ao meu favor e me levando até a minha felicidade. 
Tirei o cartão que meu homem tinha me dado a pouco. Olhei pra ele e falei emocionada.

- Me espera meu amor da minha vida, sua Argentina está chegando!! 

 

FIM.


Notas Finais


Fiiiim, beijo beijo 😚


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