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História Maniac - Capítulo 1


Escrita por: e JikookLandsPjct


Notas do Autor


OI, VOLTEI KSOEIWKSKSJS
Boa leitura, sim? Passem raiva comigo, muah!

Capítulo 1 - You maniac : único


Fanfic / Fanfiction Maniac - Capítulo 1 - You maniac : único

CASTELO DE WINDSOR


Jimin pôde escutar a voz melodiosa de Diana chamando o nome de Melinda, a filha mais nova do jovem casal, esta que corria eufórica pelo enorme jardim; o vestido esbranquiçado e delicado da pequena tornando-se esvoaçante a medida que ela movimentava o corpo pequeno.

O casal real possuía três filhos, sendo eles, Milana, a mais velha, dona de orbes esverdeadas e cabelos loiros e bonitos, iguais aos da mãe; Henry, o do meio, este que era dono de orbes escuras e pequenas, e de uma face delicada e igualmente asiática como a do pai; e Melinda, a mais nova, que era uma mistura de Jimin e Diana, portando os fios loiros e encaracolados, juntamente da pele alva, esta que entrava em contraste com as orbes escuras e pequenas. Eram lindos, afinal, tomando boa parte da atenção do povo britânico como "o trio de crianças reais", embora, de criança, só existisse Melinda, visto que os outros dois estavam no auge dos seus catorze e treze anos, respectivamente.

Apesar de existirem diversos criados ali, para que estes corressem atrás dos pequenos, o casal real preferia se adaptar aos "costumes do povo", visto que não queriam nem imaginar que os filhos se tornassem pessoas arrogantes e nóduas.

Faziam parte da família real desde o dia dos seus respectivos nascimentos, assim como o pai, que tivera a sorte de nascer num berço de ouro. Diana, a mãe, apesar da boa família e da nobreza esplêndida, não possuía laços sanguíneos com a família tão influente e que representava um poder bem mais simbólico que o executivo. Embora o poder, de fato, fique sobre a custódia do Primeiro Ministro, este que deve ser escolhido pelo Parlamento.

A Família Real Britânica é uma das instituições mais antigas da história humana. Embora hoje ostente mais pompa do que poder, a monarquia definiu os rumos do império até o fim do século XVII e, desde então, acompanhou tudo de perto, com sua fleuma, tradição e luxo, servindo de bastião da segurança para os britânicos e motivo de interesse e deslumbramento para milhões de visitantes de Londres, que ainda se amontoam em frente ao Palácio de Buckingham para assistir à Troca dos Guardas da Rainha.

E, apesar de possuir outros irmãos, como Anne, esta que possuía o título de Princesa Real, André, Duque de Iorque, e Eduardo, o Conde de Wessex, Jimin era um dos mais bem conhecidos, visando a sua posição na monarquia, esta que fora nomeada de Príncipe de Gales, sendo o título tradicionalmente conferido ao herdeiro aparente do monarca inglês ou britânico, ou seja, aquele que tem a pretensão à herança perante outros, entretanto o mesmo não possui direito a direito à herança.

Era um assunto um tanto quanto complicado, mas que valia a pena.

Havia casado com Diana aos trinta e três anos, e a primeira filha do casal nasceu um ano depois. Podia-se dizer que eles possuíam uma vida interessante, uma família feliz, e, por mais reservado que Jimin pudesse ser, dizia em entrevistas com os lumes brilhando o quão satisfeito estava com a própria vida.

Lembrava-se do dia do seu casamento, este que havia sido comemorado por todo o mundo, e não era para menos, afinal, o Príncipe de Gales estava se casando com Diana, esta que, apesar de não possuir laços sanguíneos com a família real, como já fora dito, com apenas vinte e um anos, era vista como a Princesa do Povo. Não era todo dia que um casamento como aquele acontecia, oras.

O povo britânico se viu extremamente apaixonado pela princesa e, em pouco tempo, ela já era a queridinha da mídia.

Jimin gostava disso! Amava ver como sua esposa era dedicada à família e ao povo. Uma verdadeira dama, eles disseram.

Eram queridos por serem educados e elegantes, mas todos nós sabemos que, no fundo, o fato de serem um casal heterossexual contribuía.

Park Jimin sabia disso, mas nunca havia parado para pensar no tal, visto que nunca pensou em se divorciar de Diana. A amava com todas as forças e não negava. Mas, por algum motivo, o universo havia armado para ele, e agora se via apaixonado por um mero jardineiro que trabalhava arduamente para conseguir juntar dinheiro e pagar a faculdade de veterinária.

Se levantou da espreguiçadeira, enquanto esticava as costas devido à coluna pouco envelhecida. Selou os seus lábios aos de Diana num ato rápido e sorriu para a loira, que sorria da mesma forma. Apaixonada.

E, enquanto caminhava em direção à Melinda — que mantinha uma conversa amigável com o jardineiro do Castelo —, observou as orbes compenetrantes e heterocromáticas, que o encaravam de forma eufórica e entristecida, quase como se pedisse para que não repetisse o ato de selar os seus lábios aos de Diana. Céus, Jimin sabia como aquilo o machucava.

— Papai, o Gguk me deu uma rosa vermelha, olha! — Melinda apontou para a rosa de tom avermelhado que estava em suas mãos pequenas — Ele disse que princesas como eu devem ganhar rosas o tempo todo!

— Ele está certo, minha filha. — Sorriu doce. Ah, amava aquela menina mais que tudo.

Melinda era um doce de menina, apesar da folia constante. Era sorridente e tinha uma paixão incomum por flores, sendo sempre vista ao lado de Jungkook, roubando uma ou duas flores da mão do jardineiro.

— Igual o senhor dá 'pra mamãe. — A pequena murmurou com um bico fofo preso aos lábios bonitos. Jimin viu o jardineiro murchar e sentiu-se péssimo por isso.

— Sim, Melinda. Igual o papai dá 'pra mamãe — Disse o Príncipe de Gales com uma expressão calorosa, mas que não deixava de ser eufórica.

— Como foi que o senhor disse, Gguk? Hum… Eu, Milana, mamãe e vovó somos…

— Simplesmente esplêndidas, Alteza. Vocês são simplesmente esplêndidas. — O heterocromático completou sorrindo fofo.

— Sim! Somos simplesmente esplêndidas!

— Hã... Meu bem? Por que você não chama a sua mãe e os seus irmãos para entrarem, huh? Diga que eu já vou. Só preciso dizer algo ao Jungkook.

— Gguk! É Gguk, papai! — A pequena advertiu.

— Claro, meu bem, mas agora vá fazer o que eu pedi, está bem? — Beijou o rosto dela e viu a loira sair saltitante.

Viu Diana sorrir para os filhos e adentrar o Castelo acompanhada das crianças, reparando em Melinda, que mostrava animada a rosa vermelha que havia recebido do jardineiro.

— Perdão, Jungkook. Eu… Sinto muito que você se sinta dessa forma. — O Park começou.

— Não sinta, Alteza. Eu… Ah, se me der a licença, Vossa Alteza, eu preciso continuar o meu serviço. — O Park viu o heterocromático curvar-se num ato nobre e tentar desviar o caminho. Ah, mas não iria deixar ele sair assim!

— Eu não lhe dou a licença — Murmurou segurando o braço de Jungkook, que arfou surpreso —, Jungkook. Você não vai fugir novamente, não é? Não vai ignorar os seus sentimentos, eu não permito! Não seja ignorante, Jeon.

— Eu… — Abaixou o olhar envergonhado — Não sei do que está a falar, Alteza.

— Ah, sabe sim! Não faça-se de sonso, Jeon. Eu sei que você só está agindo desta forma porque me viu ao lado de Diana.

— Por que está presumindo que o meu nítido incômodo é pela presença da Princesa de Gales, Sua Alteza? — O Jeon encarou-o de soslaio, sorrindo discretamente enquanto podava as rosas vermelhas do Jardim.

— Talvez porque esteja nítida a justificativa para o seu desconforto. — Jimin sorriu de lado ao escutar o risinho baixo do jovem jardineiro.

— Sou tão transparente assim?

— Ah, você é! Mas não se preocupe, meu bem — Fez uma pausa para abaixar a cabeça brevemente, levantando a sobrancelha esquerda para encarar a face rubra do heterocromático —, apenas eu consigo enxergar a sua transparência.

Ficaram encarando-se por longos dez minutos, escutando a respiração ofegante de ambos, como se estivessem acabado de chegar de uma maratona. Os lumes bonitos de Jungkook prendiam-se ao chão, e os de Park ousavam encarar diretamente a face do amante, descendo, vez ou outra, para a boca pequena e avermelhada do jardineiro.

Ah, Jungkook era muito bonito!

— Jimin, eu… — Fora interrompido pela aproximação repentina de Jimin, este que colava ambos os corpos sem medo de serem pegos por qualquer funcionário do Castelo.

— Agora me chamo Jimin? — Arqueou as sobrancelhas, arrancando uma risada gostosa de Jungkook, que bateu em seu peito.

— Não seja idiota!

— Sabe, eu gosto quando você me chama de Alteza. Ou Vossa Alteza. Ou, quem sabe, Sua Alteza Real.  É interessante, não acha? — Indagou divertido, assistindo o Jeon assentir mudamente com um sorriso delicado preso à face bonita — Acha que eu pareço um príncipe?

— Não seja bobo, Jimin! Você é um príncipe. O Príncipe de Gales, inclusive.

— Oh, tem razão, eu havia me esquecido. Mas, e você?

— Eu o quê?

— Você também parece um príncipe, sabia? — Começou receoso, sabendo que Jungkook não gostava muito quando ele citava aquilo.

— Não comece com este assunto novamente, Jimin. Sabe que minha consciência pesa. — Afastou-se devagar do Park — Ser… Seu amante já é extremamente complicado.

— Sabe que eu tenho planos de assumi-lo, não é?

— Quando? — Indagou entristecido.

— Eu não posso lhe dar uma data exata, meu bem. — Xingou-se mentalmente ao ver as lágrimas surgirem nos lumes bonitos de Jungkook, seu coração apertado — Mas eu prometo que logo!

— Eu não quero continuar sendo seu amante, Jimin… É horrível saber que tenho que dividir você com Diana. Chame-me de egoísta, mas eu quero você só para mim.

— Você não está sendo egoísta, meu amor. Mas… Está sendo difícil para mim também.

— Não tanto quanto está sendo para mim, Jimin! — Ralhou já deixando as lágrimas escorrerem pela face leitosa — Você nasceu no luxo! É filho da rainha, casado com a Lady Diana, é o Príncipe de Gales, tem filhos lindos com a sua esposa, e… Eu sou apenas um jardineiro que está se matando de trabalhar em dois empregos para pagar a faculdade de veterinária.

— Eu já disse que não me importo!

— Mas eu me importo! A sociedade se importa, Jimin! O que para você pode ser resolvido em questão de segundos, para mim irá demorar uma eternidade. E eu vou me culpar até o dia da minha morte, porque a culpa sempre cai para o lado mais fraco. Quando… — Fez uma pausa para respirar — Quando você assumir que gosta de homens, vão me apedrejar.

— Também irão apedrejar-me!

— É claro. — Riu amargurado — No entanto, está nítido que irão me culpar por tornar o Príncipe de Gales um… Homossexual.

— Nós dois sabemos que não nos tornamos nada. Apenas nos descobrimos.

— Eu sei, Jimin! Merda, eu sei! Mas eles não sabem! O nosso relacionamento já é errado o suficiente por eu ser seu amante. Sermos dois homens só piora! Você não entende? Nem tudo pode ser resolvido com dinheiro e posses! Para você até pode ser, mas para mim não. Eu não tenho nada disso!

— Jungkook, eu… Ah, não chore! Por favor, meu amor, me parte o coração vê-lo assim. Não chore, huh? — Enxugou as lágrimas do rosto do Jeon.

— Pai? — Jungkook gelou. A voz de Milana fez-se presente no Jardim, parecia receosa e confusa.

— Milana? O que… O que você quer? — O Park virou-se para a filha, que agora portava um olhar duvidoso, os braços cruzados e os lábios comprimidos.

— O que o senhor está fazendo? E por que ele está chorando? — Apontou para Jungkook, que mordia os lábios assustado, o olhar preso ao chão novamente.

— Ele recebeu uma notícia triste, meu bem. Eu estava o confortando. É… Milana, por que eu não entramos e jogamos aquele jogo? — Jimin tentava desviar o assunto, igualmente assustado — Aquele de mímica, sabe?

— Já vou. Eu… Vou pegar a boneca da Melinda. — Apontou para a boneca que localizava-se em cima da espreguiçadeira.

— Por que não pediu a um dos criados? — Perguntou o Príncipe.

— Quis vir eu mesma. — Deu de ombros.

— Ah, sim. Jungkook, depois conversamos, huh? — Park deu um beijo na testa da filha, e, vendo Jungkook curvar-se para despedir-se, adentrou o Castelo indo ao encontro da esposa e filhos.

O Jeon iria voltar ao trabalho, e tentou ignorar ao máximo a presença de Milana, implorando aos deuses para que ela não tivesse escutado a conversa, todavia, tivera os seus planos cortados pela raiz quando escutou a voz melodiosa da princesa.

— Afaste-se do meu pai, Jeon. Vocês não têm nada a ver e ele é casado. Por favor, não destrua uma família por um capricho seu. — Ela começou.

— Eu… Não sei do que você está a falar, Alteza. — Tentou desconversar.

— Sabe sim! Eu ouvi você conversando com o meu pai agora pouco, e lembro-me perfeitamente de escutar gemidos vindos do banheiro da suíte dos meus pais, quando fui procurar por ele na semana passada, no dia em que minha mãe saiu acompanhada da rainha. Eu não sou inocente, Jeon, eu sei muito bem o que aquilo significava.

— Alteza, eu…

— Ele é velho demais para você. Minha mãe não merece ser tratada da forma que está, e você não merece ser só mais um amante.

— Sua Alteza, devo dizer que a senhorita está me deixando desconfortável. Creio que o seu pai, o príncipe, não iria gostar de ouvi-la dizer coisas tão pesadas para uma princesa de apenas catorze anos.

— Eu sei o que estou dizendo, então pare de agir como se o meu sexo fosse frágil. Minha mãe me ensinou perfeitamente sobre o quão forte e inteligente uma mulher pode ser. Vocês homens que se acham no direito de oprimir todos e todas. — Suspirou atordoada — Seja uma pessoa que valoriza a essência, não a aparência, cultive os valores mais profundos e não caia na tentação de se tornar um "super" em um mundo de estrelas sem brilho próprio. Valorize os seus limites e por certo não se livrará mais deles. E, no momento, eu vejo que você não está se valorizando, quando se deixa levar pelas palavras de um homem.

— Eu também sou um homem, Alteza.

— Eu sei que é. Mas seria legal ter um homem neste castelo que não é machista. Eu sei que ele é meu pai, mas você e a minha mãe mais me parecem brinquedos que amaciam o ego dele. O ego de um homem. Afaste-se do meu pai! — Ralhou entredentes, antes de ir até a espreguiçadeira e pegar a boneca de pano de Melinda, adentrando o Castelo com a expressão fechada e magoada.

Céus, Jungkook sentia-se péssimo. No entanto, não conseguia parar de pensar no que lhe fora dito. Ele já havia escutado um discurso semelhante àquele, e, novamente, perguntou-se se o que fazia com Park Jimin era correto. No fundo, ele sabia a resposta exata pare aquele questionamento.


[•••]


Jungkook gemeu extasiado, as mãos deslizando pelos músculos tensionados do mais velho.

Gritou sentindo a sua próstata ser acertada pela décima vez naquele dia, as lágrimas escorrendo pela face bonita e delicada.

Jimin estava apaixonado, encarava cada detalhe do corpo bonito do Jeon, desde o dedinho mindinho do pé, até o último fio de cabelo dele. Era bonito demais, Deus!

A epiderme leitosa de Jungkook entrou em contato com a porcelana gélida da banheira na qual se encontravam, a água já escorrendo por entre as beiradas. Revirou os olhos e levou os dedos até os próprios mamilos sensíveis e eriçados, sentindo o Park ir cada vez mais fundo.

— Eu vou gozar, Jimin! — Alertou quase num grito mudo.

Os corações acelerados e o tesão que os rondava, fizeram Jungkook juntar as forças que ainda lhe restavam para empurrar o príncipe e abrir as pernas grossas e leitoras do mesmo, este que sorriu satisfeito, jogando a cabeça para trás.

— Me fode, Jungkook! Com força! — Ditou entredentes quando viu o Jeon bombear o próprio pênis numa tentativa de aliviar o tesão acumulado.

Jimin viu o heterocromático levantar-se ofegante e sair da banheira, sorrindo de lado para a expressão confusa que se formava no rosto do príncipe.

Quando viu o Jeon estender a destra, entendeu o que ele pretendia fazer.

— Você…?

— Vou te foder na parede, venha! — Fez questão de puxar o Park para um beijo afoito, já com ele em seu colo.

O corpo bonito de Jimin fora prensado na parede gélida do banheiro, e Jungkook jurou ver estrelas quando, finalmente, enterrou-se no amante.

— Oh, Deus! — O Park clamou revirando os olhos, o membro de Jungkook surrando a sua entradinha necessitada, os gemidos sofridos da parte dos dois cada vez mais altos. Agradeceu pela porta da suíte e do banheiro estarem devidamente trancadas, e pelas paredes serem grossas o suficientes para que ninguém de fora escutasse.

— Jimin-ah! Ah, meu Deus! Isso, isso, isso! — Choramingava enquanto afundava-se nele, o pau sendo esmagado pela entrada judiada do príncipe — Eu… Ah! Deus! Eu estou… Jimin, eu estou perto!

Jungkook, assim como Jimin, não pode segurar a explosão de gozo, gemendo alto e manhoso, a porra esbranquiçada escorrendo por entre as pernas de ambos.

O orgasmo que atingiu Jimin fora tão intenso que, mesmo depois de liberar todo o esperma, continuou gemendo alto e tremendo nos braços do Jeon.

Jungkook levou o Park até o box, ainda em seu colo, e ligou o chuveiro, a água molhando ambos os corpos suados e sujos.

O cheiro presente no banheiro era característico do sexo, e o silêncio era preenchido pela respiração ofegante dos amantes,  junto da água que caía aos montes em cima das epidermes quentes.

O heterocromático sentiu Jimin afundar a cabeça em seu pescoço, soltando resmungos manhosos. Era sempre assim. Transavam desesperadamente, e depois o Park mostrava toda a manha que lhe foda gerada.

— Eu te amo, Gguk. Muito. — Murmurou cansado.

— Eu também te amo muito, Minnie.

— Você… Dorme comigo hoje? Por favor, Diana nem está aqui.

— Eu não sei, Jimin… Não quero arriscar. — Comentou num muxoxo.

— Ah, meu bem — Acariciou a face bonita, descendo do colo —, sabe que odeio vê-lo assim.

— Milana… Semana passada, ela me disse para ficar longe de você.

— Ela o quê? — Indagou descrente.

— Ela sabe de nós, Jimin. Sabe que sou seu amante.

— Oh, Deus! — Passou as mãos pelo rosto num ato de nervosismo — Eu… Tome o seu banho, sim? Eu já volto. Pode usar a minha camisa, eu sei que você gosta, huh? — Jungkook viu Jimin beijar a sua testa, enrolar-se no roupão e sair do quarto às pressas.

O Jeon suspirou entristecido e deu-se como vencido, começando a ensaboar o corpo bonito.

Quando saiu do banheiro, com o corpo já vestido com uma cueca box, que havia trago na mochila, e com a camisa social do príncipe — esta que ele havia tomado posse —, na intenção de encher o Park de beijos, como já estava acostumado, teve os planos finalizados.

Derrubou a escova de cabelo no chão e sentiu os olhos beirarem às lágrimas.

— O jardineiro? Pelo amor de Deus, eu nunca me envolveria com ele, e, se o fizesse, seria por diversão.

— Diversão? — Soltou num muxoxo, a voz falha.

— Jungkook? — O Park soltou assustado, os lumes agora presos ao Jeon que se segurava intensamente para não desabar em lágrimas ali mesmo. Deus, por que era tão difícil se assumir?

— Eu… Eu vou embora. — Jungkook soltou após alguns minutos que seriam de silêncio, não fossem as respirações ofegantes de ambos, e a voz entrecortada do homem que ainda estava em ligação com Jimin, não entendendo o que aquilo significava.

— Não, Jungkook, eu posso explicar! — O Park desligou o telefone, jogando-o na cama e correndo ao encontro do amante, que juntava as peças de roupas jogadas pelo quarto, a visão embaçada pelas lágrimas.

— Eu sei bem que tipo de explicação é essa, Park Jimin!

— Não, você não sabe! Deixa eu falar, Jungkook, por favor, não acaba com o nosso amor por causa de uma ligação, você sabe que eu tenho medo de me assumir.

— Ter medo de se assumir não justifica o fato de que você foi insensível e extremamente sem noção ao dizer para… Para o homem com quem você estava conversando ao telefone que nunca iria se relacionar comigo, e que, em suas palavras, se o fizesse, seria por diversão! Eu estou me sentindo usado e muito idiota por ter acreditado em você! Eu confiei em você, acreditei que o que fazíamos era amor, mas, pelo visto, para você não passava de uma simples trepada, uma aventura com o jardineiro, com um homossexual! — O Jeon tinha a voz alterada, as lágrimas grossas agora escorrendo pela face bonita e molhando a camisa. Sentia o seu coração doer, e as pernas fraquejarem, sabendo que se não tivesse se segurado na parede, iria desabar ali mesmo.

— Jungkook, por favor, me dá uma chance! — Tocou a face bonita do rapaz, sendo bruscamente afastado.

— Eu já dei, Jimin. E eu te falei que eu não iria insistir caso visse que não iria dar resultado. — Suspirou — Adeus. Espero nunca mais te ver.

Jungkook, quando se viu fora do castelo, pode respirar, seguido de lágrimas desesperançosas.

Em passos lentos e desanimados, Jungkook não conseguiu evitar sorrir levemente quando, por ironia do destino, escutou a voz aveludada da pessoa que já havia sido seu conforto, mas que não via há uns bons seis anos, visto que o dono do colo em que o Jeon tanto gostava de descansar havia ido ao Brasil na intuição de estudar psicologia.

— Então quer dizer que enquanto você continua se lamentando pelos cantos, Ggukie-ah?

— Você sabe a resposta, Taehyung.

— Isso quer dizer que eu acertei? — O Kim arqueou as sobrancelhas, para, então, abrir os braços num pedido mudo para que o Jeon o abraçasse.

— Você é tão bobo, Taehyung-ah! — Riu fraco e enxugou as lágrimas, enterrando-se no abraço saudoso do amigo — Você tinha razão, Tae, ele só estava brincando comigo.

— Eu queria muito te dar uns cascudos e dizer que eu te avisei, mas meu diploma em psicologia não permite isso. E também porque eu acho que você já deve estar careca de me ouvir falar que…

— Homens não prestam. — Interrompeu a fala do Kim num choramingo entristecido — E você tem razão. Mesmo eu não entendendo por que nós falamos isso, se somos homens também.

— Porque, meu bebê, é nosso dever como homens reconhecer a raça ruim que nós somos. Agora vamos ‘pra casa, huh? Eu te faço um cházinho de camomila e você me conta tudo o que aconteceu, quando estiver confortável. Já pensou em tomar um banho de sal grosso?

— Tae!

— É sério! Eu aprendi que banho de sal grosso ajuda a espantar energias negativas, e, cá entre nós, você está cheio delas!


“Tell all of your friends that I'm crazy and drive you mad

That I'm such a stalker, a watcher, a psychopath

Then tell them you hate me and dated me just for laughs

So, why do you call me and tell me you want me back?

You maniac”

— MANIAC (CONAN GRAY)


Notas Finais


SE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI, MUUUUUUTO OBRIGADO! Eu espero que a fic tenha agradado vocês, e, por favor, comentem, sim? Isso ajuda bastante!

A capa foi feita pela @jugguuk, e, nossa, ficou a coisa mais maravilhosa do mundo! A betagem foi feita por mim kakakaak
E, é claro, MUITO OBRIGADO, @JikookLandsPjct por ter deixado eu escrever Maniac!


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