História Mantenha-me Aquecido - Capítulo 11


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Categorias Saint Seiya
Personagens Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Julian Solo, Miho, Personagens Originais, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Shiryu de Dragão (Shiryu de Libra), Shun de Andrômeda, Shunrei
Tags Amor, Autoconhecimento, Decisões, Drama, Hyoga, Medicina, Profissões, Romance, Shun, Yaio
Visualizações 140
Palavras 3.395
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


♥ Um super agradecimento para quem vem lendo, favoritando e comentando a Fic! Vocês não tem ideia de como isso incentiva! ♥

Hoje temos AVISOS!

@Dasf-chan, @Ma_Queiroz, @ellionay, @Calixto84... enfim, todas(os) que tem problema em ficar corada enquanto lê, CUIDADO com as bochechas vermelhas em público! Rsrsrsrsrs (isso vale para todo mundo, mas lembrei das garotas pois sempre comentamos sobre passar vergonha por conta das benditas bochechas, né meninas? kkkkkkk)
Mas agora fiquei curiosa... Meninos, @Senhorio_Kamius e @AlexBlasqui, vocês que sempre comentam por aqui, me respondam uma coisinha? As bochechas de vcs tbm coram? KKKK tô brincando, mas não é possível que só a gente sofra com isso ^^
A LOUCA, MARCANDO TODO MUNDO KKKKKKKK me ignorem, gente, hj estou um pouco atentada das ideias

Boa leitura hihi


*Créditos para o(a) Autor(a) da imagem de capa*

Capítulo 11 - Tomando decisões


Fanfic / Fanfiction Mantenha-me Aquecido - Capítulo 11 - Tomando decisões

Então, depois de pedir a atenção de todos, resolvi tomar coragem de me comunicar.

– Irei me mudar!

Sim, ainda era novidade até para mim... mas finalmente eu havia decidido que me mudaria da mansão e achei uma hora adequada para entrar no assunto, afinal, as opiniões deles com certeza eu levaria em consideração – ou talvez não, afinal, sou aquariano.

Quando enfim eu disse que alugaria um apartamento, olhei para Shun que abriu um sorriso enorme para mim. Seus olhos brilhavam, como se fosse uma conquista dele também.

– Nossa, estou muito orgulhoso de você! Quando decidiu isso? Por que não nos disse antes?!

Shun parecia mais entusiasmado do que eu.

– Acabei de decidir, na verdade... – sorri, coçando atrás de minha nuca. – E queria saber o que vocês acham.

Uuuh! – Seiya comentou malicioso. – O que te fez tomar essa decisão, hein? Quem é a gata que você quer levar para o seu apartamento novo?!

Revirei os olhos e o ignorei.

– Não seja bobo, Seiya! – Miho me defendeu.

– Isso é muito bom, Hyoga! – Seika disse logo em seguida. – Ter seu próprio lugar para cuidar te tornará ainda mais responsável.

– É exatamente disso que estou precisando, sabe? – Falei – estou passando por uma fase de mudanças e acho que será bom eu literalmente me mudar também.

Seika me olhou, capitando exatamente o que eu quis dizer, olhando de relance na direção de Shun, para que eu a confirmasse. Fiz um suave e discreto de gesto de confirmação com a cabeça, sem deixar de fita-la, recebendo um sorriso de volta. Era incrível como conseguíamos nos comunicar por olhares e pequeninos gestos – nossa conexão continuava a mesma, nossa amizade continuava única.

– Isso é muito bom mesmo! – Dizia Saori, igualmente contente, fazendo-me direcionar o olhar para ela. – As portas dessa mansão sempre estarão abertas, mas vocês são livres para fazerem o que quiserem!

– Muito obrigado, Saori... – direcionei a palavra para ela, com uma postura um pouco mais séria – e queria aproveitar para pedir autorização à senhorita para que eu possa, assim como Seiya, alternar alguns dias com outros compromissos.

– Claro, Hyoga. Com certeza! Mas nos diga, que compromissos são esses?

– Bom, decidi fazer um curso de coquetelaria que ganhei em um concurso de melhor Drink na noite passada... mas não se preocupe, Saori, esperarei que o Shiryu volte para dar início ao curso. Assim podemos nos organizar melhor.

Desviei meu olhar para Shun... parecia que o impossível havia acabado de acontecer, pois seu sorriso dobrara de tamanho depois de eu dizer que faria o curso. Ele estava visivelmente orgulhoso me mim...

Eu estava me sentindo muito bem. Muito bem mesmo, como se tivesse tirado inúmeros quilos de minhas costas.

Naquela noite ainda conversamos por mais algumas horas enquanto lavávamos a louça e arrumávamos a cozinha.

Seiya foi embora com as meninas e Shun, como sempre, foi o primeiro a ir se deitar e logo após foi a vez de Saori. Eu já havia dormido a tarde toda, mas também fui.

No outro dia, a mesma velha rotina de sempre continuara. Só que dessa vez, bem mais agitada.

Comecei a correr atrás de tudo.

Fui atrás de apartamento, de alguns moveis, eletrodomésticos... Saori me ajudou com contatos de confiáveis donos de imobiliárias e Seiya me ajudou bastante com algumas correrias.

Shun me ajudou a organizar as ideias, fazendo um checklist para eu ir dando “vistinhos” no que já havia feito, evitando que eu me perdesse. Santa organização:

 

Checklist de mudança do Hyoga

 

→ Escolher o imóvel de acordo com suas necessidades;

→ Saber as medidas dos comados;

→ Comprar tintas para pintar o apartamento novo (posso ajudar a escolher as cores?);

→ Pintar o apartamento novo;

→ Definir os móveis a serem comprados;

→ Organizar-se financeiramente;

→ Doar roupas que você não usa a pelo menos um ano;

→ Conseguir caixas e fitas adesivas para empacotar suas coisas (lembre-se de anotar na própria caixa o que há dentro delas);

→ Desmontar móveis grandes;

→ Empacotar as coisas;

→ Transferir as contas para seu nome;

→ Alterar o endereço de cadastros e serviços;

→ Organizar documentos;

→ Estar ciente das regras do edifício;

→ Agendar faxina;

→ Marcar o dia da mudança e conferir se todos os serviços batem;

→ Mudar-se.

Bônus:

→ Dar um beijo no Shun toda vez que realizar uma tarefa ✔✔✔✔✔✔✔✔

 

Eu já posso dizer que estou cegamente apaixonado por esse homem? Céus... até perco a linha de raciocínio. Bem que poderia ter mais tarefas a serem realizadas.

Enfim...

Depois de passado um mês, Shiryu retornou de sua lua-de-mel para o Japão com ótimas notícias:

– Vou ser papai!

Não que fosse novidade... antes mesmo do casamento, já havíamos reparado que Shunrei passava disfarçadamente as bebidas alcoólicas para que Shiryu tomasse em seu lugar. Fomos discretos em fingir surpresa – ou melhor – apenas Seiya parecia não ter percebido nada de diferente antes e estava realmente surpreso.

Os dias ficaram ainda mais corridos... em compensação, já havia escolhido o apartamento, a paleta de cores do mesmo e onde seria, que no caso era perto do centro de Tóquio e, coincidentemente, perto da faculdade de Shun.

Não que essa fosse uma localização super conveniente, imagina, longe disso... nunca que eu escolheria um apartamento só por que é mais perto da faculdade na qual Shun poderia aparecer lá quando bem entendesse... jamais!

E é claro que em meio a tantas coisas, ainda dávamos uns jeitinhos de se ver de vez em quando. Claro que dávamos. Para essas coisas, sempre se dá um jeito: falta de tempo nunca é uma desculpa. E eu tinha que cobrar a recompensa da minha tarefa bônus!

Era sábado de madrugada, me mudaria oficialmente na segunda. Estávamos no sofá – eventualmente, aquele havia se tornado o nosso “lugarzinho” – enquanto um filme qualquer passava na televisão. Ninguém ainda sabia de nosso envolvimento... mas numa hora daquelas, dificilmente alguém apareceria na sala. Já havíamos chegado no estágio de não prestar atenção no filme, mas não saíamos disso... sempre acontecia imprevistos urgentíssimos como: reposição do sono perdido do Shun. Ou alguém aparecia... ou... ok, a verdade é que eu ainda não estava completamente preparado. Mas tudo bem, pois ele entendia o meu lado e era um poço de paciência – coisa que sinceramente eu não teria, dado o tempo já se passado para dois adultos.

Veja bem, não estou dizendo que eu não queria ou que eu queria que fosse algo especial e blá blá blá; só não parecia o tempo certo.

Tempo esse na qual eu estava começando a ficar nervoso comigo mesmo por não chegar logo; estava literalmente na cara que meu corpo queria, mas alguma coisa na minha mente impedia de ultrapassar determinada linha.

Que inferno! O que eu mais queria era ultrapassar essa bendita linha, especialmente quando nós nos provocávamos desse jeito;

Ele estava sentado em cima de mim e eu no sofá, enquanto nos beijávamos e passávamos as mãos em tudo quando é lugar... mas tentávamos conversar ao mesmo tempo, afinal, era quando tínhamos tempo de conversar.

– Mas e... quando... você se... mudar...?

– O que... que... humm... tem...?

Humm... nada... mas... quando vamos... nos ver...?

– Ah... minha casa... estará sempre aberta...

– Claro... sim...

Uhum...

– Na verdade... por enquanto... hum... não vai dar...

Hum... por quê...?

– Avaliações... finais...

– Droga...

– Mas... depois...

– Teremos muito mais tempo para nós? – Interrompi o beijo para completar a frase.

– Sim. – Shun olhou nos meus olhos e sorriu, mas não demorou para voltarmos a fazer o que estávamos fazendo.

Aquele “sim” não me foi muito convincente, mas tudo bem.

Continuamos só nos amassos... nos esfrega-esfrega... no chove-e-não-molha... ou qualquer outra vertente de pegação... até nossas bocas pedirem arrego e nossos pulmões quase pararem de funcionar. A fricção estava boa, claro, mas o sono era maior naquela noite. No outro dia levantaríamos cedo.

Passamos o domingo terminando de arrumar tudo para que segunda eu já pudesse dormir sob o novo teto.

No outro dia, depois de servir a deusa Athena e fazer meu treinamento na Fundação, faria um caminho diferente para casa. Shun havia me deixado uma carinhosa mensagem lembrando-me que eu deveria passar no mercado antes. Sorri com o gesto e guardei o celular no bolso, colocando logo em seguia o capacete, subindo em minha moto.

Passei no mercado para comprar comida e mais algumas coisas de higiene pessoal e limpeza da casa.

Guardei minha moto no estacionamento do edifício e subi para o décimo primeiro andar de elevador. Girei a chave na fechadura e segurei na maçaneta, empurrando-a. Deixei a porta aberta por alguns instantes, observando o local ainda sem iluminação alguma.

Respirei fundo liguei o interruptor, dando luz ao ambiente. Estava tudo estranhamente silencioso. Gostei da sensação.

Tirei os sapatos e fui novamente olhar todo o apartamento. Ainda havia alguns acúmulos e bagunças, mas logo tudo se ajeitaria.

Fui para a cozinha e preparei minha janta: sanduiches. Fiz uma anotação mental para aprender logo a cozinhar.

Tudo ainda era inacreditável.

Enfim eu havia me mudado. Enfim eu estava tomando decisões concretas em minha vida... mas ainda faltava uma.

Peguei minha carteira e tirei dela o cartãozinho que o dono daquele bar havia me dado. Entrei em contato e logo ele reconheceu minha voz. Falei que finalmente havia aceitado a proposta e ele não perdeu tempo em oferecer que eu começasse o quanto antes.

Logo nas primeiras semanas eu soube que aquele era meu território.

O curso tinha duração de três meses – que logo eu descobriria que passariam num piscar de olhos.

Shun e eu acabamos por nos afastar um pouco... ele tinha uma rotina diurna e semanal e eu tendia para a noturna aos finais de semana. Nossos horários ficaram um bom tempo sem bater. Durante esse período nós nos víamos com uma frequência ainda menor e por muito menos tempo. Entretanto, em uma sexta-feira depois de mais ou menos dois meses desde que eu me mudara, recebi uma visita inesperada.

Eu havia acabado de tomar banho e estava apenas de boxer com uma toalha amarrada abaixo da cintura – enquanto arrumava algumas coisas para ir para o curso – quando ouvi a campainha sendo acionada. Era sete e meia. Estranhei que o porteiro não havia me ligado no interfone... então me lembrei que havia dado o nome do Shun, e que não precisava avisar-me quando fosse ele.

Me arrependi; por que raios eu ainda não havia separado a roupa que eu usaria?!

Ouvi a campainha novamente e tive que ir atender. Abri uma fresta da porta e olhei pelo espaço.

Ele me olhou de volta, estava muito sorridente, mas estranhando um pouco eu não ter aberto toda a porta.

– É... oi?

– Oi... – respondi um pouco desconcertado.

 Ficamos nos encarando, sem falar nada. Estranho.

– Saí da faculdade agora e resolvi passar aqui, já que estou com um tempinho livre...

– Ah...

– ... não vai me convidar para entrar? – Perguntou-me, agora, ficando um pouco desconfiado. Merda!

– Hã... é...

– Tem alguém com você? – O sorriso já havia sumido completamente. Tentei falar, mas ele não me deu brechas para me defender, fazendo conclusões precipitada. – Tudo bem, eu volto outra hora. Desculpa atrap...

Não tive escolha: abri a porta. Seu rosto corou.

– Não tem ninguém aqui, seu bobo. Eu só estou pelado!

– Oh... – ele colocou a mão na boca e começou a rir aliviado – Deus do céu, por que não disse logo?! Pensei que...

– Você não deixou eu te responder! Isso é ciúmes, é?!

– Eu... eu... ah, Hyoga, é muito suspeito aparecer só numa frecha sem abrir a porta, você não acha?!

Devo admitir que gostei de descobrir que Shun estava supostamente com ciúmes de mim.

– Ok, ok... eu no seu lugar já teria surtado.

– Tá bom, vai se trocar, eu te espero aqui.

– Nem pensar! – Exclamei.

Nem pensar mesmo. O puxei pela mão para dentro do Apartamento e fechei a porta, o encostando na mesma para dar um beijo de boas-vindas.

Nossos corpos se prensavam um contra o outro e eu o encurralava entre meus braços enquanto ele puxava minha cintura para si.

Infelizmente a toalha não caiu, para a tristeza de todos.

Estava com saudades, já... – falei entre beijos, enquanto recuperávamos o ar.

Eu também... – dito isso, ele inverteu nossos lugares em um movimento, dando continuidade ao beijo.

Nossos peitos subiam e desciam rapidamente e eu conseguia sentir nossas ereções se encostarem mesmo com todo o pano e tecido separando. O clima esquentava cada vez mais, quando me dei conta que eu estava me arrumando para sair!

– Humm... não dá agora... – tentei falar.

– Humm...

Separei nossas bocas e deixei a cabeça cair para trás para poder falar, deixando meu pescoço exposto aos seus lábios quentes, que depositava beijos por toda a região.

Eu tenho curso hoje, seguido de treina... humm... – senti uma mordidinha e fechei os olhos fortemente, tentando concluir a frase: – seguido de treinamento... Shun, você está me deixando louco!

Ele soltou uma risadinha e parou com os beijos, puxando meu queixo para baixo e selou nossos lábios.

– Então é melhor parar – disse com serenidade na voz, como se nada tivesse acontecido, se afastando com passos para trás, logo em seguida se virando para ir em direção à cozinha; meu olhar foi diretamente para onde não devia. – Que horas você tem que sair?

– Daqui uns quarenta minutos – respondi, indo atrás dele e o agarrando pela cintura, encoxando-o, retribuindo os beijos em seu pescoço.

Ele colocou suas mãos em cima das minhas e tombou a cabeça para o lado, deixando toda a extensão do pescoço a mostra, soltando pequenos grunhidos ao toque de meus lábios.

Humm... vai se atrasar desse jeito...

– E eu deveria me importar com isso?

– Deveria...

– Que pena... porque eu não dou a mínima...

Eu não acreditei quando ele separou minhas mãos de sua cintura e se virou, beijando-me, me empurrando na parede mais próxima.

Juro que eu estava esperando que ele iria me dar um puta sermão sobre responsabilidade, não que ele iria me agarrar!

Achei o máximo, diga-se de passagem.

Estávamos nos esfregando tanto que finalmente minha toalha caiu, deixando-me apenas com a boxer.

Ô, beleza! – Apenas pensei, pois estava com a boca muito ocupada para falar.

Me desencostei da parede e o segurei pelas costas para guia-lo ao meu quarto – que estava bem desorganizado – mas a cama, por um milagre, estava arrumada. Mas não fomos direto para ela. Nos esbarramos em praticamente todos os móveis, até chegar no guarda-roupas, onde percorremos ele quase inteiro, invertendo as posições, num jogo de provocação.

Ao final da última porta, o encostei com mais força e arranquei sua camisa, beijando-o logo em seguida e descendo minha mão para desabotoar sua calça; mas ele não deixou que eu a tirasse, me empurrando para trás com a mãos espalmada em meu abdômen e peito.

Senti a cama na parte de trás de minha coxa e deitei para trás, instintivamente abrindo minhas pernas para que ele ficasse no meio delas.

Foi quando eu me dei conta que estava rolando de verdade.

Pisquei algumas vezes enquanto nos beijávamos, tentando não entrar em desespero; eu estava por baixo? Eu estava mesmo por baixo?!

Céus... o pior é que eu não estava achando ruim. Longe disso!

Shun se apoiava em seu cotovelo para beijar-me, enquanto arranhava os gominhos de minha barriga, chegando perigosamente cada vez mais perto da minha área pubiana.

Quando o clima estava ficando mais quente ainda e eu ia tirando de vez sua calça, seu celular vibrou em seu bolço de trás uma vez... seguida de outra... e começou a tocar.

– Não... – falei entre beijos e ele separou nossas bocas, fechando fortemente os olhos, fazendo uma caretinha.

– Eu preciso... – disse, soltando todo o peso de seu corpo em mim com o rosto em meu peito, fingindo que estava chorando.

– Não se eu roubar seu celular!

O abracei com um braço e inverti as posições o prendendo no meio de minhas pernas, pegando rapidamente seu celular que continuava a vibrar, afastando-o de suas mãos.

– Oga! Me dá!

Fiz que não com a cabeça, sorrindo, e me sentei em cima dele. Tive a ousadia de começar a mexer o quadril, provocando-o, fazendo-o puxar todo o ar possível pela boca e fechar os olhos, logo em seguida insistindo;

– Por favor...

Mas parei os movimentos assim que olhei para a tela do celular. Franzi o cenho e o sangue subiu.

– Quem diabos é “Okumura” e por que você colocou uma foto no contato dele?!

Virei o celular para mostra-lo. Já estava pronto para começar uma discussão ali mesmo, quando o vi revirando os olhos e reclamando logo em seguida:

– Ai, que saco... ele é da faculdade e só me liga quando está precisando de alguma coisa. E eu coloco foto em todos os meus contatos, Hyoga. Posso atender?

Aquele sincero “ai, que saco” que convenceu. Tive até que rir... é tão difícil ver o Shun resmungar desse jeito.

– Sei – entreguei-lhe o celular, fazendo bico.

– Isso é ciúmes, é?! – Imitou-me, fazendo referência ao que havia acontecido a pouco tempo atrás.

– Ok... estamos quites!

Ele sorriu, deslizando o dedo para o lado, atendendo a ligação.

Alô?... sim e você?

Ele parecia desanimado falando no telefone... então resolvi anima-lo, voltando a fazer os movimentos. Eu posso ainda não ser muito bom nisso, mas ele estava visivelmente gostando. O vi mordendo os lábios e colocando sua mão livre sobre minha coxa, tentando fazer com que eu parasse.

Mas eu não parei.

Hã... desculpe, pode repetir?... Não, não, só me distrai um pouco...

Ele abriu os olhos e tentou me falar alguma coisa, mas eu ignorei e me afastei um pouco para poder debruçar contra seu corpo, deixando beijos estralados em seu peito e abdômen.

Quê? Se eu estou com alguém?... barulho de beijo? Não, que isso, era a televisão...

Comecei a rir escutando o diálogo e me desconcentrei, caindo e me deitando ao seu lado, dando um tempo para ele resolver o que tinha que resolver.

Só espero que...

Se eu posso cobrir o seu plantão agora?

Droga.

Ele me olhou com um pouco decepcionado, como se me perguntasse se tudo bem. Eu não tinha muita escolha, então apenas gesticulei com a cabeça, sorrindo tristonho.

Claro, estarei aí em dez minutos... por nada... até.

Acho que nunca vamos conseguir transar – falei, dramático, assim que ele desligou o celular e ficou me olhando.

– Deus do céu, Hyoga... como você é exagerado! – Falou, rindo e se levantando, indo em direção onde sua camisa estava.

– Vai falar que não é verdade?!

– Imprevistos acontecem, bobinho. Teremos mais oportunidades.

Fiz biquinho, observando-o colocar a camisa e abotoar sua calça. Tão lindo...

Ele passou a mão na franja, arrumando-a enquanto vinha em minha direção para depositar um rápido beijo de despedida em meus lábios – desculpa, tá?

– Não precisa se desculpar, Shun.

Ele sorriu e beijou minha testa.

– Até depois.

– Até...

– Não vai se atrasar, hein?

– Sim, senhor.

– Se cuida.

– Se cuida também...

O vi saindo pela minha porta, dando uma última olhada para trás. Depois escutei a porta de entrada sendo fechada.

Suspirei.

A imagem do que havia acontecido hoje não sairia da minha mente tão cedo.

Coloquei minhas mãos no resto e respirei um pouco... estava enrolando o máximo possível para ver como estava a situação da minha barraca. Abri uma frestinha entre meus dedos e finalmente olhei para baixo.

Porra...

Me levantei... teria que dar um jeitinho no meu problema, então fui logo para o banheiro, resmungando alto.

Quando voltei, coloquei minha roupa rapidamente e fui procurar onde eu havia largado o celular. O encontrei e tinha uma mensagem via SMS do Shun. A abri e nela estava escrito: “Deixei algo para você na cozinha. Já estou com saudades.”

Que anjo.

Sorri bobamente para a tela do celular e fui para cozinha procurar o que ele havia deixado. Assim que coloquei os olhos na mesa, algo parecido com um envelope me chamou atenção... ele era todo preto fosco, com detalhes prateados...

era um convite e eu fiquei com vontade de chorar quando vi que tinha um Caduceu de Asclépio estampado na capa do cartão.

O peguei já sabendo o que era, tentando controlar minhas mãos que tremiam de emoção.

Abri o cartão e nele estava escrito em letras grafais, simples, porém clássico e direto:

 

“Após anos de esforço, é com grande honra e felicidade que eu o convido, Alexei Hyoga Yukida, para minha Formatura.

A cerimônia de Colação de Grau da turma de Medicina acontecerá na Universidade de Tóquio, às 14 horas.

Conto com sua presença.

Atenciosamente,

Shun Amamiya.”

 

 

 

 


Notas Finais


Uhhhhhhh, varias coisas acontecendo... E eu seeeei, tenho que melhorar essas cenas terríveis de ciúmes! É que é um desafio para mim escrever sobre esse sentimento, sério kkkkkkkkk

AI QUE RAIVA, eu esqueço que meus bebês não são mais tão bebês assim... AFF!!
Próximo capítulo será a formatura do MEU BEBÊ. BEBÊ. B-E-B-Ê! Vocês têm noção disso?! Meu BEBÊ já é praticamente um médico formado...

Enfim... fiquem a vontade para dar sugestões e críticas construtivas! Às vezes, conversando com os leitores, nós temos ótimas ideias ^^
Beijos, até semana que vem que talvez eu atrase uns diazinhos para postar.


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