História Mantenha-me Aquecido - Capítulo 12


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Categorias Saint Seiya
Personagens Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Julian Solo, Miho, Personagens Originais, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Shiryu de Dragão (Shiryu de Libra), Shun de Andrômeda, Shunrei
Tags Amor, Autoconhecimento, Decisões, Drama, Hyoga, Medicina, Profissões, Romance, Shun, Yaio
Visualizações 70
Palavras 2.278
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


♥ Um super agradecimento para quem vem lendo, favoritando e comentando a Fic! Vocês não tem ideia de como isso incentiva! ♥

SURPRESA!!

Sem enrolação,
@Dasf-chan, esse capítulo é para ti!

Boa leitura, pessoas queridas!

*Créditos para o(a) Autor(a) da imagem de capa*

Capítulo 12 - Formatura


Fanfic / Fanfiction Mantenha-me Aquecido - Capítulo 12 - Formatura

Aquela notícia me deixou extremamente feliz e eu o liguei na mesma hora, confirmando minha presença, o felicitando e se pudesse, o beijando também! Agora fazia sentido por que ele estava tão animado quando veio aqui.

A cerimônia seria a exatamente um mês, no meio de julho. Se o inverno tinha sido rigoroso esse ano, a mesma coisa digo do verão; mal havíamos entrado nele e já estava um calor insuportável – mas eu sou exagerado, então talvez esteja tudo nos conformes.

O mês passou muito rápido e nossos horários ficam sem se bater do mesmo jeito. Eu havia concluído o curso de coquetelaria e o meu emprego era garantido já. Entretanto, desmarquei tudo quanto é compromisso nos dias seguintes a formatura de Shun.

E então... o tão esperado dia chegou.

Corações estavam a mil.

Shun estava ansioso. Muito ansioso.

Estávamos todos reunidos novamente na mansão. Eu, Seiya, Miho, Naomi e Seika – que, finalmente, haviam assumido o namoro para a família –, Shiryu, Shunrei e sua barriguinha, Saori, Julian Solo e... Ikki.

Ikki... mal me lembrava de sua existência. Shun sempre comentava que o via, mas que não sabia nada do que ele estava fazendo da vida. Aquilo o deixava visivelmente triste. Por isso continuo não indo com a cara dele... mas pelo menos ele estava presente naquele dia tão especial para seu irmão.

As meninas se arrumavam no quarto de Saori e nós no quarto de Shun. Hoje, aceitavelmente, ele não estava ligando para a bagunça.

Ikki já estava pronto e se excluiu de nós na varanda do quarto. Julian Solo era estranho... parecia que falávamos línguas diferentes, por isso ele apenas ficou sentado na poltrona com as pernas cruzadas, observando-nos com cara de tédio. Sentados na cama, Shiryu – como sempre – estava no pé de Seiya, arrumando sua gravata: Sagitário ainda não havia aprendido a fazer o nó. Nós iriamos apenas de camisa social e gravata, Shun iria de terno.

Eu e Shun estávamos em pé... eu arrumava seu colarinho, checando se seu terno estava perfeitamente alinhado. Sua barba, como a muito tempo não a via, estava completamente raspada, seus cabelos soltos com uma divisão lateral e seu terno era numa coloração azul marinho em contraste com a gravata e suspensório azul-bebê e camisa social branca. Ele me acompanhava pelos olhos, confiando em minhas constatações.

Olhei para trás rapidamente, para checar se os outros estavam distraídos o suficiente e sussurrei para ele:

Você está lindo...

– Obrigado... você também está...

Sorrimos docemente um para o outro. Queria beija-lo... queria que todos soubessem... mas ainda não tínhamos conversado sobre isso, então reprimi minha vontade.

– Faz alguma coisa diferente no meu cabelo? – Pedi, voltando a falar normalmente. – Eu nunca consigo fazer nada em mim mesmo.

– Tipo o quê?

– Não sei... prender só uma parte, sabe? Qualquer coisa do tipo...

– Ok! Vira aí.

– EPA! – Seiya gritou. Eu me virei e ele estava com um sorriso idiota na cara enquanto Shiryu o arrumava.

– Cala a boca, Seiya. – E Shiryu deu-lhe uma bronca.

Levantei o dedo do meio para ele e cruzei os braços, rindo logo em seguida, balançando a cabeça para os lados... bicho besta esse Seiya.

Shun começou passando as mãos em meus cabelos para desembaraça-lo – parecia que meu coro cabeludo estava sendo massageado pelos deuses. Logo em seguida ele passou os polegares nas laterais de minha cabeça, fazendo uma divisão, deixando minha franja solta.

– Na frente está bom, Shiryu? – Disse Shun, antes de prender.

Shiryu se levantou e veio até mim. Ele ajeitou alguns fios e me olhou.

– Pronto, agora está bom.

Shun passou os dedos novamente em meu cabelo e o prendeu, saindo de trás de mim e ficando na minha frente, ao lado de Shiryu.

Os dois ficaram me olhando e Shun enfim disse:

– Ficou ótimo!

– Ei, eu também quero ver! – Seiya se levantou, também ficando na minha frente, ao lado de Shun. – Caralho, ficou bonitão!

– Ok, eu sei que sou muito gostoso, mas podem parar de me admirar, rapazes – falei em tom de brincadeira, convencido.

– Amor próprio é tudo. – Seiya logo entrou na brincadeira.

– Você acabou de ficar cinquenta por cento menos bonito. – Shun acompanhou.

– Prefiro não opinar. – E Shiryu... bom, é o Shiryu.

– Agora sem brincadeiras... hoje as atenções serão todas unicamente para o Shun!

Shun ficou todo vermelho quando de repente nós começamos a olha-lo. Eu sabia exatamente que aquela seria sua reação.

– É isso aí! – Seiya gritou. – Shun vai se formar!

– Hoje é seu dia, Shun!

– Isso merece um brinde! O que vocês acham?! – Propus.

– Parem, não é para tanto...

– Nada de modéstia hoje Shun, você é foda e sofreu muito para ter chegado onde chegou para ficar com papinho de “não foi nada demais”. Foi sim! Agora você é médico! – Com aquele jeito brincalhão dele, Seiya pegou na cabeça de Shun e deu um beijo nela, logo em seguida bagunçando seus cabelos – estamos muito orgulhosos de você. Te amo, cara!

Seiya estava genuinamente feliz pelo Shun, assim como todos nós... eu até poderia ter sentido ciúmes daquela última frase, mas me lembrei que a Miho estava praticamente no quarto ao lado.

– Obrigado Seiya, sem o apoio de vocês eu nunca conseguiria chegar onde cheguei.

AÊ Julian e Ikki, vamos estourar um champanhe lá em baixo! – Seiya os chamou e passou o braço no pescoço de Shun e começaram a andar em direção à porta.

Shiryu e eu nos encaramos por um momento e demos de ombro, também nos direcionando para a porta. Aguardamos um pouco até os dois esquisitos saírem e fechamos a porta.

– Vai descendo enquanto eu chamo Shunrei e as meninas.

– Ok – respondi.

Ainda era onze horas da manhã, sairíamos da mansão uma hora. Já estávamos todos reunido na cozinha e com as taças em mãos para o momento do brinde. Tomei a frente e abri a garrafa sem fazer tanta pressão, mas na hora do estouro, todos vibraram e levantaram suas taças para que eu colocasse a bebida nelas.

Shiryu sabia que eu era ruim com as palavras, então foi ele quem fez as honras.

– Aproveitando que estamos todos reunidos aqui, desejamos propor um brinde ao nosso pequeno grande homem, Shun, que irá se formar hoje. Sabemos que hoje é apenas uma consequência de anos de estudos e lutas para chegar nesse momento tão único. Shun, acho que posso dizer por todos nós presente aqui, que desejamos que você tenha muito sucesso em sua carreira e que você seja feliz com ela. Você merece tudo o que conquistou e ainda vai conquistar, e temos certeza que eres digno de exercer essa profissão tão linda e tão necessária. Você vale muito mais que ouro. Um brinde!

Tocamos nossas taças, alegres, emocionados... vibrantes.

 Shun já estava chorando... claro que estava. Ele e Shiryu se abraçaram e logo um por um fazia o mesmo. Eu fui o último e não me importei em demorar naquele abraço.

Fomos para fora e ficamos batendo papo até dar a hora de ir. Shun e Ikki se afastaram um pouco de nós... talvez quisessem um pouco mais de privacidade. Mas não gostei, quando estávamos indo, do clima que estava entre eles e do olhar discretamente marejado de Shun. Não parecia de emoção em rever seu irmão...

Mas eu poderia estar enganado devido ao meu ódio gratuito pela Fenix, então relevei.

Iriamos na Limusine da Saori.

Chegamos na faculdade e nos direcionamos para o grande teatro. Shun se separou de nós e foi para junto de sua turma.

Aguardamos por cerca de uma hora até o diretor começar a discursar – o que levou mais ou menos uma hora também.

Logo depois, os alunos foram chamados por seus nomes para buscarem seus diplomas e ficaram enfileirados no palco, de frente para nós.

Shun estava demorando a ser chamando, quando...

E por último, o destaque e orador da turma, Shun Amamiya.

Nos entreolhamos e nenhum de nós estava sabendo que Shun iria discursar... muito menos que ele era o destaque da turma! Fomos pegos completamente de surpresa, mas logo Seiya já estava de pé batendo palma vigorosamente e fizemos o mesmo.

Shun estava um pouco apreensivo e organizava alguns papéis na mesinha. Ele fez reverência aos seus colegas e para a bancada de autoridades e professores, logo em seguida ajeitando o microfone.

Logo todos ficaram em silêncio... ele sorriu e iniciou seu discurso:

Boa tarde a todos.

Inicialmente, gostaria de agradecer a excelentíssima presença dos reitores, nossos professores patrono e paraninfo, demais professores, caros colegas de formatura e aos familiares e amigos presentes. E também gostaria de agradecer nesse primeiro momento, aos meus colegas pela confiança e credibilidade de discursar por todos nós nesse momento tão especial em nossas vidas. Obrigado. Como já disse, não acho que eu deveria ser o único a receber o destaque da turma, pois, todos nós, de alguma maneira, nos destacamos em momentos específicos dessa jornada. Tivemos ótimos laboratórios de experiência e uma excelente equipe de docentes qualificados e dedicados a nos ensinar as boas práticas e a sermos bons profissionais. Somos gratos por termos tido a oportunidade de sermos seus discentes e por toda a experiência trocada.

Ele intercalava seu olhar entre seus amigos e a bancada. Após uma pequena pausa, ele se voltou novamente para o público.

Demorei para conseguir colocar em palavras de maneira simplificada e breve tudo o que sentimos para enfim nos tornarmos médico... mas consegui, numa epifania, encontrar a palavra-chave que desde sempre representou nossa relação com a medicina:

Amor.

O amor tem vários significados e na medicina, assim como em qualquer outra profissão, ele significa vocação. E acreditem, nossa vocação fora muito testada para chegarmos até aqui, fazendo-nos várias vezes ficarmos a ponto de desistir... e fazendo alguns descobrirem que essa não era sua verdadeira vocação. Desejo, do fundo do meu coração, que estes tenham encontrado em suas reais profissões, o significado da palavra amor.

Neste momento, percebi que Shun me olhou rapidamente. Sorri, entendendo o recado.

– Como diria os ensinamentos de Buda: “Sua tarefa é descobrir o seu trabalho e, então, com todo o coração, dedicar-se a ele”

Daqui para frente, será nossa dedicação que definirá nosso profissionalismo e não só as nossas vidas, mas também a vida de várias pessoas. Estas, que nos procurarão sempre que algo de errado esteja acontecendo, com a certeza que nós tomaremos a decisão correta. Decisões essas, meus amigos, que teremos que tomar com base em tudo que aprendemos nesses sofridos anos.

Anos de noites sem dormir direito...

Anos de desgastes emocionais...

Anos de erros e acertos; tristezas e alegrias; derrotas e vitórias; desânimo e empolgação; certezas e incertezas;

E...

Shun fez uma pausa e dessa vez olhando-me fixamente, uma lágrima de seu olho esquerdo escorreu tímida por seu rosto.

Anos de medos e coragem.

Um flashback tomou meus pensamentos naquele momento e tive que abaixar a cabeça com o polegar e o indicador fortemente contendo as lagrimas de lembrança que inundavam meus olhos:

“– Obrigado por estar aqui.

– Sempre estarei...

– Obrigado...

As lagrimas não se cessavam...

– Prometas que terás coragem... – Sussurrei.

– Tentarei...

Segurei seu rosto delicadamente em minhas mãos e comecei a passar meu polegar em suas lágrimas todas as vezes que elas teimavam em cair...

– Não, eu tenho certeza que você terá... porque eu acredito em ti.

Quanto mais ele fechava os olhos, mais as lágrimas caíam... mais seus lábios tremiam...

– Olha para mim, Shun...

Em meio aos soluços, se esforçando, ele se pôs a abrir os olhos...

– Eu sempre vou acreditar que você é capaz de tudo... sempre.”

Seika, que estava ao meu lado, passou a mão em meu ombro e eu abri os olhos novamente, saindo do transe. Sorri para ela, balançando a cabeça positivamente e voltando novamente meu olhar para Shun, que continuava seu discurso:

Agora, precisaremos colocar em prática todo o esforço que tivemos no passado para tomar as decisões certas no futuro.

Teremos que ser fortes: sem forças, não conseguiremos dar suporte àqueles que se sentem fracos.

Teremos que ser cuidadosos: sem cuidado, corremos o risco de machucar ainda mais os feridos; tanto fisicamente, quanto psicologicamente.

Teremos que ser calmos e pacientes: sem calma e paciência, não conseguiremos chegar na resolução e diagnóstico preciso dos casos mais delicados.

E, acima de tudo, teremos que ser empáticos: sem empatia, não conseguiremos olhar para os olhos aflitos dos necessitados e entender seu enfermo, para enfim tomar a decisão correta.

Sim, tomar decisões não será tarefa fácil, sabemos. Mas eu sei que todos nós daremos o nosso melhor para não nos deixarmos abalar pelas eventualidades da vida.

Que tenhamos em mente que decisão trazem consequências... e que, às vezes, elas poderão nos desagradar e até mesmo nos entristecer. Mas que saibamos lidar com nossos sentimentos e que não nos torturemos por imaginar que se tivéssemos tomado decisões diferentes, algo poderia ter mudado.

Eu tenho certeza que todos nós, no começo, sofreremos com a dúvida de estarmos realmente preparados para tamanha responsabilidade com a sociedade. Mas tenho certeza, também, que essa dúvida se sanará a cada sincero “obrigado, doutor” que recebermos. Tenho certeza que sairão daqui excelentes futuros pediatras, cirurgiões, cardiologistas, neurologistas, oncologistas... e, com o tempo e experiência, por que não professores?

Para finalizar, peço que lembremos sempre de ser humildes; dos ensinamentos daqueles que nos formou; de nosso juramento; de nossas famílias e amigos que sempre nos apoiaram; de amar... E que, acima de tudo, lembremos de ser felizes com nossas escolhas.

Peço também, meus amigos, que nunca deixemos de estudar, relembrar e aprender. Na nossa profissão, não podemos nos dar ao luxo de nos acomodar.

Daqui para frente não nos contentaremos mais com erros, mas buscaremos sempre o acerto. Porque, afinal, não somos mais estudantes...

Somos médicos.

Doumo Arigatou Gozaimasu. (N/A: “Muito obrigado” educadamente em japonês)

 

 

 


Notas Finais


***Lembrando que usei tooooda a minha licença poética para falar dessa profissão tão linda. Espero que tenha ficado coerente, desculpem qualquer coisa!
E tbm usei/usarei para descrever a formatura. No japão é algo muuuito mais discreto.

Shun sempre demonstrou, tanto no anime, quanto nos mangá's, que sempre tivera vocação para ser médico. Sempre se preocupando com seu colegas e machucados, sempre evitando a violência independente do inimigo... ahhhh, meu bebê ♥ me emocionei muito escrevendo esse capítulo!
O próximo será continuação desse dia maravilhoso ^^

Personas, postei mais cedo dessa vez pq vou receber visitas por DUAS SEMANAS em casa, ou seja... é... pois é. E precisarei do tempo de sobra para estudar, então ficarei ausente aí por essas duas semanas.

Enfim... fiquem a vontade para dar sugestões e críticas construtivas! Às vezes, conversando com os leitores, nós temos ótimas ideias ^^
Beijão!


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