História Manual de Sobrevivência das Secretárias - Capítulo 8


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Neji Hyuuga, Sasuke Uchiha, TenTen Mitsashi
Tags Bimmbinha, Hyuuga Hinata, Hyuuga Neji, Indrasaku, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Itaino, Nejiten, Sasoka, Sasuhina, Shikatema, Tenten Mitsashi, Uchiha Sasuke
Visualizações 348
Palavras 4.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Faça uma Rinha de CEOS e fuja.


OITAVO MANDAMENTO:  Vá trabalhar como se nada tivesse acontecido.

[02H54MIN DA MADRUGADA]

A Uzumaki sorriu como uma verdadeira predadora na direção do Akasuna, que em decorrência da alta substancia alcoólica ingerida não conseguia perceber a malícia oculta por trás das intenções da sua secretária.  Logo depois de terminar a musica da Marília Mendonça, Karin foi sedutoramente até o seu demônio particular com os olhos ligeiramente estreitos em confusão, e inspirando e respirando fundo, a ruiva jogou seus braços ao redor de Sasori, que avançou em sua direção sem pensar duas vezes.

—Você não faz ideia de quanto tempo eu esperei por isso. — soluçou o diretor executivo, que estava totalmente embriagado.

—Provavelmente não mais do que eu. — retorquiu a secretária, sorrindo diabolicamente, sentindo-o beijar intensamente sua bochecha e descendo a boca em direção ao seu pescoço. Ela recriminou-se imediatamente pelo seu corpo traidor reagir as investidas daquele galinha desgraçado, no entanto, precisava se manter sóbria se quisesse prosseguir com a Fase Dois da Vingança.  — Espera, não vamos fazer isso aqui... Está todo mundo olhando. — e falando com uma voz extremamente sensual e manhosa, ela fez um biquinho para o ruivo que, como já era de se esperar, concordou sem ao menos pensar duas vezes a respeito. Pobre coitado.  — Venha, eu sei de um lugar perfeito aqui por perto... — sussurrou e ele balançou a cabeça, entorpecido pela bebida.

Ela também estava bêbada, na verdade, todas as secretárias estavam tão ou mais embriagadas que os próprios chefes, no entanto, partes dos seus subconscientes estavam colocando em prática os planos que, por muitos meses e anos, permaneceram ocultos e enterrados no fundo dentro de suas cabecinhas. E diferentemente da primeira vez, havia uma probabilidade extremamente alta e real de aquela vingança acabar com as secretárias atrás das grades, porque, surpreendentemente, elas estavam muito mais motivadas. Vê-los daquela maneira, relativamente vulneráveis, frágeis e sem a mínima chance de gritarem com elas, as faziam ter planos mirabolantes e perigosíssimos.

—Por favor, seja um motel. Por favor, seja um motel. Ou o carro dela. — repetia incessantemente o ruivo, em voz alta, levando a secretaria a fazer uma careta de pura repulsa. O maníaco sexual era casado, será que não conseguia se lembrar desse detalhe irrelevante?! Cambaleando, Karin sentiu as mãos do querido chefinho em sua cintura, enquanto a conduzia para fora do Jiraiya’s Bar, que era apenas mais um dos inúmeros empreendimentos do empresário egocêntrico e cafajeste.

[...]

Era difícil não olhar para a cara desgraçadamente atraente e cínica do Uchiha caçula, e não se lembrar quase instantaneamente do  maldito presente de amigo oculto, que ocorreu DENTRO do conglomerado Uchiha-Hyuuga! Aquele sem sombra de dúvidas foi um dos cinco momentos mais constrangedores de toda a sua existência!  Sasuke era muito mais do que um idiota inconseqüente, e merecia pagar caríssimo pela ousadia. Quem ele achava que ela era para gostar de todas aquelas bizarrices sexuais? A Anastásia Steele? Ou a garota de Crossfire e de tantos outros livros eróticos de temática problemática? Hinata não era problemática e definitivamente não se encaixava no perfil estereotipado de Anastásia Steele, e faria questão de deixar isso o mais claro possível, e se isso significasse ter de se rebaixar ao nível pervertido de Sasuke Muriel Uchiha, de bom grado se rebaixaria.

—Oh, Sasuke... Quando foi que você se tornou assim tão sexy? — ela sorriu meigamente na direção do  moreno que, como podia imaginar, retribuiu entusiasmado ao sorriso, imaginando se tratar de um convite para preliminares. Estúpido!

—Eu sou lindo. — soluçou um visivelmente embriagado Uchiha, que piscava os olhos incansavelmente na direção da secretaria. Ele inclinou-se sobre a morena, que concentrou seu olhar no rosto daquele cretino, lembrando-se da resposta nojenta e totalmente misógina em seu tweet. “É porque você não viu o tamanho do meu pau ainda” havia respondido ele, e essa lembrança a fez rir histericamente. Ele realmente gostava do próprio pau, não é mesmo?

Jogando os longos cabelos preto-azulados para trás, Hinata inclinou-se sobre ele e, o surpreendendo completamente, ela o beijou na boca com volúpia, segurando o rosto dele com ambas as mãos. O Uchiha, é claro, estremeceu diante do beijo, respirando fundo com o corpo tremulo em um prazer jamais sentido antes. A morena afastou-se, arfante e sorridente e então o encarou nos olhos.

—Sabe o que ia te deixar ainda mais sexy, Sasukinho? Uma tatuagem no seu rosto... — e então fez um biquinho manhoso,tocando os lábios dele. — O que acha de tatuar seu rosto, hein?

—Acho uma ótima ideia. —afirmou o mesmo,em meio a soluços, piscando inúmeras vezes os olhos, encarando fixamente a secretária que sorriu largamente. Ela se levantou do balcão em um pulo e arrastou o moreno pelas mãos para fora do bar,  se ao menos ele soubesse o que estava prestes a atingi-lo!

[...]

Depois de Indra ter deliberadamente estragado seu encontro com o gostoso e todo poderoso do Tobirama, Sakura percebeu que algo precisava ser feito urgentemente para colocar aquele mimadinho com fimose no lugar dele, e para isso acontecer ela precisaria declinar a própria dignidade e o amor próprio. Sabia muito bem que aquele homem lindo e de cabelos longos e negros era provavelmente uma das piores criações feitas pela Mikoto, lado a lado com os outros irmãos dele, Indra era uma peste.  Ela não conseguia dizer precisamente o momento em que eles arranjaram o chapéu de cowboy, mas não se importava com isso. O fato é que tinha um Indra completamente doido ao seu lado e pretendia fazer bom uso dele, embora não fizesse uma ideia muito clara de como exatamente iria fazer isso. Piscando os olhos verdes esmeraldinos, a Haruno soluçou, sentada no colo do seu abominável chefinho.

—Você quer subir lá para cima? Ouvi umas garotas comentarem que o dono do bar colocou alguns colchões...

—Nós podemos ficar por aqui mesmo. — ele soluçou de volta, com a visão tão entorpecida quanto ela. Ela não titubeou, porque também estava sob o efeito devastador do álcool então apenas deu de ombros e concordou e logo na seqüencia, voltaram a se beijar loucamente, caindo da cadeira.

Pararam de se beijar subitamente, para resmungarem de dor, provocada pela brutal queda da cadeira. Os dois gargalharam histericamente antes de tirarem algumas selfies e minutos depois, estavam roncando lado a lado.

[...]

Em determinado momento de toda aquela loucura, que a Sabaku seria incapaz de dizer a precisão como e porque começou, viu-se dançando agarrada a Shikamaru, que parecia extremamente charmoso, sedutor e divertido estando totalmente e indiscutivelmente bêbado. Os dois dançaram, conversaram e entornaram algumas garrafas de bebidas despreocupadamente,  sem desfazer o contato visual um único segundo  que fosse, e Temari não pôde deixar de pensar que, com aquele Nara bêbado e divertido, poderia se dar excepcionalmente bem!  Entre uma risada e outra,  voltaram a se sentar nas cadeiras lado a lado, para conversarem amigavelmente. Se a ideia de vingança estivesse embutida no conceito de amigabilidade, é claro.

Olhando bem para aquele macho, geralmente chato, machista e incrivelmente rabugento ao seu lado, a loura de olhos esverdeados percebeu que não levaria o menor arrependimento pelo o que estava prestes a fazer. Quero dizer, ele merecia depois de todos aqueles anos afirmando que ela era uma velha louca e que tinha propensão a morrer numa casa com setenta gatos obesos, aquela surra era o mínimo que Temari podia lhe dar, para retribuir. Ela, muito charmosamente, aproximou-se dele, exatamente como as demais secretarias haviam feito com seus respectivos alvos e soluçando, disse.

Ela esboçou um sorrisinho mínimo, acariciando a perna de Nara que expressou satisfação com essa sua atitude.

—Sabe, Nara, eu estava aqui pensando... — e pigarreando, ela aproximou seu rosto o máximo possível do nerdzinho desgraçado.  A teoria mais aceita para o comportamento altamente depreciativo do Nara é de que ele havia sido um nerd extremamente sem graça durante o ensino médio que não soube aprender com os tocos que levava e por esse motivo descontava sua frustração masculina em cima da Sabaku, e de todas as mulheres solteiras de Manhattan. — Você provavelmente deve ficar lindo usando trajes esportivos, você pratica algum tipo de luta? — e arqueou a sobrancelha, curiosa.

—Não. Mas eu já fiz uma aula experimental de MMA uma vez — e foi então que ela teve a deixa para a sua vingança perfeita. — Eu apanhei feio para uma garota e perdi a vontade de fazer de novo, então... — deu de ombros.

—Ah, entendo. — e então ela sorriu um sorriso que poderia ser descrito como a encarnação do diabo.  Inclinou-se sobre ele e o beijou nos lábios brevemente, antes de se afastar. — Eu também não voltaria para outra aula, depois de apanhar na primeira e ainda mais... — fez uma careta. — Para uma mulher. Deve ter sido humilhante.

—Foi muito humilhante. — afirmou ele, e Temari sentiu os lábios alargarem-se ainda mais em um sorriso macabro.

[...]

Tenten engasgou-se com a própria bebida, enquanto olhava, claramente satisfeita, o seu querido chefinho usar a roupa que ela astutamente havia separado para ele. Neji, que tal como ela também não estava exatamente sóbrio, cambaleou em sua direção, sem imaginar que estava com pedaço de papel higiênico grudado em seus dois sapatos. O “Neji bêbado” que na verdade era a realização da outra personalidade – a tarada – dele, sorriu como um perfeito cafajeste, aproximando-se dela a passos lentos.

—O que acha, cariño mio? — e então tropeçou, enquanto dava uma voltinha para a morena de olhos castanhos avaliar seu visual.

—Você está lindo, maravilhoso. — ela sorriu. Ele estava usando o uniforme oficial da novela Rebelde, e estranhamente havia qualquer traço naquele rosto que a fazia se lembrar do Diego, embora não fizesse a mínima ideia do porque. — Agora, faz o stripper para a mama, gatinho americano! Eu quero ver você rebolando esse quadril ao som de Y soy Rebelde — e aplaudiu prazerosamente, o vendo cambalear em direção ao palco.

— Essa calça jeans está meio apertada... — ele soluçou e quase instantaneamente, ela direcionou um olhar para o volume no meio da calça do moreno e arregalou os olhos. Oh, Mama!  E respirou prazerosamente, vendo Neji ajeitar a calça, desconfortavelmente algumas vezes, antes de dar inicio ao stripp.

Sorrindo malignamente, Tenten retirou de dentro do sutiã o seu celular para gravá-lo. Aquele vídeo sem sombra de dúvidas iria bombar na internet e nos grupos do whatsapp! Mas, se formos analisar bem toda a situação, ele mesmo havia provocado aquilo.

[...]

Ela subiu nas costas do moreno de cabelos cumpridos e o obrigou a subir e descer as escadas, com ela em suas costas por aproximadamente vinte vezes seguidas. É claro que eles se desequilibraram e chegaram a cair escada abaixo, rolando como duas vítimas fatais de Nazaré Tedesco, mas isso não desmotivou Ino, muito pelo contrário. Completamente desinibida pelas várias latinhas de cerveja, ela se determinou a cansar aquele tirano desgraçado o máximo possível e quando finalmente ele se cansou de carregá-la, permitiu que seus corpos caíssem exaustos em pleno chão no piso inferior do bar, onde estavam os demais.

—Agora vamos brincar de cavalinho? — questionou Itachi, zonzo e inacreditavelmente exaurido.

—‘Ta achando que eu sou a Márcia de Chocolate com Pimenta para brincar de cavalinho? —  ela soluçou outra vez, erguendo-se do chão minimamente para encará-lo.

—Ino,por favor, me manda um nude seu para eu usar de papel de parede no whatsapp, eu nunca te pedi nada. — ele rolou para o lado dela, respirando fundo, enquanto a beijava nas bochechas, ligeiramente desnorteado.

Foi então que Ino teve um estalo mental e sorriu diabolicamente.

[DIA SEGUINTE]

Elas acordaram antes dos respectivos chefes, sentindo a cabeça doer fortemente e seus corpos implorarem por alguns analgésicos além de um bom banho. Ainda parcialmente conscientes de suas ações, o sexteto de mulheres embriagadas rumou para fora do bar e adentraram o primeiro carro de táxi que viram pela frente, enquanto os diretores executivos permaneciam para trás,  dormindo pesadamente.

O primeiro a acordar foi Indra, que soltou um gemido confuso, estava se sentindo estranhamente dolorido e com frio... Com dificuldade, o Uchiha mais velho abriu os olhos, deparando-se com um bar girando a sua volta, ele fez uma careta. Realmente haviam ultrapassado todos os limites aceitáveis na noite anterior e prova irrefutável disso era o fato de ele não conseguir se lembrar de porra alguma do que teria acontecido.

—Onde eu estou? — indagou para si mesmo, até descobrir o motivo para a dormência em seus braços; os mesmos haviam sido maldosamente algemados no pé da cadeira, ele franziu o cenho. — Mas que diabos...

—Por que você está algemado nessa cadeira? — Sasuke se levantou do chão, com a cabeça explodindo em uma dor inextricável. — Cadê nossas roupas e nossas carteiras? — sussurrou, claramente confuso, olhando de um lado para o outro, apreensivo e intrigado.

—Por que você tem um pinto tatuado na sua cara? — Indra franziu o cenho, encarando o irmão,  enquanto tentava ridiculamente se levantar.

—Minha cabeça está girando. Eu não... Eu não me lembro de nada ontem. — Shikamaru levou ambas as mãos até a cabeça, para segurá-la. — O que diabos aconteceu com esses dois? — questionou, aos sussurros, apontando com a cabeça para Itachi e Neji, que também haviam sido tatuados.

Enquanto o Uchiha tinha na testa a emblemática frase “ sou broxa e vacilão” o Hyuuga tinha “RBD” com o símbolo da banda mexicana.  Eles fizeram caretas, confusos.

Quando os ditos cujos então acordaram, tão ou mais assustados e doloridos que os outros três, eles soluçaram algumas vezes.

—Estamos todos aqui? — Itachi perguntou e eles franziram os cenhos.

—Nem todos. O Sasori sumiu. — avisou Shikamaru. — Eu fui o único que não acabou algemado ou tatuado? — indagou, desconfiado.

—Por algum motivo misterioso e injusto, sim. — Indra rangeu os dentes. — Alguém pode me fazer o favor de me tirar daqui, e me devolver às roupas? O Indraconda está sentindo frio.

—Do ângulo em que estou, não diria que se parece com uma anaconda — Sasuke fez uma cara de repulsa.

—Calem a boca. Precisamos soltar o Indra e procurar o imbecil do Akasuna, à uma hora dessas ele já deve ter sido espancado pelas secretarias malignas. — disparou Nara.

EM UM BANHEIRO QUÍMICO, PRÓXIMO AO BAR...

Muitas coisas bizarras aconteceram na noite anterior. Coisas que ele sequer conseguia se lembrar com exatidão, mas tinha cento e cinqüenta por cento de certeza que Karin havia sido pessoalmente responsável pela maioria. Ela havia convencido ele a trocar de roupas! Ele estava usando as lingeries dela, e apenas de calcinha fio dental. E embora não conseguisse se lembrasse exatamente dos demais detalhes, se lembrava vagamente de ela ter recusado um beijo seu antes de deixar a cabine do banheiro químico e sumir misteriosamente, noite afora. E agora, ele acordou ali dentro, usando nada além de uma calcinha fio-dental vermelha, com um sutiã da mesma cor e o rosto perfeitamente maquiado, além das mãos algemadas.

Tentou sair do banheiro com a  força do ódio,chutando a porta algumas vezes e até mesmo dando cabeçadas na porta, mas tudo o que conseguiu foi levar o maldito banheiro químico ao chão, enquanto choramingava implorando para que seu bombonzinho de morango voltasse e o resgatasse dali. Para sua sorte – ou não, dependendo inteiramente do ponto de vista –  um grupo de pedreiros escutou seus gritos e não hesitaram antes de resgatar o príncipe indefeso da terrível cabine. Antes não tivessem feito isso! Assim que viram o estado do homem começaram a rir, e não era, definitivamente, pelo traje intimo feminino.

Nas costas dele, Karin havia escrito com batom “0,50 centavos. A noite inteira” e naturalmente Sasori não fazia a mínima ideia disso, já que não tinha um espelho por perto e seus reflexos estavam seriamente comprometidos. Bêbado, confuso e furioso, ele marchou em direção ao JB’S novamente, somente para abrir com força a porta e descobrir que os demais diretores executivos também estavam ali, e tão ou mais ferrados que o próprio.

— Puta... — começou Itachi, incapaz de segurar a risada ao encarar o ruivo adentrar o lugar.

—Que... — continuou Sasuke, engasgando-se de rir.

—Pariu...! — Indra tombou a cabeça para trás e gargalhou, sendo copiado tanto por Shikamaru quanto por Neji, que ignoraram as próprias dores de cabeça para rirem divertidamente daquele momento embaraçoso.

Sasori franziu o cenho, inspirando e respirando fundo algumas vezes.

—Vamos embora, seus peladões sacanas. Eu preciso ter uma conversa séria com a minha secretária particular.

—Acho que todos nós, na verdade. — Shikamaru riu mais um bocado. — Mas não acho que podemos sair na rua pelados como estamos, e nem pegar táxi já que estamos sem dinheiro, sem roupa, sem dignidade...

—E alguns com genitálias masculinas tatuadas no rosto — Indra apontou para Sasuke, que imediatamente deixou de rir, o lançando um olhar endiabrado. Por aquela, decididamente,Hinata ia se arrepender de ter nascido.

—E como vamos fazer para arrumarmos roupas e deixar o bar? — questionou Neji. —Roubar lojas não é opcional, e Sasuke é burro demais até mesmo para entrar para a vida criminosa então...

—Ei! — protestou Sasuke, sendo plenamente ignorado pelo Hyuuga de cabelos cumpridos. — Eu seria um criminoso incrível! Rank-S!

—Eu tive uma ideia. — Itachi sentia a cabeça doer profundamente, tentando processar com clareza alguns eventos da noite anterior que pareciam ter sido removidos propositadamente da sua cabeça. — Vamos pegar as roupas dos funcionários da limpeza, daqui do bar, e então vamos para casa e depois esclarecemos toda essa confusão idiota. — sugeriu.

— Por que só o Shikamaru não foi algemado ou tatuado? — questionou Sasori, indignado. — Isso é uma injustiça!

—Talvez porque Deus exista e Temari não tenha tido oportunidade de fazer nada contra mim. — deu de ombros. Ah, mas ele estava errado. E como ele estava errado! — Agora, vamos nos fantasiar de zeladores e faxineiros e dar o fora daqui. Agora.

Eles concordaram num aceno de cabeça e se levantaram, indo em direção ao armário da limpeza para procurarem pelas vestimentas dos empregados e então deixaram o bar, na medida do possível, tranqüilos. Estavam sentindo todos os efeitos desagradáveis da ressaca da noite passada dominar seus corpos. Perambulavam de um lado para o outro, perdidos, planejando regressar até a empresa, de onde poderiam perfeitamente pedir um carro e rumarem em direção as suas próprias casas, mas foram brutalmente surpreendidos durante o trajeto.  Da pior maneira possível.

Estavam andando civilizadamente, um do lado do outro pela calçada, quando Indra com as sobrancelhas arqueadas, aproximou-se da janela de uma academia de MMA.

—Que esquisito. —  sussurrou,  antes de se virar para seus irmãos.

—O que foi? — perguntou Sasuke, intrigado.

— Aquele celular ali, na mão daquela garota alta... Não é o seu, Sasuke? — Indra inquiriu perfeitamente intrigado.

O irmão lentamente se aproximou para ver e assim, poder constatar com os próprios olhos que, de fato, seu irmão tinha razão. O celular que aquela maluca grandona estava segurando em mãos era, de fato, o seu! Puta merda, pensou.

—É, é sim. —  irritadamente, ele adentrou a academia de luta, sem prestar atenção em dois fatos óbvios: a) era uma academia exclusiva para mulheres e b) no título dizia claramente que a presença de homens era totalmente proibida. — Ei! Garota! — gritou, ignorando brevemente a própria dor de cabeça, se aproximando do grupo de mulheres. — Esse celular é o meu! — avisou.

As lutadoras trocaram demorados olhares umas com as outras, com as sobrancelhas arqueadas e a ruiva assustadora de olhos castanhos, se aproximou lentamente.

—Você é Nara Shikamaru?

—Não. Sasuke Uchiha. — e ingenuamente ele apontou com o dedo na direção do Nara, que  arregalou os olhos, sentindo-se traído. — Aquele é Nara Shikamaru.

A grandalhona de cabelos ruivos sorriu largamente, estalando os dedos do punho, antes de descer do ringue em um pulo assustador, o que levou automaticamente todos os ceos a recuarem para trás completamente.

—Então você é o idiota que afirmou que uma luta de mulheres só vale se estivermos todas peladas e alcoolizadas?

—O-O-O QUE? — ele gaguejou, engasgando-se com a própria saliva. — Eu não disse isso... Eu nunca disse isso em toda a minha vida...!

Neji, Itachi, Sasori e Indra olharam intuitivamente para a porta, apenas para perceberem que as demais lutadoras se aproximavam das portas, parecendo possuídas diabolicamente.

—Moça, eu nunca disse isso em toda minha vida, eu juro! — desesperou-se Nara.

A ruiva cuspiu no chão e estalou o pescoço, antes de esticar as mãos.

—Se vocês querem os celulares de vocês de volta, vão ter de lutar conosco para recuperá-lo.

—Ou — Sasuke sugeriu, estalando os dedos, e se benzendo. — Nós podemos agir civilizadamente e resolver isso como adultos.

—Não conversamos com machistas, nós comemos machistas no café da manhã, seu porco branquelo! — a ruiva voltou a cuspir no chão, assustando  o sexteto de homens. — Karui, Chouchou, Kagura, Rin, Moegi, Hanabi... Peguem eles!

—Espera, a irmãzinha da Hinata está aqui? — Sasuke gritou exasperado, entretanto não houve tempo de raciocinar já que no minuto seguinte eles foram encurralados pelas ditas cujas, e por mais uma dúzia de funcionarias e treinadoras da academia que os cercaram.

—Eu acho que vou me mijar de novo. — sussurrou Shikamaru, que estava transpirando fundo, tendo um terrível déjá vu do seu mal-sucedido treino experimental.  — Neji, eu estou com medo.

—Quando eu pensei em morrer cercado por mulheres gostosas, não era exatamente isso que eu tinha em mente... — exclamou Sasori, se benzendo, enquanto encolhia-se inutilmente ao redor dos demais diretores executivos.

*

Vinte minutos depois,  Neji e Itachi enfrentavam-se, cansados e cheios de hematoma dentro do ringue. Além de terem apanhado feio para as mulheres malucas e gigantes, foram submetidos ao experimento que denominaram como “Rinha de CEOS”, aquelas malucas pareciam mesmo determinadas a espancá-los e a reavaliarem seus comportamentos condenáveis. Eles respiravam fundo, suando completamente, enquanto trocavam socos e chutes e aleatórios, ainda vestidos como zeladores e faxineiros. Ao redor deles, as lutadoras encorajavam-nos através de gritos de guerra cruéis e altamente debochados “lutem, lutem, lutem!” e eles lutaram, e lutaram...

—Consegui recuperar o celular! — avisou Sasuke, gritando histericamente e atraindo a atenção de todos. — Vamos fugir! — instigou e sem precisar de muito, correu para fora da academia.

Hyuuga e Uchiha não pensaram duas vezes, antes de pularem as cordas do octógono e correrem, aos trôpegos, para fora do lugar, sendo imediatamente seguidos por Indra e Sasori,além das próprias lutadoras. Já Shikamaru, estava sendo girado, sofrendo um rodízio violento de porrada, até que Indra e Sasuke regressaram para salvá-lo das mulheres enlouquecidas e, em conjunto, saíram o arrastando para fora da academia, gritando que nenhum soldado ficava para trás em nenhuma hipótese.

Mas, se eles imaginaram que aquilo iria fazer as lutadoras desistirem de enchê-los de porrada, é claro, não podiam estar mais equivocados.

—PEGUEM ESSES CORNOS! — berrou Tayuya, sendo seguida por literalmente todas as mulheres que trabalhavam, coordenavam e principalmente lutavam dentro da academia. — FOGO NOS MACHISTAS! — gritou a ruiva, avançando os passos,perseguindo o sexteto de homens, que choramingavam e rezavam em voz baixa, correndo para o mais longe possível.

—FOGO NOS UCHIHAS! — corrigiu Hanabi, que havia sido previamente solicitada para aquela pequena missão solidária. Ela já queria arrebentar aqueles desprezíveis há longos, longos anos. — E NO HYUUGA E NO NARA TAMBÉM!

—O SASORI É MEU! — berrou Karui, que se sentia na obrigação de intervir para sua prima, Karin. Elas corriam com luvas nas mãos, tênis nos pés, e ódio  solidário e emponderado em seus corações.

Se eu sobreviver, eu juro por tudo que é mais sagrado que eu paro de trair a minha esposa lésbica! Pensou Sasori se benzendo, enquanto implorava por socorro, aos gritos. Seu casamento com Matsuri era puramente fachada para ela conseguir o Green card, mas não importava quantas vezes afirmasse isso,seu bombonzinho de morango ainda achava que era mentira.

— Eu nunca vi o Shikamaru correr tanto em toda sua vida! — murmurou Indra, realmente impressionado,  rindo,vendo o Nara passar por eles com uma pressa surpreendente. — Ele vai superar o Usain Bolt em poucos segundos.

—É melhor nós correremos mais, as doidas não vão desistir até fazer lingüiça com as nossas lingüiças — gritou Sasuke, assustado.  

—Se eu não sobreviver, digam a Tenten que eu sei falar espanhol desde os nove anos de idade! — gritou Neji.

—Se eu não sobreviver, vai ser muito azar, primeiro no shippuden e agora aqui também?! — Itachi berrou,aumentando a velocidade de seus passos. — Digam a Ino que eu volto para levá-la para o inferno!

—Digam a Hinata para ela se manter pura!

—Digam a Karin que minha esposa é lésbica! — berrou Sasori.

—Digam a Temari que eu fiz aquele fake para enganá-la pelo tinder... — urrou Shikamaru, que não parava de se benzer. — E não levo arrependimentos para o tumulo!

—Digam a Sakura que eu inscrevi ela para reuniões com os alcoólicos anônimos! E ela me paga! — exasperou-se Indra, antes de olhar por cima do ombro. — Puta merda, essas mulheres comem o que no café da manhã?

Ceos, provavelmente — retorquiu Neji se benzendo. — CORRAM DESGRAÇADOS, CORRAM! — urrou.

Em meio a gritos, confissões cretinas,  e preces a alguma divindade mitológica masculina – por razões óbvias, é claro,apenas um deus interviria a favor deles naquele momento odioso e psicótico –  o sexteto de homens exasperou-se ao perceber que as lutadoras estavam cada vez mais perto e, antes que pudessem se esquivar ou adentrar algum estabelecimento onde a entrada daquela multidão fosse proibida, foram cruelmente chutados e na seqüencia derrubados no chão, sendo atacados simultaneamente por cerca de setentas mulheres furiosas.

—Não acredito que vou morrer sendo pisoteado por um bando de mulheres... — choramingou Sasuke, tentando erguer os braços para proteger o rosto dos ataques.

—Nas bolas não! Nas bolas não! — Indra desesperou-se.

— Por favor, que ninguém esteja filmando isso... —  dizia Itachi, entre um chute e outro, e implorando misericórdia a Hades.

—No rosto não, no rosto não! — implorou Sasori.

—Que fim horrível! — Shikamaru gritou, encolhendo-se em posição fetal.



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