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História Manual de Sobrevivência das Secretárias - Capítulo 16


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Capítulo 16 - Compre o apartamento dele.


DÉCIMO SEXTO MANDAMENTO:  Coloque pó de mico nas roupas deles!

O CEO deixou o apartamento da loira às pressas, inconformado com a burrice dos outros cinco e inclusive com a sua.  Era uma fodida armadilha.

—Caralho, Indra atende o telefone, inferno. — é claro que ele já deveria imaginar que elas estivessem armando algo genialmente maligno para eles, no entanto subestimou a capacidade delas em dar o troco e agora, as piranhas não somente haviam conseguido se alojar na casa deles, como facilmente iriam tornar os dias deles ainda piores.  Ele  atravessou a rua, praticamente correndo.  Bufando, ele discou o número de Sasuke, Neji, Sasori e Shikamaru somente para constatar o óbvio. Todos os celulares estavam caindo na porra da caixa postal. — Porra! — gritou. — Inferno, inferno!

Como ele pôde ser tão burro a ponto de confiar em Ino? É claro que aquela filha da puta terrivelmente gostosa deveria estar planejando aquilo a longo prazo – era a porra de uma retaliação, de uma guerra!

Ele pulou para o lado invariavelmente, assim que escutou um riso feminino sádico e imediatamente levou os olhos para encarar a Yamanaka que sorria largamente em sua direção. Ele respirou fundo.

—Eles não vão atender. — cantarolou, com um sorriso divertido e ele estreitou os olhos, respirando fundo. — Estão ocupados demais coçando os cus megalomaníacos deles. 

—Não importa, eu vou até a casa deles. — decidiu ele com firmeza e ela o olhou com cinismo.

—E correr o risco de também ficar preso junto as secretárias do satanás? Você tem certeza de que é isso o que você quer?

Ele abriu e fechou a boca, incapaz de formular uma resposta apropriada e Ino desatou a gargalhar, respirando fundo. Ela deu dois passos em direção a ele.

—Eles acham que estão com cataporas, quando na verdade estão sofrendo com pó de mico habilmente colocados nas roupas deles.  — ela deu de ombros. — Quando eles descobrirem que tudo não passou de uma armação diabólica para se vingar do que fizeram com os nossos apartamentos, já será tarde demais, delizia.

Ele mordeu a boca com força e soltou um palavrão.  Ino se afastou, em meio a gargalhadas.

Itachi a agarrou pelo pulso, a trazendo para si.

— Vocês colocaram os pós quando eles invadiram meu apartamento, não foi? — ela confirmou, abrindo um sorriso terrivelmente diabólico.

—Itachi, eu não sou apaixonada por você. Se um andaime caísse em cima de você nesse exato momento, eu não poderia ficar mais aliviada. Eu só usei você, assim como você costuma usar as outras mulheres.  Aceita ou surta.

—Acho que eu vou surtar e você não vai gostar de ver isso. — ele rosnou.

Será que eles poderiam ser mais estúpidos? Ele franziu o cenho.

—Puta que pariu!

Ino gargalhou e acenou para ele, se afastando.

Estavam fodidos. Estavam fodidos de verdade.  Mas que inferno!

—Estrogênio três, testosterona 0.
 

APARTAMENTO SASUKE

O Uchiha mergulhou na banheira, respirando fundo, sentindo-se aliviado e então fechou os olhos antes de tombar a cabeça para trás.  Hinata o observou pela fresta da porta e silenciosamente fechou a mesma, a trancando.  Não tinha tempo algum a perder, pretendia deixar aquele lugar nefasto o mais rápido que pudesse.   A morena abriu com o máximo de cuidado a porta do closet  e piscou os olhos, olhando as camisetas sociais penduradas no cabide, bem como os sapatos organizado por tons de cores. Ela arqueou a sobrancelha e bufou frustrada. Tinha certeza de que havia feito uma incrível descoberta na noite em que invadiram, embriagadas, os apartamentos deles. Só precisava se lembrar do que era...

Ela percebeu que o desgraçado tentava abrir a porta e rapidamente destrancou o banheiro, correndo em direção a cama e jogando-se na mesma, fingindo coçar a pele de forma desesperadamente, choramingando.  Envolto por uma toalha, Sasuke adentrou o quarto ainda se coçando, sem imaginar que sua banheira de porcelanato estava cheia de pó de mico.

—Eu queria dizer para você ir se refrescar na minha banheira, mas não acho que iria adiantar de muita coisa. Estou coçando até meu rabo. —  murmurou, se coçando  ferrenhamente.

—Nossa está doendo tanto, tanto!. — ela rolou de um lado para a outra na cama, fingindo se coçar. — Sasuke, faz um favor para mim e coça as minhas costas por favor?

Ela ajoelhou-se na cama e afastou os cabelos para que ele coçasse suas costas, o que ele se apressou em fazer de forma obediente.  O moreno prostrou-se atrás da Hyuuga, que revirava os olhos tediosamente, ainda fingindo se coçar em meio a choramingos. Ele levou as mãos até as costas dela, e a coçou.

—Isso, isso, assim está muito bom. — afirmou, respirando fundo, tombando a cabeça para trás. Ele continuou a coçá-la respirando fundo, ignorando o toque incessante de seu celular que continuava a vibrar sobre o seu criado mudo.

Permaneceram ali por alguns minutos, até a porta ser violentamente chutada e logo um par de pernas bastante familiar surgiu. Sasuke escancarou a boca e Shion o fulminou, olhando de um para o outro com a boca escancarada.

—Eu sabia!

—Shion, não é nada disso do que você está pensando.

—Parkou um caralho, você estava me traindo todo esse tempo com a Hyuuga. Eu sabia! — berrava histericamente. — Você é um canalha!

—Não, não, eu não estou traindo você com a Hinata, eu juro que posso explicar!

Shion avançou em direção a ele e o presenteou com dois tapas na cara, o moreno fechou os olhos e mordeu a boca, enquanto atrás dele, Hinata murmurava num tom cínico.

—Sasukinho, já estava na hora de ela saber a verdade sobre nós...

Ele se virou lentamente para encará-la, e a Hyuuga o encarou com ternura e doçura.

 —Não existe um nós sua encapetada das trevas! — urrou, voltando-se para Shion, que voltou o acertá-lo, dessa vez nos testículos. — Santo Odin que estás no céu — choramingou, fazendo uma careta, caindo no chão.

Hinata segurou a vontade de gargalhar, enquanto a loira corria, furiosamente, porta afora, rogando praga nele e em todos os Uchihas que existissem. A Hyuuga respirou fundo, cantarolando e então se benzendo.

—Parece que ela acertou você em cheio. — dito isso, deixou a cama dele,  mantendo o teatrinho de se coçar somente para não levantar suspeitas.

APARTAMENTO NEJI

Tenten poderia facilmente montar uma lista com os momentos mais desgraçados de Neji. E definitivamente fazê-la traduzir seus encontros, estava no topo da lista. Que desgraçado! Ela vasculhou todos os cantos somente para constatar o óbvio: o maldito possuía inúmeros livros em espanhol, inclusive histórias em quadrinhos, gibis e jornais.  Ele a estava fazendo de palhaça há anos e não possuía o mínimo escrúpulo, era um verdadeiro boçal e precisava ter uma lição a altura.

Além de tudo, havia conseguido arruinar seu noivado e Gaara não a queria ver nem pintada de ouro acreditando pateticamente que ela tinha um caso com ele! Maldito fosse! Não importava, ela iria colocar aquele babaca francês egocêntrico em seu devido lugar e mostrar porque não se deve provocar a fúria de uma chica.

Arregaçando as mangas, preparou-se psicologicamente para o trabalho árduo que teria pela frente.  Aquela história de inventarem uma catapora para se instalarem temporariamente no covil de seus piores inimigos havia sido verdadeiramente genial, mas não era o suficiente. Neji merecia sofrer muito, muito mais. Com um sorriso diabólico nos lábios, ela adentrou o quarto do mimadinho à procura de qualquer coisa que pudesse usar contra ele.

MANSÃO SASORI

Para Karin, a missão de esquadrinhar o território inimigo foi extremamente proveitosa. Sasori não era exatamente um gênio no que tangia a proteger seus próprios segredos.  A ruiva discou os números que estavam anotados na caderneta que tinha em mãos.

Alô? É da Gossip Magazine?

Assim que obteve a resposta desejada, Karin limpou a garganta, cruzando e descruzando as pernas, brincando com o fio do telefone – não conseguia acreditar que ainda existissem telefones do tipo em pleno 2020.

Eu sou a esposa dele, Akasuna no Matsuri.  — ela mordeu a boca, reprimindo a vontade de rir. — Vocês nos ligaram há alguns meses antes, mas eu não pude confirmar nada... Vocês ainda tem interesse em lançar a biografia? —a ruiva rapidamente lançou um rápido olhar por cima do ombro para garantir que Sasori não estava por perto, e então prosseguiu. — Bem, eu e ele chegamos à conclusão de que não temos nada a esconder. Nossa vida é um livro aberto. Sim, inclusive, eu tenho algumas histórias realmente polêmicas sobre ele.  Ah, obrigada! — ela mordeu a boca com força, desatando a rir.

 APARTAMENTO SHIKAMARU

Shikamaru demonstrava um grande desconforto com a presença da secretária.  Quando os dois não estavam choramingando, agoniados com a catapora, estavam resmungando sobre a coceira, que, ele mal sabia: ainda iria persistir por mais algum tempo se dependesse da boa vontade de Temari.  E ele não fazia a mínima ideia de que ela só estava se aquecendo para o golpe de misericórdia.

Ele voltou a mexer o leite que preparava para si, sob o olhar fixo da loira, que decidiu colocar seu plano em ação.  Os dedos deslizaram, discretamente, para o celular que estava alguns milímetros a frente e tendo desbloqueado a tela, enviou uma mensagem para sua cúmplice naquela missão.  Minutos depois, as luzes do apartamento apagaram-se misteriosamente e Shikamaru gritou escandalosamente, claramente assustado.

—O que foi isso? — a loira também gritou, afinal de contas, precisava manter o controle sobre a situação e manter as aparências. — Temari...Foi você?

—Não! — choramingou, assustada. —Eu estou bem aqui!

—Que inferno, será que faltou luz?

Ele usou a lanterna do celular para iluminar o caminho e seguiu a passos rápidos até a sala, somente para constatar que havia luz no prédio da frente. Ele fez uma careta, enquanto Temari discretamente se movia até a porta, para abri-la e conceder passagem para Ino, devidamente fantasiada.

A loira chutou a porta atrás de si abruptamente, e Shikamaru virou-se, em detrimento de susto, na direção da porta, que estava aberta.

—Temari... — engoliu em seco, piscando os olhos. — Onde você está?

—Estou bem aqui. — afirmou ela, fingindo choramingar de pavor, se aproximando dele com o celular. Os dois entreolharam-se e ele se benzeu, claramente preocupado.

Ino derrubou a televisão dele, e ele tornou a berrar escandalosamente, pulando para trás, com os olhos marejados.

—Que merda foi essa agora?

Ele virou-se para trás e para os lados, tentando enxergar algo sem muito sucesso, até ver um vulto andando de um lado para o outro, perplexo e completamente horrorizado, o moreno tornou a berrar, sentindo as lágrimas descerem pelo seu rosto de forma descontrolada.

—Isso não tem graça! Sabaku!

—Mas, Shikamaru, eu estou bem aqui! — a loira estava no sofá, encolhida e o fitava intrigadamente. Ele respirou fundo, se abanando.

Saia do apartamento...

—Você ouviu isso? — ele engasgou-se com a própria saliva, horrorizado. —Temari...

Saia do apartamento...

O moreno escutou o som de algo se quebrando e gritando histericamente desatou a correr para fora do local sem pensar duas vezes, com a lanterna do celular em mãos, chegou até o corredor e precipitou-se em direção as escadarias, gritando o mais fino que conseguia e chorando desesperadamente.

Temari gargalhou, tombando a cabeça para trás, exatamente como a Yamanaka, que se uniu a ela, sentando-se no sofá.

—Ele nunca mais vai colocar os pés dele aqui de novo.

A Sabaku gargalhou, debruçando-se sobre ela.

—Vou comprar esse apartamento a preço de banana e depois esfregar na cara dele — ela pulou, batendo as mãos entusiasmadamente. — Vai ser o dia mais feliz da minha vida.

Ino tornou a gargalhar, rindo até chorar, exatamente como a Sabaku.

—Que os jogos mortais comecem!

APARTAMENTO INDRA

Sakura esboçou um sorrisinho satisfeito e levou um garfo até a boca,  encarando atentamente Indra, que mastigava lentamente o macarrão com uma expressão desconfiada.  Ela continuou comendo, volta e meia bebendo um gole de agua,  observando a face dele se contorcer em uma careta infeliz.

—Filha da puta! Você colocou pimenta! — berrou, levantando-se abruptamente da cadeira, cuspindo a comida apressadamente, enquanto escutava as gargalhadas histéricas e divertidas de Sakura. — Caralho! — ele abriu a geladeira, e destampou a agua, tentando dar um fim a maldita ardência que tinha na boca, acabando se molhando. Ele continuou a tossir, claramente incomodado. — Eu juro por Deus que você vai se arrepender, Haruno... — voltou a tossir,  antes de tropeçar nos próprios pés.

—O que foi, chefinho? Você não gostou? Está salgado demais? — perguntou, rindo.

Ele piscou os olhos, lançando a ela um olhar mortalmente furioso antes de grunhir e ele voltou a beber agua na tentativa de diminuir o desconforto em sua garganta, voltando a tossir.

—Essa merda parece que piora ainda mais a coceira!

Ah, sem sombra de dúvidas iria piorar muito mais.  Sakura piscou os olhos e abriu um sorrisinho mínimo.  Ela com certeza iria adorar aquela quarentena.



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