História Manual de Sobrevivência dos Pais - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Neji Hyuuga, Personagens Originais, Sasuke Uchiha, TenTen Mitsashi
Tags Bimmbinha, Itaino, Nejiten, Sasuhina
Visualizações 272
Palavras 2.218
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Os filhos ItaIno são: Yodo (a mais velha), Deidara e as gêmeas Naomi e Naoki
Os filhos de NejiTen são: Kumiko (que é a mais velha),Sango e Hizashi
Os filhos SasuHina são: Mahina (mais velha) e Daisuke e Seiji,
(as crianças me pertencem, com exceção do Deidara, choramos)

Os gêmeos: Sango e Hizashi, Naomi e Naoki e Daisuke e Seiji possuem a mesma idade - 6 anos -

Capítulo 2 - Não levar a criança errada para casa.


Essa talvez seja uma das dicas mais importantes desse manual, especialmente se você, assim como o arquiteto Uchiha, for pai de quatro lindos – e igualmente desgraçados da cabeça – filhos.

 

É realmente desnecessário dizer que, ele não esperava que a sua esposa fosse se cansar até mesmo dele, e quando isso aconteceu, ele ficou mais do que suficientemente perplexo, o estado de descrença era forte demais para que ele aceitasse aquela idéia – diga-se de passagem, ridícula – tão facilmente.

 

Mas, para entender melhor do que estamos falando, é preciso adiantar algumas horas após aquele anúncio extremamente frio, curto e grosso, da estilista.

 

 

O moreno fungou uma risada de escárnio, enquanto depositava a caneca embaixo da cafeteira, retirando a mesma logo em seguida, sobre o olhar fixo da esposa. Fixo, para não se dizer penetrante e debochado.

 

—Você não pode estar falando sério! — ralhou, soltando um suspiro da mais pura e sincera frustração. — Ino, eu nunca fiquei sozinho com as crianças antes! Isso é loucura.

 

—Não, loucura é você não ter capacidade de criar os filhos que você próprio fez! — retorquiu ela, amarrando com firmeza o laço em seu sobretudo. Estava fazendo um dia extremamente frio, apesar de ser finalzinho de inverno,  e as crianças estavam no meio do ano letivo. Mais um motivo importantíssimo para que ela não fosse embora, obviamente.

 

—Tsc. — um grunhido escapou dos lábios dele, durante o pequeno intervalo de tempo entre levar a xícara até sua boca e voltar a colocá-la sobre o balcão, estalando a língua.

 

Ele andou em direção ela a passos calmos e a puxou pela cintura, depositando um beijo com cheirinho de café em seu pescoço. A loura soltou um longo suspiro, levando seus braços ao redor do pescoço do marido e o beijando entre a curva do pescoço e o queixo, antes de ele puxar-lhe pelos fios dourados, a fazendo selar seus lábios aos dele. Beijaram-se com ardor, antes de ela, por fim, afastá-lo e sair de perto, respirando fundo. Aquele cretino achava que ela era tão burra assim, para não ver o joguinho que ele estava fazendo? Seria preciso bem mais do que duas horas de sexo para fazê-la mudar de idéia. Ela estava exausta; havia dedicado boa parte de sua vida a educar aqueles pestin... Ops, crianças, aquelas crianças. Mal se lembrava da última vez em que saíra de casa com suas amigas para se divertir e não discutir conselhos e trocas de dicas de educação maternal!

 

—Amor... — sibilou o moreno, contudo tudo o que ganhara em resposta fora um olhar fulminante por parte da loira. Ele precisava mudar de estratégia. — Eu não posso cuidar das crianças, tenho projetos a fazer e...

 

—O que você acabou de dizer? — talvez ele devesse voltar para a estratégia anterior, de qualquer forma, arrependera-se amargamente do discurso que nem tinha terminado de fazer, mediante aquele olhar assustador e proporcionalmente homicida que ela lhe lançava. — Você não pode ficar com eles porque tem projetos a terminar? E quanto aos meus projetos, Itachi? E quanto as intermináveis horas de trabalho que precisei interromper? — quando ela apontou o dedo em seu peitoral, ele percebeu que era uma guerra perdida e, se não quisesse que ela fosse mesmo passar um período ainda mais longo na procura dos cigarros,era melhor permanecer de boca calada. — Eu vou tirar essas férias ou provavelmente vou acabar te castrando na base da porrada, mas, de qualquer maneira, você vai olhar os seus filhos — ela sorriu, como uma psicopata. —  Eu deixei uma lista de coisas sobre o que você deve ou não fazer, lista das alergias, horários das aulas e tudo mais na porra do seu e-mail, então é melhor você checá-lo com freqüência.

 

E ele ficou ali, imóvel, como se tivesse acabado de olhar diretamente nos olhos da Medusa e tivesse sido transformado em pedra.  Não fosse pelo seu tique nervoso de piscar os olhos constantemente, era bem possível que o confundissem com uma estátua. A senhora Uchiha, então, deixara a cozinha a passos rápidos, ainda tagarelando enquanto dirigia-se para fora da casa. Á Itachi coube manter o estado catatônico.

 

Quando o arquiteto escutou o barulho da porta sendo batida com força, permitiu-se soltar um suspiro. Seria realmente egoísmo de sua parte ir até lá e arrastá-la de volta pelos cabelos para a cama? Ignorando esse pensamento, extremamente tentador, ele espreguiçou-se. Por sorte, as crianças, ou os terroristas como ele bem preferia chamá-los, não teriam aula naquele dia, já que era feriado nacional.

 

—Certo. — disse para si mesmo, pigarreando, esfregando suas mãos umas nas outras como se fosse algum vilão da Disney. — Eu posso fazer isso.  — sussurrou para si mesmo, franzindo as sobrancelhas. — Eu posso fazer isso.

 

Ela disse que tinha deixado a lista no e-mail? Então, é exatamente o que ele ia fazer, consultar aquela porra de e-mail. Deixou a cozinha a passos rápidos, praticamente arrastando-se até alcançar a escrivaninha da sala, puxou a cadeira e logo ligou o monitor da Apple. Minutos depois ele, imprimia diversas cópias, somente para o caso de esquecer algo acidentalmente – ele colaria na parte de cima da geladeira, dos armários, e na própria porta do quarto se fosse preciso – afinal, se tinha algo que ele sabia que aborrecia profundamente Ino é quando ele não seguia nada do que estivesse escrito naquelas listas típicas de mulheres problemáticas.

 

 

 

Depois de uma série de batidas violentas contra as portas de seus filhos,que ele descobriu naquela manhã não tinham o mínimo de respeito por ele, ele conseguiu fazer com que os pestinhas se levantassem e se trocassem, para o que viria ser a primeira missão extra-oficial dele como pai. E ao dizer isso, obviamente me refiro ao fato de ele também não fazer a mínima idéia de como fazer compras decentes no mercado, então, ser confiado a algo do tipo significava que se falhasse, Ino não o deixaria escolher sequer a própria comida pelo ifood.

 

Vamos dizer que ele comandava a casa. E ela controlava ele, o que por sua vez provocava uma reação em cadeia.

 

“Mas que merda!” foi o pensamento dele, ao perceber que a sua linda e legalmente loira esposa havia feito uma pequena troca antes de sair de casa. Pegou o carro dele, e deixou-o como um consolo, a porcaria de uma minivan de família!

 

—Algum problema, pai? — a filha mais velha, Yodo, perguntou, com uma expressão curiosa. Ele sorriu falsamente através do espelho, mas, tudo o que conseguiu fazer fora assustar a garota, que arregalou os olhos.

 

Aquilo deveria ser um sorriso, certo? Por que ele estava parecendo o Pennywise?!

 

—Ai Meu Deus, isso é bizarro — resmungou a garota, se benzendo.

 

—O que aconteceu? — a voz de Deidara impediu-o de explicar a razão daquele sorrisinho mórbido.

 

—Sua mãe roubou meu carro, e me deixou com um carro de mulher. É isso o que aconteceu. — reclamou irritado, com duas veias bem visíveis em sua testa. — E eu não sei como vou manobrar essa merd... Essa porcaria — corrigiu-se, a tempo, ao ver as suas gêmeas, de seis anos, franzirem o cenho.

 

—O senhor tentou, sei lá — Deidara continuou, naquele tom de voz de sabe-tudo que herdara da mãe — Girar a chave?

 

O moreno estreitou os olhos, voltando sua atenção para o compartimento, percebendo que, de fato, ele não tinha colocado ali. Estalou os dedos.

 

—Obrigado. — murmurou, meio contrariado, fazendo com que os outros rissem energicamente dele. — Ok, eu provavelmente não deveria dizer o óbvio para vocês, mas direi mesmo assim — e depois de ter colocado a chave na ignição, virou-se rapidamente para encará-los — Não saiam de perto de mim, porque se saírem correndo eu juro que vou deixar um de vocês por lá.

 

Yodo escancarou a boca, perplexa.

 

Yodo e Deidara eram o que se pode dizer, ao menos na fisionomia, cópias idênticas de sua mãe. A  garota tinha quatorze anos, o garoto, onze, e então vinham as caçulas, que por sua vez, eram a cópia idêntica de Itachi: Naomi e Naoki tinham longos cabelos negros, eram alvas e tinham a mesma marca de nascença que ele no rosto, não fosse pelos olhos azuis,também herdados da mãe, elas seriam a miniatura perfeita do Uchiha mais velho.

 

—Você acabou de nos ameaçar? — perguntou Yodo, incrédula com este fato.  O pai apenas balançou a cabeça positivamente através do espelho e, então, tratou de manobrar para sair logo da garagem, cujas portas automáticas abriram-se na menor menção da presença do automóvel.

 

**

 

Depois de uma verdadeira correria pelos corredores – por parte das gêmeas que decidiram se aventurar em um carrinho de compras, enquanto Yodo se perdia na sessão de cosméticos e Deidara ficava decidindo que tipo de shampoo não lhe daria caspas – atrás daquela dupla dinâmica, Itachi conseguiu fazer as compras com sucesso, tratando de enfiar todas as porcarias exigidas pelas crianças. A primogênita, é claro, estava acabando de entrar na pior fase de toda a evolução da humanidade – adolescência – e exatamente como a mãe num passado distante, ela alegou que não podia comer nada de carboidratos, fazendo questão de estragar o carrinho das besteiras enchendo-o de comidas saudáveis e horríveis, como o tofu.

 

Ele nem se deu ao trabalho de discutir a respeito, até porque não teve chance; no minuto seguinte Deidara passara por cima de uma verdadeira pirâmide de produtos para cabelos, fazendo com que o arquiteto respirasse fundo e lembrasse a si mesmo as principais razões para não estrangulá-lo. Por fim, depois de toda a confusão armada pelo quarteto da loucura,  finalmente Itachi conseguiu deixar o supermercado.

 

O problema mesmo veio quando ele adentrou a minivan e sem qualquer delicadeza, paciência (ou o mínimo de atenção) ele empurrou as crianças que viu pela frente dentro do automóvel e logo se dirigiu até o banco do motorista, acelerando o mesmo e saindo velozmente pelas ruas desertas.

 

Um choro infantil e desesperado irrompeu seus pensamentos, que variavam desde a métodos de torturas eficazes em garotos teimosos até castigos que ele pudesse usar e que não o mandassem para uma solitária com outros presos carentes fisicamente.

 

—Puta merda — rosnou, ignorando-se de uma das regras mais importantes da casa: Não fale palavrão na frente das crianças.  Mas, honestamente, numa hora daquelas dificilmente ele iria se lembrar disso — Será que dava para você calar a boca, Naoki?

 

—Eu sou a Naoki, pai — a garotinha retrucou, irritada no banco.

 

—Então cala a boca, Naomi — tentou outra vez.

 

—Também não é a Naomi! — Yodo se irritou, já que Deidara estava deveras concentrado em seu joguinho de celular. — Como você  não percebeu que voltou do super mercado com um ser humano completamente diferente dos seus filhos?! — berrou, histericamente.

 

Ele freou o carro bruscamente, batendo a testa no volante.

 

O QUE?

 

E então ele virou-se, rapidamente para trás, deparando-se com uma garotinha de cabelos castanhos e olhos verdes. Franziu o cenho. Ela chorava compulsivamente.

 

—Seus pais nunca te ensinaram a não dar as mãos para gente estranha, garota? — esbravejou, igualmente frustrado, aborrecido e, claro, desesperado. — Puta merda. — voltou a dizer, manobrando a minivan, a virando com tudo e acelerando, fazendo o caminho de volta até o supermercado.

 

Estacionou aquele automóvel criado por satanás de qualquer jeito no meio fio, e com impaciência ordenou que todos os quatros deixassem o carro.

 

Por sorte, sua filha estava parada, ao lado de uma mulher rechonchuda e aborrecida.

 

—Minha bebê! — choramingou a mulher, em meio aos soluços, correndo em direção a garotinha, que era sua cópia. — Você por acaso é retardado? — gritou, nervosamente, para Itachi. — Como você pode ter pegado a criança errada, seu idiota, tem problemas de miopia?

 

Ele esfregou o rosto entre as mãos e respirou fundo. Ele até fez menção de abrir a boca para se explicar, mas logo desistiu. Não era um bom momento para discutir com a senhora.

 

—Cuide melhor da sua filha — foi a única coisa inteligente que conseguiu dizer, antes de se virar para Naomi, que tinha os braços cruzados e a mesma expressão de alguém que estava prestes a cometer um crime hediondo. — Princesa...

 

—A mamãe vai ficar sabendo disso. — avisou a garotinha, com um biquinho nos lábios e os olhos azuis marejados.

 

—Não acredito que você não percebeu o engano! — Yodo estava chocada com seu pai.

 

—Se você abrir a boca mais uma vez, garota, eu juro que você vai a pé pra casa — vociferou ele, entre os dentes. — Para a van, agora! — e então acrescentou logo em seguida — Não, parem. Quero ter certeza de que são meus filhos. — e então ele olhou bem um por um, para ter certeza de que haviam mesmo saído do útero de sua esposa. — Podem entrar. — e então abriu a porta para que eles entrassem.

 

Deidara é claro quase bateu a cabeça na porta, de tão concentrado que estava nos joguinhos. Itachi respirou fundo. Aquele garoto estava mesmo testando seu autocontrole. Se por um acaso fizesse algo do tipo na presença de seu pai, Fugaku não hesitaria antes de bater nele com a tela do celular.

 

Assim que adentraram a minivan finalmente, ele deslocou-se novamente até a cabine do motorista e então ligara a ignição, saindo dali, mas não sem antes olhar várias vezes pelo espelho, para ter certeza de que eles eram mesmo eles.

 

—Yodo?

 

—Aqui.

 

—Deidara?

 

—Aqui.

 

—Naomi?

 

—Você me esqueceu no mercado! — explodiu a garotinha, chorando sentida. — Que tipo de pai esquece a própria filha no mercado?

 

Ele pigarreou, limpando bem a garganta.

 

—Naoki?

 

—Aqui, glória a Deus, felizmente!



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