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História Manual de sobrevivência dos vizinhos - Capítulo 1


Escrita por: e Lightie_


Notas do Autor


Oiê, tudo bem com vocês? Aqui estou eu @M_Hatake_ com mais uma Sasuhina deliciosa pra vocês! Com a ajuda da incrível @Lightie_, criamos um plot delicioso com esse casal maravilhoso para todos vocês! Trouxemos essa comédia romântica escrita com muito amor e carinho, e espero que assim como conosco, ela cative cada um de vocês! ♥️

Gostaríamos de agradecer a @Akiraaz_ e ao @ImperioAllHina por esse designer incrível para dar uma cor e brilho para nossa história! Agradecer a @HimeRed, a Beta-reader que vai ficar responsável pelas betagens de cada capítulo da história, sim pessoal, essa mulher é incrível!

Agora, sem mais delongas, fiquem com esse primeiro capítulo! Espero que gostem e cometem que ajuda bastante ♥️ até o próximo!

Capítulo 1 - Capítulo 1 - Nunca seja vizinha de Sasuke Uchiha


Fanfic / Fanfiction Manual de sobrevivência dos vizinhos - Capítulo 1 - Capítulo 1 - Nunca seja vizinha de Sasuke Uchiha

                     CAPÍTULO 1 

       NUNCA SEJA VIZINHA DE 

              SASUKE UCHIHA 



“Eu corria alegremente pela grama dos jardins, estava um dia bonito e ensolarado, o que só me deixava ainda mais contente. Minha mãe tinha acabado de me dar um belo puxão de orelha, me alertando sobre o protetor solar, mas eu não ligava. Havia visto uma bonita borboleta voar sobre as flores de cor vermelha no jardim dos Uchihas e só queria ver logo aquela bonita criaturinha. 


Eu corria o mais rápido que podia, mas às minhas pernas eram curtas demais e não deixavam a tarefa simples. Tentei me esquivar da forma mais habilidosa que conseguia, não queria manchar o meu vestido novo naquelas poças após-chuva, contudo, não conseguia deixar de inflar minhas bochechas de raiva; se eu não fosse logo, a borboleta fugiria. Meus pezinhos tocaram a grama fria diretamente e por mais que a sensação me causasse arrepios, não me atrevi a parar. 


— Hina! — Escutei uma voz à frente me chamar, estava quase lá, mas decidi me virar. 


— O que você quer, Sasu idiota? — Quase revirei meus olhos, pensando em como era azarada por já em meus seis anos de idade conhecer alguém tão boboca. 


Sasuke era meu vizinho da casa ao lado, era dois anos mais velho, mas se comportava como um bebê, eu o odiava. Vi ele saindo da residência dos Uchihas e caminhando até mim com um sorriso largo no rosto, ele parecia estar muito feliz e eu quase franzi minhas sobrancelhas para isso, por que ele estava tão contente? 


— E isso lá é maneira de falar com seus vizinhos, Hina bestinha? — As mãos dele estavam atrás de suas costas e a cada palavra, seu sorriso se alargava ainda mais. — Essa foi a educação que recebeu? 


Eu senti minhas bochechas ficarem quentes e isso se espalhar por todo o meu rosto, só não sabia se estava vermelha por estar constrangida ou devido à raiva, bobão! Bobão! Bobão!


— Não é da sua conta! — Ao terminar de falar, mostrei minha língua para ele, o dia estava muito bonito, entretanto, no momento em que o Uchiha apareceu, vi que ele não estava lá aquelas coisas. 


Me preparei para sair, com muita sorte, ainda poderia ver a borboleta que estava tão interessada em ver, e com muito esforço, esquecer do garoto que quase estragou meu dia. 


— Espera! — Senti meus bracinhos serem puxados e vi que o Uchiha ainda queria me dizer algo:


 — Que foi, bestão? 


— Esse vestido, ele é novo? 


Eu estranhei a pergunta, porém, abri um grande sorriso e o respondi sem hesitar, fiquei feliz por alguém ter notado, mesmo esse alguém sendo ele


— Sim! Não é fofo? —  eu perguntava eufórica, não me atrevia a perguntar se eu ficava fofa nele. 


— Sim! Ele é uma graça. — Seu sorriso se alargou ainda mais. — Então deixe-me gravar isso para que você nunca esqueça.


— Como assi… 


E antes que eu pudesse perguntar corretamente o que aquilo significava, Sasuke tirou uma caneta das costas e passou sem dó em meu vestidinho. Meu rosto ficou sem nenhuma expressão durante alguns minutos, mas logo mudou para uma careta chorosa.”


— … nata… Hinata! — Escutou uma voz aguda chamar seu nome, despertando de repente de seu sono.


Era Hanabi — sua irmã mais nova — acordando a mesma para o café. Pode-se ouvir resmungos vindo da mais velha, odiava ser acordada às pressas e dessa maneira, ainda mais após aquele sonho.


Por algum motivo, ignorava totalmente as reclamações de Hanabi sobre o horário em que a irmã estava acordando e como o cabelo dela ficava bem preso daquela maneira. A única coisa que estava em seus pensamentos naquele momento, era aquela lembrança desagradável que veio de forma inusitada em seus sonhos e o motivo para ela estar lembrando daquilo depois de tanto tempo.


— Só pode ser carma… — Pensou alto, enquanto batia em sua própria bochecha na intenção de esquecer aquilo.


— Você escutou o que eu te disse, Hinata?! — perguntou a mais nova, segurando com uma das mãos algumas das mechas de seu cabelo castanho escuro. — Depois reclama quando o papai pega no seu pé, vive no mundo da lua! — Revirou os olhos claros, voltando a encarar seu reflexo no espelho, sorrindo ao saber que veio ao mundo privilegiada pela beleza notável.


Balançou a cabeça de forma negativa, sua irmã mais nova era a representação perfeita de uma garota mimada e patricinha, algo que a Hyuuga não era nem de longe. Levantou de sua cama ainda sonolenta, andando em direção à caçula de forma calma e relaxada.


— Sabe como eu gosto do seu cabelo? — perguntou em um sussurro, ajeitando seu pijama de frio para baixo.


— Ah, finalmente está me dando atenção! — disse empolgada e sorrindo. — Me diz, Hina, como você acha que sua irmãzinha mais nova fica melhor? — Começou a fazer caras e bocas para o espelho, como se estivesse passando por alguma sessão de fotos e fosse uma — falsa — modelo profissional. 


Com um sorriso maléfico disfarçado, a morena andou em direção ao banheiro, tirando de lá um pequeno recipiente de shampoo sabor abacate, aquele que — pelas palavras de Hanabi — tinha um cheiro insuportável. Andou em passos calmos em direção à irmã, que distraída com seu próprio hobby — se amar acima de tudo —, não estava notando as intenções “perversas” da mais velha, que na primeira oportunidade, jogou todo o líquido que restava dentro do recipiente nos fios recém escovados da caçula.


— Maninha… eu acho que seu cabelo fica incrível dessa maneira. — Riu alto, agarrando rapidamente sua toalha e correndo em direção ao banheiro do quarto, trancando-se rapidamente dentro do mesmo.


— Hinata! Eu vou te matar! — berrou. Hinata pôde jurar que metade do bairro ouviu o surto da mais nova, que naquele momento, esmurrava a porta do banheiro em busca da cabeça da mais velha.


•••


Desceu em direção à sala com cautela, Hanabi poderia pular em seu pescoço a qualquer momento por conta de sua brincadeira — hilária — de mal gosto com a irmã. Estava nesse exato momento pondo suas habilidades ninjas em prova, cada passo era dado de forma tão silenciosa que era como se nem estivesse pisando em um chão, anos de prática atormentando sua querida irmãzinha para chegar a este nível.


Se esgueirou para perto de uma parede e pôde então verificar que a barra estava limpa, podendo finalmente respirar com mais facilidade, afinal, nunca se sabe o que Hanabi Hyuuga poderia fazer contra si em uma vingança. Escutou sua barriga roncar e constatou: precisava tomar seu café urgentemente. 


O clima daquela manhã estava gostoso e pelos raios que atravessavam a janela da sala, era possível ver como o dia estava bonito. Sem mais demora de sua parte, andou até a cozinha, passando seus olhos por cada uma das pessoas presentes à mesa, parecia até mesmo aqueles almoços de Natal, onde a família toda sempre está reunida; era esse o estilo dos Hyuuga’s. 


— Bom dia, família! — disse, já ocupando uma cadeira ao lado de Neji, seu irmão mais velho. Era pedir para brincar com a sorte se sentar ao lado da caçula e Hinata tinha muito amor à vida. 


Sorrindo, pegou uma torrada e fingiu não perceber os olhares fulminantes por parte da castanha à sua direita; o que os olhos não veem, coração não sente. Quase pulou de alegria ao ver que seu bolo favorito também estava ali, Hiashi Hyuuga era um homem sério, sem papas na língua, frio e muitas vezes chamado de frívolo, mas sempre um cozinheiro de primeira. 


— Alguém mais tá sentindo esse cheiro? — Neji havia parado de comer e agora estava com a mão no nariz, impedindo o cheiro ruim atingir suas narinas. 


— Neji, nem mais uma palavra. — Hanabi dizia entredentes, enquanto tentava desesperadamente lançar raios lasers na direção de Hinata com os olhos. Já a do meio, só faltou cair da cadeira, tentando manter o máximo possível de sua concentração para não rir. 


— Hina, minha filha, certifique-se de comer bem, é importante. — Hiashi pela primeira vez tirou seus olhos do jornal e dirigiu sua palavra à Hinata. 


— Sim, pai. 


— Nossa, cara, tá calor, né? Imagina uma festa assim, alguém dá uma como quem não quer nada. — Neji jogou no ar a proposta, estava há tempos tentando convencer o patriarca a deixá-los fazer isso, contudo, ele era coruja demais para aceitar a ideia. — Seria legal alguém dar uma, alguém, né… 


Os olhos do irmão mais velho quase brilharam em direção ao pai, este que quase morreu engasgado com o café, e vendo toda aquela cena, foi quase impossível para a azulada não montar uma manchete de jornal com os acontecimentos: patriarca da família Hyuuga morre ao ter filho questionando-o sobre festa, entenda o caso. 


— É, alguém… — O mais velho ali presente, assim que se recompôs, respondeu, encerrando assim aquela discussão. 


Interessada em saborear e aproveitar seu tão majestoso e delicioso pedaço de bolo, viu seu momento de felicidade ser interrompido por um barulho insistente de uma buzina de carro. Todos presentes na mesa se entreolharam de forma sugestiva. Hinata, que lambia os dedos para certificar-se de que não restaria nenhuma migalha sequer daquele bolo, ignorou o barulho — afinal, ela não estava esperando ninguém.


— Deve ser alguns dos amigos sem noção da irmã de vocês — disse o anfitrião da família, referindo-se à caçula, que resmungou baixo em resposta. Voltou seus olhos para as letras minúsculas do jornal, antes de completar. — Ou pode ser a chegada do filho mais novo dos Uchiha's. — Nesse momento, todos olharam para Hinata, que soltou uma gargalhada alta em resposta, para a estranheza de todos da mesa.


— Boa, papai —  Continuou rindo alto, como se o líder da família tivesse acabado de contar a piada mais engraçada do mundo. —  O senhor quase me convenceu… aí… aí… — Na tentativa de recuperar o fôlego, depois da sequência de risadas que havia acabo de dar, notou que os outros presentes não estavam acompanhando a mesma em seu momento de descontração, desfazendo amargamente seu lindo sorriso.


— Do que você tá rindo? — perguntou o primogênito, olhando para a irmã com uma expressão tediosa. — Itachi não te contou? Você vive conversando com ele na varanda até altas horas! — Tampou novamente o nariz, impedindo que o cheiro de Hanabi, que ainda se estendia pelo cômodo, entrasse novamente em seu oxigênio.


— Vá se lavar minha filha… realmente, não dá pra ignorar esse cheiro terrivelmente ruim de seus cabelos. — Hiashi olhou compreensível, vendo a mais nova levantar e se distanciar da mesa em passos duros.


Hinata, que naquela altura da conversa, já não prestava atenção em mais nada que não fosse a terrível notícia de que seu antigo inimigo de infância estaria de volta à sua vida. Claro, os tempos eram outros e eles dois não eram mais crianças. Sasuke estava em torno de seus vinte anos e a Hyuuga com seus tão sonhados dezoito anos… ambos eram adultos e pessoas maduras o suficiente. “Diz isso a garota que acabou de jogar shampoo no cabelo da irmã, apenas para atazanar a vida dela” pensou, balançando a cabeça.


Quando percebeu, se espantou ao ver que estava na varanda de casa, olhando em direção à casa dos Uchiha's,  e lamentou-se, porque infelizmente a suposição de seu pai estava certa, Uchiha Sasuke estava de volta à cidade.


"Senhora Mikoto transmitia um lindo sorriso nos lábios, junto com algumas lágrimas que eu pude perceber, mesmo por ela tentar escondê-las em vários momentos. O senhor Fugaku havia sido o primeiro a sair do carro, também esbanjando um belo sorriso, pude notar a alegria de todos ao saber da volta de Sasuke. Itachi também estava ali, o primogênito da família Uchiha, sempre bancando o durão e escondendo que estava alegre pela volta do irmão caçula.


E ali estava ele, Uchiha Sasuke… o mais terrível e irritante vizinho de todos os tempos. Seus cabelos negros estavam bagunçados e aquele parecia um penteado um tanto agradável de se olhar, ele realmente estava bem diferente de quando foi embora. Nos braços da senhora Mikoto, percebi que ele havia crescido de forma absurda com os anos, e que estava maior que Itachi, isso era um extremo absurdo, naqueles anos todos haviam crescido, e eu? Ganhei toda a massa corporal nos peitos!


Continuei encarando discretamente todos ali, Sasuke sorria alegre e gentil, enquanto cumprimentava todos que estavam ansiosos pela sua espera.


— Ei, que bom que está aí — disse Mikoto em alto e bom som, tirando Hinata de seus devaneios. — Venha Hiashi. — Viu seu pai passar por ela, juntamente com Neji, naquele momento notou que não estava sozinha na varanda de casa.


— Vamos Hinata, não seja mal-educada — Soprando sua franja, a Hyuuga pensou na possibilidade de um meteoro atingir seu quintal naquele momento, acertando-a em cheio, ou melhor, imaginou a cena do meteoro atingindo o quintal dos Uchihas, acertando todos os seus problemas. Ele.


Engolindo toda à sua vontade de voltar para dentro de casa e fingir que seu Hiashi só era pai de dois filhos, Hinata cruzou o gramado sendo acompanhada por sua família, enquanto tentava ao máximo desfazer o bico que havia se formado inconscientemente em seu rosto. Seu coração batia como se fosse um tambor de escola de samba, suas pernas tremiam e se alguém lhe perguntasse algo neste exato momento, sabia que gaguejaria. Vê-lo ali havia sido um completo balde de água fria e, sinceramente, não sabia como reagir. 


“Vamos lá, Hina! Não é como se vocês ainda fossem crianças, e a prova disso está na sua frente! Sasuke cresceu e amadureceu, assim como você. Bom, teve aquela parada com a Hanabi ainda há pouco, mas é mais que de lei atormentar os irmãos mais novos, então dessa vez passa. Mostra para o Uchiha como você se tornou uma bela mulher, educada e sensata ao extremo.”


A de olhos perolados nunca teve tantos pensamentos auto motivacionais de uma só vez, se deu tanto elogios que pensou até ser a rainha da Inglaterra, depois dessa, nada a abalava. Quando estava quase lá, viu ser alva dos olhares de Itachi, que a olhava de forma risonha demais para ser mera coincidência ele ter esquecido de a avisar, faria a cova dele mais tarde e só não devolveu aquele olhar de “Te peguei, Hina”, com palavrões, pois estava na ilustre presença de seu papai. 


Pronto. Estavam frente a frente. Sasuke parecia desinteressado e nem sequer mirava os olhos da Hyuuga, mas quando finalmente o fez, ela sentiu todo o sangue em suas veias gelarem. 


— Sasuke! Que bom te…


— Parece que o tempo faz bem para uns e mal para outros, hein… — Os olhos do Uchiha mais novo percorreram todo o corpo de Hinata, fazendo uma vistoria minuciosa, finalizando com um sorriso de lado e mãos na cintura. 


“Que?” Era tudo que a garota conseguia pensar, estava incrédula e duvidava de que seus ouvidos estavam funcionando direito. Sasuke depois de todo aquele tempo não havia mudado o jeito de agir consigo?! 


— Repete de novo, seu bos… 


— Hinata! — Ouviu seu pai a repreender, enquanto Neji e Itachi faziam de tudo para segurar o riso e manter a postura séria perante à situação. Mordeu seu lábio com força para tentar manter a calma, mas quando o viu lançar aquele olhar de garoto inocente, sabia que as provocações não parariam por ali. 


— E além de feia por fora, é por dentro também. 


E pronto, lá estava a antiga rivalidade restabelecida em míseros dois minutos juntos. Seus pais só faltavam se enterrar de tanta vergonha, enquanto os irmãos só precisavam de um balde de pipoca para o show estar completo. Estava quase abrindo a boca para revidar, quando foi interrompida novamente. Pô, universo! Você também não facilita! 


— Ei, crianças, já chega, né? — Mikoto dizia sem graça. — Olha! Que tal um jantar? Se vocês querem tanto conversar, façam isso lá. 


Só faltava a boca da Hyuuga descolar de seu queixo com a proposta, porque ao ver seu pai concordando amistosamente, soube que aquele seria o pior jantar de sua vida. 


Notas Finais


Eai? Gostaram?? Olha a hora que estamos postando em!! Gostaria que comente e deixem o favorito de vocês, e bem importante pra gente!!

Obrigada!! Até a próxima!


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