História Manual de uma vida - Capítulo 11


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Categorias Linkin Park
Personagens Brad Delson, Chester Bennington, Dave Farrell, Joe Hahn, Mike Shinoda, Rob Bourdon
Visualizações 26
Palavras 1.138
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - 11- Dói te ver assim...


P.O.V Mike

Acordo com barulho de conversas e sinto a cama vazia. Levanto.

Depois de banhar e vestir uma roupa, desço para a sala.

Brad e a Tali estavam conversando e o Chester apenas olhava.

Sigo até eles e eles me olham. Chester para de sorrir na hora e me encara com uma expressão de culpa.

-Chester, por que me olhou assim?-pergunto e ele apenas aponta pra mim.

Olho para a Tali, esperando uma resposta porque eu não havia entendido.

-É por causa da queda de ontem.-Tali fala e eu volto a olhar para o Chester.

-Eu já estou bem não precisa ficar assim.-falo e ele diz algo que eu não consigo entender.

Me aproximo mais e me abaixo em sua frente, recebendo seu olhar.

-O que disse?-pergunto

-Mesmo que vc esteja bem, a culpa ainda é minha.-ele fala, baixinho

-Nao é sua culpa. Eu que quis te salvar, se não tivesse o feito vc estaria machucado agora.

-Eu preferia ter me machucado.-ele fala, baixinho de novo.

Percebo o porquê dele ter dito isso e olho para o Brad. Ele entende e sai com a Talinda dali, me deixando a sós com o Chester.

-Por que preferia ter se machucado?-pergunto, calmo e ele se nega a responder.-Pode falar, Chester.-falo, calmo

Ele suspira e me olha profundamente antes de falar...

-Nao gosto de machucar as pessoas...

-Nao foi vc que me machucou. Não pode pensar assim. Deixa eu te mostrar uma coisa.-falo, me levantando e estendendo a mão pra ele.

Para a minha surpresa, ele pega e se levanta.

A mão dele é tão quentinha e tão pequena ele parece tão frágil e de fato está.

Saímos da casa e seguimos um caminho diferente do que pegamos ontem.

-Para onde estamos indo?-ele pergunta

-Pra um lugar especial. Eu vivia lá.-falo e ele aperta minha mão.-O que foi, Chester?

-A gente vai passar por ali?-ele pergunta, apontando para uma mata mais a frente.

-Vamos sim. Vc tem medo?-pergunto e ele assente.-Nao precisa, eu estarei com vc o tempo todo.

Ele abraça o meu braço e seguimos assim. Qualquer barulho que ele escutava ele se agarrava mais no meu braço.

Ele parece uma criança assustada e eu não o julgo.

Logo chegamos ao nosso destino.

Era simplesmente um campo aberto com um lago.

Ele se solta de mim e observa ao redor.

-Gostou?-pergunto e ele assente

Me sento na grama e ele senta do meu lado.

-Aqui é tão lindo.-ele fala e uma lágrima cai do seu olho.

-Por que chorou? Isso tá te lembrando algo?-pergunto e ele assente.-Pode me contar se quiser.

-O Joe...ele sempre me levava para parques. A natureza sempre foi a nossa segunda casa.-ele fala e sorri.

Ele falou isso em tom normal, é a voz normal dele. Fazia tanto tempo que não o ouvia direito.

-Como vc se sente, Chester?-pergunto

-Nao sei ao certo. Uma parte de mim se sente em paz e a outra parte é um vazio, como um buraco, sabe?! Eu não sei como me sinto por inteiro...

-A tua voz é tão linda. Por que a esconde?-pergunto

-Eu não sei. Não me sinto confortável com muitas coisas. Eu perdi a sensibilidade para algumas coisas que fugiram da minha realidade quando o Joe estava no hospital.

Ele fala do Joe com tanto carinho e com tanto amor que me faz bem saber que ele ama algo nessa altura mas dói por saber que não é eu.

-Como se sente em relação ao Joe?-pergunto

-Só sinto que ele está bem agora. Eu sinto a falta dele.-ele fala e a sua voz embarga.-Não suporto o clima para o pior e não para melhor. Mike eu quero sair disso, eu quero seguir a vida sabendo que ele tá bem, que ele foi pra um lugar melhor. O mundo não merecia ele, Mike. Ele era tudo. Ele era a paz em tempo de guerra, era a água calma em tempo de tsunami, era a calmaria em um mar agitado. O mundo não merecia ele. Tudo anda tão ruim, anda em decadência. O mundo anda tão mau, como se fosse seu próprio inimigo. Não seria justo manter ele aqui com tudo isso acontecendo ao redor. Apesar de nunca nada disso o afetar, era demais para ele. Imagina uma flor delicada, no meio de uma geada. Ele aguentou muitas geadas e nunca perdeu a essência. Para ele, a sua essência era a melhor coisa que tinha, a melhor qualidade e não era. Ele tinha muitas qualidades, era atencioso, carinhoso e sabia cozinhar muito bem.-ele sorri quando fala isso e continua.-É difícil se desprender de tudo isso. Quando a pessoa era tudo pra vc, não é fácil aceitar que...ela se foi.-nisso ele já não aguenta e começa a chorar.

Abraço ele e ele retribui. É bom ele chorar porque significa que ele tá aceitando que o marido não está mais aqui. O que ele disse entrou profundamente em mim e eu senti a dor dele.

Pela primeira vez eu soube o que se passava na mente dele ao certo e confesso que não imaginava que ele pensava nas coisas boas que aconteceram.

Para mim ele só pensava na morte do Joe e não nas coisas boas que passaram.

Eu não quero mais conquistar ele, quero o ajudar a ficar bem mas é inegável que eu o amo desde o primeiro momento que o vi.

Sem nem ouvir sua voz, eu já sabia que era a canção mais linda que eu iria ouvir.

Eu quero que ele fique bem e ficar perto dele vai ser mais que suficiente, eu espero.

Eu espero ele se acalmar e ele sai do abraço, virando o rosto para o lado.

-O que foi, Chester?-pergunto

-Quero voltar pra lá.-ele fala, baixinho.

-Tudo bem. Vamos!-falo e me levanto.

Ele se levanta também e dessa vez não pega no meu braço. Eu não sei o que aconteceu pra ele ter ficado assim, pode ter sido algo momentâneo.

Como eu disse, ele é tipo uma criança agora. Ele é imprevisível.

Seguimos em silêncio para casa de volta e quando chegamos ele foi direto para a Talinda e a abraçou.

-Chaz, o que houve?-ela pergunta, me olhando.

-Nao faço ideia.-falo e ela olha para ele.

-Certo! Vamos conversar.-ela fala e leva ele para o quarto do porão.

-O que aconteceu aqui?-Brad pergunta, se sentando no sofá e eu me sento do lado dele.

-Eu não sei. A gente tava lá e ele falou do Joe normal. Daí começou a chorar e quando parou, voltou a ficar como estava antes.

-Sei mas por que ele correu pra Talinda?

-Nao faço a mínima ideia. Acho que ainda é aquela de ele confiar mais nela.

-Espero que a gente não volte para a estaca zero.-ele fala e eu suspiro.

Eu não sei o que pode acontecer. É como se fosse um quebra cabeça cujo algumas peças foram jogadas fora.

Ele é indecifrável. O que ele abriu hoje pra mim não é um terço do que ele sente e eu sei disso.

Só que não dá pra obrigar ele a falar tudo de uma vez.

Só que é agoniante ver ele assim, mudando do nada e não poder fazer muita coisa... Dói muito.



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