História Manwhore - Redenção - Taekook - Vkook - Capítulo 11


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Taekook, Top!tae, Vkook
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Palavras 5.987
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drabble, Famí­lia, Literatura Feminina, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu acho que tô muito boazinha 🤔

Eu tenho verdadeira paixão nesse capítulo...

Capítulo 11 - Sábado


Quando um Rolls-Royce prata brilhante encosta, fora do meu prédio, no sábado, eu quase corro para fora.

Eu estou vestindo calças clara e outra camisa de tecido suave, em meus lábios um pouco de suavidade, já que com o nervosismo eles tendem a ressecar, hoje eu optei por parecer profissional. Quando eu saio e vejo Otis ali, encostado no Rolls enquanto espera, eu não posso controlar a emoção surgindo em mim.

— É um prazer, senhor Jungkook — diz ele, radiante.

— Realmente é — Eu admito com um sorriso.

Eu sento no banco de trás e o cheiro familiar de Taehyung me atinge. Limpo e caro. Eu sinto o cheiro bom de sua loção pós-barba e colônia e estou certo de que apenas entrei no céu, um céu governado por um demônio de olhos verdes. O único céu para mim.

O cheiro permanece forte, junto com um cheiro de couro de alta qualidade. Eu sinto borboletas. Morra de inveja, Pretty Woman. Sim, eu gosto de filmes antigos e não há uma mulher ou homem que não tenha sentido vontade de ser um dos personagens principais. No meu caso eu queria ser a Júlia Roberts é claro.

Logo o carro encosta na garagem de um hotel resort, de 5 estrelas, onde Catherine H. Ulysses me cumprimenta à porta. Quando ela me conduz através do suntuoso saguão, explica a situação. 

— A cada verão, os produtores de vinho do Sr. Kim o convidam, junto com alguns de seus parceiros de negócios e empregados selecionados, para uma degustação de vinhos, para que ele possa escolher os seus favoritos para o baile anual da K4. Ele queria que você comparecesse, considerando... — Ela me lança um olhar descontente. — que ele quer você na K4.

Enquanto andamos pelo corredor, um grupo de homens vira para frente, um dos quais corre para acompanhar a gente.

— Cathy! Nós realmente queremos que Kim faça o pedido conosco no Vinhedo Napa do Sul.

— Eu não poderia convencê-lo, de jeito nenhum. — Catherine continua, andando com uma prancheta contra o peito e eu tento não me envolver na situação.

— Por favor, dê um incentivo por nós, nós trouxemos todos os nossos melhores brancos.

— O que posso dizer, Richard? Alguns dias ele gosta de vermelhos, outros gosta brancos, outros ele está a fim de Pinot Noir, em vez dos Cabernets. Ele gosta de variedade; o que se pode fazer?

— Catherine, nós temos feito isso há anos. Mas agora apreciaríamos algum tipo de compromisso. Isso poderia representar muito para nós, se fôssemos o principal fornecedor deste ano.

— E eu vou te dizer o que eu disse ao resto deles: Boa sorte. Que os santos estejam com você.

Nós entramos em um belo restaurante, já cheio de pessoas. O espaço dispõe de tetos com mais de sete metros de altura e está arrumado com mesas compridas, cada uma envolta em toalhas brancas, com talheres elegantes e vasos de centro cromados chiques, com longas orquídeas solitárias. Puro luxo nos rodeia.

No outro extremo da sala, grandes portas de vidro se abrem por todo o caminho até as paredes, revelando uma espetacular vista de um campo de golfe em um lado, uma piscina, uma cachoeira e uma pérgula do outro.

Depois de atravessar a sala, nós vamos para outra seção ainda mais luxuosa do que a primeira. Nesta área, assentos brancos estofados estão estrategicamente distribuídos, com menus delicados abertos e dispostos nos centros das mesas de vidro lustroso. Prateleiras de vinho se alinham em um lado da sala, enquanto do outro lado revela uma bela vista de um terraço e o campo de golfe.

Catherine verifica a área, ao falar com um dos garçons que se aproxima: — Isso ficou perfeito. Sr. Kim gosta da vista. Ele também gosta de sua privacidade. Agradável esta pequena área aqui. Bom trabalho, obrigada a vocês.

Deus, tudo de Kim é tão bonito. Isso me lembra de seu apartamento, seus carros.

Tudo nele.

Estou deixando meus olhos apreciar cada polegada deste lugar quando eu vejo Kim caminhando. Meus olhos doem.

Catherine levanta a cabeça também. — Com licença — ela diz ao garçom. — Com licença — ela então me diz, perturbada, quando ela se dirige para a porta.

Quando Catherine se enfia no meio da multidão para cumprimentá-lo com sua prancheta junto ao peito, há um quase imperceptível silêncio na sala.

As pessoas que estavam mais próximas das portas andam imediatamente para perto dele.

Ele está vestindo calça preta e uma camisa branca, sem gravata, o cabelo penteado para trás, revelando seu deslumbrante rosto. Ele parece quente multiplicado por um milhão.

Eu estou um pouco envergonhado e eu estou mais do que um pouco desconfortável pelo fato de que eu posso ficar excitado com a simples visão dele. Eu não tenho nenhum direito daquela pequena pontada de ciúme, que eu sinto quando ele fala com as pessoas que se aproximam. Mas eu gostaria de que ele estivesse falando apenas comigo. Olho para meus sapatos e coloco meu cabelo atrás da minha orelha e inalo. Eu prometo a mim mesmo que eu vou olhar para cima e não olhar para ele, mas quando eu levanto meus olhos, é ele que meus olhos procuram. Ele está cumprimentando um casal que se aproximou, a mulher exibindo um sorriso, especialmente impressionada. Eu vejo quando ele então abaixa a cabeça para Catherine e pergunta-lhe algo. Ela levanta a cabeça e aponta para mim. Olhos verdes vagueiam, pela sala, para me encontrar. Eu sinto um salto no meu impotente coração, quando os nossos olhares se encontram e percebo, com medo, como eu devo parecer para ele. Estando sozinho na outra extremidade do lado da sala, encarando-o. Ele se afasta da multidão e começa a caminhar em minha direção.

Eu não consigo engolir. Seu rosto está sério e ele se move com a fluidez da água, mas a força de um tsunami.

Sob a camisa de tecido suave, eu posso ver os recortes de seu corpo, o abdômen trincado, o flexionar de seus braços e ombros, suas longas pernas, assim musculosas e fortes, andando na minha direção. Meu coração está batendo no meu peito com tanta força, que não consigo ouvir nada além das próprias batidas.

— Estou feliz que você veio.

— Obrigado, eu também.

Ele dá um passo mais perto. — Catherine explicou o dia para você? — Ele olha para mim com expectativa. Deus, estamos de pé tão perto, que ele está no meu espaço pessoal e estou dentro da proteção dele.

Fale, Jeon! — Sim, obrigado.

Eu não quero deixa-lo ir para longe de mim ainda e me encontro à procura de algo para dizer.

— Eu não tinha certeza do que você iria querer de mim hoje, mas eu espero que eu esteja bem vestido.

Ele nem sequer olha para as minhas roupas quando ele concorda. E então ele diz: — Eu gostaria que você conhecesse algumas pessoas.

— Claro.

Ele acena e eu logo estou cumprimentando Dean, seu responsável por Relações Públicas e então ele me apresenta as suas outras assistentes, alguns membros de seu conselho e dois membros-chave do design do Interface. — Prazer em conhecê-los — eu digo para todos eles.

Continuo a falar com um deles. Um jovem que não terminou a faculdade, mas seu trabalho é inovador e seus designs de aplicativos têm sido elogiados em todo o mundo. Kim tem sido elogiado por ter um grande olho para o talento. Ele impulsiona o talento das pessoas, sua determinação e sua coragem. O conglomerado da K4 é a prova disso. Todos eles realmente seguem o seu líder.

— Oops, hora de sentar. — O jovem vai procurar o seu nome nas mesas. Eu procuro pelo meu e, uma vez sentado, eu examino o cardápio no meu lugar por um tempo, enquanto a sala enche.

Há uma impressionante variedade de vinhos na lista. Eu estou tentando encontrar um que eu possa estar familiarizado, quando Catherine vem e move o cartão ao lado do meu e coloca o nome de Kim Taehyung lá no lugar.

Oh.

Kim está vindo?

Meu coração dispara. Eu não posso sequer respirar, quando ele toma seu lugar. Em um segundo a cadeira está vazia e no próximo ele está lá. Eu posso sentir o cheiro dele em cada respiração, especialmente sua loção pós-barba. Oh Deus, como você pode sentir tanta saudade de um cheiro assim?

Ele pega o seu cardápio em silêncio e lê, e a minha concentração é nula, quando eu pretendo fazer o mesmo. Então alguém vem para dizer oi a Kim e eles discutem sobre o preço do petróleo. A mão de Kim está sobre a mesa, descansando lá, aquela mão grande e bronzeada. Isso é tudo para o que estou olhando; eu sou patético.

Eu penso em me aproximar. Tocar a sua mão e ligar os meus dedos nos seus. O envio de uma mensagem que diz: Reivindico suas mãos. Você é meu.

Estou obcecado com isso. Eu lentamente pouso o cardápio, mas não me atrevo a fazer qualquer coisa. Eu me ofereci para trabalhar nos finais de semana; isso não é um encontro e eu quero respeitar a distância que ele parece querer manter entre nós.

Mas eu ainda não consigo parar de olhar para sua mão e me lembrar de como ela me fez sentir, como é espessa, forte e calorosa. Taehyung se desloca em seu assento, em seguida, e empurra a mão no bolso, vasculhando o cardápio novamente, quando eles encerram a conversa.

— Está ficando frio e nós mal saímos do verão — eu digo.

— Sim — ele concorda, erguendo os olhos para mim por um longo, longo segundo. Em seguida, ele coloca o cardápio para baixo e desloca o ombro para me encarar um pouco mais.

Seu olhar é extremamente direto e um pouco tempestuoso. Oh, Deus. Calafrios percorrem meus braços, minhas pernas, meus pés.

— Então. Degustação de vinhos — eu digo.

— Um homem não deve deixar que outro homem escolha seu vinho — é tudo o que ele diz.

— Só o faça? — Eu gracejo.

Ele olha para mim como se fosse pela primeira vez esta noite. E então, ele sorri. Seu sorriso mega poderoso, de derreter geleiras. Deus. Não há vinho, nenhuma droga mais poderosa. Seu sorriso.

Continuamos sentados, à medida que começamos a degustação.

Após o quarto vinho, percebo que Kim faz um sinal para um garçom, e logo, o garçom coloca um venda de olhos sobre meus talheres. — Para o recém-chegado senhor — o garçom me diz, com um pequeno sorriso.

Eu vejo quando os dedos longos e bronzeados de Taehyung pegam a venda. Ele levanta e olha para mim, com uma franca pergunta em seus olhos verdes.

— Posso?

Oh, Deus. — Eu... hum, com certeza.

Ele começa a colocar a venda sobre o meu rosto. Eu não estou respirando quando ele cobre meus olhos com o material de veludo. Toda a escuridão do mundo me engole. Eu ouço o tilintar de vidro, o som de passos, de cadeiras. Eu perco o fôlego quando dedos quentes, longos, dolorosamente familiares guiam os meus próprios, em torno da haste de uma taça de vinho.

O toque de Kim é tão familiar para o meu corpo, que estou com raiva agora. Todos os meus sistemas prontos.

— Ele nunca vai se esquecer dos problemas com você vai, Kim? — Um empresário sentado muito perto, pergunta em voz baixa, claramente tentando não ser ouvido.

Kim está calmo ao meu lado...

O cara está se dirigindo a ele?

O polegar de Kim faz uma pausa na parte traseira do meu, até que ele tem certeza que eu estou segurando o copo por mim mesmo. A proximidade dele é tão perturbadora e excitante, que me leva um momento para obter um bom aperto.

— Algum dia você falará sobre o abismo entre vocês dois? — A voz fala novamente.

— Não — Taehyung responde. Então, ele sussurra para mim — sinta o cheiro.

Meus sentidos pegam fogo. Todos, menos a minha visão. A voz de Kim lava a minha espinha, quando eu cheiro o copo de vinho que ele ainda não soltou, mesmo que eu esteja segurando também. Eu posso sentir o cheiro de sabonete em sua mão. Eu posso ouvir meu coração. Minha pele se arrepia quando eu inspiro o cheiro e quase posso sentir seu gosto.

— Prove isso — diz ele, no meu ouvido, e quando ele fala novamente, seu tom é diferente. Mais frio. — Tudo o que eu tinha a dizer a meu pai, eu já disse há muito tempo.

— Mas ele te culpa. — O homem ainda está sussurrando, mas Kim não está.

— Ele pode culpar a si mesmo.

Mais um sussurro do empresário: — Então é por isso que você nunca se amarrou a uma pessoa? Você suspeita que será tal pai, tal filho?

Ele deixa escapar uma longa e retumbante risada. — Eu não tenho nada a ver com ele — ele murmura, com desdém.

Estou tranquilo, tentando dar um sentido ao que eu estou ouvindo, bebendo o vinho, quando eu sinto Kim tirar a taça de mim e sussurrar — Que tal?

Foda. Como estava de fato? Curioso demais para seu próprio bem não é, senhor? — Frutado, eu acho. Seco.

Eu lambo meus lábios e há um silêncio. É estranho que o meu estômago esquente quando eu sinto seus olhos nos meus lábios e os lambo mais uma vez?

Então, dedos suaves e quentes estão na minha mão, enquanto ele me dá mais um copo. — Cheire novamente — ele me diz, o toque de seus dedos demorando em mim. O tom é de calor e de comando, bem como de curiosidade.

Eu levo a taça ao meu nariz e cheiro, o aroma expandindo meus pulmões de alguma forma.

— Agora prove.

Deus, sua voz é toda grave. Tão sensual. Pecado puro. Seu tom de comando tão persuasivo, que você nunca consideraria não obedecer.

— Suas empresas fantasmas — o homem continua falando palavras que parecem importantes, mas que eu tenho problemas para registrar na minha mente tonta — todas aquelas no exterior, escondendo dinheiro, rumores de espionagem corporativa acontecendo? Você não se preocupa que esses bisbilhoteiros poderiam estar em torno da K4?

— Ninguém se mete na K4 sem uma triagem minuciosa. Procedimentos demasiados longos para discutir aqui — ele diz.

Então Kim diz para mim — Você gostou?

— Eu amei — eu respiro.

Kim fala: — Catherine, vamos pedir três caixas desse até agora...

Estou ouvindo tudo, mas ao mesmo tempo focado neste segundo vinho. Estou amando a forma como ele rola descendo na minha garganta, fazendo redemoinhos na minha boca. Seco, mas doce.

— Mais um, — Kim persuade silenciosamente, quando ele me dá um terceiro. Seu sussurro faz cócegas em meu ouvido quando ele segura a haste de vidro. — Qual é o veredicto do cavalheiro? 

Eu sorrio me divertindo com a provocação em sua voz.

Deus, eu não posso aguentar quando ele brinca comigo. — É um pouco seco e terroso. Os sabores realmente ficam mais aguçados com isso. — Eu toco meus dedos na venda.

— Daí o propósito de usá-la — explica ele.

Ele a tira de mim com tanta delicadeza, que eu quase não sinto seus dedos desamarrando a venda atrás da minha cabeça. Há algo tranquilo no ar entre nós, quando ele a deixa sobre a mesa. Como um segredo. Seus olhos brilham nos meus, com conhecimento íntimo. De alguma forma, eu posso dizer que ele gosta da confiança que eu coloquei nele agora. Confiança.

Deus, era um teste? Ele é tão bonito e ele já foi um pouco obcecado por mim e minha garganta incha com a força dos sentimentos que ele me dá.

Sorrimos um para o outro antes dele ser forçado a voltar para a conversa. Eu me inclino contra o encosto da minha cadeira, relaxado e sonolento, consciente da tensão em outras partes de mim.

— A vingança é um prato que se serve frio — um dos homens finalmente diz.

Eu assisto Kim, este mistério em constante mudança para mim. Eu assisto sua boca enquanto fala baixinho para eles sobre algo, e eu vejo sua boca enquanto ele toma uma bebida. A boca que não me beija há tanto tempo. Quando ele fala, eu ignoro e me pergunto se eu poderia ser o vinho, ou o copo. Ele estende a mão com este conhecimento, com um sorriso masculino e levanta aos lábios, olhando para mim com curiosidade. As luzes de cima atingem seu rosto bronzeado, a melodia tranquila no ambiente. Mas não há música calmante no mundo que possa impedir de pulsar a energia deste homem ao meu lado.

Ele é um homem complicado.

Ele nunca menciona negócios ou qualquer coisa sobre si mesmo. Ele é altruísta. Alguns gostam de falar de si ou se gabar, ele não. Ele brinca com você ao invés, ele joga iscas e o desafia. E eu sei que quando ele está calmo, e parece mais calmo, é quando você deve estar mais assustado.

Ele está muito calmo, tranquilo ao meu lado agora. Como uma arma nuclear, carregando.

— Chega de conversa sobre meu pai. Jungkook, você gostaria de ir para o terraço? — Ele pergunta.

Eu percebo, de repente, que ele esteve jogando junto a esses homens até este momento, quando ele firma sua voz e fecha a porta para suas curiosidades. Ele se entregou por um tempo, mas ele é o mais poderoso homem na sala e ele não vai continuar no assunto por mais tempo.

Quando ele se levanta e instrui ao garçom para levar os nossos vinhos para fora, eu me levanto e peço licença aos homens, tendo um momento para me recuperar enquanto vou para o terraço, antes dele se juntar a mim.

— Ele tem um temperamento difícil.

Voltando-me à voz, eu encontro um jovem de olhos cinzentos, em um terno azul-marinho se aproximando de mim, falando um pouco insultado. — Você não quer vê-lo perder a paciência e você definitivamente não quer fazê-lo perder — ele diz, aproximando-se com um copo cheio de vinho. — A única coisa que o faz ser tão constante é ele conseguir o que quer sempre. Isso é tudo o que ele quer de uma pessoas homem ou mulher. Sortudo. — Ele oferece o vinho para mim.

— Estou feliz que ele tenha encontrado algo que funciona — eu digo evasivamente, balançando a cabeça, me recusando à oferta. Mas se Kim precisa trabalhar para fora em alguma coisa, eu gostaria que ele trabalhasse com isso em mim.

— Experimente — ele insiste.

— Ah, não.

— Vamos lá, prove este aqui, é um “setenta e três”. — Ele me entrega a taça e quando eu a pego, ele se move por trás de mim.

— Obrigado, mas eu passo — eu digo, balançando minha cabeça, enquanto eu tento devolver o vinho, mas ele já colocou suas mãos sobre os meus olhos.

— Vamos lá, conceda-me — diz ele, em meu ouvido.

Eu saboreio um pouco, só para conseguir tirá-lo das minhas costas e digo — Bom. Terminei agora.

Percebo, através de uma fenda entre os seus dedos, um amplo peito musculoso em uma camisa branca, de repente bloqueando a minha linha de visão e as mãos do cara caindo do meu rosto, enquanto ele grasna — Sr. Kim, eu estava me familiarizando com... bem, este jovem aqui. Ele parecia tão solitário aqui.

Olhos verdes olham para mim e algo fica preso na minha traqueia. — Você está solitário? — Pergunta ele, quando ele me estuda. E eu juro que eu nunca, nunca, tinha visto um olhar de desafio e ciúme como esse nos olhos de Kim.

— Não — eu sussurro.

Sem olhar para o outro cara, ele diz, com uma voz assustadoramente baixa — Você pode ir agora.

O cara parece paralisado. Kim olha para mim com total calma e gesticula para o terraço.

— Que tal irmos para lá?

Como se esperasse que eu obedecesse, ele começa a andar e eu o sigo através do terraço. Aqui é mais privado e há uma lareira brilhante no final. Ainda lembrando o olhar cabisbaixo no pálido rosto do cara, quando Kim o dispensou, e comecei a rir. — Kim! — Eu repreendo. — Você foi tão malvado. Tão intimidante. Ele não fez nada.

Sua voz é calma, mas sua expressão é toda de aço. — Ele tocou em você — ele diz, simplesmente.

— O queee? — Um riso incrédulo me deixa.

Ele me encara totalmente, franzindo a testa em curiosidade, quando ele se inclina contra uma parede de pedra e cruza os braços. — Eu me lembro desta risada. — Ele olha para o meu sorriso com uma expressão séria e seus olhos escurecem. Minha risada desaparece.

Ouço-me sussurrar — Eu acho que eu não rio tanto assim mais.

Um silêncio. Ele ainda está olhando para os meus lábios, como se estivesse esperando que eles voltassem a rir. — É uma pena — Ele murmura. Ele levanta o dedo e traça os meus lábios, de um canto ao outro. — Eu gosto dessa risada.

Eu olho para ele sem fôlego.

Eu nunca tive um vício até ele. Seu aroma atinge os meus sentidos, me dando água na boca. Ele é meu único vício. Meu único desejo. Esse desejo, que eu aposto que ele pode ver nos meus olhos quando ele deixa cair sua mão. Meu sorriso se foi, mas a sensação de seu toque permanece em meus lábios.

Nós estamos aqui e embora eu o queira e deseje, estamos olhando um para o outro como estranhos. Como se você nunca tivesse conhecido seus braços e como eles seguraram você; seus lábios e como eles pressionam os seus... Sempre no canto dos seus lábios primeiro. Uma brisa me bate e eu sei que eu nunca senti tanta dor assim ou tive tantos arrependimentos. Eu sei que eu não estarei ok antes que meu corpo esqueça como era o toque de seus dedos. Mas isso nunca vai passar? Eu sinto como se seus dedos tivessem me marcado pela eternidade. 

Uma mulher vem para cumprimentá-lo. Ele aperta a mandíbula, como se a interrupção o frustrasse.

— Você, homem lindo, — a mulher jorra, colocando uma mão bem cuidada sobre o seu peito. — Eu digo a todos que eu sei que você é o único homem que parece tão impressionante em sua foto do passaporte, como na vida real. Vamos a Monte Carlo novamente!

Ela sai e eu me vejo sorrindo em diversão. — É para lá que você tem ido?

Ele dá de ombros, desinteressadamente. — Entre outros lugares, sim.

— Mas não com Namjoon e Yoongi?

— Eles tinham negócios. Eu viajei com outros amigos.

— Socialites? E... Playboys que não têm nada para fazer?

— Pessoas que queriam se afastar por um tempo.

Se afastar de mim, eu penso, infelizmente. Eu chuto uma folha do chão do terraço e percebo que em algum lugar durante a noite, Minas resoluções de desfizeram. Eu tento manter meu cabelo fora dos meus olhos e viro a minha cabeça para estudar seu rosto. — Parecia que você nem sequer queria voltar para Chicago.

Ele está me estudando com igual intensidade, observando-me tentar pegar os tufos voando do meu cabelo.

— Nada para me fazer voltar para Chicago.

— K4 — digo a ele.

Ele toca algumas mechas do meu cabelo, brincando de enrolar entre os dedos.

— K4 é um menino grande. Eu o ensinei a andar com seus próprios pés, sem mim. — Ele sorri. — Pelo menos, por um pouco de tempo.

Mas você não me ensinou como sobreviver à tempestade que é você, eu penso, usando as minhas mãos para arrumar meu cabelo.

Quando ele solta meu cabelo e deixa cair sua mão, eu tremo com a brisa e a perda do calor de seu corpo, me fazendo esfriar muito rápido.

— Frio? — Ele murmura.

Eu balanço minha cabeça, porque é muito mais frio em Chicago no inverno, e naturalmente minha temperatura é mais baixa que a dele, mas ele vai para o final da terraço, onde há uma pilha de cobertores. Eu envolvo meus braços em volta de mim e me sento em um sofá perto da lareira e tento não olhar para ele, como se eu não tivesse mais nada para fazer. Então eu tento não olhar para o casal se beijando na outra ponta do terraço. Eles estão fazendo encostados na grade. Não é um beijo juvenil, mas sim um longo beijo adulto, que parece continuar, continuar e continuar.

Eu tremo e aperto os braços em volta de mim. Taehyung traz um cobertor e me entrega, silenciosamente olhando para mim. Ele está ali de pé, bonito além da imaginação. Ele exala poder, classe e sofisticação.

Ele transpira testosterona e todos lá dentro o notaram, mesmo aquelas que estão acompanhados. Eu percebo isso também. Meu estômago aperta infeliz com isso. Eu afasto meu olhar e olho seus sapatos, quando ele fica ao meu lado.

— Você está bem? — Ele me pergunta puxando o cobertor sobre mim.

Eu balanço minha cabeça, em seguida, aceno, então quero gemer quando eu percebo que talvez o vinho esteja borbulhando um pouco alto em meu cérebro.

Quando ele estica as pernas, antes que eu possa pensar melhor, eu levanto o cobertor. — Aqui está frio — eu digo, realizando manobras para dar espaço a ele.

Ele me agarra pela cintura e me puxa em direção a ele, de modo que ele não se move, então ele fica e se inclina para trás, não parecendo frio, o cobertor solto em sua cintura, enquanto bebe seu vinho e estuda seus componentes. O movimento foi fácil e natural... E Kim parece tão calmo agora. Mas eu estou com medo. Ele me quer perto?

Segurando o cobertor um pouco mais alto com uma mão, eu o vejo bebendo o seu vinho com o canto do meu olho. Eu penso em todos aqueles longos sonhos que eu tinha, apenas para acordar sozinho na cama. Precisando dele. E agora tocando o meu ombro no dele. Sinto-me impotente. Eu deveria afastar-me, mas eu estou roubando esse toque e eu não posso me parar. Ele estende a mão para pegar uma nova taça de vinho, com o garçom que passa.

— Você quer fazer uma pausa no andar de cima ou você quer ficar aqui por um tempo? — Ele me pergunta, seu tom casual, mas seu olhar profundo não é de forma alguma casual.

— Estou gostando muito do terraço agora. 

Ele sorri. E Deus, aquele sorriso.

— Você quer provar mais um? É um Cabernet, “sessenta e oito”. — Ele oferece o vinho para mim.

— Eu caminho no departamento dos tontos, então talvez seja melhor não — eu admito.

— Apenas uma prova? — Ele me olha com esses olhos cheios de malícia e mergulha o dedo em seu copo. Eu vejo quando ele o levanta. Meu coração para quando ele esfrega os meus lábios com ele e na carícia molhada, desejo desliza sobre cada canto de mim, cada lugar escondido.

— O que você está fazendo? — Eu pergunto, sem fôlego.

— Algo que eu não deveria — ele confessa, seus olhos escuros e sombrios, mas com um brilho diabólico. 

Segurando minha respiração, eu separo os meus lábios e o chupo um pouco. Seus olhos escurecem ainda mais e meu corpo aperta quando o gosto dele, de Kim, o único cara que eu já quis, o único que eu já me importei, me alcança. 

Acendendo todas as minhas memórias, todas as minhas necessidades. Sua voz é como carvalho de seda, ele sussurra: — Mais um, Jungkook?

Estamos brincando com fogo e nós dois sabemos disso. Eu posso ver o diabo em seus olhos e eu posso sentir o calor que vai me transformar em cinzas e eu não posso pará-lo; eu não vou parar. Concordo com a cabeça, mas depois, quando um pouco de medo grita para mim, que ele vai me machucar, eu digo, para me proteger — Apenas um.

Desta vez, quando ele mergulha o dedo no vinho e traz, eu chupo delicadamente, não querendo que ele saiba o quanto eu almejo seu gosto, mais do que qualquer coisa.

Dou-lhe apenas um pequeno chupão, como se eu só estivesse interessada no vinho escorregando em minha língua. Mas é seu polegar, antiquado, limpo, familiar, que eu quero morder, que eu quero beijar, ter um gosto, fazer amor. Há um gemido na garganta, preso lá. A necessidade dentro de mim, presa lá. Um amor dentro de mim, de algum modo muito preso lá e ele nunca pode ficar e conhecer o quanto, o quanto eu vim a amá-lo.

Observando-me por um momento em decepção, como se quisesse que eu segurasse mais seu polegar, ele o coloca em sua boca e chupa o resto de uma vez. Em seguida, ele sussurra para mim: — Este é mais doce do que o resto.

— Eu... sim.

Há um silêncio após isso ser feito. Ele está olhando para mim com um pouco de diversão e um estranho anseio, que eu nunca vi em seus olhos e que está frustrado à morte.

Minha voz é grossa, quando eu posso finalmente falar. — O que aqueles homens disseram... sobre o seu pai.

— Eles tinham negócios com a minha mãe. Eles conhecem meu pai. — Seus lábios se curvam, sarcasticamente; os olhos se fecham, até que não há mais a ternura passageira que vi há pouco. — Não se preocupe. Eu não me associo com amigos dele.

Ele pega seu celular. Mudando de assunto.

— Lembra-se desta foto? — Pergunta ele e vira a tela para mim.

Estou tão envergonhado quanto animado com a descoberta, enquanto me aproximo mais para vê-la. — Você ainda a tem.

Com o clique de um botão, ele está me mostrando uma imagem de mim em seu iate, The Toy. Eu estava olhando para a água, na primeira vez que estive lá, pensando... bem, como a água parecia interminável. E me perguntando por que eu estava tão perturbado por assistir algumas piranhas o alimentando com uvas e ouvindo sobre toda a diversão que ele teve na festa depois da outra festa, para a qual eu nunca fui convidado.

Aí está – a minha foto, meu perfil pensativo, enquanto eu olho para o lago. — Era para você tê-la apagado! — Eu acuso.

— Eu apaguei a que eu mostrei. Eu tirei duas.

— Duas, não quatro?

Seu sorriso aparece, mas não chega a atingir os olhos. Seus olhos, em vez disso, olham infinitamente, profundo e pensativo. Em seguida, ele clica e há outra de mim. Estou sentado em um banco de rua, com uma revista no meu colo. A revista. Em que eu publiquei o artigo sobre ele. Eu estou olhando para ela com um olhar de tanta perda, como se eu tivesse perdido todo o meu mundo nesse dia e tudo que eu tivesse fosse uma única revista com sua imagem sobre ela.

Eu não entendo onde ele conseguiu, mas estou surpresa, envergonhada, e no meu coração, muito triste que esta foto, aquele momento exista. — Onde você conseguiu isso?

— Online. — Seus olhos se escurecem um pouco, quando ele olha para mim, e um músculo flexiona firmemente na parte de trás de sua mandíbula.

— Você mantém fotos de todas as pessoas que você emprega em seu telefone?

— Eu não te contratei ainda, lembra? — Ele volta para a imagem do iate. — Nem tinha te contratado, quando você estava aqui. — Ele olha para mim.

— Kim — eu digo, sem fôlego em sua proximidade e ficando com medo do que ele está fazendo para mim. — Você nunca irá. Eu nunca poderia olhar para você como meu chefe.

— Eu queria mostrar-lhe mais uma — diz ele, em seguida, mexe em seu telefone, antes de dá-lo de volta para mim, mais uma vez. Eu vejo um email de um jardim zoológico e ele abre o anexo para me mostrar. Eu vejo um enorme elefante com sua tromba no ar, quase como se tivesse saudando a câmera.

— Esse é o seu elefante — ele me diz, me observando de perto.

— Rosie — eu digo, e quando eu olho para ele, eu não posso acreditar nos tipos de beijos que eu quero colocar em seu rosto e corpo, em seus lábios e em seus olhos verdes adoráveis e difíceis de ler.

Ele levanta a taça de vinho, inclinando a sobrancelha, e bebe. Depois ele coloca a taça em minhas mãos já que eu não tenho uma para brindar. Eu pego a taça de vinho, e segurando seu olhar em mim, coloco meus lábios onde ele bebeu e sorvo todo o vinho.

O sorriso que ele estava desaparece completamente quando ele percebe o que eu fiz.

— Para Rosie — eu digo, abaixando o copo.

Seu telefone fica ocioso em sua mão, enquanto o copo de vinho fica vazio na minha. E Kim se senta ao meu lado. Ele está olhando para mim com tal intensidade. É quase como se ele não soubesse se ele quer me beijar, me espancar ou me foder pra caramba.

Sim, por favor.

Bonito e de cabelos escuros, Kim é o mais jovem de todos na degustação. Nós dois somos, mas ele parece perturbador como um cometa.

Ele se senta aqui, predominantemente sexual e físico, casual, mas forte e sofisticado nas roupas que ele usa, em comparação com os homens mais velhos em seus ternos, que passam por aqui. Estou consciente do calor do seu corpo sob o cobertor e como, combinado com o meu, o ar é quente o suficiente.

Estou tão ciente da dureza de sua coxa contra a minha, do ar crepitante e a atração magnética entre nós. Será que ele sente isso também? Será que ele me odeia, mas me quer ainda? Eu poderia conviver assim? Tendo só algo físico com ele, enquanto eu o amo completamente?

Eu não tenho certeza se eu poderia. Então eu me sento aqui rigidamente, e olho para baixo, desviando o olhar quando é demais para suportar, e depois voltando, para encontrar ele me observando.

Talvez ele não me queira do jeito que eu o quero mais. Mas mesmo quando ele me queria, ele tinha a paciência de um santo. E eu tenho medo que ele vá me pressionar até que eu concorde com tudo e qualquer coisa que ele queira. Mesmo o emprego.

— Então, quando é este evento na K4, para o qual você está comprando todo esse vinho? — Pergunto, em busca de um assunto mais seguro.

— Seis semanas a partir de hoje.

Concordo com a cabeça e sorrio um pouco, em seguida, toco no seu copo que está vazio. — Este aqui. — Eu confirmo. — Estou obcecado por esse.

— Ok — ele concorda, com seus lábios curvados, quando ele chama um garçom e pede um similar. — Experimente este agora, Jungkook.

Ele o coloca em minha mão, mas eu empurro de volta na sua, deleitando-me que eu tenho uma desculpa para tocar as pontas dos meus dedos nos dele.

— Não. — Eu balanço minha cabeça e empurro a taça mais profunda em sua mão, prolongando, roubando o toque de sua mão. — Eu não quero outro. Eu quero esse aqui. — Eu levanto o copo vazio, e ele ri e pede uma recarga.

Pergunto-lhe, quando nós saboreamos: — Por que você quer me contratar? Ainda estou lutando comigo mesmo para escrever todos os dias.

Ele encolhe os ombros e olha para mim diabolicamente. — Tudo bem — ele admite. — Então, eu preciso de um degustador de vinhos.

— Tão determinado, não é, para eu ficar sob o seu comando? — Eu provoco.

Ele olha para mim. Ele olha para mim tão profundamente, eu não tenho sentido tão observado assim há algum tempo.



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