História Manwhore - Redenção - Taekook - Vkook - Capítulo 15


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Taekook, Top!tae, Vkook
Visualizações 168
Palavras 5.821
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drabble, Famí­lia, Literatura Feminina, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem qualquer erro...

Capítulo 15 - Black tie


— Eu acho que o azul bebê.

— Eu voto no rosado claro.

— Azul bebê. O evento perfeito merece o terno perfeito, assim como o homem perfeito merece o garoto perfeito — Jimin discute com Hoseok.

— Eu não sou perfeito, mas eu quero parecer perfeito hoje à noite. — Eu digo a ambos.

— Seu bilionário acabou de encontrar uma mina de ouro com você, esta noite, você está maravilhoso, bem vestido e pronto pra se render.

— Hoseok! — Eu ri.

— Eu ainda não entendo por que você não apenas o trouxe para o seu quarto ontem e o deixou fazer um jogo de reivindicação física com você.

— Por que... nós não estivemos juntos em um mês.

— Exatamente por isso que você não deveria ter falado nada! Pra quê falar? Ele quer você, você o quer.

Eu vasculho os meus brincos para encontrar um par de pequenos pingentes de prata que realçam o tom dos meus olhos.

— Ele... bem, nós já falamos sobre isso, eu disse a vocês dois.

— Não, você não disse. Você ficou vermelho e pronto. Você não pode falar sobre ele sem se distrair...

Eu gemo. Meus amigos, Jimin e Hoseok, querem saber o que está faltando para dar tudo certo.

— Ele leu meu artigo — eu digo.

Eles estão olhando impacientes, seus rostos vivos com antecipação. E eu estou lembrando. Sinto suas mãos segurando o meu rosto novamente. Eu sinto seus olhos em mim novamente. Seus lábios tão perto e tão longe. E de repente... no limite dos meus lábios. Olho para a palma da minha mão, o invisível minha que infelizmente lavei após uma semana de banhos.

— Ele me pediu para sair com ele esta noite.

Jimin abriu um dos meus vinhos e quando ele volta com três copos de isopor, eu digo a mim mesma, por favor, não deixe nunca Kim ver que estamos bebendo este vinho em copos de isopor. — Publicamente? — Pergunta ele, entregando um copo para cada um de nós.

— Finalmente? — Hoseok pergunta tomando um gole.

Colocando o meu de lado, eu aceno com borboletas voando, voando e voando dentro de mim. Sua camisa ainda está escondida no meu armário. Eu a tirei do esconderijo ontem à noite, a camisa que traz de volta todas as lembranças, então eu rapidamente a coloquei, escorregando meus braços nas mangas, abotoando. E foi assim que eu dormi.

Parecia quente como sexo, arranhando o tecido na minha pele. Deitei na cama, meus hormônios todos enlouquecidos, dizendo a mim mesmo que eu não vou fazer nada sexual até que ele faça isso comigo.

— E eu disse que sim. E ele me disse para comprar um terno.

Ele disse baixo, mas casual, como se fosse a coisa mais natural para ele fazer isso, em sua voz que nunca deixa de chegar até mim. Então eu me abstive de lhes dizer o resto; que ele marcou a minha mão com uma caneta... e que eu fui para minha cama, e liguei para minha mãe na escuridão, e falei com ela... e inesperadamente, comecei a chorar de felicidade quando eu ouvi a voz dela.

— Nós estaremos nesse evento Black Tie e nem que seja a última coisa que eu faça, eu quero parecer incrível esta noite — Eu admito, olhando para mim mesmo no espelho, com vaidade.

Eu não parecia feliz assim antes e nunca me senti tão feliz na minha vida.

— Este traje atende ao seu propósito. Você quer dizer: você sabe que no fundo eu sou ousado, mas é só para você — diz Hoseok.

— Oh, por favor, como se ele não fosse o mais ousado de todos que já conhecemos — geme Jimin.

Eu ri. Minhas bochechas se incendeiam, quando eu penso sobre ele e me pergunto se ele está tão desesperado para ficar comigo como eu estou com ele.

— Mas ele leu seu artigo? Algo que deve ter causado um efeito nele.

Hoseok traz o exemplar da revista, que eu tenho escondido debaixo da minha cama, principalmente porque tem uma foto dele e toca na última frase. — Esta parte: Eu saltaria cegamente para o ar se houvesse ainda que apenas 0,01% de chance de que ele ainda estaria lá, esperando para me pegar.

— Hoseok. Vocês dois. Ajudem-me a ficar pronto!

Eles ligam a música e com “Sugar”, do Maroon 5 tocando, eu continuo a me arrumar para ele, escovando meu cabelo até que ele fique brilhante como o vidro. Ébano.

Durante semanas, eu estive sozinho olhando para o meu laptop, ouvindo seu baixo zumbido. Esta tem sido uma noite calma, o repórter afastado. Agora, o zumbido é comigo. Eu estou colocando um traje digno de um lord. Agora, os meus amigos estão mexendo a minha volta, pegando itens diversos e sapatos para combinar.

Jimin está sendo especialmente útil. Jimin, que tem se preocupado que eu tenha meu coração partido.

— Agora você está totalmente ansioso para eu ficar com o mesmo cara que você queria que eu ficasse longe? Você é do Time Kim agora? — Eu o provoco.

Ela faz uma pausa. — Eu estou na equipe que te faz feliz. E... bem, pelo que Yoongi me disse, sim.

Eu rolo meus olhos. — Você acredita naquele homem?

— Ele ama Kim, tanto quanto eu te amo! — Diz ele. — Ele não gostou do seu rompimento, mais do que eu gostei de assistir você ficar deprimido. Ele disse...

— O quê? — Eu pergunto toda a minha atenção sobre ele.

— Ele acha que Kim está realmente na sua, porque normalmente as pessoas só fodem com ele uma vez — ela explica.

Hoseok faz uma carranca. — O que mais ele disse? Se você fala com ele, então você deve nos dizer quando você fala sobre Jungkook.

— Eu só falei com ele ontem, e ele disse o seguinte, “Kim está realmente caído por seu melhor amigo. Nunca vi ele assim, nunca”.

Eu nunca pensei que minhas partes íntimas poderiam corar, mas elas coram cada vez que penso nele.

— O que a Mamãe Jungkook disse? Será que ela sabe? — Pergunta Hoseok.

— Mãe? — Eu rio. Seu nome é Key, não Jungkook, mas os meninos a chamam de Mãe, ou Mamãe Jungkook.

— Ela quer conhecê-lo. Ela está animada que ele veio. Mas eu não quero pressioná-lo muito agora, minha mãe vai ter que esperar até que nós vejamos onde isso vai dar.

— Ok, mas vamos ao que interessa realmente aqui. Você está planejando dormir com ele?

— SIM! Cara, SIM, eu pretendo dormir com ele. Estou morrendo de vontade! — Eu digo rindo com pura antecipação vertiginosa.

— Tem um carro lá embaixo! — Hoseok fala da janela, em seguida, ela vai para a cozinha para atende-lo e entra no meu quarto — Ele está subindo.

— Ok. — Inalo acentuadamente com a notícia e eu estou com pressa de terminar de amarrar meus sapatos e pegar meu casaco azul, no armário.

— Hey, Jungkook — diz Jimin, agarrando minha mão. Ele olha para mim e a aperta. — Estou feliz por você, mesmo que meu coração já tenha sido partido. Porque eu tenho um, você sabe? Paul não levou tudo, apenas a parte dos relacionamentos amorosos. Mas a parte dos amigos e família é sua e de Hoseok. — Ele parece um pouco emocionado, com os olhos brilhando um pouco. — Você sabe que eu não acredito no amor. Mas eu acredito em segundas chances e esta é a sua, Jungkook. E você sabe, eu meio que admiro a sua persistência. Ele realmente parece determinado a ficar com você.

Eu aperto a mão dele, sem fôlego com o pensamento. — Você não tem ideia de como ele é quando ele decide que quer. Paciente, mas tão, tão implacável. — Ele sorri para mim e eu sorrio de volta. Largando minha mão, ele se dirige para espreitar para fora da porta. — Não abra ainda, Hoseok, ele tem que parecer perfeito — Jimin dá ordens, mas segundos depois, ouço Hoseok falando.

— Kim, entre! Ele está quase pronto!

Eu ouço sua voz baixa, enquanto ele o cumprimenta e eu não sou imune ao som.

Estou no meu quarto, mas pela metade da porta aberta vejo um vislumbre de um longo braço em um tecido preto, abotoaduras de prata, colocadas ao lado de sua mão. Bronzeada e quadrada, seus longos dedos parados. Eu sinto uma reação visceral de ver sua mão, os dedos fortes, lembrando, na memória do meu corpo e ruborizando de como me sentia quando ele me tocava. Eu dou uma última olhada em mim mesmo, em um terno azul bem cortado, com alguns detalhes na barra do terno em si. Meu cabelo está bem, meu casaco novo em minhas mãos.

Meus nervos estão emaranhados dentro de mim, quando eu saio e tenho a imagem completa de Taehyung. De costas para mim, mas eu tenho um pequeno prazer em ver a parte de trás de sua cabeça, sua postura confiante, a incrível quantidade de energia que ele parece sugar a partir dos arredores.

— Oh, lá está ele! — Hoseok diz alegremente a ele, sinalizando sobre seu ombro.

Ele se vira, com uma mão no bolso, a outra ao seu lado e eu não posso deixar de notar como ele faz um punho quando ele me vê. — Jungkook — diz ele.

Um massacre de emoções varre sobre mim.

Eu não posso lutar contra a natureza do meu corpo e apesar de eu querer parecer calma, eu estou corando vermelho brilhante quando eu sorrio timidamente. — Hey, Kim.

Eu ando mais, colocando hesitantemente a minha mão no peito dele e vendo como que ele está olhando para mim admirado, me pressiono na ponta dos pés para beijar a sua mandíbula.

Ele toca minhas costas e me mantém no lugar, prolongando o tempo que meus lábios estão em sua pele.

— Você está pronto? — Ele pergunta baixinho no meu lóbulo da orelha, assim só eu posso ouvir.

Concordo com a cabeça e nós dizemos adeus aos meninos. Ele desliza sua mão grande, quadrada, na minha menor e quando ele me leva para fora do apartamento, eu viro e vejo Jimin murmurando — AiMeuDeus! — e Hoseok, um grande largo — AAAAAAA!

Quando chegamos à calçada, Otis abre a porta do Rolls, quando Taehyung lhe dá instruções.

Eu mal deslizo para o centro do banco, quando a porta do outro lado se abre e Kim desliza para o banco na minha frente.

Eu não sei se ele gosta de meu traje azul. Tudo o que sei é que minha pele foi atravessada por arrepios por causa de sua proximidade. E quando ele se estabelece na minha frente e seus olhos dão uma lenta e deliciosa caminhada pelo o meu corpo, há uma pequena fogueira no meu estômago.

Eu o checo também, porque seu smoking lhe cai tão bem, que é um afrodisíaco imediato assisti-los juntos. Deus, eu sou pura dor latejante e desejo vivo agora.

— Hey — diz ele, seus olhos apenas um pouco líquidos. — Você está lindo. — Suas sobrancelhas puxam para baixo, em seguida, moldando uma carranca perfeita. — Ainda que eu devesse ter comprado o terno.

— Não — eu nego sorrindo e balançando a cabeça com firmeza.

— Sim — ele sorri. — Pare de dizer não para mim.

Jesus. Ele olha para mim com seus olhos verdes brilhantes e estou indo, indo, indo totalmente.

— Eu disse sim a este evento — Eu me oponho.

Eu não deveria me sentir tímido no momento. Se há um homem que me conhece é este homem. Mas ele é tão forte, sua presença tão poderosa, e ele olha para mim como se eu fosse tão importante, necessário, que ele tem a habilidade de me fazer sentir tão jovem e tão terrivelmente frágil.

— Eu o subornei com vinho, eu vim a conhecer os seus vícios — ele diz, provocando. Então, ele vem para frente para pegar a minha mão e me puxa para o outro lado do carro, para seu banco. Ele segura meu queixo, quando eu estou sentado. — Cada vício seu. — acrescenta ele, totalmente sério agora.

— Você sabe? — Eu digo de brincadeira. — Você não sabe todos. Se você soubesse, você estaria me beijando.

Ele dá um olhar com as pálpebras pesadas, na minha boca e eu recebo um delicioso pequeno aperto em minha parte inferior do corpo, quando eu percebo que ele está indo me beijar. — Mas se você me beijar, você vai estragar meu lip — eu digo, mas ele já está enrolando seu braço forte em volta da minha cintura e lentamente, com firmeza, me arrastando junto ao seu lado.

— Seu lip, o que quer que seja isso, ficará muito bem em mim.

— Kim! — Eu jogo a cabeça para trás e rio.

Ele arrasta o dedo ao longo da curva do meu pescoço. — Essa risada sua — ele me diz em voz baixa.

Ele diz isso como se fosse sua maior descoberta.

A um pequeno passo da minha orelha, ele sussurra: — Eu posso pensar em pelo menos cinco partes de você que eu posso beijar sem mexer no seu lip.

De repente, tremendo com a antecipação, quando eu reconheço o olhar em seus olhos, eu o deixo afastar a gola da camisa, rindo levemente e repreendendo — Taehyung — quando ele coloca minha cabeça inclinada para revelar a curva do meu pescoço.

Ele esfrega o polegar ao longo da minha clavícula e olha dentro dos meus olhos, quando ele continua a acariciar gentilmente minha pele. Ele beija a parte mais redonda do meu ombro, mesmo por cima da camisa, seus lábios acariciando para cima e para baixo, para os lados, antes que ele coloque um segundo beijo acima, indo em direção a meu pescoço.

— Jungkook — ele sussurra, tão denso e cru, arrastando os dedos para o repouso do J, no colar na base da minha garganta.

Estou perfeitamente ciente de seus dedos deslocando a pequena letra de ouro para o lado. Em seguida, as pontas dos dedos quentes estão erguendo o metal, para que ele possa pressionar os lábios no canto delicado, onde meu pulso está vibrando loucamente. Eu estou louco com a luxúria sob sua respiração na minha pele úmida, o espaço entre a sua coxa e a minha, o delirantemente lento caminho de beijos fantasmas que ele deixa em seu caminho até meu pescoço, em direção a minha mandíbula.

— Eu perco — diz ele, quando ele atinge a minha boca.

Estou confuso. Estou perplexo com o seu significado. Ele definitivamente não está adormecido - seu olhar está tão alerta como sempre. Mas ele disse eu perco e eu posso ver que ele está realmente determinado a perder de alguma maneira. Determinado a perder contra tudo o que ele está lutando. Ele parece completamente sem remorso também.

— Eu perco — ele repete.

Meus olhos se arregalam quando ele estende a mão e me leva até seu colo e cada pedaço de Taehyung está ao meu redor, me envolvendo, me enlouquecendo. O brilho escuro em seus olhos é completamente sério, completamente contrário às vezes que ele brinca comigo. Mandíbula travada, ele enrola a mão ao redor da minha nuca e me puxa para a parede de seu peito, tão perto que tudo o que há entre nós é o são nossas roupas que nos apertam agora.

Seus olhos estão presos na minha boca agora e OhMeuDeus, eu estou tão sem fôlego, quando ele escova seus lábios em mim.

— Você acha que está tão intenso entre nós por causa do que aconteceu? — Eu sussurro.

Seus lábios passam em mim de novo. — Eu não sei... mas eu vou descobrir. Prefiro este fogo qualquer dia, ao gelo em que vivo.

Seu peito está subindo lentamente e eu estou começando a ofegar. Eu estou tremendo todo. Meu coração está batendo loucamente e eu estou prendendo a respiração, esperando o que ele vai fazer em seguida. Suas mãos quentes, seu peito forte, sua boca macia, de repente pressionando até a ponta da minha. Eu engulo um soluço quando ele dá o beijo fantasma lá, exatamente onde eu preciso dele, onde eu amo, onde ele me marcou pela primeira vez.

O lip não importa mais, nada importa.

Eu abro os meus lábios, mas ele arrasta sua boca até o lado do meu rosto e exala lentamente, colocando uma mão em meu cabelo quando ele me segura ao peito. Eu não movo um músculo. Se ele está me dando tempo para protestar, eu não posso. Eu simplesmente não posso. Eu senti muita falta dele, uma bola de emoção está se formando no meu estômago, na minha garganta e no meu coração.

Seu delicioso cheiro está me matando. É tão familiar.

O cabelo acaricia o lado do meu rosto quando ele vai para o outro canto, e eu posso sentir seu cheiro de sabonete, e quando ele coloca seus lábios totalmente nos meus, eu tremo. Ele desliza sua língua levemente em minha boca, como se estivesse testando minha resistência.

Eu abro facilmente e quando sua língua faz voltas sobre o lado da minha, eu esfrego de volta, fraco, uma baixa construção de palpitação lenta entre as minhas pernas. No meu pau, na minha entrada.

Ele vai para trás e, em seguida, ele está olhando para mim com um calor latente que é quase assustador.

Ele está olhando para mim como se eu fosse algo mais, algo extraordinário, algo perfeito, como se ele não pudesse acreditar que eu estou tremendo em seus braços.

Suas mãos enquadram o meu rosto, as mãos apertam quando os seus lábios começam a esmagar sobre os meus mais forte. Gemendo, ele começa a me beijar um pouco mais rápido e eu não me canso, e não poderia trabalhar a minha boca rápido o suficiente para obter dele tudo o que eu quero. Eu empurro meus dedos em seus cabelos, seu cabelo! E inclino a pequena curva das costas, para pressionar meu peito ontra seu peito, enquanto ele chupa minha língua, lenta e gananciosamente. Kim está me beijando como se ele me quisesse mais do que o mundo que ele gosta de conquistar, e mais do que a lua que ele nunca foi capaz de conseguir.

Nós nos beijamos um pouco mais.

Eu derramo todo o meu amor no beijo. Minhas paredes estão se desintegrando aos meus pés quando o beijo para, mas eu não tenho nenhuma energia para erguê-las agora. Minhas pálpebras estão pesadas, mas as suas também. Eu estou lutando para respirar, mas meu peito está empurrando contra a sua camisa, quando ele respira mais profundo também.

— Eu senti sua falta — eu sussurro.

Ele murmura, no topo da minha cabeça. — Eu também senti sua falta.

Nós caímos em silêncio, em seguida, simplesmente nos braços um do outro, até chegarmos ao nosso destino. Eu nunca estive tão relaxado e ao mesmo tempo zumbindo toda.

Quando o carro para, Kim limpa meu batom do rosto, acaricia seus polegares sobre os meus lábios enquanto eu arrumo meu cabelo, então ele sai primeiro, alguns suspiros audíveis lá fora. Ele estende a mão para dentro do carro para mim, eu deslizo minha mão na sua e me deixo sair, imediatamente atordoado com as dezenas de cabeças na fila de entrada da festa, já fixadas em nossa direção. Eles estão no local por Kim e imediatamente a sua curiosidade é despertada a respeito de com quem ele está, assim que olham para mim parece que não conseguem enfrentar e esconder a sua surpresa.

Eu estou tremendo por dentro, mas a mão dele, oh, é tão firme, quando nós vamos até o segurança, para sermos direcionados para dentro.

Ele aperta os dedos para chamar a minha atenção. — O olhar em seus olhos. Do que você tem medo? — Ele pergunta, e o segurança rapidamente o reconhece e rapidamente abre a porta para nós.

— O mundo.

Ele sorri para mim, tão alto e poderoso. — Relaxa — diz ele. — O mundo está em meu bolso.

E eu sinto um alívio me inundar quando eu me deixo acreditar.

O salão de baile está brilhando quando chegamos. Parece que todos os ricos da cidade estão presentes. Eu me forço a manter a cabeça erguida.

Lustres de cristais modernos estão pendurados por fios emaranhados do teto, enquanto uma parede de uma cintilante cachoeira logo nos cumprimenta. Há uma orquestra ao vivo, fontes de chocolate e a perfeita disposição das mesas cobertas com toalhas brancas e talheres, complementadas com cadeiras Tiffany para combinar. Adentramos profundamente no meio da multidão, caminhando em meio a uma quantidade impressionante de vestidos de brilho, homens em gravatas pretas, mulheres em perfumes exóticos. Eu estou ciente de como essas mulheres assistem Kim e os homens me assistem, e a ele. Deus, é incrível os olhares que ele atrai. Mesmo que as pessoas não saibam quem ele é, a presença de Taehyung é tão magnética que você sabe imediatamente que ele é alguém.

— Não deixe que a cidade esmague você, Jungkook.

— Eu não vou deixar — eu digo.

— Você está comigo.

Eu olho em seus olhos. — Eu sei.

— Então vamos dar uma volta e eu vou levá-lo embora... Se estiver tudo bem pra você — ele avisa. E lá, de repente, está a centelha de malícia em seus olhos, que eu tanto senti falta.

Com uma breve olhada em minha boca, que me lembra dos beijos que ele já me deu, ele me leva à nossa mesa e me apresenta aos nossos companheiros de mesa. Eu continuo esperando por ser menosprezado, evitado. Mas logo eu percebo que não. Essas pessoas respeitam Taehyung muito, muito para isso.

E eles o roubam a cada segundo que eles também podem.

Eu participo de uma breve conversa com um casal que ele me apresentou, balançando a cabeça quando três diferentes mulheres vêm flertar com Kim.

Quando finalmente estamos juntos, eu não posso evitar, mas o provoco. — Você não consegue ficar sozinho por um minuto? Sem que ninguém o aprisione para si?

Ele sorri para mim e me apresenta a uma mulher mais velha de aparência espetacular. — Jeon Jungkook, esta é Norma Dean. Ela é nossa anfitriã.

— Oh, eu estou familiarizada com o seu trabalho! Eu li o seu artigo sobre esta coisa aqui. — Ela cheira o peito de Taehyung. — E eu estou viciada por sua escrita. Como é encantador, inteligente, garoto apaixonado. O que o levou tanto tempo para arrebata-lo? — ela o repreende.

— Trânsito.

Quando eu olho para cima, os lábios de Taehyung estão enrolados ligeiramente, seus olhos estão brilhando e um fio de calor desenrola no meu estômago. E então eu percebo, depois de seu comentário, que talvez, incrivelmente, algumas dessas pessoas também me respeitem.

Ele logo me leva de volta para a nossa mesa e me apresenta a alguns CEOs e suas mulheres, filantropos e empresários. Eles são todos mais velhos do que nós e muito amigáveis.

Eu sinto como se eu pertencesse, embora eu nunca estivesse aqui antes, e percebo que, enquanto estamos aqui sentados discutindo de tudo, de pôneis que eles compraram para suas filhas, notícias da fusão de negócios, a os melhores cabeleireiros na cidade, Taehyung não teria me trazido em algum lugar se ele achasse que eu seria evitado ou ridicularizado. Ele respeita essas pessoas também e espera que eles me respeitem. Cada vez que um deles diz seu nome e se inclina para frente um pouco em seu assento para falar com ele, eles o fazem com tal admiração, que eu percebo que ele sabe que apenas o fato de eu estar no seu espaço, vai me proteger. E eu me sinto seguro.

Um homem teve uma conversa com Taehyung, de um lado, enquanto do outro uma mulher está me contando a história de seu casamento com o homem sentado ao lado dela. Ela está na parte sobre como a ex-esposa e ela realmente se tornaram boas amigas, quando Taehyung sussurra: — Vamos fugir um pouco, Jungkook. — Ele olha para mim, como se não fosse mesmo uma pergunta. — Eu posso pedir ele emprestado um pouco, Julie — ele pede desculpas.

Estou ciente de nós recebendo alguns olhares, quando nós estamos de pé, seus amigos levantando as sobrancelhas, quando ele me leva pelo braço e me ajuda me apoiando.

Ele põe a mão na parte inferior das minhas costas e eu sinto isso passar por mim às pontas dos meus mamilos, entre os meus dedos, quando nós vamos para fora do salão, para um conjunto de elevadores. Percebo que um grupo de jovens senhoras na sala de espera está olhando, nos assistindo ir para os elevadores. Elas claramente não gostam dele saindo comigo.

— Suas namoradas não estão muito felizes com você saindo comigo. Seus lábios curvam em diversão. 

— Elas não são minhas namoradas.

— Então como você chama todas aquelas pessoas que tiram a roupa para você e atendem a seus caprichos por um dia ou dois... Ou quatro?

Ele olha para mim, rindo, seu sorriso como um raio de luz. — Elas são apenas pessoas.

Nós chegamos ao topo do edifício e ele me leva para o terraço. — Venha olhar isto.

Dirijo-me com ele e vou para a beira do telhado do edifício, para o parapeito, com uma deslumbrante vista para o lago. Uma lasca de luar dança no meio da água, hoje à noite. Enquanto ele aprecia a vista, eu o vejo em minha visão periférica. Eu tenho milhares de fotos dele, mas nenhuma como esta. Pensativo. Cru. O cara que eu vejo agora não é para qualquer câmera, não é para ninguém ver.

— Seus amigos não vão sentir sua falta lá embaixo? — Eu pergunto, minha voz sussurrante.

— Eles sabem que eu sou um homem muito ocupado. Eles também sabem que eu aproveito a minha privacidade, quando eu sinto vontade de estar em privado.

Ele me estuda, com o luar brilhando em seus olhos. — Eu tenho um encontro com este seu terno azul.

— Não, você não tem. — Mas meu estômago mergulha em contradição animada. — Eu não tenho nenhuma intenção de deixa-lo familiarizar com o seu smoking.

— Sim, você tem.

Ele pega a minha mão, seus dedos quentes fechando ao redor dos meus. — Eu quero estar em local privado agora.

Há algo mergulhando em meu interior quando ele me puxa para mais perto.

Ele é o primeiro a se mover, levantando a mão apenas uma fração para descansar no meu rosto enquanto ele me enrola em seu braço, assim ambos estamos de frente para o lago.

Eu nunca me acostumei a ficar assim, nos poucos meses em que estivemos juntos. Eu fico aqui e apenas absorvo a sensação de estar perto de alguém que é muito maior e mais duro do que eu sou.

Nós ficamos assim. O próprio ar sobre a água parece eletrificado. Ele passa a mão pelo meu cabelo e a sensação é tão doce e tão inebriante, eu não posso me mover, mesmo se eu quisesse.

Ele obviamente sabe que me afeta. Mas ele parece afetado também, seu corpo tipo pedra se movimentado com tensão. — Eu queria mostrar-lhe isso. Você vê o lago?

O vento traz o cheiro dele na minha direção e eu engulo e quase provo.

— Eu não quero nunca deixar Chicago, simplesmente porque eu amo estar perto daquele lago. Minha mãe costumava me levar para fora no seu iate Pérola — diz ele. — Ela nunca me deixava entrar na água. Depois que eu fiquei doente, ela se tornou paranóica. Então eu tive que testar os meus limites escondido.

— Ela o levava para fora, apenas para lhe mostrar o que você não podia tocar? — Ele dá de ombros. — E agora você testa o seu limite o tempo todo.

— Eu testo. Às vezes para me sentir imortal, e às vezes para me lembrar de que eu não sou.

Seus olhos são fascinantes agora.

— Ela era uma boa mãe?

— Ela era uma boa mãe; eu era um garoto mal. — Ele sorri.

— Não — eu digo, instantaneamente. Ele sorri.

Deus, meu estômago se move cada vez que ele sorri para mim.

— Estou dizendo para você, Jungkook.

— Não. Eu não acredito que você era um menino mal.

Ele ri. — Eu ainda sou um menino mal, só que agora eu sou um homem, com as ambições de um homem. Os desejos de um cara. 

Enquanto ele investiga a minha reação com um olhar tranquilo, mas penetrante no meu rosto, eu me lembro do seu pai.

As coisas que eu tenho visto e lido online. Em cada vídeo deles juntos que eu vi, Kim está frio e controlado, admiravelmente diplomático, mesmo quando o pai é agressivo e cheio de veneno. Se Kim tivesse sido um “bom” menino, porém, ele nunca teria se tornado quem ele é. Seu pai teria mantido o “bom” menino sob controle, mas em vez disso, ele se tornou Kim Taehyung e agora a sombra que Kim lança é muito maior do que a de seu pai jamais foi.

— Você sabe — ouço-me dizer, minha voz mostrando minha admiração por ele — minha mãe trabalhava demais. Dia e noite. Talvez por isso a minha imaginação floresceu, às vezes era a única companhia que eu tinha. Nós realmente não conseguimos passar muito tempo juntos. O que me faz sempre querer retribuir, mas nunca pareceu como se eu pudesse fazer as pazes com isso para ela.

— Eu sei o que você quer dizer. Eu nunca pude dizer adeus à minha. 

Eu nunca fui tão consciente dele como um ser humano.

Taehyung está com suas pernas abertas, olhando para a cidade, seu perfil misterioso e ilegível. Eu posso dizer pelo som de sua respiração profunda, que ele está tentando permanecer inalterado. Pela conversa. Talvez por mim. Mas quando eu escovo o meu corpo contra o dele e ele olha para mim, os olhos voltam a ser fogo.

— Venha comigo para casa hoje à noite.

Um segundo eu vou abrir minha boca, tentando chegar a uma explicação por que talvez devêssemos levar isso mais lento, no próximo ele escova a sua boca contra a minha.

— O que você está fazendo? — Eu rio nervosamente. 

— Vou tirar o seu controle totalmente.

Minha pele eclode toda arrepiada quando sua resposta é apenas uma curva de seus lábios. — Diga-me que você quer falar sobre o Interface — ele sussurra em meu ouvido. Isso costumava ser o nosso código para beijar... para nos agarrarmos.— Diga-me que você deixou algo na minha casa. — Ele esfrega o nariz contra o meu ouvido. — Diga-me você que me quer hoje à noite.

— Eu... Eu quero falar sobre o Interface — eu digo, não sendo capaz de reter uma pequena risada.

Ele acaricia um dedo no meu braço, me observando. — Meu objetivo é a dominação completa do mercado...

Ele murmura quando ele abaixa a cabeça escura, seus lábios macios e quentes pressionando em minha garganta.

— A eliminação de toda a concorrência...

Ele abaixa a cabeça e eu sinto sua boca escovando, quase como o ar, sobre a ponta de um mamilo. Eu não posso respirar.

Ele levanta a cabeça e enquadra o meu rosto em suas mãos, as mãos quentes e fortes, e então ele suaviza a mão nas costas, me puxando para mais perto, seus longos dedos abrangendo tanto de mim que eu sinto isso como um colar em volta atrás do meu pescoço. Um colar que é extremamente bem- vindo, que me faz sentir ao mesmo tempo seguro e controlado do resto do meu corpo que está um caos.

Sua voz é baixa e rouca e sua respiração está muito perto do meu rosto, do meu ouvido. — Eu estou assumindo o controle — ele continua, com uma voz rouca. — Até que não haja absolutamente nada. Nada antes dele. Nada depois. Apenas o que é meu, o que eu reivindico e o que eu faço com ele. — Ele então me beija e nos beijamos por um longo tempo.

— Talvez eu vá investir neste Interface — eu sussurro.

— Desça comigo. Uma caminhada através da sala para atender alguns dos meus parceiros de negócios. E depois nós sairemos.

— Eu não disse que sim ainda.

— Eu não estou perguntando sobre isso.

Quando voltamos ao andar de baixo, ele coloca a mão na minha cintura. Ele acaricia quando nós vamos juntos e oh, eu definitivamente me sinto como seu acompanhante.

— Você é um diabo. — Eu rio quando eu verifico meu reflexo na parede do elevador reluzente.

— E você me quer.

Eu zombo com um suspiro. — Você é um diabo iludido.

— Sou um que não vai parar até conseguir o que quer.

Quando saímos do elevador, ele me guia pelo salão do baile com a mão na minha nuca. O toque é leve o suficiente para me lembrar de que eu sou livre para escolher, mas com apenas a quantidade certa de pressão que diz — Estou aqui. Eu te desejo. Se entregue para mim por uma noite e eu vou fazer cada polegada de você se lembrar que você é meu homem.

Ele abaixa a mão para a parte inferior das minhas costas, mesmo quando ele está parado em uma mesa para conversar com alguns empresários. Eu deixo ele me apresentar e falo principalmente para os homens, e algumas mulheres.

Apenas algumas das pessoas mais jovens na mesa me fazem ficar um pouco desconfortável.

As pessoas estão envoltas nas mais belas jóias, mais caros ternos, e olhando para o meu minúsculo e simples J, seus vestidos esplendorosos e brilhantes, seus ternos de marcas famosas, enquanto elas observam minha seda lisa, meu terno quase sóbrio, porém de ótimo caimento e com detalhes suaves. Seus penteados são penteados decorados, e elegantes, enquanto elas olham para os meus cabelos penteados de modo comum. E, a julgar por aqueles olhares, elas simplesmente não conseguem acreditar que aquele em pé ao lado dele seja eu. Nem as mulheres e homens.

E ainda a mão de Taehyung permanece na parte inferior das minhas costas.

Estou surpreso que, pela primeira vez desde que eu conheci Taehyung, eu não me importo com essas pessoas, se leram o meu artigo ou não, se elas estão com ciúmes, se elas acham que não sou bonito o suficiente para Kim Taehyung.

Eu sou humano, e falho, e esperançoso, e com medo, e forte, e fraca, e independente e... apaixonado por ele de uma maneira que eu estou certo de que elas não são.

Estou orgulhoso de ser quem eu sou. Estou orgulhoso de estar onde eu estou.




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