História Maple Hills High School - Capítulo 1


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Palavras 2.018
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, LGBT, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá habitantes desse site pra pessoas com possíveis problemas psicológicos!
Aqui estou eu pra mais uma história que provavelmente ninguém vai ler, yay!
O prólogo é mais pra entender a história mesmo, a ação começa no próximo que logo logo eu posto por aqui
Espero que gostem, e por favor não desistam da história, prometo que não vão se arrepender!
Boa leitura :)

Capítulo 1 - Prólogo


Dylan

Acordei com o som miserável do despertador ecoando pelo meu quarto, indicando que já era hora de levantar para o grande dia. A luz do sol atravessava as janelas e se espalhava pelas paredes do quarto. Desliguei o despertador e me espreguicei soltando um longo som de frustração, pouco depois ouço duas batidas na porta e logo consigo ver minha mãe espiando por uma brecha.

— Posso entrar? — disse ela, sorrindo.

Fiz que sim com a cabeça e logo ela se jogou em cima de mim, colocando os fios castanhos do cabelo iguais aos meus atrás da orelha.

— Preparado para o grande dia? Estou tão orgulhosa de você.

Um sorriso tímido se formou em meus lábios e ela se aconchegou entre os lençóis.
Minha mãe conseguiu me convencer a participar das provas seletivas de Maple Hills High School, a maior escola de combatentes da paz do mundo. Sentiu a pressão?
Não se fala muito do que aconteceu em 2019, mas até onde sei uma espécie de vírus se espalhou pelo mundo, e uma mutação nos nossos DNAs fez esse lance dos poderes virarem realidade. O mundo ficou dividido entre boas e más intenções, e com o mundo do crime crescendo, os combatentes da paz acabaram surgindo. São como policiais ou super heróis, eles usam seus poderes para o bem, sabe? É como tirar bom proveito de toda essa situação. O que me faz sentir tão inseguro é que não acredito que minha habilidade seja útil de verdade, não é como cuspir fogo ou me teletransportar, nem superforça ou superinteligência. Assim como minha mãe, eu posso reconstruir pequenos objetos quebrados ou restaurar coisas que não estão no seu estado original. Não se sabe até hoje como funcionam as divisões de poderes e não é tão comum herdar poderes dos pais, mas aqui estou eu, a prova viva do improvável. Minha mãe disse que se eu treinar bem, esse poder pode evoluir para um poder de cura ou coisa do tipo que, querendo ou não, seria muito útil. Então quebrou consideravelmente a minha insegurança.

Essa é a semana das provas seletivas, ao todo são três dias de prova, dois de treinamento e dois de espera. Nos dias de prova, passamos por testes que analisam o quão perigoso seu poder é ou o quão promissor ele pode ser, que é o meu caso. Nos dias de treinamento, usamos nossos poderem em batalhas uns contra os outros ou simplesmente treinamos em pistas de corrida e levantamento de peso, por fim, nos dias de espera, eles analisam todos os candidatos e mandam as cartas de aceitação.

— Não diria preparado… Talvez confiante. — respondi, me virando pra ela. — Já preparou o café?

— Vou fazer isso agora. Comece a se arrumar, mocinho, sem atrasos. — ela se levantou com um sorriso de canto, deu as costas e se dirigiu à cozinha.

Saí da cama, escolhi minha melhor roupa e fui tomar um banho rápido. Mesmo sabendo que eles nos fazem usar o uniforme de lá, estar bem arrumado para a primeira entrevista parece importante. Penteei meus fios castanhos e os organizei em um topete baixo. Peguei as torradas que minha mãe fez, enfiei na mochila e me virei para sair antes que ela demorasse horas com um discurso hiper chato — e preocupante — sobre como está orgulhosa, mas ela me segurou pelo braço.

— Não tão rápido, Dylan. — me virei de frente para ela — Um abraço, pelo menos?

Sorri e dei um abraço apertado nela. Sinto seu calor contra minha pele e posso ouvir ela rindo bem perto do meu ouvido. Vejo um pequeno furo na sua blusa e reparo usando meu poder, observando ele desaparecer aos poucos.

— O truque é não ficar nervoso. Você é bem melhor nisso do que eu e sabe disso, agora vai lá e arrasa. Estou muito orgulhosa de você.

— Tá, tá, tá. — respondo me soltando e revirando os olhos. — Vou dar o meu melhor, prometo. Agora eu preciso ir antes que fique pra fora, vejo você mais tarde.

Fecho a porta e consigo escutá-la gritando boa sorte do outro lado.
Vai ser um longo dia.

•  •  •

Logo na entrado consigo ver luzes, faíscas e coisas que não consigo identificar voando de um lado pro outro. Sendo bem sincero, minha mãe nunca deixou que eu tivesse muito contato com outras pessoas. Quando eu era criança, as gangues ainda eram bem fortes aqui na Califórnia, então eu não podia brincar com os vizinhos na rua e os poucos amigos que eu tinha acabaram se mudando, então foi bem triste não ter ninguém além da minha mãe pra mostrar meus poderes que, ainda por cima, ela já sabia como funcionava, porque vieram dela.
Passei por um enorme detector de metais e recebi uma ficha com um número, quando chamarem setecentos e vinte e dois é quando vão me atender, vou falar um pouco sobre mim e depois vão cogitar me liberar para prova. Seja o que Zeus quiser.

A entrevista está acontecendo na melhor academia particular da minha cidade, nessa época do ano várias academias de todos os lugares do mundo se abrem para ser a ponte entre os voluntários e a Maple Hills, o que é bem legal. Nunca participei de uma dessas academias porque minha mãe não pode pagar, mas isso nunca me incomodou muito. Sempre fico em casa ajudando nas tarefas domésticas e abraçando a única pessoa que fala comigo na vida real. Amigos na internet foram meu refúgio por muito tempo. Aqui na sala de espera, fiz amizade com uma garota que consegue levitar objetos pequenos e absorver os pensamentos das pessoas.

— Meu nome é Verônica, muito prazer. — disse ela, mexendo os dedos e fazendo minha camisa subir, rindo logo em seguida com minha surpresa. — Não é tão surpreendente assim. — comentou enquanto enrolava uma mecha de cabelo, suas bochechas estavam ficando vermelhas de vergonha, assim como as minhas.

— Fala sério, isso é o máximo! Imagina o quão forte você pode ficar!

Dessa vez ela esconde o rosto de vergonha.

— Nunca botaram tanta fé no meu poder, não sou como os telepatas, só faço coisas subirem e descerem. O que você faz?

Pedi pra que ela olhasse pra barra da minha camisa, e ela o fez. Segurei forte dos dois lados e abri um rasgo enorme bem no meio dela, fazendo-a ficar espantada com uma cara tipo por que diabos você fez isso? Mas logo em seguida movimentei os dedos e o tecido se regenerou, sem apresentar nenhum sinal de rompimento.

Uau. — disse, mostrando um pouco de surpresa, mas não o que eu esperava. — É tipo um poder de cura?

— Se eu treinar melhor, provavelmente sim. Eu faço as coisas retornarem, ao seu estágio original.

Nossa conversa foi interrompida por uma moça, que chamou três números para a entrevista.

— Setecentos, setecentos e vinte e um e setecentos e vinte e dois.

Eu, Verônica e um garoto baixinho nos levantamos e fomos em direção à sala de entrevistas. Agora, na frente dos jurados, nós três fazemos uma demonstração dos nossos poderes após dizer nosso nome e uma denominação classificativa.

— Verônica Miller, levitadora telepática. — disse ela, fazendo as canetas, folhas, óculos e até as canecas com água dos jurados levitarem e grudarem no teto. Todos deram sorrisos curtos, mas não mostraram muita surpresa.
O primeiro jurado tinha uma placa escrita Moloy, identificador. Identificadores são aqueles que descobrem os poderes das outras pessoas, deve ser uma forma de confirmar que estamos falando a verdade. A segunda jurada tinha uma placa escrita Bettany, curadora. Como o próprio nome  já diz, curadores são aqueles que podem curar os outros e/ou a si mesmos caso algo aconteça. O terceiro dizia Christian, imobilizador. Imobilizadores diminuem nossa capacidade de usar os poderes, são basicamente o mais perto de fazer com que essas habilidades sumam. O quarto e último era James, telepata. Basicamente ele tem acesso à mente das outras pessoas, talvez para confirmar fatos, assim como o identificador.

— Sebastian Reynolds, manipulador de luz. — disse o garoto baixinho, escurecendo o local apenas com um movimento da mão. Toda a luz solar que atravessava a janela parecia não existir, e a sala ficou um breu. Porém, num estalar de dedos, a luz voltou com um pequeno clarão, e novamente os jurados apenas sorriram sem surpresa e fizeram algumas anotações. Minha vez.

— Dylan Dunn, manipulador de estado. — eu disse, novamente rasgando um pedaço da minha camisa e consertando logo em seguida. Os jurados não pareciam tão surpresos assim, então pedi licença para Bettany e joguei a pequena caneca — agora vazia após a pequena demonstração de Verônica — que estava em sua mesa no chão. Ela pareceu furiosa e se levantou do assento, mas antes que pudesse dizer algo, me agachei e estendi a mão sobre os pedaços espalhados da caneca. Um por um, os pedaços foram retornando e tomando a forma da caneca de novo. Novinha em folha. Devolvi a caneca em suas mãos e dei um passo para trás de novo. Novamente mais sorrisinhos, anotações e dessa vez alguns cochichos. Moloy me encarava de maneira estranha.

— Fale mais sobre suas habilidades telepáticas, senhorita Miller. — disse Sebastian, olhando diretamente para Verônica.

— Ah… — ela parecia nervosa, e tenho quase certeza de que uma gota de suor está escorrendo de sua testa. — Eu posso absorver os pensamentos de qualquer pessoa, contanto que eu toque nela.

— Faça uma demonstração em um dos candidatos, saberei seu nível apenas observando. — disse James, apoiando a cabeça nas mãos.

Verônica chegou perto e me pediu desculpa bem baixinho, quando senti sua mão quente e um pouco suada encostando no meu braço, foi como se minha cabeça tivesse sendo aspirada por um tubo. Meus pensamentos começaram a ser engolidos e lembranças de hoje de manhã se passaram novamente pela minha cabeça.

— Dylan acordou às 7:30, conversou com sua mãe por cinco minutos, tomou banho, pegou o café da manhã e saiu de casa às 8:15, comendo as torradas no caminho. É alérgico a amendoim e odeia sabonete de aveia. Sentiu sua cabeça sendo aspirada por um tubo quando toquei seu braço e teme que eu tenha encontrado... Deixa pra lá. — disse Verônica, mas só consegui pensar nela me vendo tomar banho. Uma garota viu meu corpo nu e não foi recíproco. Meu Deus.

— Fascinante. — disse James. — É uma pena que precise de toque.

Logo depois perguntaram sobre os poderes de Sebastian, mas ele basicamente só serve de interruptor humano mesmo.

— E você, senhor Dunn, o que mais quer nos mostrar? — disse Moloy, com um sorriso nos lábios. Os jurados se entreolharam e também sorriram, James principalmente. — Conte-nos mais sobre esse poder.

— Eu herdei ele da minha mãe, mas por algum motivo eu consigo usar de uma forma muito mais avançada que ela. Se eu treinar mais acho que consigo curar ferimentos e… — Moloy me interrompe.

— Dylan, você não herdou esse poder da sua mãe. Por favor, faça outra demonstração. — disse ele, empurrando novamente a caneca de Bettany ao chão.

Eu fiquei sem reação. Como assim não herdei esse poder da minha mãe? Restaurar algo com muitos pedaços espalhados consegue me deixar bem desgastado, se eu passar definitivamente para as provas vou precisar guardar essa energia, e por instinto, estendo a mão a fim de tentar segurar a caneca, e quando eu pensava ser tarde demais, ela começa a flutuar.
Verônica.

— Senhorita Miller, não se deve atrapalhar a demonstração de outro candidato! — disse Bettany, em reprovação.

— N-Não sou eu que estou fazendo isso! Eu juro! — disse Verônica, sentindo os olhos esmagadores do Christian imobilizando-a na tentativa de parar o seu poder. E, mesmo assim, a caneca continuou parada no ar. Obviamente fiquei congelado com tudo isso porque não faço a menor ideia do que tá acontecendo. Socorro, meu Deus.

— Realmente não é ela que está fazendo isso com a caneca. — disse James, encarando Moloy.

É o Dylan. — respondeu Moloy, com seus olhos fixos em mim. — Sua habilidade é cópia.

A caneca cai, e eu também. Fico de joelhos no chão, muito, MUITO confuso. Verônica puxa o ar de volta aos seus pulmões assim que Christian para de sufocá-la, mas todos se mostram surpresos e com os olhos arregalados.

— Eu… Eu o quê?!

 

 


Notas Finais


Dylan me representa totalmente. O QUE TA ACONTECENDO ONDE SOU QUEM ESTOU EU?
Espero que tenham gostado, e sim, Dylan é nosso espírito animal, senhores. Perdoem qualquer erro, não tive muito tempo pra revisar aaaa
Por favor, deixa seu favorito se a história te agradou e compartilha com seus amigos pra motivar e dar uma ajudinha pra mim, quem sabe eu não faço uma interativa com um enredo parecido? Por ora, vamos ficar com isso mesmo. Prometo que o próximo capítulo vai estar show, hein :P

Com amor — mas nem tanto assim —,
Maduro


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