História Mar - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Bts, Jikook, Jimin, Jungkook, One-shot
Visualizações 41
Palavras 746
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, LGBT, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Repostando.

Olá pessoal, mais uma vez estou aqui com uma One-shot, mas dessa vez trago uma jikook (eeeeeee)

Bom, eu escrevi ela logo após meu irmão mais novo comentar que, quando pequeno achava que as conchas eram como portais que levavam aos mares/oceanos porque, estas quando aproximadas aos ouvidos soavam como ondas.
Enfim, eu realmente gostei muito dela e espero que vocês gostem também.

Ps: Narrada pelo Jimin

Capítulo 1 - Concha


Fanfic / Fanfiction Mar - Capítulo 1 - Concha

Minha ficha ainda não havia caído, não conseguia acreditar no que estava diante de meus olhos. Seu rosto estava calmo e sereno, sua pele estava mais pálida que o normal e, em sua mão direita ainda estava nossa aliança. 


Parecia que estava apenas a tirar um pequeno cochilo da tarde, mas aquele era um sono do qual você nunca mais acordaria. 


A culpa ainda caminhava por cada parte do meu corpo, as vagas lembranças rodeavam minha cabeça e, a tristeza cada vez mais preenchia meu coração. 


De minha cabeça não saia o fato de que eu poderia ter evitado e que, de alguma forma a culpa da sua ida era minha minha. 


Mas logo depois de observar seu pequeno rosto por mais alguns minutos eu tive a certeza de que, você estava em paz. 


Eu não queria me despedir, não queria que, aquela fosse a última vez que veria seu rosto perto do meu. Mesmo que este já estivesse frio e com um leve cheiro de formol. 


Foi doloroso ver você em cima de uma cama agonizando de dor, mas foi pior ver o seu corpo sem vida coberto por um pano branco. 


Você sempre dizia que, não tinha medo da morte e que via esta como algo bonito. Mas eu tinha, eu morria de medo dessa que sempre aparecia para levar vidas. 


Tinha medo de perder você, de não escutar mais sua voz e nem sentir o calor do seu corpo. 


Eu nem tive tempo o suficiente para me despedir, pois, fui interrompido pela voz do coveiro anunciando que, os cinco minutos já haviam se passado e que, já estava na hora de você repousar na terra. 


Não havia mais nada que eu pudesse fazer além de colocar uma pequena foto nossa em suas mãos. Quando abri as mesmas para encaixar o pequeno papel meus olhos foram de encontro à uma pequena concha que você carregava em um cordão. 


Eu queria ter algo seu junto ao meu corpo, então a peguei e substitui pela foto. 


Segundos depois o seu caixão de um tom claro já estava à alguns metros do chão, logo depois sendo coberto pela terra escura. 


Naquela noite eu não consegui dormir, eu ainda escutava sua voz pela casa e, seu cheiro ainda estava nos lençóis. Apesar das suas vagas lembranças, a casa estava vazia. Sua voz soava longe e o seu lado da cama estava frio. 


Seus pertences já haviam sido levados restando apenas uma caixa com os presentes que eu tinha lhe dado, junto com algumas fotos. E, em cima do criado mudo estava a pequena concha de cor azulada. 


Talvez, eu estivesse perturbado demais, mas fui capaz de escutar sua voz vindo do pequeno objeto. 


Com receio me levantei da cama e tomei-a em minhas mãos, a pequena espiral estava quente e exalava um cheiro floral assim como o seu. Com cuidado ergui na frente de meus olhos e, mais uma vez escutei sua voz. 


Por instinto tive vontade de largar tudo dentro daquela casa e ir dormir na rua, mas não consegui mover um músculo. 


A pequena casca estava cada vez mais quente, meu corpo estava frio e sentindo falta do calor do seu corpo e, de alguma forma senti que aquele pequeno objeto poderia esquentar até minha alma. 


E foi o que aconteceu quando, a encostei em minha bochecha esquerda. Todo meu corpo foi coberto um calor que eu almejava sentir e, me tirando do pequeno transe, sua voz preencheu meu ouvido. 


Esta continuava a sair da pequena concha, mas dessa vez o medo não impediu que eu a aproximasse para poder escutar melhor e, como se você estivesse em minha frente; sua voz soou, doce e real. 


O seu cheiro exalou preenchendo minhas narinas junto com um leve aroma da praia. 


As ondas iam e vinham fazendo um som relaxante, os peixes nadavam estourando pequenas bolhas de ar e sua voz cantarolava ao fundo. 


Então, um grande sorriso tomou meus lábios e tive total certeza de que você estava bem. 


Porque você sempre amou o mar e a suas cores. Gostava do cheiro que este exalava e dormia ao som das ondas. E, você fez sua morada no fundo do mar, junto com crustáceos e conchas de cores e tamanhos variados. 


Você foi embora, mas deixou uma pequena porta para que eu pudesse entrar em sua casa sempre que quisesse. 


Você se foi, mas deixou o mar como uma ponte para que eu pudesse chegar até você.




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...