História Mar de Contos - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Mistério, Orange, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Yin e Yang


Ontem eu assisti o filme que você me indicou, e nele dizia: "Um escritor baseia-se nas suas experiências de vida e nos seus sentimentos, para, enfim, conseguir escrever".

E foi naquele momento que eu entendi o que você quis dizer naquela tarde de domingo. "Talvez você não consiga escrever por não estar vivendo."

Eu tentei olhar no fundo de mim mesma e ver em que momento eu me perdi ao ponto de apenas existir. Não consegui, e você queria que eu voltasse a fazer as coisas por mim mesma.

Mas é tarde demais. Você já sumira dentro do primeiro táxi depois de olhar no fundo dos meus olhos e gritar com toda a raiva que havia dentro de ti.

"Sinta alguma coisa, Lorrayne!".

Sinta alguma coisa, sinta alguma coisa, sinta alguma coisa.

Eu sentia. Sempre senti. Admiração, paixão, amor, compaixão, felicidade. Eu vivia e presenciava no meu próprio corpo todas as coisas boas do mundo reunidas dentro de mim quando estava com você.

Então por que eu não conseguia escrever? Por que eu não conseguia demonstrar?

Agora eu consigo. Agora eu demonstro.

Eu sinto tudo. Sinto a dor da perda, da saudade, da lembrança. Sinto as suas palavras escorrerem de minhas memórias até minhas bochechas, sinto elas me marcando como se fossem feitas de fogo. Sinto o medo, a decepção.

Você é as minhas experiências de vida, você trás os meus sentimentos.

Você era a razão para eu continuar aqui.

Eu deveria ter dito. Depois do Ano Novo e nós repousamos nossos corpos perto um dos outros, quando você me perguntou qual era o meu maior desejo.

Eu deveria ter contado.

O meu maior desejo era você. Era ter você, amar você, ser amada por você.

Talvez a briga de domingo nunca existisse.

Talvez você nunca tivesse pedido aquele táxi.

Talvez hoje eu não me perguntasse se é a minha vez de partir e nunca mais voltar.

É noite de Ano novo de novo, e eu estou no mesmo lugar de antes. Sentindo o mesmo cheiro de maresia, ouvindo a mesma música tocar nos calçadões da praia. Mas não é a mesma coisa.

Você não está aqui.

Você não está me olhando como se eu fosse a coisa mais preciosa do mundo. 

Você não está me tomando em seus braços e me protegendo de mim mesma.

Eu não sou mais sua. Você não é mais minha.

Provável que esteja comemorando o Ano Novo em Veneza com um pintor careta, ou em Paris com um músico futuramente bem-sucedido.

Provável que esteja sendo feliz e seguindo a sua vida, sem saber que essa é a minha carta de despedida.

Numa manhã de quinta-feira você me disse, sorrindo contra os meus lábios como se eu tivesse gosto de chocolate, "Nunca é tarde para recomeçar coisas boas".

Você era uma coisa boa. Eu estava aprendendo a ser.

Juntas nós eramos tudo. Tudo de bom, tudo de ruim.

O bem dentro do mal, o mal dentro do bem.

Yin e Yang.

Hoje eu sei que você olharia nos meus olhos e diria. "É tarde demais".

É tarde demais para tentar de novo.

É tarde demais para esperar você voltar para mim. Porque você não vai.

Eu arruinei tudo.

 



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