História Mar de oscilações - Capítulo 16


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Categorias Piratas do Caribe
Tags Jack, Jack X Will, will
Visualizações 57
Palavras 6.111
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capitulo para vocês! Trouxe ele rápido dessa vez estão vendo!
Ainda irei responder os comentários viu gente, mas eu estou lendo todos viu e estou amando cada um, a questão é que estou focando mais em escrever o capítulo e coincidir a escrita com o resto da minha vida para que eu não me embole kkkk
Também queria agradecer a vocês por fazerem com que a fanfic passasse dos 120 favoritos, mesmo eu demorando tanto pra postar kkk Obrigado gente <3
Enfim, boa leitura meus chocolates!

Capítulo 16 - Capítulo 15


O cheiro doce das várias flores que estavam espalhadas pelo escritório da embarcação da marinha impregnava o ar, deixando assim o pequeno John enjoado, apesar de ter se acostumado com o balançar dos navios em geral. Tal cheiro somado ao chá que lhe era servido, esse tão conhecido pelo garoto, também não ajudava no nervosismo dele.

Aquele era o famoso “Imperador Beaufort”, o navio do novo almirante da marinha, Edgar Beaufort. Sim, era um nome totalmente narcisista. Toda a confusão com o Holandês Voador a anos atrás resultou em uma mudança brusca nas patentes altas, o que resultou que um Lord conseguisse entrar e subir rapidamente de nível na marinha, devido a sua fama por matar a sangue frio todo tipo de pirata que surgisse em seu caminho.

Margaret Beaufort não estava atrás em reconhecimento. Ela não era conhecida apenas por ser irmã do grande Edgar, ela também era famosa por seus engenhosos planos, os quais muitas vezes ajudou o irmão a vencer duras batalhas navais. Era uma verdadeira estrategista.

_ É tão bom te ver depois de todo esse tempo! Meu pequeno John..._ Exclamou o homem sentado à sua frente com um sorriso sinistro em seus lábios.

O garoto loiro apenas tentou sorrir em resposta, o que não soou muito convincente. Não gostava daquela situação, não queria ter que passar por ela. Estava tão perto de sua mãe! Por que ele tinha que aparecer justo agora!? Estava tudo tão certo!

_ Devo ressaltar que foi tempo demais por sinal._ Comentou o comandante ficando subitamente sério.

_ Houve alguns imprevistos._ Disse da forma mais firme que conseguiu.

_ Eu suponho que sim._ Escutou a voz da mulher que até então se manteve perto da porta do gabinete do capitão, onde estavam no momento, impedindo a passagem de qualquer um. John observou com desgosto que a porta tinha sido trancada.

Merda

 A mulher se movimentou pelo aposento de forma sorrateira, quase como uma cobra, até por fim parar ao lado do homem à frente de John, este que estava sentado em uma poltrona, assim como o próprio garoto. Ela imediatamente levou sua mão direita ao cabelo do mais velho, acariciando de forma lenta as madeixas.

Tal cena trazia ao estômago de John uma sensação de regurgitação. Ver tal ato quase que sexual entre dois irmãos era no mínimo perturbador, porém isso comparado ao que passou recentemente não deveria ser nada.

_ Apesar dos imprevistos eu espero que tudo esteja correndo como o planejado._ Falou o homem sorrindo para a criança, fato esse que não passou conforto algum para John.

O homem enrugou a testa em uma careta de desgosto quando recebeu como resposta apenas um desviar de olhar do garoto. Perdendo um pouco da compostura, o capitão bateu sua xícara de chá contra o píres com uma força moderada, a fim de fazer barulho, chamando assim a atenção do loiro.

_ Como é sua interação entre os navios John?_ Perguntou severamente.

_ E-eu._ Gaguejou a criança, ganhando assim apenas um olhar irônico da mulher que o encarava impiedosamente._ Eu tenho livre acesso aos cômodos dos dois navios._ Falou por fim sem nunca encarar o mais velho.

_ Ótimo!_ Exclamou o homem se erguendo bruscamente, fazendo com que a mulher desse um passo para trás devido ao susto. _ Devo concluir então que você ao menos tenha informações para mim._ Ditou e novamente recebeu o silêncio duvidoso da criança._ Diga!_ Proclamou alto fazendo com que John pulasse em seu assento.

_ O Holandês Voador é protegido por Calypso e pode navegar por baixo das águas._ Começou o menino._ Ele não tem de fato uma explicação lógica de como faz isso._ Disse incerto recebendo um olhar de desgosto do homem._ É a mesma coisa com o Pérola Negra._ Falou e sua voz foi sumindo ao longo da frase._ Mas ele é ainda pior, pois não sei se tem algum deus por trás de sua anormal velocidade.

_Você está me dizendo então que só tem informações inúteis para mim!?_ Exclamou o homem visivelmente furioso._ Não te ajudei a chamar a atenção daqueles dois atoa John._ Falou se aproximando do garoto ainda sentado com sua irmã rindo maldosamente sempre ao seu encalço._ Temos objetivos traçados John e você precisa se esforçar para isso, ou você não quer mais resgatar sua mãe?

_ Quero!_ Exclamou finalmente encarando o homem que estava perigosamente perto.

_ Então você tem que me falar mais sobre eles!_ Disse como se fosse a coisa mais obvia do mundo._ Você ao menos encontrou o que estamos procurando dentro daqueles navios?

_ Bem, eu..._ Proclamou de forma incerta.

_ Você achou a famosa bússola do Sparrow não é mesmo?_ Questionou a voz feminina, chamando a atenção dos dois homens ali presentes. John empalideceu._ Ah!_ Exclamou a mulher jorrando veneno._ Você a viu funcionando não é? Sabe que precisamos dela para ir atrás de nossa querida Elizabeth não é?

_ S-sim._ Respondeu voltando a abaixar o rosto.

_ Por que não a trouxe!?_ Exclamou o homem.

_ N-não tinha como pegar! Ela está sempre com o Jack!_ Tentou se defender.

_ Agora é Jack então em._ Falou a mulher analisando suas unhas.

_ John, você me parece afeiçoado demais a esses piratas. Você não acha?_ Perguntou retoricamente._ Esqueceu do nosso sonho de um mundo sem piratas?_ Perguntou assim que se encontrava atrás do garoto, levando suas mãos até os ombros tensos do menino._ Se acabarmos com os maiores, os pequenos serão apenas questão de tempo. Você sabe disso.

_S-sim._ John engoliu em seco.

_ Sim… Então por que ainda não me trouxe o mapa?_ Perguntou firmemente fazendo com que John levantasse e se afastasse dos dois adultos.

_ No que o mapa vai ajudar para salvar minha mãe?_ Perguntou John de forma explosiva, recebendo como reação a cara de desgosto dos outros dois.

_ Essa é uma oportunidade que não podemos perder John._ Disse o moreno friamente._ Com o mapa estamos a um passo de conseguir o coração do capitão do Holandês Voador. Teríamos que nos preocupar apenas com Sparrow, o menos problemático por sinal.

_ Vocês não estão de fato querendo salvar a mamãe._ Acusou o jovem de forma áspera, ação essa que nunca teria feito no passado._ Só estão preocupados em conseguir o Holandês e o Pérola!_ Exclamou e viu com terror ambos sorrirem diabolicamente.

_ Se já estamos em uma aventura, então por que não conseguir um bônus?_ Perguntou a mulher de forma maldosa.

_ Não..._ Balbuciou o menino._ E-eu não vou entregar nada a vocês!_ Ditou e viu o rosto do homem mais velho se contorcer em fúria.

_ A claro!_ Disse com desdém._ E quem vai salvar Elizabeth então? Seu ex?

_ Sim ele vai!_ Gritou John com uma súbita onda de coragem._ E se não conseguir sozinho o Jack vai ajudá-lo! Ele prometeu!

_ São piratas garoto! Eles não tem palavra!_ Ditou a mulher agora também furiosa.

_ Mas são mais confiáveis do que vocês._ Falou John com um semblante sério. Não esperou muito e logo saiu em disparada de encontro aos seus pertences que tinham ficado em um canto qualquer da sala. Logo puxou a espada de Will, que trouxera consigo, e a empunhou na direção do capitão do navio.

O homem lhe sorriu zombeteiro e sacou sua própria espada, empunhando-a com certo desdém.

_ Tem certeza disso garoto?_ Disse erguendo a sobrancelha._ Duvido que seja mais habilidoso do que eu._ Com isso começou uma seção de golpes na direção da espada de John, tentando assim fazer com que ele vacilasse.

O garoto recuava um passo a cada investida desferida contra si, tentando a todo custo não deixar com que aquela espada lhe partisse algo do corpo. Em um vacilo de Beaufort, o Turner mais novo saltou para o lado, surpreendendo-o, e desferiu um golpe contra o braço do almirante, abrindo uma grande fissura.

_ Nada mal._ Comentou o homem recuando alguns passos._ Você luta como um pirata!_ Exclamou e voltou a atacar o garoto.

John pulou em cima da mesa para conseguir uma altura melhor e um ângulo mais apropriado para si, o que não era o mesmo para o Capitão que acabou acertando a madeira refinada, fincando sua espada ali.

O garoto, aproveitando a oportunidade, tentou desferir um ataque contra o rosto do homem, mas ele não só conseguiu desviar com facilidade, mas também jogou o restante do chá em direção aos olhos do menino, cegando-o momentaneamente.

O loiro levou suas mãos ao rosto tentando se livrar daquela água ardente, mas sentiu um soco em seu estômago que o fez cair da mesa e rolar ao chão.

_ Para seu descontentamento eu também sei lutar contra as regras._ Falou o homem com um olhar maníaco. Ele pegou o menino pelos cabelos e o ergueu, quase o tirando do chão. Observou enquanto a criança tentava aos poucos abrir os olhos._ Diga-me onde está o mapa para o coração de Willian Turner!

_ Nunca existiu um mapa!_ Gritou de volta ignorando todos os seus instintos de sobrevivência.

_ Mentira!_ Esbravejou o homem dessa vez o erguendo de vez do chão, vendo a criança gritar por conta da dor em seu couro cabeludo.

_ Tem razão._ Sussurrou o garoto com dor._ Existe uma espécie de mapa para encontrá-lo.

_ Diga-me onde está então!_ Proferiu enquanto cerrava os dentes em fúria. O capitão observou enquanto John levava seu olhar de encontro ao dele de forma vagarosa, permanecendo ali por alguns segundos, segundos esses que mostravam claramente sua audácia ao encará-lo daquela forma.

_ Na minha cabeça._ Falou com um olhar desafiador, logo em seguida desferiu um chute contra as partes baixas do homem, fazendo assim com que ele o soltasse e dobrasse em dor.

_ Pivete!_ Esbravejou.

_ No quesito apelidos prefiro princesa._ Falou com tom irônico, se referindo ao modo como Jack o tratava nas horas em que queria lhe fazer raiva.

Isso é hora de fazer piadas John!?

Estou andando muito com o Jack...

Edgar se ergueu inesperadamente e voltou a desferir golpes contra o menino. Apesar do olhar assustador, estava mais fácil para John desviar ou bloquear as investidas do mais velho, pois Beaufort parecia quase irracional perante o ódio.

Os dois rodopiavam a sala enquanto desferiam golpes um contra o outro. John queria se aproximar da chave do local e estava quase conseguindo isso, porém era deveras difícil concluir tal feito com um animal selvagem o atacando.

Tenho que agradecer a Jack por me ensinar o básico da luta.

Pensou ele enquanto bloqueava mais um golpe e tentava desferir um outro, ao ser impedido ele deu um pulo para trás para conseguir espaço e rever seus movimentos de batalha assim como o espaço ao seu redor.

Se eu que sempre perco para o Jack estou conseguindo contê-lo imagino como seria se Jack estivesse aqui.

Uma chuva de faíscas e tilintar de metal aconteceu em mais uma troca de golpes.

Ele não é tudo isso que pensei que fosse.

Pensou John ao abrir um sorriso por conseguir observar que estava onde queria desde o princípio. Era só esticar sua mão e iria pegar a chave daquela cabine. Finalmente poderia sair dali! O que faria depois que era o problema.

Mas John não chegou a se preocupar com isso, pois sentiu uma forte dor em sua cabeça que o fez cambalear. Olhou para trás e pode ver Margaret o olhando com um semblante divertido em seu rosto. Piscou atordoado e a última coisa que pode ver foi ela abaixando seu guarda-chuva rendado antes de desmaiar.

John não  sabia quanto tempo tinha se passado quando acordou novamente, apenas sabia que estava em um lugar diferente do anterior. Piscou os olhos incomodado com a luz que os atingiu, por mais que essa tenha sido mínima. Forçou sua visão para poder se localizar e descobriu que estava em uma cela, essa que tinha uma porcentagem de limpeza muita mais alta do que as celas do Pérola ou do Holandês. John torceu o nariz para tal fato.

Ergueu-se e andou cambaleante até a grade para tentar ver algo fora daquele buraco escuro. Não teve tanto sucesso assim, apenas pode ver mais celas vazias ao seu redor.

Desistiu de tentar achar uma saída e voltou a sentar-se no chão daquele lugar. Recostou-se na parede de madeira e levou as mãos a cabeça, abaixando-a entre seus joelhos. Estava encrencado e dessa vez não teria nem Jack e nem Will para ajudá-lo.

Sentiu-se sozinho e novamente a sensação de culpa o corroeu. Em seus devaneios pode se lembrar de uma conversa que teve a algum tempo atrás. Talvez ele não estaria nessa situação se tivesse pedido-a para contar aos outros. Talvez teria sido melhor… seus pensamentos mergulharam naquelas lembranças e ali ficou por um bom tempo.

Há quase um mês atrás John estava na companhia de Anne na ilha das Amazonas, mais especificamente indo de encontro a xamã delas, ou seja, sua líder.

Ao chegar à sala no subsolo a garota tinha lhe largado o braço e feito sinal para que o mesmo esperasse. John assim o fez, vendo a menina abrir a porta lentamente e entrando primeiro.

_ Anne? O que faz aqui?_ Lembrou-se que uma voz pôde ser ouvida, fazendo com que seus pelos tivessem se arrepiado com a nobreza impregnada naquele timbre._ Está muito cedo para seu treino ainda.

_ Não foi por isso que eu vim senhora._ Tinha dito Anne com um timbre formal, totalmente diferente da Anne que John conhecia._ Eu vim trazer alguém que quer vê-la._ Ao dizer isso Anne tinha acabado por abrir a porta que estava entreaberta, mostrando assim John.

Ali fora a primeira vez que encontrara com Myrina. Lembrava-se que o semblante da mulher não era surpreso, pelo contrário, parecia que ela sabia todo o tempo que ele estava ali escondido.

Lembrava-se de perguntar a Anne se ela era a nova aprendiz de xamã e receber uma resposta positiva. Realmente tinha ficado bastante surpreso com a revelação, afinal a garota não parecia ser poderosa.

A grande mulher tinha encarado o garoto por alguns instantes e logo em seguida feito um manear de cabeça indicando que entrassem. John lembrava-se que tinha ficado bastante apreensivo de seguir o indicado naquele momento, mas não teve de contestar, pois Anne foi logo o empurrando para dentro do local.

Ele tinha sido arrastado até um dos sofás de camurça que havia na sala e num piscar de olhos se via sentado nele encarando a grande mulher, essa que lhe sorriu de forma a tranquilizá-lo.

_ Estão servidos?_ Perguntou e John lembrava-se de ficar por um momento em confusão, mas essa não durou muito tempo, pois viu um bule de chá e algumas xícaras vindo flutuando de algum ponto distante do local parando bem na mesa de centro em frente ao sofá.

_ Desculpe-me, mas não vim aqui para tomar chá._ Tinha dito naquele momento ao pensar que aquilo tudo era uma perca de tempo precioso.

Myrina tinha me encarado profundamente como se soubesse de todos os meus pecados. De todos que ainda iria cometer. Do que estava cometendo naquele momento.

_ Eu sei._ Disse ela abrindo um sorriso, contradizendo o tom severo que havia usado naquele momento._ Está aqui para falar comigo, mas isso não impede de saborearmos um delicioso chá._ Tinha completado enquanto se sentava no sofá a nossa frente com uma xícara em suas mãos, tomando do líquido sem nem ao menos soprar o conteúdo.

John tinha resolvido então não questionar mais a mulher, pois não queria irritar alguém que emanava tanto poder pelos poros, o que causava um ambiente na sala um tanto quanto sufocante.

_ Mas me diga._ Começou a xamã._ O que homens fazem na ilha das amazonas?_ Perguntou calmamente olhando seu chá.

_ Viemos pedir ajuda._ Havia começado um pouco incerto._ Precisamos achar Koschei e descobrimos que a senhorita sabe onde encontrá-lo.

_ Quem lhes contou sobre mim e sobre o paradeiro das amazonas?_ Perguntou ela com um tom glacial.

_ Uma senhora em Tortuga._ Disse ele tentando se lembrar se em algum momento soube do nome da mulher, ou se simplesmente havia esquecido._ Ela era tipo uma bruxa?_ Mais perguntou do que respondeu._ Era dona de um bordel.

_ Ah._ Murmurou baixo a mulher com um sorriso de lado._ Sei quem é._ Disse tomando mais um gole de chá e viu o olhar curioso do rapaz._ Aquela senhora outrora fora minha aprendiz, até que resolveu sair da ilha das amazonas e abandonar seu futuro posto como xamã por um homem._ Tinha completado ela enquanto mexia na bebida com o dedo mindinho.

_ Que!?_ Exclamou ele surpreso._ Mas ela é bem mais velha do que você! Como isso é possível?_ Lembrava-se da vergonha o corroendo ao perceber que havia deixado sua curiosidade infantil se manifestar.

Recebeu como resposta apenas um sorriso da mulher, essa que parecia conter todos os segredos do mundo em suas íris negras.

_ Fico grata pelo elogio garoto._ Comentou ela simplista, o que tinha apenas aumentado a curiosidade do pequeno John.

_ Ela tem mais de duzentos anos._ Anne tinha sussurrado nos ouvidos de John, o que tinha feito ele pular no próprio assento e olhá-la como se ela estivesse louca, o que resultara apenas em uma gargalhada por parte da menina.

_ Por que quer encontrar com Koschei garoto?_ Myrina havia perguntado, fazendo com que o clima de curiosidade sumisse.

_M-minha mãe_ John lembrava-se de ter gaguejado enquanto apertava a xícara em suas mãos, sentindo logo em seguido o toque acolhedor de Anne ao seu lado._ Ela foi levada por ele. Quero resgatá-la._ Tinha erguido os olhos e por um instante pôde ver os olhos da mulher brilharem de uma forma diferente.

_ Está disposto a enfrentar aquela criatura para ter sua mãe?_ Perguntou a mulher fitando-o de forma imperiosa.

_ Sim! Eu vou fazer tudo que puder para conseguir resgatá-la!_ Tinha bradado com determinação.

_ Até mesmo usar aqueles que estão em minhas celas e aqueles que ficaram nos navios?_ Questionou e sorriu ao ver o rosto de John empalidecer. John recordava-se do desespero que apossou. Não tinha como ela saber, porém de alguma forma ele sabia que ela podia lê-lo. Ela sabia o que ele estava fazendo e podia ver muito mais do que isso, era como se tivesse uma grande sombra as suas costas mostrando tudo que lhe corrompia a alma

Pensar em tal hipótese nessa altura dos acontecimentos era até mesmo irônico, pois de fato havia uma sombra consigo.

_ É verdade._ Havia confessado na hora. Não iria conseguir manter aquilo para mim por muito mais tempo afinal._ Eu atrai Jack e estou usando-o para me levar onde quero._ Disse olhando para baixo.

_ Fez tudo isso sozinho?_ Perguntou ela e John lembrava-se de lhe dar como resposta apenas o silêncio. Por mais que estivesse em um momento de confissão, ele não conseguiria falar sobre Edgar. Talvez se tivesse contado tudo poderia ser diferente. _ Se você está apenas usando aqueles homens._ Começou a mulher enquanto servia-se de mais chá._ Você os mataria se fosse necessário?_ Myrina o encarou profundamente e John lembrava-se de arrepiar com a ideia.

_ Não._ Falou em um sussurro._ Por mais que esteja usando aqueles piratas no momento._ John recordava-se de ter usado um tom quase que enojado ao se referir aos piratas. Era deveras irônico, visto que agora ele preferia mil vezes voltar a estar com eles. _ Sparrow me ajudou de uma forma tão generosa. Prometendo-me que a resgataria._ Tinha feito uma pausa para respirar fundo._ Que não poderia, nem se quisesse, o trair nesse momento._ Tinha erguido os olhos para a grande mulher e lembrava-se de ver um sorriso enorme e contente em seu rosto.

Tinha dado a resposta certa.

_ Irei ajudá-lo John Turner._ Falou a mulher enquanto erguia-se de seu assento, atentando-se em colocar a xícara em cima da mesa de centro.

O Turner mais novo podia se lembrar que nem teve tempo de contestar a afirmação de ajuda da mulher para ter certeza que não se tratava de uma brincadeira ou estranhar o fato de que ela sabia seu nome sem ele nunca ter se apresentando, pois a porta do local foi brutalmente aberta e choque lhe apossou ao ver que ali estava Jack junto com os outros piratas. Ele reparou que estavam com armas em punho e prontos para atacar a mulher e tirá-lo dali.

Tal constatação fez com que mais uma fincada fosse desferida no coração de John naquela época. Estava usando-os e eles estavam o protegendo com tanto afinco que era surreal. Ainda mais para piratas.

A dor era pior ainda por Myrina ter olhado-o disfarçadamente ao perceber todo o sentimento que rondava sua cabeça.

A dor era pior ainda ao notar que Anne tinha entendido ao menos metade da situação e punha sua mão em sua pulso em forma de consolo.

A dor era pior ainda por ainda ter aquele demônio lhe sussurrando aos ouvidos.

E era pior ainda pois ele ainda conseguia sentir todas aquelas sensações nos tempos atuais, ali sentado naquela cela escura e húmida.

Sem ter o que fazer John acabou por adormecer naquele local frio, encolhendo-se ao máximo em busca de calor próprio, e por isso não sabia quanto tempo tinha se passado quando escutou barulhos de chaves.

Abriu os olhos subitamente e ergueu-se num pulo, tentando assim encontrar a fonte do som que o despertara. Viu alguns marinheiros abrindo a porta da cela onde ele estava, viu também, para seu desgosto, que Edgar estava logo atrás com um semblante sombrio. John tremeu no mesmo instante.

O garoto até tentou resistir, mas estava em clara desvantagem. Rapidamente os oficiais o imobilizaram, trazendo seus braços de forma dolorosa até suas costas e apertando seu rosto contra a madeira do navio.

_ Algeme-o._ Ditou Beaufort e, assim que a tarefa fora concluída e os marinheiros começaram a arrastar John para fora da cela, ele o olhou com graça e disse com uma voz aterrorizantemente melodiosa._ Você vai me ajudar de um jeito ou de outro meu querido John.

Dizem que a esperança é um dos grandes males do mundo, pois ela se encontrava dentro da caixa de pandora, outros dizem que ela é uma dádiva dos deuses e por isso não foi libertada junto com as outras desgraças. Há quem acredita que ela é um meio termo entre os dois. Qual está certo nessa questão? Ninguém sabe.

Um fato incontestável é que a esperança move as pessoas a fazerem e pensarem coisas imagináveis, seja para o bem ou para o mal, porém o que movia aquele navio não era apenas a esperança.

A esperança seria a maior das forças humanas, se não existisse o desespero, e aquelas velas negras estavam repletas do desespero mais profundo. Homens corriam de um lado para o outro no navio, fazendo de tudo para que o Pérola Negra estivesse sempre em sua melhor velocidade.

A tempos o Holandês Voador já tinha sido deixado para trás, não tinha-se nem sinal da grande embarcação e, ao contrário do que estavam-se fazendo ao longo da jornada, não havia ninguém para recolher as velas a fim de esperar a outra embarcação amaldiçoada.

Will encontrava-se na proa do navio negro olhando as ondas serem cortadas pela madeira abaixo de si. Ele sabia que estavam navegando o mais rápido possível, mas nada tirava de sua mente que precisavam ir mais rápido, pois John precisava de sua ajuda.

_ Calma, nós vamos o alcançar._ Disse Jack repentinamente colocando a mão direita em seu ombro. Os olhos do imortal seguiram o caminho até os olhos do mais velho e ali ficou por alguns segundo.

_ Você está pedindo calma para mim ou para você mesmo?_ Questionou com certa graça ao ver os pés inquietos do capitão do Pérola Negra.

_ Os dois._ Disse enrugando a testa e encarando a madeira a sua frente o que ocasionou apenas em uma leve risada por parte do Turner._ Qual justificativa você acha que ele irá dar?_ Questionou ainda com a testa enrugada sem olhar seu receptor nos olhos.

_ Independente de qual ela for._ Começou Will enquanto apertava a madeira do Pérola Negra nas suas mãos apoiadas na beirada._ Estou disposto a ouvi-la.

_ Dependendo de qual for a situação._ Começou Jack enfim encarando o companheiro._ Já pensou no que vai fazer em cada uma delas?_ Perguntou e recebeu como resposta um longo olhar do capitão do Holandês Voador.

_ Vou escutar qual das situações é e depois penso no que vou fazer._ Falou simplista e viu quando o outro acenou com a cabeça em concordância.

Jack parecia que iria perguntar mais alguma coisa quando fora interrompido pelo grito de um dos piratas a bordo.

_ Terra avista!_ Esbravejou o homem que se encontrava no ponto mais alto do mastro principal. Will e Jack se encararam e em um consenso mudo Jack correu até o leme para poder manobrar a embarcação da melhor forma possível, enquanto que Will pegava sua luneta para ver melhor a pequena ilha

Algo parecia errado com aquele amontoado de terra, mas não era um errado como da última vez, onde a ilha na verdade era um ser mitológico, era algo diferente. Apesar da desconfiança, Will não pode pensar muito no assunto, pois sua mente fora inundada pela preocupação.

Um pontinho naquela ilha lhe chamou a atenção. Era John, e pelo que conseguia perceber ele estava amarrado e jogado naquela areia escaldante. Will quase pode sentir uma fincada em seu coração, fazendo com que seu nervosismo aumentasse potencialmente.

O capitão do Holandês Voador saiu em disparada em direção ao Sparrow, ato este que fez com que muitos piratas saíssem de sua frente assustados com o desespero.

_ Ele está na ilha Jack!_ Chegou gritando para que o capitão do Pérola Negra escutasse._ Está amarrado e jogado na praia!

_ Ah! Mas eu sabia que aquela princesa não estava contra nós!_ Cantarolou Jack alto e, para a surpresa de Will, vários piratas comemoraram.

Estavam navegando velozmente na direção da ilha desconhecida. O sorriso no rosto de Will quase não cabia em seu rosto. Seu alívio era quase palpável.

_ Embarcação a nossa direita!_ Gritou o mesmo homem de minutos atrás e, para o desgosto de Will, o Turner viu um grande navio da marinha indo em direção a eles.

_ É uma armadilha!_ Gritou Gibbs._ Querem nos atacar quando ancorarmos na ilha.

_ Como se fossem conseguir nos alcançar._ Jack disse orgulhoso.

_ Lembrando que o Holandês está logo atrás._ Comentou Will de uma forma sombria, que fez com que alguns presentes ali sorrirem em concordância e alívio, já outros se afastaram do capitão do Holandês Voador devido a aura assustadora que o apossou. 

_ A toda velocidade seus cães sarnentos!_ Exclamou Jack erguendo sua espada triunfante, sendo seguido por alguns tripulantes, porém o Pérola parou subitamente, fazendo com que seu capitão quase caísse do lugar onde estava._ Eu disse a toda velocidade!_ Exclamou novamente como se aquilo fosse resolver._ Estamos literalmente… bem... quase na costa!_ Disse enquanto mexia seus braços de uma forma indignada.

_ Batemos em alguma coisa capitão!_ Gritou um dos homens.

_ Ah não! De novo!?_ Bradou Jack encarando Will, este que franziu o cenho em desentendimento. Jack balançou a cabeça em negação. Lembrar do fatídico dia que fora atacado pelo Kraken não era uma boa escolha no momento.

Logo saiu correndo para o lugar onde estava a minutos atrás junto a Will, a proa do navio. Jack ergueu sua própria luneta para ver melhor o que estava acontecendo. Ao longe pôde ver John negar com a cabeça avidamente, pôde perceber também que o mesmo estava amordaçado e por isso não ouvira a voz dele em nenhum tipo de grito.

O capitão olhou mais atentamente para a parte inferior de seu navio e percebeu com desgosto que tinham batido em um enorme recife de corais. Não poderiam avançar mais que isso, e pelo ritmo da maré também não iriam conseguir sair.

_ Okay, a armadilha deles era um pouquinho mais elaborada do que achamos._ Comentou Jack e escutou uma leve reclamação de Wil, esse que se encontrava ao seu lado, olhando para o mesmo lugar._ Tá tudo bem._ Disse mais para si próprio do que para o imortal._ Eu desço e pego Will rapidinho e aí pensamos em um jeito de dar o fora._ Falou fazendo sinais de joinha com as mãos.

_ Está louco!? Vai ir sozinho!?_ Perguntou Will preocupado.

_ Will, o nosso problema está atrás de nós._ Disse apontando para o navio da marinha._ Aquela ilha não dá possibilidade de esconderijos._ Realmente, a ilha era composta apenas de um amontoado de terra e areia sem nenhuma vegetação, não podendo caber a hipótese de uma emboscada dupla._ Preciso da maior quantidade de homens possíveis para combatê-los aqui e eu tenho certeza que você irá defender muito bem meu navio, certo?_ Perguntou retoricamente enquanto levava sua mão direita ao queixo do Turner.

_ Certo._ Concordou Will sentindo suas pupilas dilatarem.

_ Eu já volto._ Disse enquanto pegava uma das cordas e a jogava ao mar, se agarrando nela e escorregando até os corais logo em seguida.

Will segurou firme na madeira do navio e respirou fundo duas vezes abrindo os olhos subitamente logo em seguida. Voltou seus glóbulos até o resto dos piratas que mantinham-se parados e famintos por novas ordens.

_ Procurem um jeito de nos tirar desses corais!_ Exclamou Will de forma que todos puderam o ouvir._ Mas ainda assim preparem-se para batalha._ Reforçou enquanto se procurava uma espada para si._ Vamos dizimar esses bastardos._ Disse e ouviu urros em concordância do resto da tripulação

Enquanto isso Jack estava andando vagarosamente e cuidadosamente por cima dos corais, afinal, uma escorregada e ele iria se cortar muito feio naquelas coisas pontiagudas.

Ao longo da caminhada ele podia visualizar John amarrado e caído na praia. Parecia estar com insolação. Por quanto tempo tinham o deixado ali? Ele estava desesperadamente balançando sua cabeça em uma insistente negativa e, se sua cabeça não estivesse lhe pregando peças, ele podia ver lágrimas saindo de seus grandes olhos infantis.

_ Calma princesa, já estou chegando._ Gritou como forma de tentar amenizar a sensação de que tinha algo errado ali e também tentar não prestar atenção nos barulhos que vinham de seu precioso navio. Porém sua fala só ocasionou em mais alguns sinais em negativa.

Ao mesmo tempo que Jack lutava para chegar a praia daquele maldito amontoado de terra, uma luta começava a se formar dentro do Pérola Negra. O navio da marinha começara a atirar contra o Pérola Negra, este que por estar preso não tinha opção a não ser receber a rajada de projéteis que lhe eram direcionadas, mas enganam-se quem achou que recebiam tudo de forma passível.

Após alguns minutos na troca de balas de canhão, o que ocasionou em danos nos dois navios, a verdadeira batalha se iniciou, pois toda aquela chuva de fogo fora apenas uma distração para que os marinheiros pudessem se aproximar em botes do Pérola Negra.

Agora além dos barulhos de tiros também havia os barulhos de espingardas e espadas, e tudo isso só estava deixando Jack ainda mais nervoso.

_ Parem de furar meu navio!_ Exclamou Jack repentinamente mesmo sem olhar para trás.

Finalmente o pirata conseguiu alcançar terra firme e, assim que concluiu tal feito, se pôs a correr de forma desengonçada até John. Ao alcançá-lo ele se abaixou e cortou as cordas que estavam em seus pulsos, pernas e boca, soltando-o totalmente.

_ Jack, o que faz aqui!?_ Perguntou John em um fio de voz devido ao cansaço e às emoções que o consumiam.

_ Vim salvar uma princesa._ Disse ele erguendo John._ Agora vamos._ Cortou Jack assim que viu que o garoto iria argumentar alguma coisa._ Depois conversam-..._ Parou sua frase ao meio assim que viu alguns homens erguerem-se das águas e andarem até os dois, aquele era um esconderijo deveras inesperado._ Mas que merda!_ Exclamou ele erguendo sua espada, pronto para o inevitável confronto.

O Pérola encontrava-se infestado de marinheiros, esses que pareciam não temer a morte ao estarem ali lutando com tanto afinco contra aquela tripulação tida como amaldiçoada a anos atrás.

Will era sem dúvidas quem dava mais trabalho para o marinheiros. Além de imortal, o Turner tinha uma habilidade com a espada formidável - mesmo aquela não sendo a que estava acostumado a usar - resultado de anos de treino árduo de quando ainda era um ferreiro.

Aquilo era quase como respirar para Will. Ele defendia as investidas e desviava das espadadas com tanta maestria que parecia até estar dançando com aqueles homens.

Em uma troca de espadadas contra um marinheiro mais habilidoso, Will acabou se deslocando do lugar onde estava, acabando por inconscientemente ficar perto do lugar onde Jack deveria subir. Em uma rápida olhada ele pôde ver Jack lutando com um número considerável de marinheiros totalmente molhados.

Arregalou seus olhos em espanto e rapidamente se livrou de seu oponente, fazendo com que ele ficasse inconsciente ao lhe acertar com uma força demasiada em sua nuca.

_ Jack!_ Exclamou Will enquanto se jogava na mesma corda com que Jack havia se lançado anteriormente. Ele não poderia de fato ir até Sparrow, porém na parte onde os corais estavam ele tinha permissão para andar. Jack só teria que chegar até ali e ele poderia o ajudar.

_ Corre John!_ Gritou Jack assim que viu o que Will tinha feito e o garoto começou a correr em direção ao Turner mais velho, e este pôde notar com pesar que o menino mancava dolorosamente no ato.

Enquanto isso, no navio, o marinheiro com que Will lutava anteriormente acordava de sua inconsciência. Assim que estabilizou-se, ele notou que o maior problema, ou seja, Will, não estava mais dentro do navio e assim sorriu diabolicamente com o constatado.

Sorrateiramente aquele marinheiro iria pegar um saco qualquer que estava no chão do navio, esvaziando-o logo em seguida. E de uma maneira mais disfarçada ainda ele iria entrar nos aposentos do capitão e de lá iria sair com um sorriso triunfante, este que permaneceria em seu rosto até que de fato iria conseguir sair do Pérola Negra.

John estava quase chegando até a proteção de Will quando o mais velho escutou um barulho de tiro, e para seu desespero, viu quando o garoto caiu ao chão sangrando demasiadamente. Will esticou-se para pegá-lo, pois o mesmo não tinha caído dentro da zona do local onde poderia pisar, estando tão perto, mas ainda assim muito longe.

_ John! Meu deus! John acorde!_ Gritou ele desesperado, chamando assim a atenção de Jack que tentou correr ao seu encontro, mesmo estando bastante ferido pelas diversas espadas com as quais estava lutando.

_ John!_ Gritou Jack se assustando logo em seguida com mais sons de tiros, porém dessa vez não foram direcionados a eles, mas sim para o alto.

Para o desentendimento dos dois homens ali, os marinheiros correram em direção aos botes, em uma retirada rápida. Sem nem ao menos questionar o que estava acontecendo, Jack foi de encontro a John e pegou-o nos braços, notando que o pequeno estava inconsciente.

Assim que Sparrow chegou a parte onde estava os corais, e consequentemente a Will, o homem pegou o garoto dos braços de Jack e correu com ele até o navio. O capitão do Pérola Negra nem ao menos questionou, afinal entre eles claramente quem estava em boas condições não era o mais velho.

Com muito custo Jack subiu a bordo de seu precioso Pérola Negra, porém não teve muito tempo para tentar analisar o estado da embarcação. Ao fundo pode ouvir os homens gritarem sobre a retirada da marinha e algo sobre a chegada do Holandês Voador, mas sua maior preocupação era os gritos de desespero de Will para com John. Gritos esses que se intensificaram ao olhar para si, ainda mais quando o mundo ficou escuro e a última coisa que pôde ver foi o olhar aflito de Will.

_ Jack!


Notas Finais


O que estão achando dessa reviravolta?
Cometem que eu quero saber em kkk
Beijinhos de chocolates em vcs!


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