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História Mar de Rosas - Taekook - Vkook - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Então primeira fic deem muito amor a ela

Boa leitura✨

Capítulo 1 - Prólogo


prólogo

Para Taehyung, o romance torna as mulheres especiais. Faz com que todas sejam bonitas e

transforma os homens em príncipes. Com romance, a vida de uma mulher é tão imponente quanto a de uma rainha, porque o seu coração passa a ser precioso.

Flores, luz de velas, longos passeios ao luar num jardim isolado... Só a ideia o fez suspirar. Dançar ao luar num jardim isolado: para ele, isso era o auge do romantismo.

Podia até imaginar a cena: o cheiro das rosas de verão, a música vindo das janelas abertas de um salão de baile, a luz que deixava tudo com um contorno prateado, como nos filmes. O modo como seu coração pulsaria (como pulsava agora quando ele visualizava tudo aquilo).

Ansiava por dançar ao luar num jardim isolado.

Tinha 11 anos.

Podia ver tão claramente como deveria ser – como seria – que descreveu a cena, nos mínimos detalhes, para seus melhores amigos

Quando passavam a noite na casa um dos  outros, ficavam horas e horas conversando sobre todo tipo de coisas, ouvindo música ou assistindo a filmes. Podiam ficar acordados quanto tempo quisessem, até a noite inteira . Embora nenhum deles tivesse conseguido isso. Não nessa época.

Quando iam dormir na casa de Jimin, podiam ficar sentados ou brincar na varanda do quarto até meia-noite, se o clima estivesse bom para isso. Na primavera, sua estação favorita, Taehyung adorava ficar naquela varanda sentindo o cheiro dos jardins da mansão dos Park's e da grama fresca, se o jardineiro a tivesse aparado naquele dia.

A Sra. Grady, a governanta, aparecia trazendo leite e biscoitos. Às vezes, bolinhos. De vez em quando, a Sra. Park ia até lá para ver o que os meninos estavam fazendo.

Na maior parte do tempo, porém, os quatro ficavam sozinhos.

– Quando eu for um homem de negócios bem-sucedido de Nova York, não vou ter tempo para romance. – Minseok, que tinha os cabelos louros rajados de verde por conta de uma aplicação de suco industrializado de limão, exercitava seu senso estético nos cabelos ruivos e brilhosos de SeokJin.

– Mas você precisa ter – insistiu Taehyung.

– Hum-hum. – Com a ponta da língua para fora de tão compenetrado, Minseok continuava fazendo uma trança fina e bem curta no cabelo de Jin. – Vou ser como a tia Jennie. Ela diz para a minha mãe que não tem tempo para casamento, que não precisa de um homem para se sentir completo e coisas assim. Mora na Tailândia e vai a festas com a Madonna. Meu pai diz que ela faz o tipo poderosa. Também vou fazer e irei a festas com a Madonna.

– Até parece – disse Jin, debochando. O puxão que levou na trança só o fez rir ainda mais. – Dançar é legal, e acho que não tem nenhum problema viver um romance, contanto que não nos deixe idiotas. É só nisso que minha mãe pensa. Além de dinheiro. As duas coisas, acho. É mais ou menos assim: como conseguir romance e dinheiro ao mesmo tempo?

– Mas isso não é romance de verdade. – Taehyung fez um carinho na perna de Jin ao dizer essa frase. – Acho que romance é quando fazemos coisas um para o outro só porque estamos apaixonados. Adoraria ter idade para me apaixonar. – Taehyung deu um suspiro profundo. – Deve ser o máximo.

– Devíamos beijar um garoto para ver como é.

Todos pararam e encararam Jimin, que estava deitado na cama de bruços, vendo os amigos brincarem de salão de beleza.

– Devíamos escolher um garoto e fazer com que nos beijasse. Já temos quase 12 anos. Precisamos ver se gostamos.

Minseok estreitou os olhos.

– Tipo uma experiência?

Mas quem iríamos beijar? – perguntou Taehyung

– Vamos fazer uma lista. – Jimin se virou na cama para pegar o caderno novo na mesinha de cabeceira. Ele tinha um par de sapatos cor-de-rosa na capa. – Vou anotar o nome de todos os meninos que conhecemos. Depois, marcamos quais gostaríamos de beijar ou não e por quê.

– Isso não parece nada romântico.

Jimin lançou um sorrisinho para Taehyung.

– Temos que começar de algum modo. E listas sempre ajudam. Mas acho que não podemos incluir parentes como o Jisung – disse ele, referindo-se ao próprio irmão – ou os irmãos de Taehyung. Além disso, os irmãos de Taehyung são muito mais velhos.

Abriu o caderno numa folha em branco.

– E então?

– Às vezes eles enfiam a língua na nossa boca.

A declaração de Jin provocou gritinhos, exclamações e mais risos.

Jimin saiu da cama e foi se sentar no chão ao lado de Taehyung.

– Ok, depois de fazer a lista principal, podemos dividir em duas: sim e não. Em seguida, escolhemos alguém da lista “sim”. Se conseguirmos beijar o garoto que escolhemos, vamos ter que contar como foi. E se ele meter a língua na nossa boca, teremos que descrever como é.

– E se o garoto escolhido não quiser nos beijar?

– Em... – Prendendo a última trança, Minseok balançou a cabeça. – É claro que ele vai querer. Você é lindo e trata os garotos de um jeito normal. Algumas meninas e meninos ficam completamente idiotas perto deles. Mas você não. Além do mais, já está criando corpo.

Eles gostam de corpos perfeitos – disse Jin, com ar de entendido. – De qualquer jeito, se ele não beijar, você beija. Não acho que isso seja um problema.

Taehyung achava que era. Ou deveria ser.

Mas criaram a lista e isso foi suficiente para fazê-los rir. Minseok e Jin imitavam um ou outro garoto naquela situação imaginária. E isso os fazia rolar de rir pelo chão, a ponto de o Sr.Park sair correndo do quarto e ir se enroscar na saleta de Jimin.

O menino escondeu o caderno quando a Sra. Grady chegou com leite e biscoitos. Depois, tiveram a ideia de brincar de banda de rock. Todos foram remexer no closet e nas gavetas de Jimin em busca das roupas certas para o palco.

Acabaram dormindo uns no chão, outros atravessadas na cama. Uns encolhidas, outros espalhadas.

Taehyung acordou antes de o sol nascer. O quarto estava escuro, iluminado apenas pela luminária da mesinha de cabeceira de Jimin e por uma réstia de luar que entrava pela janela.

Alguém o cobrira com uma manta leve e pusera um travesseiro debaixo de sua cabeça. Alguém sempre fazia isso quando eles dormiam na casa uns dos outros.

O luar o atraiu e, ainda meio sonhando, foi para a varanda. O ar fresco, com cheiro de rosas, roçou seu rosto.

Ficou olhando os jardins com bordas prateadas onde a primavera se instalara em cores brandas e formas delicadas. Quase podia ouvir a música. E se ver dançando por entre as rosas, as azaleias e as peônias, que ainda conservavam as pétalas e o perfume em botões bem fechados.

Chegava quase a ver seu parceiro, aquele que a fazia girar na dança. Uma valsa, pensou, suspirando. Tinha que ser uma valsa, como nos livros de histórias.

Isso, sim, era romance, pensou Taehyung e fechou os olhos para inspirar o ar da noite.

Um dia, prometeu a si mesmo, saberia como era aquilo.






Notas Finais


Se houver algum erro me desculpem

Vou tentar postar todos os dias

Obs: talvez eu poste algum hoje.


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