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História Mar de Rosas - Taekook - Vkook - Capítulo 6


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Notas do Autor


Boa leitura✨

Capítulo 6 - Capítulo Cinco


 Taehyung deu conta do evento de domingo, das reuniões de segunda, além de fazer ajustes

no planejamento de algumas das próximas celebrações, porque as noivas tinham mudado de ideia.

Cancelou os encontros com dois caras bem legais, mas com quem agora ele não tinha a menor vontade de sair. Ocupou essas horas fazendo levantamento de estoque e encomendando fitas, alfinetes, recipientes e outros materiais.

E perguntando-se se deveria ligar para Jungkook e fazer algum comentário breve, discreto, sobre o beijo ou fingir que nada daquilo tinha acontecido.

Ficou oscilando entre essas duas opções e uma terceira, que envolvia a ideia de ir até a casa de Jungkook e transar com ele. Acabou não fazendo nada; só ficou mais confuso.

Aborrecido consigo mesmo, chegou cedo para uma reunião da equipe marcada para aquela tarde. Entrou pela cozinha de Minseok, onde o amigo estava arrumando um prato de cookies junto com uma bandeja com frutas e queijo.

– Estou sem Coca-Cola Zero – declarou taehyung, abrindo a geladeira para pegar uma lata. – Aliás, estou sem praticamente nada, porque sempre esqueço que a bateria do meu carro arriou.

– Ligou para a oficina?

– Bem, pelo menos disso eu me lembrei há uns dez minutos. Quando confessei, diante do interrogatório de especialista que o mecânico começou a fazer, que tinha o carro há quatro anos e nunca fiz uma revisão, não me lembrava da última vez, se é que houve alguma, em que tinha mandado trocar o óleo, verificar algum chip de computador de bordo e outras coisas de que agora não me lembro, ele disse que passaria aqui para rebocá-lo.

Com ar de vítima, abriu a Coca-Cola e começou a beber direto da lata.

– Eu meio que tive a impressão de que estava mantendo meu carro refém e que o tal sujeito vinha libertá-lo. Eu me senti ainda mais idiota do que com Jungkook. Quero um cookie.

– Sirva-se.

Foi o que taehyung fez.

– Agora vou ficar sem carro até ele decidir me devolver. Se é que vai devolver, não tenho certeza se tem essa intenção.

– Já ficou sem carro mais de uma semana por causa da bateria.

– Verdade, mas eu tinha a ilusão de ter um carro porque ele estava estacionado ali. Acho que vou ter que pegar a van para ir ao mercado e aos zilhões de outros lugares em que tenho que passar. Acaba de me ocorrer que a van está comigo há um ano a mais que o carro, talvez ela seja a próxima a se rebelar.

Minseok jogou uns lindos confeitos em tom pastel na bandeja dos cookies.

– Sei que é uma ideia meio maluca, mas talvez, quando o seu carro ficar pronto, você possa mandar a van para a oficina.

Taehyung mordiscou o cookie.

– O cara da oficina sugeriu isso. Estou precisando de colo. Que tal um jantar e um filminho hoje à noite?

– Você não vai sair?

– Cancelei o encontro. Não estou muito a fim.

Chocado, Minseok soprou o cabelo que lhe caía nos olhos para ver melhor o amigo.

– Você não está a fim de sair com um cara?

– Preciso começar a trabalhar cedo amanhã. Tenho seis buquês para preparar, sete com o da noiva. O que dá umas boas seis ou sete horas de trabalho. O Baek vai chegar mais cedo, para ganharmos tempo. Mas ainda tenho que preparar todo o restante para o evento de sexta à noite. E passei a maior parte da manhã processando as flores.

– Isso nunca impediu você de sair antes. Tem certeza de que está se sentindo bem? Estou achando você meio abatido.

– Não, não, está tudo bem. Só não estou... a fim de sair com um homem.

– Mas isso não me inclui. – Park Jisung entrou na cozinha e levantou taehyung do chão para lhe dar um beijo estalado. – Humm, cookies de açúcar.

– Pegue um para você – disse taehyung, rindo.

Ele pegou um cookie da bandeja, dando um risinho para Minseok.

– Considere que isso é parte dos meus honorários.

Conhecendo-o bem, Minseok pegou um saquinho e começou a enchê-lo com cookies.

– Veio para a reunião?

– Não, só tinha que tratar de umas questões legais com a Parkinson.

Já que a cafeteira estava ali e ele também, Jisung se aproximou dela.

Ele e Jimin tinham o mesmo cabelo castanho-escuro, os mesmos olhos azul-escuros. O que Minseok definiria como “os traços refinados dos Park's” eram apenas um pouco mais acentuados no rosto de Jisung. Com o terno cinza risca de giz, os sapatos italianos e a gravata Hermès, ele era a imagem perfeita do advogado bem-sucedido. O herdeiro dos Park's de Connecticut.

Tendo terminado seu trabalho, Minseok tirou o avental e o pendurou num cabide. Jisung se apoiou na bancada da cozinha.

– Ouvi dizer que você rodou a baiana no casamento dos Folks, no fim de semana passado. – Você os conhece? – indagou taehyung.

– Os pais dela são nossos clientes. Não tive o prazer de conhecer a nova Sra. Hari, embora, pelo que Jungkook diz, “prazer” talvez seja um exagero.

– Vai conhecê-la quando eles entrarem com o processo de divórcio – comentou Minseok.

– Sempre otimista...

– Ela é um pesadelo. Mandou uma lista de críticas para Jimin hoje de manhã. Um e-mail enviado de Paris, em plena lua de mel.

– Está brincando! – exclamou taehyung, atônito. – Deu tudo certo. Foi tudo perfeito.

– O champanhe poderia estar mais gelado, o serviço do bufê poderia ser mais rápido, o céu poderia estar mais azul e a grama, mais verde.

– Que vaca! Eu lhe dei dez rosas a mais. Não uma, mas dez – disse taehyung, balançando a cabeça. – Mas não tem importância. Todos os que estavam aqui e que eram seres humanos de verdade sabem que tudo saiu perfeito. Ela não pode estragar isso.

– Essa é o meu garoto! – exclamou Jisung, erguendo um brinde a taehyung com a xícara de café.

– Bom... por falar em Jungkook, você o viu? Quer dizer, vai vê-lo?

– Amanhã. Vamos até a cidade para ver os Yankees.

– Será que você pode levar o casaco que ele deixou aqui? Ou que eu esqueci de devolver. Bom, acontece que o casaco ficou comigo, e ele deve estar querendo de volta. Posso ir buscá- lo, está no meu escritório.

– Eu passo lá e pego o casaco quando estiver indo embora.

– Bom. Está ótimo. Afinal, já que você vai encontrar com ele mesmo...

– Sem problema. Melhor eu ir. – Pegou o saquinho e o balançou ligeiramente olhando para Minseok. – Obrigado pelos cookies.

– Vou descontar uma dúzia dos seus honorários, incluindo o que você comeu


Jisung deu um risinho cínico e foi embora.

Minseok esperou alguns segundos e, então, apontando na direção de taehyung, disse:

– Jungkook.

– O quê?

– Jungkook.

– Não – taehyung apressou-se a dizer, pondo a mão no peito. – taehyung. Tae-Hyung.

– Engraçadinho. Conheço você muito bem. Falou “bom” três vezes em menos de um minuto.

– Não falei, não. E mesmo que tivesse falado, o que tem isso?

– E então, o que está acontecendo entre você e Jungkook?

– Nada. Absolutamente nada. Não seja ridícula. – Ele sentiu a mentira queimando a própria língua. – Você não pode contar nada para ninguém.

– Se não posso contar, é porque tem alguma coisa.

– Não é nada. Provavelmente não é nada. Eu é que estou exagerando. Droga! – exclamou taehyung, enfiando na boca de uma vez só a metade do cookie que ainda estava segurando.

– Você está comendo como uma pessoa normal. Há algo de errado no taehyungniverso. Conte logo.

– Antes você tem que jurar que não vai dizer nada para Jimin ou para Jin.

– Ai, que jogo duro. – Minseok cruzou os indicadores diante da boca e os beijou, dizendo: – Eu juro.

– Ele me beijou, ou, melhor, nós nos beijamos, mas foi ele que começou, e não sei o que teria acontecido depois, porque Jimin me chamou. Tive que ir, e ele foi embora. Pronto, foi isso.

– Espere aí, fiquei surdo logo depois que você disse que Jungkook o beijou.

– Ah, qual é? Isso é sério – replicou taehyung, mordendo o lábio. – Ou não. Será que é?

– Nem parece o tae que eu conheço. Você é mestre em lidar com homens e situações românticas ou sexuais.

– Eu sei . Acontece que foi Jungkook. Não contava que... – ele agitou os braços – ... tivesse que lidar com ele desse jeito. Mas estou fazendo um drama. Foi só um momento, só as circunstâncias. Só uma coisa que aconteceu. Agora acabou. Não é nada.

– Tae, você tem tendência a romancear os homens, os relacionamentos potenciais, mas nunca fica tão atrapalhada com isso. E você está todo confuso.

– Porque é o Jungkook! Imagine só: você está parado ali, cuidando da sua vida, fazendo os bolos e Jungkook aparece e beija você assim, do nada. Ou o Jisung. Você também ficaria confuso.

– O único motivo que levaria qualquer um dos dois a entrar aqui seria beliscar os meus doces. Como Jisung acabou de fazer. Quando foi que isso aconteceu? Na noite em que seu carro enguiçou?

– Não. Mas quase. Naquele dia teve um segundo... Acho que foi justamente esse segundo que fez com que tudo acontecesse. Durante o casamento de sábado.

– Ok, ok, você disse que Jimin o chamou. E como foi? Que nota você daria a esse beijo na célebre escala de Kim Taehyung?

Taehyung suspirou, ergueu um dos polegares e passou a mão por uma linha imaginária.

– Bateu no topo da faixa vermelha e estourou o termômetro.

Minseok assentiu, com os lábios contraídos.

– Sempre desconfiei disso. Tem uma aura de faixa vermelha cercando Jungkook. E o que vai fazer?

– Não faço ideia. Ainda não decidi. Isso mexeu muito comigo. Preciso recuperar o equilíbrio para pensar no que fazer. Ou no que não fazer.

– Então vai me contar tudo, e também tem que me avisar quando a lei do silêncio for anulada.

– Tudo bem, mas por enquanto nem uma palavra – disse taehyung, pegando a bandeja com o queijo. – Está na hora de virarmos empresários.

A sala de reuniões da Votos ficava na antiga biblioteca. Os livros continuavam ali, emoldurando o aposento e, de vez em quando, abrindo espaço para fotos e recordações. A sala mantinha seu ar acolhedor, sua elegância, mesmo sendo usada agora para negócios.

Jimin estava sentado à grande mesa marchetada, com o laptop e o BlackBerry à mão. Como as reuniões com clientes e as visitas à propriedade já tinham acabado, ele pendurou o paletó do terninho nas costas da cadeira. Jin estava sentado diante dele, com as pernas compridas bem esticadas, usando uma calça jeans e o suéter que funcionavam como seu uniforme de trabalho.

Quando taehyung pôs a bandeja em cima da mesa, Jin se esticou um pouco para pegar um cacho de uvas.

– Estão atrasados, meninos.

– Jisung passou pela cozinha. Antes de começar, quem está a fim de um jantar e um filminho hoje à noite?

– Eu, eu! – exclamou Jin, levantando a mão. – Namjoon tem um daqueles negócios de professor, e isso me livra do risco de ficar trabalhando até ele chegar. Tive um dia cheio.

– Por acaso não tenho nada marcado para hoje – disse Minseok, pondo o prato de cookies ao lado da bandeja.

Jimin limitou-se a pegar o telefone interno e apertar uma tecla.

– Oi, Sra. G, dá para nós quatro jantarmos aqui hoje? Está perfeito. Obrigado. – Desligou e acrescentou: – Vamos comer frango, e adorar.

– Por mim tudo bem – disse Jin, mordendo uma uva.

– Então vamos lá, o primeiro item da pauta é Lia, também conhecida como Noiva Monstro. Como Minseok já sabe, recebi um e-mail com uma lista de vários pontos que, segundo ela, deveríamos melhorar.

– Vaca. – Jin se levantou de novo, dessa vez para passar um pouco de queijo de cabra num biscoito de alecrim. – Arrebentamos nesse trabalho.

– Nós deveríamos era ter arrebentado a cara dela – observou Minseok.

– Lia acha, e isso não está necessariamente em ordem de importância, que – Jimin abriu uma pasta para ler o e-mail que tinha imprimido – o champanhe não estava gelado como deveria, o serviço na hora do jantar foi bem lento, os jardins poderiam estar mais floridos e coloridos, a fotógrafa passou tempo demais registrando a festa quando é a noiva que merece mais atenção, e as opções de sobremesas não eram tão variadas nem tão bem apresentadas quanto ela esperava. Acrescenta ainda que se sentiu apressada e/ou deixada de lado pela cerimonialista em alguns momentos. Espera que a gente receba essas críticas no mesmo espírito com que estão sendo feitas.

– A minha resposta é... – disse Jin, mostrando o dedo médio.

– Bem sucinta – concordou Jimin. – No entanto, respondi em nome de todas nós, agradecendo seus comentários e dizendo que esperávamos que ela e Hyun aproveitassem bastante Paris.

– Vaselina – murmurou Minseok.

– Claro. Eu poderia ter respondido o seguinte: Cara Lia, você é uma babaca. Aliás, esse foi meu primeiro impulso. Mas me contive. No entanto, ela foi promovida à categoria de Noiva Monstro Vaca.

– Ela deve ser muito infeliz. De verdade – disse Taehyung, e os amigos se voltaram para fitá-lo. – Qualquer pessoa capaz de estragar uma festa de casamento como a que fizemos para ela só pode ser infeliz por natureza. Se não estivesse com tanta raiva, teria pena dela. Vou ter pena quando a raiva passar.

– Bom, raiva, pena, ou seja lá que porra for, o importante é que tivemos quatro novas visitas à casa marcadas por causa daquela festa, e acho que ainda teremos mais.

– Jimin disse “porra” – observou Jin com um risinho e comendo mais uma uva. – Está furioso mesmo.

– Mas vou superar, principalmente se marcarmos mais quatro eventos por causa do trabalho fantástico que fizemos no sábado. Por enquanto, estou botando Lia no meu recém-projetado Armário de Desgraças, onde tudo vai fazê-la parecer mais gorda, todas as estampas vão ser de bolinhas e as únicas cores possíveis serão marrom-escuro e bege-cadáver. – Isso é que é maldade – comentou Minseok. – Adorei!

– Vamos adiante – disse Jimin. – Jisung e eu nos reunimos para discutir algumas questões legais e financeiras da empresa. Está chegando a época de renovar o contrato de sociedade, o que inclui a porcentagem destinada à Votos pelos eventos externos realizados por qualquer uma das sócias. Se alguém quiser discutir mudanças no contrato, inclusive nessas porcentagens, a hora é esta.

– Está funcionando, não está? – indagou Taehyung, olhando para seus sócios. – Acho que nenhuma de nós fazia ideia de que íamos chegar aonde chegamos quando criamos a Votos. E não apenas em termos financeiros, o que sem dúvida é muito mais do que eu teria ganho, a esta altura, se tivesse aberto a minha própria loja. Mas, Noiva Monstro Vaca à parte, tanto juntas quanto individualmente, construímos uma reputação. A porcentagem é justa, e na verdade a cota de Jisung por sua parte na propriedade está bem abaixo do que ele poderia ter pedido. Estamos todos fazendo o que gostamos de fazer, com pessoas queridas. E ganhamos muito bem.

– Acho que o que o tae está dizendo é: estou dentro. – Jin pegou mais uma uva e acrescentou: – Assino embaixo.

– Contem comigo – disse Minseok. – Haveria algum motivo para mudar o contrato? – perguntou ele, dirigindo-se a Jimin.

– Por mim, não, mas o conselho de Jisung, no seu papel de advogado, é que cada um de vocês lesse novamente o contrato, expressasse qualquer ressalva e desse sugestões antes da renovação.

– Sugiro que Jisung prepare os papéis, que a gente assine tudo e abra uma garrafa de Dom Perignon.

Jin apontou para Taehyung, concordando.

– Aprovado.

– Por unanimidade – declarou Minseok.

– Vou falar com ele. Também tive uma conversa com nosso contador.

– Antes você do que eu – disse Minseok.

– Sem dúvida – concordou Jimin, sorrindo e tomando um gole de água. – Tivemos um primeiro trimestre bem sólido. Nesse ritmo, devemos aumentar nosso lucro líquido em cerca de doze por cento com relação ao ano passado. Sugiro que consideremos reaplicar parte disso na própria empresa. Portanto, se algum de vocês, ou todos, tiver alguma necessidade, algum capricho ou algum desejo egoísta de mais equipamento, ou alguma ideia sobre algo que a Votos pudesse estar precisando, vamos tratar de descobrir em que gastar nosso dinheiro e quanto, exatamente.

Taehyung levantou a mão antes que qualquer um dos outros tivesse tempo de reagir.

– Andei pensando nisso, principalmente depois que examinei meu trabalho do último trimestre. O nosso maior evento vai ser na primavera, com o casamento da filha dos Seamans. Só as flores vão ultrapassar a capacidade da minha câmara fria, o que significa que vamos ter que alugar outra por vários dias. Quem sabe não consigo encontrar uma usada, o que poderia, a longo prazo, sair muito mais barato do que pagar um aluguel.

– Ótimo – disse Jimin, tomando nota. – Faça uma pesquisa de preços.

– Considerando esse evento e o crescimento que temos observado nos negócios – prosseguiu taehyung –, talvez seja hora de comprar outra coisa que geralmente alugamos: as cadeiras extras para o jardim. Assim, quando fizermos um evento externo, nós alugaremos essas cadeiras para o cliente e embolsamos o dinheiro. E...

– Você andou pensando mesmo – comentou Jin.

– Andei. E já que Jin está planejando reformar sua casa, aumentando o andar de cima para abrigar seu grande amor, por que não aproveitar e aumentar também a área de trabalho, o espaço do estúdio? Ela precisa de mais lugar para estocar material, um verdadeiro quarto de vestir em vez daquele lugarzinho que mais parece um provador. E, já que estou com a mão na massa, aquela copa da cozinha de Minseok é simplesmente inútil, já que temos a da cozinha principal. Com uma reforma, ele poderia ter ali uma cozinha auxiliar, com mais um forno, um freezer e mais espaço para guardar as coisas.

– Bom, vamos deixar as sugestões por conta de taehyung – disse Minseok.

– E Jimin precisa de um sistema de segurança computadorizado para monitorar todas as áreas públicas da casa.

– Acho que você gastou o tal aumento do lucro líquido várias vezes – observou Jimin, depois de um instante.

– Gastar é a parte divertida de ganhar dinheiro. A sua função, Jimin, é nos impedir de fazer loucuras. Mas acredito que deveríamos fazer pelo menos algumas dessas coisas e bota

outras numa lista para serem feitas assim que possível.

– Então, desempenhando minha função, diria que a história da câmara fria faz sentido. Veja o que consegue encontrar. E, já que temos que ver com Jungkook como incluir a câmara fria no espaço que você tem, podemos lhe pedir que nos dê alguma ideia sobre os acréscimos a serem feitos no estúdio de Jin e a reforma da copa. – Jimin foi anotando mais coisas enquanto falava. – Eu mesmo já tinha pensado em comprar os móveis e comecei a pesquisar os preços. Vou fazer umas projeções para saber em que pé estamos. Assim poderemos decidir por onde começar.

Fazendo que sim com a cabeça, passou ao outro item da reunião:

– Os próximos eventos é que vão nos ajudar a pagar nossas esperanças e nossos sonhos. A festa de casamento de sexta-feira. Elas me mandaram hoje seus votos e o roteiro da cerimônia. Depois de tirar cara ou coroa, ficou decidido que Dahyun, que a partir de agora será a Noiva Um, chega às três e meia da tarde, e Ryujin, a Noiva Dois, às quatro. A Noiva Um fica com a suíte das noivas; a Noiva Dois, com a dos noivos. Como elas têm a mesma dama de honra, ela vai ficar revezando entre as duas suítes. O irmão da Noiva Um é padrinho, então, vamos usar a saleta do segundo andar para ele e para o pai da noiva, se necessário. O padrinho vai ficar ao lado da Noiva Um durante a cerimônia; e a dama de honra, ao lado da Noiva Dois.

– Espere um pouco. – Pediu Jin, que digitava todos os detalhes no laptop. – Pode prosseguir.

– As duas sabem exatamente o que querem e fazem questão de seguir um roteiro, então, no que me diz respeito, está sendo bastante fácil lidar com elas. A mãe da Noiva Um e os irmãos da Noiva Dois não estão lá muito felizes com a oficialização do relacionamento, mas estão cooperando. Mac, talvez você deva caprichar para tirar fotos que incluam essas pessoas, como as clientes esperam.

– Sem problemas.

– Ótimo. Taehyung, e as flores?

– Elas pediram uma coisa fora do convencional, porém feminino. Nenhuma das duas quer carregar um buquê, então decidimos usar um arranjo de cabeça em Allison e pentes de flor em Marlene. Uma guirlanda para a dama de honra, que vai estar segurando quatro rosas brancas. Elas vão trocar rosas brancas durante a cerimônia, assim que a vela da união for acesa. E cada uma também vai dar uma rosa à própria mãe. Os homens vão usar rosas brancas na lapela. Acho que vai ficar bem bonito.

Taehyung abriu os projetos dos arranjos, tomando uns goles da Coca-Cola Zero.

– Elas queriam um ar campestre nos arranjos e centros de mesa. Estou usando mosquitinhos e margaridas coloridas, margaridas comuns e gérberas, ramos de flores de cerejeira, morangos silvestres e assim por diante. Vai ter ainda um pouquinho de tule e umas guirlandas que estou fazendo, formando cadeias de margaridas. Solitários para as rosas, durante a cerimônia. Muitas luzinhas e velas, o salão principal e o salão de baile dando continuidade à aparência natural dos arranjos. Vai ser simples e bem delicado, acho. Se um de vocês puder me ajudar a carregar tudo, será ótimo, porque não vou dar conta de fazer isso sozinho.

– Eu posso – disse Minseok. – O bolo é de baunilha, recheado com mousse de framboesa e coberto com merengue italiano. Elas queriam que também houvesse ali umas flores simples, combinando com os arranjos de Emma. Só vou precisar pôr as flores no bolo por volta das cinco, então, estou disponível. Fora isso, elas querem cookies sortidos e confeitos em tons pastel.

– Temos, então, o roteiro-padrão para sexta-feira à noite – acrescentou Parker –, excluindo o buquê e a história da liga. Ensaio quinta à tarde; assim, se houver algum problema, teremos tempo de acertar tudo.

– Temos, então, o roteiro-padrão para sexta-feira à noite – acrescentou Jimin –, excluindo o buquê e a história da liga. Ensaio quinta à tarde; assim, se houver algum problema, teremos tempo de acertar tudo.

Sempre que taehyumg pensava em seus pais, em como tinham se conhecido, se apaixonado, tudo parecia um conto de fadas.

Era uma vez uma jovem de Daegu, que cruzou o continente até a grande cidade de Nova York para trabalhar na empresa do tio, cuidando de casas e de filhos de gente que precisava, ou queria, que suas casas ou seus filhos fossem cuidados por outras pessoas. Mas Hyuna tinha outros sonhos: uma casinha bonita em vez de um apartamento barulhento; árvores e flores em vez de asfalto. Trabalhava muito, sempre com a esperança de, um dia, ter sua própria casa, talvez uma lojinha, onde venderia coisas bonitas.

Um dia seu tio lhe falou de um conhecido seu que morava a quilômetros dali, num lugar chamado Connecticut. O tal homem tinha perdido a esposa, portanto seu filho pequeno não tinha mãe. Ele havia deixado a cidade em busca de uma vida mais tranquila, e talvez porque as lembranças fossem muito dolorosas na casa em que morou com a mulher. Como ele escrevia livros, precisava de um lugar tranquilo, e como viajava muito, precisava de alguém de confiança para cuidar do menino. A mulher que fazia isso havia três anos, desde a triste morte da esposa, estava querendo voltar para Nova York.

Então, Hyuna enfrentou uma mudança radical e deixou a cidade grande para ir morar na mansão de E'Dawn e seu filho, Félix.

O homem era bonito como um príncipe e dava para ver que amava o filho. Mas havia em seus olhos uma tristeza que tocou o coração de Hyuna. O menino havia passado por tantas mudanças em apenas 4 anos de vida que ela entendeu perfeitamente sua timidez. Cozinhava para os dois, cuidava da casa e tomava conta de Félix enquanto o homem escrevia seu livro. Logo ela se apaixonou pelo menino, e ele por ela. Nem sempre Félix se comportava bem, mas Hyuna teria ficado triste se não fosse assim. À noite, ela e E'Dawn geralmente conversavam

sobre Félix, livros ou interesses em comum. Sentiria falta daquelas conversas, do patrão, quando ele viajasse a trabalho.

Certas vezes, olhava pela janela para ver E'Dawn brincar com Félix, e seu coração batia mais forte.

Não sabia, no entanto, que ele fazia a mesma coisa com frequência. Pois tinha se apaixonado por ela, como ela se apaixonara por ele. E'Dawn tinha medo de lhe dizer isso, achando que ela pudesse deixá-los. E ela temia lhe falar, pensando que ele podia mandá-la embora.

Um dia, porém, na primavera, sob os ramos arqueados e floridos de uma cerejeira, enquanto o menininho que ambos amavam brincava no balanço, E'Dawn segurou a mão de Hyuna. E a beijou.

Quando as folhas das árvores vestiram as cores vivas do outono, os dois estavam casados. E viveram felizes para sempre.

Seria de espantar que ela fosse tão romântica?, perguntou-se taehyung, parando a van na movimentada rua de mão dupla da casa dos pais num domingo à tardinha. Como alguém que cresceu com aquela história, com aquelas pessoas, poderia não desejar a mesma coisa para si?

Seus pais se amaram por 35 anos e criaram quatro filhos no amplo casarão vitoriano. Construíram ali uma vida boa, sólida e duradoura.

Taehyung não tinha a mínima intenção de ter menos que isso.

Tirou da van o arranjo que tinha feito e se dirigiu apressado até a porta da casa para o jantar familiar. Estava atrasado, pensou, mas tinha avisado que chegaria mais tarde. Segurando o vaso com um dos braços, abriu a porta e entrou numa casa saturada das cores sem as quais sua mãe não poderia viver.

A caminho da sala de jantar, foi penetrando no barulho tão colorido quanto as paredes e os tecidos.

À mesa grande estavam seus pais, seus dois irmãos, sua irmã, suas cunhadas, seu cunhado, suas sobrinhas e sobrinhos e comida suficiente para alimentar o pequeno exército que eles haviam construído.

– Oi, mamãe – disse taehyung, dirigindo-se primeiro a Hyuna. Deu-lhe um beijo no rosto, pôs o arranjo de flores sobre o bufê, e deu a volta na mesa para beijar E'Dawn. – Oi, papai.

– Agora é hora de jantar – disse Hyuna e sua voz ainda guardava o calor e a música do México. – Sente-se logo, antes que esses porquinhos acabem com toda a comida.

O sobrinho mais velho de taehyung fez uns grunhidos de porco e uma careta quando ela veio se sentar ao seu lado. Félix lhe passou uma travessa.

– Estou faminto. – Ela assentiu e, com um gesto, indicou que a travessa podia seguir adiante, enquanto seu irmão Jongin erguia uma garrafa de vinho. – Vamos, me contem tudo o que está acontecendo – disse taehyung.

– Primeiro as notícias importantes.

Do outro lado da mesa, sua irmã Chaeyoung pegou a mão do marido. Antes que ela pudesse abrir a boca, Hyuna soltou um gritinho de felicidade.

– Você está grávida!

Chaeyoung riu.

– Pronto, acabou a surpresa. Minho e eu estamos esperando o quinto e, definitivamente, último membro da família para novembro.

Todos à mesa começaram a lhes dar parabéns, enquanto o menorzinho da família, entusiasmado, batia com a colher na cadeirinha alta. Hyuns se levantou de um salto para abraçar a filha e o genro.

– Ah, não há notícia melhor que a chegada de uma criança. E'Dawn, vamos ter outro bebê.

– Cuidado. Da última vez que você me disse isso, kim taehyung chegou nove meses depois.

Rindo, Hyuna se pôs às costas do marido, passou os braços pelo seu pescoço e encostou o rosto no dele.

– Agora o trabalho duro fica por conta das crianças e nós ficamos só com as brincadeiras.

tae ainda não fez a parte dele – observou Jongin, erguendo as sobrancelhas para a irmã.

– Ele está esperando por um homem que seja tão bonito quanto o pai e que não seja tão chato quanto o irmão – retrucou Hyuna, olhando feio para o filho. – E eles não dão em árvores.

Taehyung deu um sorrisinho debochado para o irmão e cortou uma primeira fatia de leitão assado.

– Mesmo assim, continuo passeando pelos pomares – disse, com uma vozinha doce.

Depois que os outros saíram, ficou mais um pouco para dar uma volta pelo jardim com o pai. Foi com ele que aprendeu tudo sobre flores e plantas, e também a amá-las.

– Como está o livro? – perguntou.

– Uma droga.

– É o que você sempre diz – retrucou Taehyung, rindo.

– Porque nessa fase é sempre verdade. – Enquanto andavam, E'Dawn passou o braço pela cintura do filho. – Mas os jantares em família e mexer com a terra me ajudam a deixar a droga de lado por algum tempo. E, depois, quando retomo o trabalho, as coisas nunca me parecem tão ruins quanto eu achava antes. E você, como está, moço bonito?

– Ótimo. Ótimo mesmo. Temos andado ocupados. No começo da semana fizemos uma reunião porque os lucros estão aumentando e me passou pela cabeça que somos... que sou uma pessoa de sorte por fazer o que gosto e com os melhores amigos que tive na vida. Você e mamãe sempre nos diziam que, se descobríssemos o que gostávamos de fazer, trabalharíamos bem e felizes. Eu descobri.

Virou-se quando a mãe veio atravessando o gramado com um casaco na mão.

– Está muito frio, E'Dawn Quer pegar uma gripe para eu ter que ouvir você se queixando o tempo todo?

– Pronto, descobriu o meu plano – disse ele, deixando a mulher agasalhá-lo.

– Encontrei Yeji ontem – começou Hyuna, referindo-se à mãe de Namjoon. – Ela está tão empolgada com o casamento... Também fico muito feliz por ver duas das pessoas de quem mais gosto se apaixonarem. Yeji sempre foi uma boa amiga e me defendeu quando algumas pessoas ficaram escandalizadas por seu pai se casar com a empregada.

– Ninguém entendeu que eu estava sendo muito esperto, afinal ela passaria a fazer todo o trabalho de graça.

– O típico ianque pragmático – retrucou Hyuna se aconchegando junto dele. – Um verdadeiro feitor de escravos.

Vejam só esses dois, pensou taehyung. Como se entendem perfeitamente.

– Jungkook me disse outro dia que você era a mulher mais linda do mundo, e que ele está esperando para fugir com você.

– Não deixe que eu me esqueça de lhe dar uma surra na próxima vez em que o vir – observou E'Dawn.

– Jungkook é o mais charmoso dos galanteadores. Talvez eu faça vocês brigarem por mim – acrescentou Hyuna, erguendo o rosto para o marido.

– Não seria melhor uma massagem nos pés?

– Temos um trato. Quando você encontrar um homem que lhe faça uma boa massagem nos pés, abra bem os olhos, Kim Taehyung. Muitos defeitos desaparecem diante dessa habilidade. – Vou me lembrar disso. Agora tenho que ir. – Abriu os braços para enlaçar os pais. – Amo vocês.

Olhou para trás enquanto se afastava e viu o pai pegar a mão da mãe sob os galhos da cerejeira, com os botões ainda bem fechadinhos.

E viu que ele a beijou.

Não, pensou taehyung, eu só podia ter nascido romântico. Eu só podia querer isso, pelo menos parte disso, para mim.

Entrou na van e ficou pensando naquele beijo na escada dos fundos da mansão dos Park's.

Talvez tivesse sido apenas um flerte ou curiosidade. Talvez apenas química. Mas estaria perdido se fingisse que aquilo não tinha acontecido. Ou se deixasse Jungkook fingir.

Estava na hora de encarar os fatos.



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