História Mar de rosas (abo) - Capítulo 15


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Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Abo, Mpreg, Sasunaru, Yakuza, Yaoi
Visualizações 316
Palavras 4.102
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, LGBT, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, gente, eu excluí as minhas outras fics incompletas porque tô sem tempo e tudo mais, pretendo me segurar apenas em uma e só começar uma nova quando eu acabar uma e pah - acho que deu pra entender, quero focar só em uma - então agora eu acho que vou me dedicar mais a essa e atualizá-la de uma forma mais ou menos regular.
A música do capítulo é "I think of you" do Chris Brown feat. Jeremih e Big Sean.
Boa leitura.

Capítulo 15 - Reconciliações


– Capítulo 15 –

Reconciliações.

“Baby, won't you give me something

That I wanna do?

When I see the sun set

Yeah, I think of you”

A Hanabi não deu nem tempo para que as meninas perguntassem o que ela tinha, saiu do clube com lágrimas nos olhos e chamando a atenção da maioria, principalmente a do Konohamaru, ele não tinha mesmo certeza, então passou o seu olhar por todo o estabelecimento e os seus olhos se encontraram com os da Hinata, a mesma fechou a cara automaticamente e com a sua típica cara de nojo, ela virou a taça, sabia que a sua irmã mais nova não gostava quando alguém ia atrás dela quando estava chateada ou triste, respeitava o seu espaço.

O Uzumaki ficou inquieto, sabia do que se tratavam aqueles olhos molhados da garota que acabara de deixar o local, tinha que explicá-la, porém não podia deixar a sua cliente lá, poderia ser até mesmo demitido de seu primeiro e melhor emprego, afinal ele era bem pago, melhor que o seu irmão mais velho. Mexeu a perna freneticamente e rápido, estava com um sorriso falso em seus lábios e concordando com tudo o que a mais velha falava, fingia que ouvia algo.

- Por que não vai atrás dela? – A Chiyo perguntou e levou a taça com martini até a sua boca, tomando apenas um pouco.

- Como? – O garoto não podia acreditar em seus próprios ouvidos, provavelmente teria ouvido errado já que não estava prestando muita atenção.

- Vai atrás dela, é a Hanabi Hyuga, certo? Vocês são tão jovens e apaixonados, têm mais é que aproveitar. – Ela deu risada.

- Como a senhora...? – Nem foi capaz de concluir a sua pergunta, estava boquiaberto, a Akasuna estava de costas para a porta e balcão, nem tinha como ela ver a ômega dos Hyugas.

- O cheiro dela, sou uma ômega com o nariz apurado e reconheço o cheiro dela de longe. – Deu uma outra risada, porém mais baixa. – Ande logo, querido, vá atrás dela, não quer que a sua parceira destinada escape de você ‘pra sempre, quer? – Provocou segurando a sua taça em uma de suas mãos e girando-a um pouco entre os seus dedos.

- Parceira destinada? Isso é lenda. – Foi a vez do alfa rir, lembrava-se de quando a sua avó contava-lhe como ela não encontrou o seu parceiro destinado por ter se juntado com um outro alfa.

- Se você não acredita nisso faça o teste, mas nunca se esqueça das minhas palavras, se eu estiver certa quero saber depois. – A velha debochou em um sorriso ladino e deu uma piscadela para o maior, voltando a tomar um gole de seu drink.

- T-Tanto faz. – Deu de ombros, mas tentou manter sua pose gentil e elegante. – Não posso deixar uma cliente na mão, a senhora me alugou por uma noite completa.

- Ora, querido, não seja teimoso, apenas vá, deixe o seu chefe comigo. – A Akasuna insistiu mais uma vez e jurou a si mesma que se o garoto não aceitasse ela iria fazer uma reclamação apenas para deixá-lo sentir-se ameaçado.

Mas não foi necessário mais nada, o Konohamaru se levantou da cadeira meio afobado e afrouxou a sua gravata, ao seu ver ela estava apertada demais para o seu nervosismo repentino.

- O-Obrigado, senhora Akasuna, venha mais vezes e me alugue mais uma vez, não se esqueça disso. – Avisou enquanto deixava a mesa e corria para o lado de fora do clube.

O Kabuto já não estava mais por lá, provavelmente ele teria ido se encontrar com o seu amante de todas as noites, o Konohamaru deu sorte daquela vez, no entanto não era como se os outros hostess fossem ficar calados ante aquela situação, estava torcendo que a Chiyo desse conta e que ele não precisasse ser despedido.

Ao chegar do lado de fora olhou para os dois lados, desesperado. Por fim encontrou uma perolada encostada na parede, ela chorava baixinho e os seus feromônios estavam a ultrapassando, sabe lá o que poderia ter acontecido se o Uzumaki não tivesse aparecido naquela hora, vários alfas já se aproximavam e com a chegada repentina do moreno, além da presença que ele estava emanando, os mesmos se afastaram na mesma hora, mas também a Hyuga percebeu rapidamente a sua presença. 

- Quem está aí? – Ela gritou já deslizando a sua mão sobre o seu corpo e levando a sua perna até a parede para apoiá-la e ficar mais fácil de pôr sua mão em sua arma escondida.

- Sou eu, Hana. – O Konohamaru se aproximou mais quando se deu conta de que a ômega tinha percebido de quem se tratava. Ela abaixou a perna e suspirou alto, aliviada.

- O que foi? – Indagou com sua atípica voz tediosa, se soubesse que o moreno fosse aparecer por ali já teria ido embora.

- Eu quero te explicar o que houve, não sei o motivo de estar fazendo isso, afinal nós somos apenas amigos, porém eu comecei a trabalhar nesse local há algumas semanas e nem mesmo o Naru-nii sabe do que se trata, eu sou acompanhante e recebo muito bem por isso. – Explicou cautelosamente, não sabia nem mesmo o porquê de estar sendo tão cuidadoso com as palavras.

- Você tem razão, não sei porque eu fiquei desse jeito, não temos nada. – Ela riu sem humor fitando um canto qualquer no chão. – O que é um acompanhante exatamente? Ao que eu sei eles saem com ômegas e vão para casa com elas. – Disse o que sabia com um certo mau humor.

- Quê? – O alfa riu com vontade da inocência – ou talvez não – da garota. – Não somos animais de estimação ou prostitutos, Hana, só somos pagos para passar a noite com as clientes conversando e fazendo com que elas comprem bebidas e também paguem para a gente.

Ela sentiu uma leve vontade de rir por sua ignorância quanto ao assunto, mas reprimiu, não queria que o alfa pensasse que ela já estava normal novamente. Apenas soltou um “hm” e cruzou os braços.

- E quanto você ganha? – Fingiu não ter muito interesse no assunto e virou o seu rosto para o lado oposto do garoto.

- O suficiente para pagar todas as nossas contas e permitir que o Naru-nii fique com o salário dele para o seu próprio lazer, o que agora será substituído por roupas de crianças e coisas parecidas. – Abriu um meio sorriso ao se lembrar de seus futuros sobrinhos.

- Eu posso pagar dobrado. – A Hanabi falou chamando a atenção do Uzumaki, aquele assunto já não estava mais lhe agradando.

- De jeito nenhum. – Recusou sem pensar duas vezes e foi assim que atraiu o olhar atônito da perolada. – Quero ganhar o meu próprio dinheiro com coisas que estão ao meu alcance, não por conhecer alguém de grande influência, quero fazer faculdade e ser capaz de sustentar a nossa família, não receber dinheiro da minha futura namorada. – O moreno parecia indignado com o que a Hyuga havia falado, entretanto ela não estava nem preocupada, sua mente não estava nem processando direito.

- “Nossa família”? Sua “futura namorada”? – Questionou encantada e só então foi que o alfa notou a besteira que havia falado.

Ele nem esperava um dia falar isso em voz alta, isso só se passava pelos seus pensamentos e ao ter sua ficha caída por ter falado aquilo, ainda mais na frente da última pessoa que deveria escutar, o fazia sentir-se incomodado, frágil, diria. Não queria que ninguém soubesse de seus sentimentos, pelo menos não naquela hora.

- E-Eu não quis dizer isso, eu... – Não fora capaz de se defender, a ômega agarrou-se em seu pescoço e sem hesitar depositou um selinho demorado nos lábios alheios, por fim afastou-se ainda com um sorriso infantil no rosto e com as suas bochechas rubras.

- Eu aceito ser sua futura namorada.

Ótimo! Agora ela não tinha nem mesmo dado chance ao moreno ficar preparado, ou pedir-lhe adequadamente. 

- N-Não, ainda não. – Ele tentou se opor de um forma que não a deixasse magoada, mas era quase impossível.

- Você acabou de dizer que queria isso, já mudou de ideia? – Fez um biquinho fofo o observando de baixo.

- Eu não quis dizer isso, eu não tenho dinheiro o suficiente para te ter agora, ainda nem estou na faculdade e nem sei a sua idade. – Tentou se explicar novamente na esperança de que ela entendesse o seu lado.

- Não sou materialista, não me importo com isso e eu tenho vinte e cinco anos, nem sou tão velha assim, certo? – Ela brincou dando algumas risadas e consequentemente arrancou algumas do mais novo. Ele sabia que ela era sem noção, mas não daquele jeito.

- Vinte e cinco? – Se abismou. – Não parece mesmo.

- Pareço ter quantos anos? – A menor se empolgou e agarrou-se ao braço dele.

- Muito menos que essa idade, disso eu tenho certeza. Venha, deixe-me te pagar um drink. – Chamou já se prontificando para adentrar o clube com ela, a mesma havia concordado.

- - -

“I think of you

You're all I want too”

Pela manhã o Naruto fez o que geralmente fazia, acordou o seu irmão e por incrível que pareça não precisou derrubá-lo da cama ou gritar com ele, o mesmo acordou-se da segunda vez que o loiro o chamou, ele estava com um sorriso bobo nos lábios e com as bochechas rubras, estava feliz e provavelmente tinha sonhado com algo que o mais velho tinha até medo de perguntar sobre. Tomou café e foi até o quarto de seus avós, permitiu-se ficar um pouco ao lado deles, os observando da cadeira de balanço que tinha no quarto, eles a tinham desde quando eram novinhos.

Os olhou com ternura e alisou uma hora ou outra o rosto dos mesmos e também os fios brancos de ambos, não podia conter o seu sorriso caloroso e muito menos não deixava de recordar-se de seu passado. Fora um tempo bom, eles ensinaram a ele e ao caçula muitas coisas e por mais que o Menma não tivesse desfrutado de tudo aquilo, sabia que ele sentia o mesmo amor pelos mais velhos.

- Amo vocês. – Falou o loiro antes de se retirar do quarto e fechar a porta.

O Konohamaru já estava terminando de pôr o seu uniforme enquanto mastigava uma torrada em frente a um dos poucos espelhos quebrados da casa, aquele sorriso de idiota – como diria o Naruto – dele estava assustando o mais velho, sua língua coçava para questionar mesmo que a sua mente dissesse que o melhor seria passar reto e fingir que nunca nem viu aquele sorriso escroto.

Suspirou e revirou as orbes azuladas, deu-se por vencido, a sua curiosidade era maior que os seus instintos cautelosos de ômega, mas talvez nem fosse assim tão ruim. Aproximou-se do irmão caçula e arqueou uma sobrancelha, o mesmo nem notara a sua aparição.

- Por que você está sorrindo desse jeito? Viu o passarinho verde? Vou te pôr em uma clínica de reabilitação, seu idiota. – O loiro acusou dando um soco na cabeça alheia.

O moreno grunhiu de dor e pôs suas mãos sobre a elevação horrenda que se formou sobre a sua cabeça, estava quase chorando, mas cairia apanhando se fosse o caso, não tinha problema em sair nos socos com o Naruto, até porque foi ele que começou.

- Deixa de ser grosso, vou mandar o Sasuke para o oculista, o que ele viu em você? – Indagou retoricamente e mostrou a sua língua para o mais velho assim que o mesmo mostrou-lhe o seu dedo do meio, pareciam duas crianças brigando por algum doce.

- Eu sou carinhoso com ele, porque ele merece... às vezes. – Respondeu baixando cada vez mais o seu tom ao lembrar de como realmente tratava o Uchiha, provavelmente a sorte dele era o Menma ao seu lado para lhe defender. – Bom, não importa, ele nem gosta de mim, só teremos filhos juntos. – Deu  de ombros.

- Pois é e não pense que é só porque você vai ficar um gordo obeso que eu não vou te bater, se fizer por onde eu bato sim. – Assegurou ao loirinho para que o mesmo não ficasse tão convencido achando que poderia fazer o que quisesse com o mais novo. – E quanto a ele não gostar de você, você já perguntou isso a ele?

- Não é necessário, Kono-nii, passamos quinze capítulos como casal quase que secundário, você com a Hanabi, assim como o Saso e o Dei-chan estão tomando muito espaço, eu não tenho nem tempo de ser carinhoso ou grosso com ele que já tem quebra de tempo. – Levantou os olhos para os céus. – Ou seja, ele nem teve tempo de gostar ou de desgostar de mim, só de enfiar aquele mastro na minha entradinha e me engravidar.

O moreno riu, o mais velho era mesmo um estressadinho, porém não deixava de ser verdade o que ele havia dito, precisava de mais interação do casal principal, certo? Certo, entretanto nem tudo que é correto será feito, a saudade do casal secundário pode ser ainda maior e o principal pode esperar um pouco, pouco pois o capítulo seguinte será totalmente focado nele.

O mais velho se despediu do mais novo e saiu de casa assim que a Konan chegou, pegou o ônibus como de costume e teve que andar algumas quadras antes de chegar na cafeteria – como também era de costume. Adentrou o local e se encantou com o cheiro que estava emanando de lá, era bom e inclusive o Uzumaki estava tentando entender o porquê de não estar enjoado com aquele aroma já que teve que tomar café tapando o nariz para não vomitar.

- Gostou? – O Kiba perguntou ao se aproximar do loiro com as suas mãos na cintura e um sorriso amistoso no rosto.

- Sim, é um ótimo cheiro, o que é isso? – Indagou com curiosidade olhando a sua volta, até mesmo os clientes estavam se agradando, não houvera nenhuma reclamação desde a semana anterior, pois o Inuzuka já tinha colocado antes para ver a reação dos demais e só houvera elogios.

- Incenso, mandei comprar com os seus cheiros e acendi ambos para se misturarem no ar, acho que foi por isso que todo mundo gostou. – O moreno riu mostrando os seus caninos. – Esse aroma se sobressai no meio do cheiro dos doces, bebidas e outras comidas por aqui.

- Muito obrigado, Kiba, você é mesmo um amor de pessoa, nunca trabalhei em um lugar melhor do que esse. – Comentou sorrindo de orelha a orelha que nem uma criança. – Agora se me der licença.

Ele se retirou e foi trabalhar, passou a manhã toda e só teve dois intervalos de vinte minutos por conta própria, pois pelo Kiba ele teria tido mais intervalos e teria ficado mais tempo na sala de descanso, ele estava grávido e não podia extrapolar, se tivesse complicações na gestação o Sasuke não ficaria muito feliz, e por falar no Uchiha, o mesmo mandou uma mensagem para o loiro quando ele estava saindo do trabalho.

Já estava com a roupa que iria para a faculdade, já tinha almoçado no café, algo que o Inuzuka fez para ele por conta da casa – ele sempre fazia isso sem custo adicional, para demonstrar tamanha afinidade que tinha com o Uzumaki. O garoto pegou o seu celular e o destravou enquanto esperava o ônibus no ponto que parou no início da manhã.

“O papai, eu e toda a minha família achamos que você deveria passar a morar aqui conosco, será melhor para a sua gestação, quero acompanhar tudo de perto e suprir todas as suas necessidades, pode trazer o Konohamaru junto, por favor, aceite, pode acontecer algo com você e eu não estar perto, aqui você terá assistência vinte e quatro horas por dia.” ~Sasuke Uchiha.

O Naruto até gostou do que leu, o moreno estava preocupado com os bebês e isso era reconfortante, se ele rejeitasse as crianças o loiro não teria outra opção a não ser abortar, já tinha dois idosos para cuidar e um irmão mais novo, não precisava de mais duas crianças, ou levaria eles para um orfanato ou o aborto seria a sua última opção, não teria dinheiro o suficiente para arcar com duas crianças, então só o fato do Sasuke se preocupar já o deixava tranquilo, não precisava morar com ele.

“Sinto muito, Sasuke, terei que recusar. Não vou deixar os meus avós sozinhos, eu não fui criado assim, a nossa família não abandona um dos seus. Se algo acontecer – o que não irá – eu tenho o Konohamaru para me socorrer.” ~Naruto Uzumaki.

Mentiu. Afinal o Konohamaru trabalhava durante a noite, porém não deixaria os seus avós sozinhos por puro egoísmo, cuidaria de si mesmo, deles, do seu irmão e de seus filhos se fosse preciso. Travou o celular e o colocou na mochila, o ônibus havia chegado no ponto em que ficaria. Desceu e saiu às pressas para chegar logo na universidade, ainda tinha algumas quadras para andar.

Apressou os passos e conseguiu chegar no estabelecimento a tempo, estava cansado e ofegante, mas após uma garrafa enorme de água ele conseguiu se repor. Foi para a sala de aula e se sentou no lugar de sempre, ao lado do Sasori, o ruivo lhe lançou um sorriso amistoso e deu uma “boa tarde” ao loiro que pulou em seu pescoço, o Akasuna se preocupou.

- Cuidado nas crianças, seu imprudente. – O mais velho repreendeu tocando na barriga nem um pouco elevada do Naruto e olhando-a com espanto.

O Uzumaki deu uma risada. – Está tudo bem, a gravidez não é de risco e a minha barriga ainda não está grande, Saso, não se preocupe. – Deu leves tapinhas no ombro do amigo ainda com um belo sorriso nos lábios.

- Claro que eu me preocupo, seu idiota. – Suspirou e cruzou os braços, emburrado.

O Naruto deu-lhe um beijo na bochecha e apertou a mesma, iniciando assim uma conversa animada com o ruivo antes que o Izuna chegasse na sala, mas na verdade quem passou por eles foi o Deidara, o ômega tinha ido falar com alguém do lado de fora da sala e rapidamente voltou, fez questão de nem olhar para o Sasori de soslaio, a sua raiva ainda não tinha passado.

E o Akasuna percebeu o ar frio vindo de seu parceiro, suspirou pesadamente, desde o evento beneficente ele estava daquele jeito. O Uzumaki percebeu que o melhor amigo tinha mudado de expressão assim que o Yamanaka passou e se preocupou, recordava-se dele dizer que tinha marcado o ômega e isso sim era um assunto sério.

- Por que você não está sentado ao lado do Dei-chan? Vocês são parceiros agora, eu devo estar é me metendo. – Tomou um ar tristonho, de certa forma estava certo, porém nunca tinha se sentido culpado por tal coisa.

- Mesmo que eu quisesse ele não iria querer, o Deidara está assim desde o dia da festa dos Hyugas, ele está até dormindo no quarto de hóspedes. – Comentou e tocou suas têmporas, massageando-as.

- Já pensou em conversar com ele? – Indagou o menor olhando para o loiro no final da sala de soslaio, ele estava inquieto, ria forçadamente de uma conversa que nem mesmo estava prestando atenção, o Naruto percebeu que ele olhava vez ou outra para o alfa.

- Ele não vai me dar ouvidos, ele nem mesmo olha para mim. – Deu de ombros.

A conversa foi interrompida pelo Uchiha que adentrou a sala, o Izuna começou a dar sua aula e como já era de se esperar ele passou um trabalho, em dupla dessa vez. O Naruto fez todas as anotações do trabalho, teriam que fazer uma tese sobre algumas doenças que eram mais comuns em outros países que não fosse aquele. O trabalho anterior dos garotos em trio tinha dado meio errado, como já esperado o Izuna não permitiu que os meninos fossem até os EUA para pesquisar e visitar a empresa que tanto queriam, tiveram que mudar todo o trabalho de última hora, o Naruto queria estar certo de que não teriam objeções quanto ao seu trabalho daquela vez.

- Vamos fazer juntos? Hoje a noite, na minha casa. – O Sasori falou, no entanto o loiro não estava muito de acordo com aquilo não, ele sorriu sem humor.

- Hã? Você não vai fazer com o Deidara? – Deduziu isso pelo fato deles estarem morando juntos, seria até mais fácil para ambos.

- Não, por que eu faria? Nós sempre fizemos juntos, não vai ser agora que iremos nos separar. – Ele deu uma risadinha e balançou a cabeça negativamente como se o loiro tivesse dito algo completamente anormal.

O Naruto se incomodou mais uma vez, se estivesse gostando realmente do Sasuke não deixaria que ele fizesse aquele tipo de coisa, trocar-lhe por seu melhor amigo, por mais que eles estivessem juntos há mais tempo. Respirou fundo, para entrar algo naquela cabecinha de vento do Sasori sem que alguém explicasse a situação era complicado, como ele podia ser tão lerdo?

Viu o alfa pegar um chiclete em seu bolso e colocá-lo rapidamente na boca enquanto olhava para os lados, além dele ser um viciado em comida, um lerdo, ele era uma criança, ainda tinha trauma de seu tempo no fundamental e ensino médio quando ele abria um plástico de bala ou qualquer coisa comestível e todo mundo pedia, no final ele acabava sem nada. O Uzumaki riu baixinho para que ele não notasse e logo lhe foi oferecido um chiclete também, entretanto ele recusou.

- Você come mais do que o normal quando está nervoso, houve algo? – O mais novo questionou após o ruivo pôr o doce novamente no bolso de seu moletom vermelho.

- Faz um tempo que eu não como tanto, não estou nervoso, só estou compensando o tempo perdido. – Deu uma piscadela convencida para o melhor amigo e este revirou os olhos com um sorriso ladino.

- Você e o Deidara não parecem nem um casal. – Pensou em voz alta enquanto pousava o seu queixo sobre a sua mão e olhava atentamente para o Akasuna, só depois de ver a expressão atônita do mesmo foi que se deu conta do que havia falado. – Q-Quero dizer...

Foi interrompido enquanto tentava procurar palavras para justificar a sua fala imprudente e gesticulava desesperadamente para o mais velho que apenas sorriu e pousou uma de suas mãos no pulso do loiro.

- Está tudo bem, Naru, eu tenho que concordar, eu marquei o Dei quando ele estava no cio e não porque o amo. – Deu de ombros e uma risadinha com a cara do Uzumaki. – Não posso dizer que não gosto dele, mas eu não o amo a esse ponto.

Um estrondo foi ouvido por toda a sala e até mesmo as conversas paralelas que se contrastavam com a voz do moreno dando aula cessaram. Os olhares automaticamente foram levados até o casal de amigos e até mesmo o Deidara se assustou dando um sobressalto da cadeira quando viu aquela cena de camarote. O Naruto deferiu um tapa barulhento sobre uma das bochechas do ruivo por puro impulso, no entanto não se arrependera.

As lágrimas já rolavam pelo seu rosto, o ômega estava triste e bravo, talvez fossem os hormônios da gravidez, todavia não podia admitir uma coisa como aquela. Estava de pé ante os olhos e cochichos alheios, sua cabeça estava baixa, os seus fios loiros cobriam os seus olhos chorosos e as lágrimas pingavam no chão.

- Como você se acha no direito de fazer isso e ainda não se importar com ele? Se fosse ‘pra não se importar, para que quando ele estivesse chateado você não fosse ao menos perguntar a ele o motivo que não tivesse marcado ele, só assim ele estaria livre para ficar com um alfa melhor do que você. Sinceramente eu não sei como fui acabar tendo um babaca como você de melhor amigo não.

Vociferou para quem quisesse ouvir, estava magoado pelo Deidara e só queria socar o Sasori. Pegou o seu celular e apenas trocou olhares com o Izuna antes de deixar a sala de aula com todos os alunos boquiabertos e cochichando freneticamente, ligou para o Sasuke, uma outra hora ele pensaria em seus materiais que havia deixado para trás, talvez pedisse para alguém ir pegá-los, quem sabe o Konohamaru ou o seu professor. Naquele momento só queria se desmanchar em lágrimas nos braços de seu alfa, podia não ter se arrependido do tapa que deu em seu melhor amigo, mas de dizer que não sabia como tinha se tornado melhor amigo dele eram palavras amargas que mesmo ele se recusava a engoli-las.


Notas Finais


Obrigada por lerem, se possível deixem a opinião de vocês, sim? ^u^
E quanto a faculdade dos meninos é o seguite, eles fazem medicina e administração, por mais que pareça que o Izuna é o professor único e fixo deles ele só dá algumas aulas e matérias, tanto em medicina quanto em administração.
Não taquem pedra no Saso, fiquem com Rikudou e não usem drogas u-u.


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