História Mar de rosas (abo) - Capítulo 16


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Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Abo, Mpreg, Sasunaru, Yakuza, Yaoi
Visualizações 401
Palavras 4.192
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, LGBT, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então, né, gente, acho que esse capítulo é "triste" digamos assim, mas tá massa qq
No começo eu fiz uma narrativa na primeira pessoa do Naruto, só que eu juro que nem eu mesma sei porque fiz isso kkk mas vão na fé,,,,
A música do capítulo é "Helena" de My Chemical Romance.
Boa leitura.

Capítulo 16 - Como a verdade e a realidade podem machucar


– Capítulo 16 –

Como a verdade e a realidade podem machucar.

“What's the worst thing I could say?

Things are better if I stay

So long and goodnight

So long not goodnight”

Naruto

Chamei o Sasuke para me tirar daquela faculdade sim, não aguentaria ficar mais nem por um segundo lá, um bolo estava se formando em minha garganta e os meus olhos já estavam tomando lágrimas, entretanto eu tentava, com todas as minhas forças, segurá-las, não faria esse tipo de coisa em estabelecimento pedagógico. Me arrependia amargamente de ter dito todas aquelas asneiras para o Sasori, porém era a verdade e alguém tinha que lhe dizer, abrir os seus olhos para o que quão babaca ele estava sendo com o coitado do Deirada.

Poxa, eles estavam morando juntos, o Sasori havia o marcado, se não era exatamente isso que ele quisesse que não tivesse mordido o Dei-chan daquela maneira, se ele acha que eu irei permitir que ele trate ômegas daquele jeito ele está muito enganado, eu dei sorte por ter sido escolhido pelo Sasuke, se eu fosse o Yamanaka nunca concordaria com tal coisa e já teria feito um show para o lado daquele alfa idiota.

Bufei estressado e cruzei os meus braços, encostando-me no muro, porém foi uma perca de tempo, o Uchiha chegou em um barulho só e pela velocidade eu poderia imaginar que ele estivesse muito preocupado, mas não comigo, claro, com os bebês, talvez ele tivesse pensado que eu estava com problemas com os nossos filhos, entretanto é por causa deles que eu estou com os meus hormônios à flor da pele, chorando por nada e me zangando facilmente – não que isso não já acontecesse naturalmente antes.

Ele abriu o vidro escuro de seu carro luxuoso e eu lhe lancei um meio sorriso, fui até o veículo e abri a porta, sentei, pus o cinto e me limitei a olhar a estrada enquanto o moreno arrancava, ele não falou nada, pelo menos não até chegar em uma rua que eu conhecia bem, haviam vários hospitais por ali. Sabia que ele achava que era algo com as nossas crianças.

- Você está bem? As crianças estão bem? – Perguntou ele preocupado enquanto me olhava de soslaio uma vez que o semáforo estivesse vermelho.

- Está tudo bem, eu apenas briguei com o Sasori e não estou me sentindo muito bem emocionalmente falando, acho que os hormônios da gravidez já estão me atacando. – Suspirei pesadamente e abaixei a minha cabeça para fitar o chão do carro.

O Sasuke não falou mais nada e voltou a arrancar o carro assim que o sinal ficou verde. Fomos para a casa dos Uchihas,  cumprimentei a dona Mikoto, incrivelmente – ou talvez pelo fato de eu não passar muito tempo por lá – só estava a ômega em casa além de seus empregados, o Kakashi estava no canto da sala de pé, ele parecia inquieto.

- Que bom te ver uma hora dessas, Naruto. – A mulher falou a mim com um sorriso no rosto enquanto apertava o meu corpo contra o seu. Eu retribuí o abraço e também o sorriso. – Achei que tivesse aula de tarde.

- Ele tem, porém não estava se sentindo muito bem. – O Sasuke falou por mim com a sua típica cara de abuso, era impressionante como ele mantinha aquela expressão até mesmo na frente de sua mãe.

Subitamente uma outra pessoa entrou na sala de estar, esse era um garoto que aparentemente tinha o meu tamanho, ele tinha pele pálida, olhos intrigantemente âmbar, fios grisalhos e um sorriso lindo, eu me encantou na mesma hora, como aquele garotinho poderia ser tão fofo, queria apertá-lo. Nunca tinha o visto pela casa dos Uchihas, talvez ele tivesse se mudado há pouco tempo ou ficava só durante as tardes – logo eu não saberia por não ir pelo horário da tarde na casa dos morenos.

- Quem é esse, vovó? – O garoto perguntou fazendo uma cara de curiosidade.

“Vovó?”, eu pensei, me assustei com aquelas palavras, nem sabia que a Mikoto tinha netos.

- Esse é o Naruto, Mitsuki, o namorado do Sasuke. – Ela me apresentou com um sorriso divertido para o platinado que parecia entender um pouco mais as coisas. – Naruto, esse é o Mitsuki, ele é filho do Menma e do Itachi.

Eu paralisei com a notícia, como assim filho deles dois? Desde quando? Por que eu já não tinha ficado sabendo daquilo antes? E o mais importante, como ele podia não ter nada dos dois morenos? Acho que deixei transparecer demais a minha surpresa, pois a dona Mikoto, o Mitsuki e até mesmo o Sasuke riram de toda aquela situação, eu ainda permanecia confuso.

- P-Por que estão rindo? – Questionei envergonhado, baixei a minha cabeça e corei de tanto constrangimento que passei ao encarar de forma bizarra o garoto que era do meu tamanho, se não é que ele era maior.

- Da sua cara, você precisava ver. – O meu alfa comentou ainda rindo. Queria dar-lhe uns gritos, porém com a matriarca por perto seria muito indelicado.

- Eu sou adotado, Naruto, não se preocupe, todo mundo se assusta quando eu digo que sou filho deles. – O próprio Mitsuki me explicou, me senti ainda mais idiota.

Mas sorri no mesmo instante ao saber da notícia, aquilo me alegrava, saber que tinha pessoas solidárias e de braços abertos para receber alguém que não fosse de seu sangue em sua família era um ato muito bonito e generoso.

- Desde quando isso? – Eu voltei a perguntar com curiosidade e com os meus olhos emanando euforia.

- Faz algumas poucas semanas. – O grisalho respondeu, de fato ele não se lembrava de quando tinha chegado por ali e não queria arriscar-se a dizer a data errada.

- Acho bem legal isso, o meu irmão caçula também é adotado, mas ele foi trazido para a nossa família ainda bebê, acho que se brincar vocês são da mesma idade. – Dei uma risadinha e o garoto mais novo retribuiu com um novo sorriso.

- Depois eu quero ter o prazer de conhecê-lo. – O grisalho me falou.

Não demorou muito para que o Sasuke me puxasse para o seu quarto, quando chegamos lá eu me derramei em seus braços, agarrei-me ao seu corpo grande e quente e me deleitei em suas carícias, ele foi muito carinhoso e atencioso comigo a tarde toda, levou-me apenas a noite depois do jantar para a minha casa. Eu queria ter me desculpado com ele, afinal não sabia nem se ele estava ocupado ou não naquela tarde, fui egoísta o suficiente para tirá-lo de qualquer que fosse o trabalho que estivesse fazendo e me acodir, eu era uma falha como exemplo de ômega.

- - -

“And if you carry on this way

Things are better if I stay

So long and goodnight

So long, not goodnight”

A Konan aprontou tudo, deixou comida pronta, roupa lavada, trocou os lençóis de todas as camas e arrumou o resto da casa, pratos limpos e em seus devidos lugares, a casa estava impecável. O Jiraya assistia televisão enquanto comia um prato de bolacha salgada e tomava um leite quente que a arroxeada havia preparado, já a Tsunade preferiu ficar na cadeira de rodas e no andar de cima organizando algumas roupas que ela não queria mais e separando-as para doação, sem falar que hora ou outra encontrava algumas lembranças e álbuns de família soterrados em seu guarda-roupa.

Tamanha era a sua nostalgia. Chorou ao recordar-se de seu filho tão querido e ao ver fotos da infância de seus netos, como estava incapaz, mal podia se locomover sozinha, sentia falta daquele tempo que não voltava mais na qual ela ainda era cheia de saúde e uma mulher valente que cuidara de seus dois netos após o suicídio de seu filho e nora. Triste fim para ambos, porém fora premeditado, rezava todas as noites para o Rikudou livrar os seus netos do mesmo fim.

- Estou de volta. – O Konohamaru alertou do andar de baixo e a – antiga – loira sorriu, tinha parado justamente em uma foto onde o caçula estava aos prantos de um lado e o Naruto de outro com um cachecol verde que o menor tinha desde bebê, a Kushina tinha lhe presenteado antes de morrer.

A Konan avisou que já estava de saída, quando o Konohamaru chegava era a sua deixa, ele passava a tarde por lá e só saía quando o Naruto voltava para casa, já que ele ia da faculdade direto para casa. Todos – exceto o Jiraya – se despediram da arroxeada, a Tsunade falou em um tom mais alto do andar de cima e o moreno apenas acenou. A ômega se retirou e o caçula apenas se sentou no sofá para assistir televisão com o seu avô.

Tentava hora ou outra puxar assunto com ele, mas nada fluía, ele já não conseguia falar mais nada com nada. Aquilo frustrou o Konohamaru, era uma realidade amarga que o Naruto tinha que engolir em seco todos os dias, afinal ele era o mais próximo do avô e o moreno era mais próximo da avó.

- Quem é você? Você vai dormir aqui? – O mais velho indagou ao garoto que o olhava com compaixão e tinha o seu cotovelo apoiado no braço do sofá, assim como o seu queixo pousado sobre sua mão.

- Sou seu neto, vô, o Konohamaru e sim, eu moro aqui, então irei dormir aqui. – O alfa respondeu sem muita paciência, era sempre assim, todos os dias e quase que toda hora.

A Senju no andar de cima suspirou com o que ouvira, sabia que os seus netos já estavam cansados de tudo aquilo, até mesmo ela estava. Já não via mais sentido de estar por ali, assim como o seu marido, ele não se recordava mais de nada, qual era o sentido da vida para ele? Estava vivendo ou apenas existindo? Provavelmente existindo para dar trabalho aos mais novos.

A mais velha guardou os álbuns de fotos e apenas jogou de volta umas roupas que estavam sobre o seu colo no guarda-roupa, ainda haviam várias espalhadas pela cama de casal, no entanto não estava afim de se preocupar com tais. Girou as rodas de sua cadeira com as mãos e foi até o lado de fora do quarto, se deparou com a escada relativamente alta e a encarou por alguns segundos, a conversa ainda tentava fluir na parte de baixo da casa e cada vez mais ela sentia que a voz de seu neto estava ficando tediosa.

Tinha que amenizar o clima entre eles, o Jiraya passou a dar muito trabalho mesmo após a alzhimer, e nem mesmos a Konan ele deixava em paz. Se sentia impotente e queria provar para si mesma que não era tão dependente assim das pessoas, afinal era uma alfa dominante e por mais que já estivesse com a sua idade avançada ela ainda tinha um orgulho e um ego do tamanho da falta paciência de seu neto do meio.

Forçou a cadeira lentamente para frente na esperança de que apenas uma roda fosse para o degrau de baixo, entretanto para a sua grande frustração e desespero a cadeira de rodas foi de uma vez só em um impulso enorme para frente fazendo com que o corpo da mais velha fosse lançado para frente e chegasse ao chão como um pacote flácido antes mesmo da cadeira, essa que não teve dó nem piedade ao quase que esmagar o seu corpo ante ao chão.

O estrondo chão automaticamente a atenção do Konohamaru que saiu às pressas para inspecionar a sua avó, no entanto ele nem estava em boas condições, ao vê-la ali, jogada no chão daquela maneira fez o seu coração apertar em seu peito e quase vomitar sangue com a visão que teve. O chão já estava totalmente tomado pela cor avermelhada, a mulher já não se movimentava mais, nem mesmo os seus dedos ou o seu corpo para respirar.

O Uzumaki se desesperou, abaixou-se aos prantos próximo ao corpo de sua avó e tentou checar o pulso da mesma, todavia por estrar deveras agitado e desesperado ele não conseguiu se concentrar ou sentir alguma coisa. O seu choro se expandiu ainda mais e se intensificou, tinha passado de apenas lágrimas para um choro mais alto como o de uma criança com boas cordas vocais que acabara de nascer.

- Vovó! – Ele gritou segurando a mão dela e levando-a para o seu rosto totalmente molhado.

Não tinha mais o que fazer, tirou rapidamente a cadeira de rodas de cima da mais velha, porém com isso não conseguiu segurar o seu vômito e mais uma vez o chão fora tomado pelo líquido de cor avermelhada. O Konohamaru não se incomodou, não se deu nem ao trabalho de pegar um pano ou até mesmo limpar a sua boca completamente suja de sangue. Ele apenas correu até o seu celular e discou o número da ambulância, suas mãos estavam tão trêmulas que ele não fazia ideia de como tinha conseguido discar alguma coisa.

- A-Alô, m-mandem uma ambulância, pelo amor de Rikudou, a minha avó caiu da escada e eu não sinto o p-pulso dela. – Falou da maneira mais plausível que conseguiu, com a tremulação de sua voz, misturada com o choro e a boca cheia de resquícios de sangue não tinha dado-lhe chances de ser mais claro, além de seu absurdo nervosismo.

Ele disse o endereço e o número da casa a mulher do outro lado da linha, torcia para que chegassem logo. No entanto tudo ia de mal a pior, olhou para o lado tentando se acalmar, porém o seu desespero só aumentou. O Jiraya olhava toda aquela cena como se entendesse o que estava acontecendo, até mesmo o prato e o copo de vidro ele tinha deixado cair sujando todo o tapete e sofá da casa.

O Konohamaru nem tinha ouvido o barulho do copo se quebrar devido ao seu desespero e também pelo fato do tapete ter adormecido a queda, mas não impedindo-a de acontecer e quebrar o objeto. O mais novo já sabia o que vinha em seguida, estava preparado – mesmo que um pouco –, nunca tinha feito aquilo antes, apenas o seu irmão mais velho, por isso que tanto dizia para o Naruto ensinar-lhe, mas ele nunca lhe dera ouvidos.

O grisalho começou a gritar e a correr em círculos pela sala da casa, o Uzumaki nem sabia como segurá-lo, corria junto atrás do mesmo enquanto tinha mais lágrimas escorrendo pelo seu rosto, entretanto toda aquela carreira fora em vão quando o mais velho se chocou contra uma sobrinha que estava com a ponta virada para ele. A perfurada foi certeira, o guarda-chuva atravessou perfeitamente o estômago do Jiraya e o mesmo foi ao chão na mesma hora por causa da dor.

Aí foi que o Konohamaru traumatizou-se mais, ele entrou em um verdadeiro choque e ao invés de ter um surto parecido com o do seu avô ele paralisou geral, todo o seu corpo, até mesmo o seu olhar ficou distante enquanto ele fitava um canto específico na parede, não podia acreditar que presenciou a morte de seus dois avós, não podia acreditar que tinha permitido que aqui acontecesse, se tivesse ficado perto da mais velha, se tivesse ajudado ela a descer das escadas, e se... e se... ela talvez ainda estivesse por ali, poderia salvá-la e evitar o surto do Jiraya.

O mais velho já não tinha muito juízo e quando alguma coisa acontecia com a Tsunade ele estava por perto para defendê-la e estar ao lado dela, ele sempre surtava quando algo de ruim acontecia com a mesma e por isso o Naruto sempre estava por perto para parar o corpo incontrolável do mais velho – mesmo que com a ajuda do caçula. Se sentia culpado, deveras, arrependeu-se de não ter ligado para o Naruto logo, antes de seu “surto” – reverso ao de seu avô.

Não demorou mais nada para a ambulância aparecer, a porta ainda estava aberta pelo fato da Konan ter ido embora e permitido manter tudo aberto e só assim ficou ainda mais fácil para os paramédicos e enfermeiros, por sorte eles tinham macas o suficiente, eles pegaram os três e os levaram para o hospital público mais perto.

- - -

“Can you hear me?

Are you near me?

Can we pretend to leave and then

We'll meet again

When both our cars colide”

Pobre Uzumaki.

O choro dele estava bastante auditivo, ecoando por todo o corredor do hospital, enfermeiras e médicos não ousavam falar nada relacionado a silêncio em um espaço como aquele, seria insensível demais. Assim que os mais velhos e o Konohamaru foram levados para a emergência a Tenten que morava no apartamento ao lado observou toda aquela movimentação, tinha um aglomerado de gente e a mesma se deu conta de que era a casa dos Uzumakis, ela ligou automaticamente para o Naruto pois sabia de seus horários e supostamente o garoto estaria na faculdade.

O Sasuke rapidamente falou com os seus contatos e transferiram os familiares do pai dos seus filhos para o melhor hospital particular da cidade, mas isso não foi o suficiente para que o loiro parasse de chorar. O Naruto tremia e derramava suas lágrimas copiosamente enquanto se agarrava ao Uchiha e tentava abafar os seus sons na camisa do mesmo. O Menma estava por lá com o Itachi, ele estava deveras triste também e preocupado com o estado mental de seu irmão caçula, não estava chorando exageradamente que nem o loiro, porém era aninhado pelo namorado em seus braços.

A Hanabi também foi avisada e o Hiashi fez questão de ir junto com ela, apenas no quarto do Konohamaru que podiam entrar, a Hyuga estava por lá fazendo a sua visita a ele, no entanto ela também não fora capaz de segurar as suas lágrimas. O alfa não estava em um bom estado, tinha entrado em pane e como consequência ele ainda estava paralisado, ao menos piscava, só que não reagia a nada dito ou feito com o seu corpo.

Todos estavam preocupados, nem lágrimas saíam pelos olhos com cor opaca do garoto, era preocupante, mas segundo os médicos ele não tinha risco de morte, só passaria alguns dias e quem sabe semanas daquele jeito, sem falar que após receber alta ele teria que passar por acompanhamentos psicológicos já que o choque foi grande e talvez ele tenha suprido um certo trauma, se não o fizesse era capaz do garoto cair em uma depressão profunda.

- Vai ficar tudo bem, Naru, eu estou aqui com você. – O Sasuke tentou acalmá-lo dando leves tapinhas em suas costas e a acariciando em seguida.

Ele suspirava pesadamente, poderia fazer mal aos bebês todo aquele choque e até mesmo ao loiro, talvez não um trauma tão absurdo quanto o do Konohamaru, mas um buraco em seu peito. O moreno não podia estar mais preocupado.

- Orochimaru! – Chamou o médico que estava passando lendo uma prancheta, esse mesmo parou e dirigiu o seu olhar para o Uchiha, assustando-se um pouco. – Por favor, atenda o Naru também, sei que você é obstetra e médico geral, faça um check-up nele e me diga se está tudo bem, ele pode perder os bebês se ficar desse jeito por mais tempo, ele está tremendo.

O médico se surpreendeu, o Uchiha era tão imprudente assim ao ponto de deixar um gestante ante toda aquela turbulência?

Concordou com o pedido, demoraria muito para fazer uma ficha de entrada para o loiro se o Orochimaru o forçasse a fazer aquilo primeiro, porém ele apenas puxou o Naruto dos braços do Sasuke com uma determinada força imposta, pois o ômega não queria de jeito nenhum largá-lo, estava com as suas unhas encravadas na camisa dele e só o soltou quando o Uchiha ajudou o mais velho a tirá-lo dali. Ele foi fazer a ficha do loiro e o mesmo foi para uma sala separada, o doutor deu-lhe um medicamento que fez com que o ômega apagasse de uma vez, era isso ou ele não se acalmaria de forma alguma.

Fez todo o procedimento que precisava e por sorte os bebês não estavam tão prejudicados, eles só estavam agitados e a gravidez a partir dali já poderia ser considerada de risco, qualquer outro susto que o Uzumaki tomasse naquele nível seria – talvez – o fim de sua vida de gestante e de maneira alguma o Uchiha permitiria isso.

Ele pegou uma bebida gelada após ter feito a ficha do Naruto e sentou-se na sala de espera juntamente com o seu irmão e cunhado, o Fugaku não estava por lá ele ainda estava no trabalho e os dois morenos – o Menma e o Itachi – tiveram que ser substituídos pelo Kakashi e pelo Izuna no trabalho que estavam fazendo, os avós do ômega no hospital era mais importante. O Sasuke pegou o seu celular e discou o número da Konan, disse a ela tudo o que tinha acontecido e a mesma se chocou – o que já era de se esperar com tal notícia.

- Quero que você limpe toda a sala, pode ser? E livre-se dos objetos que causaram tudo isso. – O Uchiha ordenou, como não tinha sido um homicídio a polícia não interferiria em nada, não seria do interesse deles, ainda mais por uma família que não era japonesa.

- Certo, farei isso e depois irei visitá-los. – Ela concluiu a ligação.

Subitamente um dos médicos entraram no local, a sua expressão era de dor e preocupação, provavelmente ele era um novato, pois quem estava ali há mais tempo já era acostumado com aquele tipo de acontecimento. O homem olhou para o papel em suas mãos e suspirou, o Sasuke já tinha mais ou menos uma ideia do que seria e olhou para o Menma, preocupado.

- Quem é Naruto Uzumaki Namikaze? – O doutor perguntou levantando o seu olhar as poucas pessoas que ali se encontravam.

- Eu sou o namorado dele e esse é o irmão dele, o Menma Uzumaki Namikaze Uchiha. – Disse apontando gentilmente ao moreno de olhos azuis que se encolheu ainda mais nos braços do Itachi.

- E-Eu queria dizer-lhes que infelizmente... não pudemos salvar os seus avós. – Uma nova onda de choro pôde ser ouvida. – Eu sinto muito, o Jiraya já chegou aqui sem pulso, nós tentamos ressuscitá-lo mas de nada adiantou e tenho certeza de que fizemos o possível e o impossível com a Tsunade, só que ela não suportou, as fraturas foram muitas e os ferimentos eram graves se ela não tivesse sido ainda mais machucada pela cadeira de ro... – O Uchiha mais novo se levantou.

- Chega! Já entendemos, obrigado pelo seu trabalho. – Falou rispidamente dirigindo um olhar severo ao homem e o mesmo deixou aquela sala apressadamente.

Esperava muito que o Naruto já tivesse isso em mente, a morte de seus avós, ou ele sofreria ainda mais quando o moreno tivesse que dar a notícia. Tinha sorte de não ter marcado o Uzumaki alguém teria que ter forças para aguentar todo o casal e suas emoções nas costas, toda a família e se o loiro tivesse a marca de seus dentes em sua nuca seria impossível do Sasuke se manter firme para assegurar a segurança emocional e física do pai de seus filhos e dos seus filhos.

Pousou a sua mão sobre o ombro do Menma, nem parecia ele chorando daquele jeito, ele sempre fora um garoto alegre e nem as histórias de seu passado o assolavam, se ele já estava daquele jeito imagine o Naruto. Abaixou-se e depositou um beijo na testa do ômega, lançou um olhar cúmplice para o seu irmão e foi para o quarto onde o loiro se encontrava dormindo, provavelmente até mesmo ele seria internado por ali.

O Uchiha tinha que fazer um velório digno para os mais velhos, tanto o Naruto, quanto o Menma e o Konohamaru se importavam muito com eles e aquilo era o máximo que o Sasuke poderia fazer por toda a família Uzumaki, trazê-los de volta a vida era impossível. Encostou-se na cama que o ômega estava desacordado e passou os seus dedos no rosto dele, sobre as marquinhas de nascença que nunca havia dito, mas pareciam com o bigode de uma raposa. Era o charme tanto do Naruto quanto do Menma.

- Vai ficar tudo bem, eu vou cuidar de você, vou cuidar da nossa família, não se preocupe com nada, Naru. – Ele falou em voz alta como se o garoto pudesse lhe escutar.

Se inclinou para frente e tocou os lábios macios e pequenos do ômega com os seus. Deu um sorriso mínimo.

- Eles eram avós incríveis, os seus pais puxaram a eles e eu tenho certeza que você e os seus irmão não serão diferentes, assim como os nossos filhos. Seremos ótimos pais, Naru, confie em mim.

Concluiu deslizando uma de suas mãos pelo corpo pequeno do Uzumaki e a pousou sobre a barriga nem um pouco volumosa ou saliente dele, poderia dizer que estava ficando besta com toda aquela história de ser pai e torcia para ser melhor que os pais dos Uzumakis e que os seus próprios pais juntos, daria muito orgulho aos seus filhos e também receberia em troca, tinha muita esperança.


Notas Finais


Obrigada por lerem e se possível deixem a opinião de vocês, sim? ^u^

Achei a morte do Jiraya um pouco "Another" misturado com "Premonição", então espero não ter ficado muito dramática ou surreal, é porque a história deles é mais ou menos baseada na vida dos meus avós, eu tinha um avô que morreu de doença e ele tinha diabetes, estava cego, mas não amputou nada e tenho o meu outro avô - ainda, por parte de mãe esse - que tem alzhimer e ele só se lembra da minha avó, ele fica violento e age como criança muitas vezes, e um surto não é algo incomum em quem tem essa doença, por isso eu narrei esses fatos, espero que tenha ficado pelo menos mais ou menos.


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