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História Mar do Tempo - Capítulo 3


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Notas do Autor


Hoje estou a base de chá, então prepare-se mundo, pq n to pra brincadeiras hj AAA

Capítulo 3 - Preocupações


Abro a porta da minha casa e a fecho rapidamente. Vejo que tio Dener ainda está concentrado assistindo Supernatural e Owen está também ao lado dele, só que ainda lendo o livro de receitas. Ele parece notar minha presença.

— Pode botar os pães por favor na mesa, anjo? — pediu Owen sem ao menos retirar os olhos do livro.

— C-Claro...

Owen ergue um pouco a sombrancelha, parece ter notado o meu gaguejamento, mas decidi falar sobre isso depois, eu acho. Vou até a cozinha, jogo os pães na mesa e corro direto para o meu quarto.

Fecho a porta assim que entro e sento na borda da minha cama. Tiro do meu bolso o artefato bizarro que o estranho me entregou, que mais parece um relógio digital. Me lembro também que o estranho sabia meu nome, o que torna as coisas ainda mais assustadoras pra mim.

Centralizo meu olhar para a ampulheta que há no centro do relógio. Quanto mais olho para esse ponto, mais sinto o vômito ou o desmaio chegando. Aproximo meu dedo lentamente até a ampulheta e começo a sentir tudo ao meu redor tremer, ou melhor, só minha visão tremer. Finalmente toco-a e sinto uma explosão enorme dentro de mim, uma sensação conflitante entre minha alma e corpo, começo a me sentir tonta, como se tudo ao redor de mim estivesse girando, e então fecho meus olhos por um momento.

— Respira fundo, Esther... Se acalma...

Abro meus olhos rapidamente e vejo um flashback, estou de jaqueta preta, calças pretas e com o cabelo preso. Estou em um local escuro, há apenas uma luz vindo de cima que está direcionada pra mim. Quando uma mão pálida segurando uma Colt é mirada em minha cabeça. Não dá menos de 3 segundos e o gatilho é apertado e vejo a bala indo em direção á minha testa.

Dou um grito estrondoso e ao mesmo tempo fecho meus olhos e pondo minhas duas mãos em minha testa. Não sinto nenhum buraco, e muito menos sangue. Decido abrir meus olhos, mas dessa vez lentamente, pois não sei o que esperar quando os abrir. 

Quando abro, vejo que estou de volta no meu quarto, estou sentada na borda da cama e segurando ainda o relógio.

— Mas... O que foi isso?...

Me levanto da cama e minhas pernas começam a ficar bambas e sucessivamente caio no chão e assim soltando o relógio um pouco próximo a minha cabeça. Minha visão está embaçada, também vejo tudo ao meu redor tremer. Não resisto, então, desmaio.

∞ ≈ ∞ ≈

Desperto e começo a abrir meus olhos lentamente. Não está mais duro, na verdade está macio e quentinho e até acolhedor. Obviamente, estou na minha cama. O meu quarto está escuro e também já anoiteceu lá fora. A porta do meu quarto está apenas encostada e dela está vindo uma luz fraca, talvez não seja da sala, mas sim da cozinha.

Noto também que a chave não está nas minhas mãos, e nem no chão.

— Merda...

Me levanto da minha cama lentamente e saio do meu quarto, desço as escadas sem fazer barulho, e me encosto na parede sem terminar descer totalmente. Isso seria praticamente "um ponto cego" da cozinha, ou seja, quem estiver na cozinha, não me vê que estou aqui. Começo a ouvir a voz de tio Owen, que no caso, não parece estar bastante feliz.

— Tenho um mal pressentimento sobre isso, Dener...

— Calma, talvez seja só uma dessas chaves aleatórias... Talvez...

— Talvez o que, Dener?! Obviamente é uma chave Tempus... É simplesmente idêntica a que Connor e Mary usavam.

Noto que ele cita os nomes dos meus pais, o que eles tem haver com isso? Ele também fala o nome do relógio, como o estranho falou, chave Tempus. O que tio Owen e Dener sabem sobre isso? Realmente, eles estão escondendo algo, e eu tenho que descobrir.

Respiro fundo, e saio do "ponto cego" da cozinha.

— Gente? — tento me fazer de sonsa o melhor possível, pois se souberem que houvi essa conversa, provavelmente devem ficar mais estressado do que estás agora.

— Ah! Anjinho... — Owen se levanta, e por incrível que pareça, ainda está usando o avental. — Eh...

Tio Owen dá um olhar para Dener, como se estivesse perguntando "O que eu faço? Me ajuda logo". Então Dener devolve um olhar de tipo "Deixa comigo". Tio Dener se levanta e passa a mão pela testa, então fala:

— Olha, Esther... Temos que conversar... E é bastante sério.

Os dois se sentem de volta próximos a mesa, eles estavam de frente um pro outro, e há uma cadeira que está vazia ao lado deles, e que forma um triângulo. Engulo seco, tio Owen está bastante assustado e preocupado, é óbvio na reação facial dele. Já tio Dener, está mais para preocupado, porém possui uma grande gota de dúvida.

Me aproximo da mesa e sento na cadeira. Noto também que a chave Tempus, como eles chamaram, está no centro da mesa.

— Okay... — tio Owen para um momento para respirar fundo, como se estivesse procurando as palavras certas, então continua — Pode nos explicar... Aonde conseguiu isso?




Notas Finais


Aaaaa obggg por ler ate aqui, anjinho <33


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