História Mar Revolto - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Jimin, Park Jimin, Sereias
Visualizações 8
Palavras 1.488
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Kim Sun


Pego a xícara de chá quente fumegante e aprecio o calor que ela emana para minhas mãos, depois de ter caído no mar e ter sido encontrada na praia, qualquer calor é maravilhoso. Minha cabeça dói um pouco, enquanto tento intensamente me lembrar do que pode ter acontecido dentro do mar; eu cai dentro da água quando o Sol estava se pondo, mas só foram me achar na praia agora à noite; Então, onde eu estava? Se eu tivesse passando esse tempo todo na água, teria morrido ou afogada ou de hipotermia.

Levo a xícara à boca e tomo um gole do doce chá, sentindo o mesmo me acalmar de dentro pra fora e me aquecer. Preciso fazer alguma coisa, não posso deixar essa situação dessa forma, fora que ter perdido esse dia, vez com que eu me atrasasse demais. Coloco a xícara sobre o pires, em cima da cômoda que fica ao lado da minha cama, e jogo o edredom para o outro lado, saindo logo em seguida da cama e andando até a porta. Irei até o escritório do meu pai e irei exigir um relatório sobre tudo o que aconteceu ontem, além de que preciso pegar meu caderninho de anotações para ver o que deixei para fazer ontem.

Pego um robe de seda preto, o visto e saio do meu quarto. Ando rapidamente pelo carpete do corredor e quando viro para o outro corredor, dou de cara com o príncipe. O que ele está fazendo aqui? Aí minha deusa, será que veio para cá por que ia acontecer algum encontro hoje? Mas que encontro? Eu não me lembro de nenhum festival ou algo do tipo...

-Bom dia, príncipe Kim. -Cumprimento e faço uma reverência com a cabeça. Há anos atrás, foi estipulado que os líderes dos Piratas jamais deveriam se curvar perante a realeza.

-Bom, lady Sun. -Devolve com um sorriso divertido e, que ao ver minha reação confusa, explica logo em seguida. -É que o correto mesmo, seria eu te chamar pelo sobrenome, mas nossos sobrenomes são iguais.

Meu olhar se perde nas covinhas que surgem no rosto do príncipe, quando ele ri por causa de sua observação. E, olha só, não consegui evitar um sorriso. Talvez, só talvez, o príncipe não seja tão ruim assim. Talvez ele seja um ótimo amigo, quando não está exercendo seu papel de príncipe. Ou, quem sabe, acabamos julgando o filho, pelas atitudes do pai.

-Então, me perdoe minha confusão no momento. -Peço, fechando o robe um pouco mais ao me lembrar da minha atual aparência, e admirando o fato dos olhos do príncipe não deixarem os meus, em nenhum momento. -Mas, o que veio fazer em minha residência?

-Seu pai me chamou aqui. -Diz prontamente. -Ele me pediu para lhe distrair, já que passou por um grande problema e ele não queria que você se jogasse logo de cara nas tarefas.

Solto um suspiro irritado, não acredito que meu pai se meteu mais uma vez nas minhas coisas. Ele sempre faz isso, sempre tenta me desviar do meu caminho. Peço licença para o Namjoon e volto a andar em direção ao escritório, dessa vez com mais rapidez e com os braços ao lado do corpo, tendo as mãos fechadas em punho. Odeio quando as pessoas se metem no meu trabalho e acham que podem simplesmente decidir as coisas por mim, e odeio mais ainda quando essas pessoas são próximas a mim, afinal, elas deveriam saber disso, não? E no final das contas, eles querem ou não que eu me torne uma líder responsável? Poxa, eu devo saber cuidar do meu trabalho, independentemente do que aconteça.

Paro em frente à porta e bato nela duas vezes, mas acabo batendo tão forte que minha mão chega a doer. E fora que, só agora percebi que o príncipe me seguiu e se encontra parado um pouco atrás de mim. Ótimo, ele irá achar que eu sou uma histérica, viciada em trabalho e que simplesmente não aceita ajuda. Uma bela primeira impressão.

-Não sou histérica. -Resmungo baixinho, mas ainda assim, ele consegue me escutar.

-Jamais imaginaria isso. -Diz baixinho também, dando a impressão de que estamos compartilhando um segredo. -Você apenas está indo atrás do que acredita, e isso é admirável.

A porta se abre e mostra um Jungkook com grandes olheiras embaixo dos olhos e os cabelos bagunçados, como se estivesse tão frustrado que acabou descontando nas madeixas escuras. Droga, meu sumiço ontem deve tê-los custado um grande nervosismo e desespero, afinal, apesar dos títulos e todas essas coisas desnecessárias, eu ainda sou a mais nova da família e meio que acabo me tornando a garotinha deles.

-O pai está? -Pergunto, com um tom tão calmo que acabo me surpreendendo. Ele suspira e abre mais a porta, revelando o escritório e meu pai debruçado sobre a grande mesa redonda, que está cheia de mapas. -O que está acontecendo aqui?

-Estamos tentando descobrir onde você esteve ontem. -Me pai responde, sem tirar os olhos dos papéis, ao mesmo tempo em que adentro aquele lugar. -Não consigo simplesmente acreditar que você ficou na água durante tanto tempo, ou que foi parar na praia e ninguém percebeu. -Me coloco ao seu lado e levo minha mão ao seu ombro, o apertando um pouco, tentando passar algum conforto. -E se alguém te sequestrou, piratinha? Por que você não se lembra de nada? Ah, se te encostaram, eu serei capaz de...não sei, mas só sei que não será nada amigável ou que envolverá acordos.

"Somos seres amaldiçoados nos dois ambientes"

Minha visão escureça e volta, no mesmo tempo em que uma voz surge na minha cabeça, fazendo com que eu dê um passo para trás meio desorientada.

"Tome cuidado com o olhar verdadeiro, Kim Sun."

E novamente, minha visão escurece, só que dessa vez ela não volta, muito pelo contrário. Começo a ver sombras e, acho que estou vendo a sombra de uma cauda e de um par de asas?

"Algumas verdades precisam ficar escondidas, pois não são todos que são capazes de suportar a verdade"

Rapidamente, surge em minha visão duas mulheres; uma está grávida e a outra possuí uma cauda de sereia. Só que não consigo prestar muita atenção, pois na mesma rapidez em que apareceram, elas somem e minha visão volta ao normal.

-Filha? Está tudo bem?

Estou sentada no sofá e meio pai está ajoelhado na minha frente, me encarando muito preocupado, enquanto o Jungkook está ao meu lado me segurando, tentando me manter sentada, e o Namjoon está com a mão sobre a minha testa, averiguando se estou com febre ou não. Puxo uma grande quantidade de ar, acalmando as batidas do meu coração e me preparando para responder.

-Sim, está tudo bem. -Respondo com uma meia verdade. Meu pai já está tão apreensivo e preocupado, que não quero incomodá-lo com mais problemas, prefiro resolver isso sozinha e só depois vir contatá-lo sobre. -Foi só uma queda de pressão. Eu estou bem.

Meus olhos passam pelos três homens, para ver se eles caíram nessa, e vejo que dos três, só dois realmente acreditaram. Já que o olhar do Namjoon mais parece questionador, do que aliviado. Se não vou conseguir enganá-lo, então talvez eu consiga fazer com que ele esqueça desse episódio.

-Bem, acredito que eu só precise me distrair. -Falo em um tom tranquilo, voltando a encarar meu pai e com um sorriso. -E até onde eu sei, você chamou o príncipe Kim para isso.

-Tudo bem, tudo bem. -Meu pai se levanta e leva os braços ao ar, em forma de rendição. -Nunca consigo esconder nada de você.

-Nem sei porque ainda tenta. -Brinco e me levanto também, ocasionando que os outros dois rapazes também se levantem. Ando em direção ao meu pai e o envolvo em um abraço, para sussurrar pra ele. -Não concordo com isso, e você sabe. Mas, só dessa vez, irei te dar paz e aceitarei o que propôs. Entretanto, não faça de novo, por favor.

Desfaço o abraço, depois que meu pai sussurra um pedido de desculpas, e puxo o príncipe até a saída, desejando um ótimo trabalho para meu pai e meu "meio" irmão. Estou até agora tentando entender o que aquela voz falou, além de não ser a minha voz. Fora que pareceu ser mais uma lembrança, do que alguém que estava tentando se comunicar comigo.

-Então, para onde iremos? -O Kim pergunta, se mostrando animado. -Ou então, iremos dar um jeito de descobrir o que aconteceu com você, sem que o Jungkook e o seu pai saiba o que estamos fazendo?

-Não, não. -Nego, rindo de sua animação. -Desta vez, iremos ao jardim, nos distrair de nossas vidas ocupadas e cheias de pessoas querendo cuidar delas.

-Me parece uma boa. -Diz, enquanto me acompanha até a escadaria para o térreo, em direção ao jardim. Só que aí, ele tem uma ideia. -E se nós dois, formos até a cidade para dar conteúdo falso para as pessoas fofoqueiras?



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