História Mar Revolto - Capítulo 30


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Categorias Saint Seiya
Personagens Alberich de Megrez (Estrela Delta), Apolo, Ártemis, Bado de Alcor, Bian de Cavalo Marinho, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Eiri, Fenrir de Alioth, Freya, Hagen de Merak, Hilda de Polaris, Io de Scylla, Isaak de Kraken, Julian Solo, Kanon de Dragão Marinho, Kasa de Lymnades, Krishna de Chrysaor, Mime de Benetnasch, Miro de Escorpião, Mu de Áries, Perséfone, Personagens Originais, Poseidon, Saga de Gêmeos, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Shido de Mizar, Siegfried de Doube, Sigmund de Grani, Sorento de Sirene, Thetis de Sereia, Violate de Behemoth (Estrela Celeste da Solidão)
Tags Budapeste, Celta, Deuses, Gaelic Storm, Irlanda, Magia, Ninfas, Oceano, Olimpo, Os Cavaleiros Do Zodiaco, Poseidon, Saint Seiya, Sereias
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Palavras 4.891
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pessoal, perdoem a demora!
Sem delongas, boa leitura!
(e não me matem, rs)

Beijos,

Madison.

Capítulo 30 - Nas águas do Loch na Súil


Fanfic / Fanfiction Mar Revolto - Capítulo 30 - Nas águas do Loch na Súil

(Dia 11/15)

 

_ Está feito. - disse Carman, planando no ar com os cabelos vermelhos de Fiona bailando sua própria dança.

A pele branca da jovem estava agora coberta de profanas inscrições.

_ Fiona… - Isaak acendia seu cosmo, mas quanto mais ele o elevava, mais as raízes o prendiam e o sufocavam, enrolando-se impiedosamente ao redor de seu pescoço.

Rosalie gritava, suspensa no ar pelos punhos e pernas.

Carman riu ao ver o desespero dos dois, e aproximando-se de Isaak o tocou no rosto, com seus dedos frios.

_ Sinto que ela o ama… sim, a maldita descendente tem profundos sentimentos por você! - disse desdenhosa, com os olhos vermelhos como fogo - E talvez eu use isso ao meu favor…

_ Sua maldita! - o Kraken falava com dificuldade - Como ousa possuí-la desse jeito? Como ousa fazer isso com Fio… na.

_ O Deus a quem serve entende muito bem de possessões e faz uso delas sempre que possível, me admira muito você estar surpreendido, lacaio de Poseidon…

_ Isaa...k - Rosalie sentia dores, sua pele estava arroxeando e se partindo devido à pressão da madeira.

_ Hum… - Carman dela se aproximou, curiosa - Quem diria… você não é humana, mas que coisa interessante…. - e passando a unha do indicador pela bochecha da Ninfa foi lhe  riscando, deixando que o sangue proveniente do corte descesse por ela.

_ Sua covarde! - Isaak ainda tentava se soltar - Deixa ela em paz!

_ Deixarei. - ela se afastou com um sorriso malicioso, dando alguns passos para trás - Não se preocupe General Marina, eu vou dar a ela a paz da morte!

Rosalie gritou com a força que podia, e quando Carman juntou em seus punhos sua negra magia e a atirou como um raio sobre a Ninfa para lhe matar, uma luz brilhante cortou o ar, interrompendo o ataque e surpreendendo a todos, principalmente à bruxa.

Parado com o machado em riste bem em frente da jovem estava Darcy, que com a poderosa arma interceptou o raio, dissipando-o ao refleti-lo em várias direções.

_ Anão.... - disse Carman, intrigada, ao mesmo tempo que se sentia desafiada - Então nos encontramos novamente!

Os olhos azuis a olhavam com desafio e raiva.

Aquela maldita havia tomado o corpo de sua adorada filha, e ele a faria pagar, nem que precisasse morrer para isso acontecer.

 

Enquanto Carman encontrava-se com Darcy, na praia, Sorento e Dub se enfrentavam, com seus poderes equiparados em um duelo silencioso e cheio de tensão. A escuridão, agora que conhecia os efeitos da música do austríaco, conseguia com sua própria magia anulá-los, mas ambos permaneciam parados e atentos, um de frente para o outro, esperando quem vacilaria primeiro naquele duelo de forças equiparadas.

De um lado, o General do Atlântico Sul mantinha os lábios e o fôlego soprando a flauta, mantendo assim a melodia enlouquecedora da morte tocando ininterruptamente, pronta para aproveitar qualquer pequeno deslize de seu rival.

Do outro lado estava Siegfried esperando uma oportunidade para sufocar o Marina.

Ambos, porém, encontravam-se dentro de uma esfera escura, onde o filho de Carman concentrava toda sua energia para não só suprimir o poder do instrumento mas também sobrepuja-lo. Mas Sorento, para seu desespero, era muito mais poderoso do que ele previra.

 

Do lado de fora da esfera, Dian e Io lutavam fisicamente, trocando sequências inimagináveis de socos e chutes em alta velocidade, chegando de certa forma a voar pelos ares, com  grande desprendimento de suas energias.

O General do Pacífico Sul, porém, estava em leve desvantagem.

_ Fraco. Fraco demais! - ria a Violência, vendo no corpo do chileno os cortes profundos que havia feito - não é páreo para a besta fera que sou!

_ Seu maldito parasita! - Io cuspiu um pouco de sangue no chão, limpando a boca em seguida com as costas da mão - saiba que se até agora não lhe enfrentei com todo meu poder foi por consideração à meu companheiro de armas, Krishna!

_ Sinto muito, mas seu amigo jamais voltará! Eu o dominei, ele me pertence agora!

_ Pois se é isso, já que ele nao vai voltar, seu verme desgraçado, vou lhe mostrar a fera que eu também sou! - os cabelos rosáceos de Io se agitaram com o ar levantado por seu Cosmo, conforme ele se posicionava para chamar seu ataque - Gaba-se de ser uma besta fera, pois bem, conheça agora o que eu posso fazer. URSO INFERNAL!

Com a energia do golpe contido nos joelhos da Escama de Scylla sendo liberta, um gigantesco urso apareceu perante Dian, estapeando-o com toda sua força e arremessando-o para longe, causando danos de impacto terríveis ao jogá-lo cruzando um pedaço do mar, atirando-o de encontro à enormes pedras que se destacavam no horizonte.

Io ficou ofegante na areia, tenso por temer ter ferido demais o corpo de seu companheiro, e quando decidiu correr para ver o que havia acontecido à Krishna foi brutalmente atacado pelas costas, caindo inconsciente. Dothur, ocupando completamente Saga, fora o executante do traiçoeiro ato.

_ Já chega. - disse, virando-se para os outros dois que duelavam - já que sois tão fracos, irmãozinhos, que não conseguem sequer vencer estes simples humanos, eu mesmo o farei! - e ele gritou em sua língua ancestral - Que venha o reino de terror de nossa mãe!

E com seu poder avassalador carregado de maldade, Saga atingiu tanto Sorento quanto Dub com um golpe certeiro, penetrando e desfazendo a esfera, abrindo uma cratera onde eles estavam, ferindo a ambos.

Os deixou machucados na areia, sem se importar que com aquele ataque ferira também um dos seus.

_ Aprenda comigo, Dub… - disse, passado pelo irmão ferido sem se importar com ele e aproximando-se de Sorento, que semiconsciente tentava em vão reagir com as forças que lhe restavam. Dothur foi puxando o Marina pelos cabelos até jogá-lo para o lado de Io, pretendendo assim matar a ambos - Vou acabar com isso de uma vez por todas. Morram Generais, morram em um sacrifício pelo futuro vindouro!

_ METEORO DE PÉGASO!

Seiya chegava à praia, elevando seu cosmo e atingindo o filho mais velho da bruxa com seus poderoso socos em altíssima velocidade.

_ Mas o que? - o espírito maligno se esquivou da maioria dos golpes, usando do corpo treinado de Saga para isso.

_ O que fez com eles? - perguntou o Cavaleiro de Bronze, com sua guarda levantada, colocando-se em frente aos Generais para os proteger. Seiya havia chegado a praia já sabendo que o Geminiano àquela altura estaria possuído.

_ Mais um adversário. - disse o filho - Mas você não é um subordinado de Poseidon… ah, sim! - ele riu - Athena! Assim como este homem que gentilmente me cedeu o corpo...

_ Cale-se! Não ouse falar o nome da Deusa com essa boca profana e nem zombar de Saga desta maneira! - respondeu Seiya, olhando ao redor. Observou Krishna voltando ao longe, e Siegfried ainda caído, machucado na areia.

_ Hum… - os olhos avermelhados de Saga focaram no japonês enquanto ele o observava, curioso - Nos encontraremos novamente, Pégaso. É isso o que essa vestimenta significa, correto? O cavalo alado….

Seiya ainda o encarava, apreensivo. Sentia um grande mal vindo daquele homem, algo que o assustava, embora não deixasse parecer.

Mesmo tendo enfrentado os próprios seres do Inferno de Hades, ele só conseguia se lembrar de um alguém tão inclinado às trevas daquele modo. E ironicamente, este alguém era o espírito que por mais de 13 anos ocupou o corpo do Cavaleiro de Gêmeos, Ares.

_ Vamos irmãos. Já temos o que viemos buscar. - Dothur ironicamente acenou em despedida, pegando sem delicadeza Dub e o colocando em suas costas. - Até breve, Pégaso. Aguardo ansioso para o que virá em nosso futuro…

A Maldade juntou-se à Dian e os três desapareceram diante dos olhos do bronzeado.

_ Seiya… - Sorento estava despertando e falava com dificuldade.

_ Vamos sair daqui. - disse o japonês, acenando para Thetis, que os observava de longe, se aproximar. - vocês precisam de cuidados.

Ele e a Sereia carregaram os dois Marinas feridos para onde os outros os estariam esperando.

 

_ Carman. - Darcy finalmente falou, e ela riu, desdenhosa.

_ Receba novamente os meus cumprimentos, guerreiro! - a bruxa mais uma vez agiu, concentrando nas mãos orbes de energia escura e atirando-as contra Darcy. Ele, porém, de um modo surpreendente para sua idade conseguiu desviar-se, atingindo algumas com o machado ao correr em torno da mulher.

Precisava pensar. Precisava ser sábio, era Fiona quem de certa forma estava ali em sua frente, mas não podia se deixar levar pelas emoções pois isso certamente era o que a bruxa esperava.

Aproveitou-se de um segundo entre um golpe e outro e rolando no chão arremessou sua arma, liberando Isaak das raízes quando estas foram cortadas pelo fio sagrado do machado de runas.

O Kraken caiu ajoelhado, ofegante com a mão em torno do pescoço enquanto o objeto retornava para as mãos de seu mestre.

Os dois continuaram lutando, com o anão desviando de seus golpes e ainda estudando o que fazer contra ela quando a mulher tomou a vantagem e o atingiu em cheio, jogando-o para trás assim que uma esfera lhe atingiu certeira o abdômen.

_ Patetico! Acha mesmo que depois de mais de seiscentos anos você tem força suficiente para me atacar? Bem anãozinho, meu intuito hoje era apenas pegar este vaso, mas tomarei sua morte como uma grata oferenda… - Carman se aproximava dele, forjando em sua mão um punhal energético quando percebeu Isaak se levantar.

_ Fionaaaa! - gritou ele, partindo debilmente para cima da bruxa, mas por estar ferido encontrava-se debilitado. Não foi difícil para ela o nocautear.

E foi quando Carman ouviu mais alguém se aproximar.

_ Ahhh! - gritou, tomada de fúria e virando-se para trás, arremessando o punhal de energia mágica contra este alguém.

E o Tridente do Senhor dos Oceanos reluziu ao chocar-se com a magia da bruxa.

_ Poseidon !!!! - gritou ela, preparando-se para o atacar novamente.

_ I dhá lá is féidir leat do díoltas a bheith agat. (Em dois dias poderá tentar sua vingança) - respondeu o Deus em celta, sabendo que um duelo entre os dois causaria ali um mal terrível. Logo os estábulos seriam ocupados novamente, e o cosmo que Athena sabiamente usava para selar os locais onde as lutas estavam acontecendo não seria suficiente para proteger as pessoas.

_ An-mhaith (muito bem). - Carman retraiu seus poderes. Estar diante daquele maldito Deus e ter sua vingança era tudo o que queria, mas sabia que ainda precisava de mais uma peça ao seu lado naquele tabuleiro macabro. - Mas ele… - puxou Isaak para junto de si - é meu!

Poseidon, diante do sequestro do Marina estava prestes a lhe atingir quando rapidamente os dois sumiram no ar, sem deixar vestígios, deixando o Imperador possesso para trás.

 

Casa de Kanon, Clare, Irlanda

Depois do sexo avassalador entre eles, Violeta e Kanon pareciam mais abertos um com o outro.

Ele ainda não estava apaixonado e muito menos se lembrava do que existiu entre ambos, mas sua guarda estava baixa, e permitia dessa forma uma aproximação mais natural com ela. Frustrava-se, porém, por não conseguir sentir pela moça mais do que uma simples atração física e carinho imenso, e tentava lidar com esse desespero da melhor forma possível. Kanon insistia em querer se apaixonar, o que causava, sem que ele soubesse, o efeito oposto ao de suas intenções pois jamais se deve racionalizar um sentimento natural.

A Ninfa era uma pessoa doce e prestativa, e aguardava com paciência, dando o melhor de si em cada momento que passava com ele. Sabia que as chances de perder aquela aposta eram maiores do que as de ganhar, e por isso estava decidida: se morresse, ao menos, morreria de coração entregue, sabendo que viveu ao lado do homem a quem amava toda a intensidade do sentimento que por ele nutria.

Violeta jamais pensou que um dos sinônimos de amor seria abnegação, e ver Kanon feliz e bem era o seu maior objetivo, caso ele por ela não se apaixonasse, mesmo depois de tudo.

Haviam conversado muito, conheciam-se bem melhor agora. Embora ele não se lembrasse muito de nada, podia ainda assim dizer a ela algumas coisas que sabia sobre si mesmo, e ouvia com muito entusiasmo as coisas que ela lhe contava.

Violeta lhe falou do Olimpo, dos Deuses, do que gostava e do que não gostava naquele lugar. Mas, foi o modo como via o mundo dos humanos - que era encantador - que foi ganhando Kanon, sem ele nem ela ao menos perceber, uma vez que estava cego por sua própria preocupação em se apaixonar.

Como uma criança inocente, tudo era novidade para a Roxinha. E ver como a natureza agia- a pura e não controlada força do planeta, que diferia em comportamento daquela beleza perfeita que adornava a Morada dos Deuses - a deixava maravilhada.

Existia assim, a esperança do amor, mas por estar perdida entre a urgência e os temores era tristemente ignorada pelos dois.

E enquanto ele tentava colocar seu equipamento de destilação em boa forma novamente, para uma nova batelada de whiskey, Violeta pendurava lençóis limpos em um varal, no lado de fora da cabana de madeira.

Uma borboleta vermelha pousou em seu dedo, e a Ninfa observava a beleza do inseto quando pressentiu um perigo enorme rondando Rosalie.

A borboleta alçou voo, e o coração da olimpiana ficou apertado, quase esmagado em seu peito por aquela sensação extremamente ruim.

A ligação que ambas possuíam era enorme, e assim a bela saiu correndo, deixando as peças caídas no chão e indo para junto de Kanon, que estava dentro do celeiro.

Chegou até ele aos prantos, e foi recebida pelos braços fortes do General do Atlântico Norte.

_ Violeta, o que foi? Aconteceu alguma coisa?

_ Rosalie… - chorava - ela está em perigo.

_ Perigo? - estava confuso, levantou a cabeça da moça e a olhou nos olhos, enxugando-lhe as lágrimas. - Mas ela está com Sorento e os outros, não entendo.

_ Kanon… eu sinto… eu sei... tem algo errado. - soluçava.

Ele a abraçava, confuso, quando concentrando-se também sentiu algo. Falando profundamente em seu cosmo, quase como uma sensação apenas, bem de leve. De algum modo sobrenatural o grego sabia que alguma coisa acontecia com seu irmão gêmeo e com os demais, inclusive Darcy, a quem devia sua própria vida.

_ Eu senti. Violeta, preciso ir. - disse, afastando-se dela. Seu dever o chamava, e era naquele momento a mais forte de suas vontades.

Violeta concordou com a cabeça.

_ Vou com você.

_ Pode ser perigoso, é melhor que fique aqui...

_ Não! - ela gritou, agarrando-se ao braço dele, decidida.  - Minha irmã arriscou a própria imortalidade vindo comigo até este plano, e eu jamais me perdoaria se algo acontecesse com ela.

Mesmo contrariado, o Dragão Marinho entendeu.

_ Precisamos saber o que está acontecendo, antes de tudo. Vou tentar o que Saga me ensinou… espero que dê certo. - disse, concentrando-se.

Kanon estava prestes a tentar por sí mesmo viajar por uma outra dimensão.

 

Donegal, Irlanda

Seiya e Thetis juntaram-se aos demais, trazendo consigo Sorento e Io. Os dois Marinas estavam despertos, porém bem machucados, visivelmente.

Darcy havia libertado Rosalie das raízes, que ao ver seu grande amor ferido desesperou-se e correu até ele, apoiando o corpo do austríaco sobre o seu.

_ Oi, minha Rosa… - disse o flautista com dificuldade, mas esboçando um leve sorriso.

_ Sorento… - ela chorava - o que fizeram com você?

_ Foi um golpe desleal. - disse ele - sem honra, e pelas costas. Mas ficarei bem, é preciso muito mais do que isso para me derrubar.

_ Deuses… - as lágrimas sentimentais da bela olimpiana caíam pelo rosto de seu amado quando nele pingavam, e aquele amor foi confortando o guerreiro machucado, como um poderoso bálsamo.

_ O que houve com seu rosto? - perguntou, preocupado, tocando a face cortada dela.

_ Não foi nada…

_ Eles vão pagar. - tossiu, sentia dores em seu peito - Ninguém tem o direito de machucar você, Rosalie. Ninguém.

_ O que houve por aqui? - Seiya ajudava Io a se sentar, e Thetis logo foi cuidar do General de Scylla, checando seus ferimentos. - Onde estão Isaak e Fiona?

Darcy gritou, enfiando na terra o cabo de seu machado ao cair de joelhos, inconformado.

_ Ela a levou. Aquela maldita bruxa! - bradou.

_ Ela levou a ambos. - disse Poseidon, visivelmente bravo. - Possui agora o corpo da moça, e tem consigo Isaak. Athena! - chamou, pelo cosmo.

A Deusa estava no alto de um fiorde, de onde emanou pelo tempo dos combates seu cosmo protetor, salvando assim as pessoas dos eventuais efeitos das lutas, as mantendo afastadas propositalmente.

_ Poseidon… - respondeu Saori, sua voz ecoava pelo vento.

_ Vamos nos recuperar. Devemos nos reunir com Polaris e rever nosso plano, sei exatamente o que aquela maldita vai fazer… Em dois dias teremos uma batalha decisiva, e desta vez não cometerei erros. Vou acabar com isso de uma vez por todas! Io, Sorento. - chamou, tendo os olhares dos dois para si - Levem Kasa com vocês e se recuperem. Aguardem minhas ordens.

_ Sim, Imperador. - responderam em uníssono.

Todos começaram a bater em retirada, com os Deuses seguindo seus próprios caminhos.

 

Darcy sentia-se horrível.

Fiona escapara-lhe pelos dedos, e era tudo sua culpa. Se tivesse lhe falado antes, se tivesse lhe contado sobre os Deuses e sobre tudo o que sempre lhe escondeu… doía saber o que ela passava, e estava intimamente dilacerado por sua falha.

Primeiro Carman causara a morte prematura do amor de sua vida, e agora possuía e usava o corpo de sua amada filha.

_ Darcy. - Rosalie se aproximou dele, amorosamente pegando em sua mão, cobrindo-a com as suas e o tirando daqueles pensamentos. - Vamos trazer ela e Isaak de volta. Eu sinto isso, sinto no fundo do meu coração.

_ Obrigado, filha. - ele se emocionou.

_ Estamos juntos. Somos uma família, não somos?
_ Somos sim. Somos uma família, Rosalie.

Ela sorriu, e beijou-lhe a testa com afeto, afastando-se novamente para auxiliar o General de Sirene.

O gesto da Ninfa lhe falara fundo, e lhe enchia novamente de esperança.Tudo o que precisava era fé, o que tinha de sobra, e sabia disso muito bem.

_ Vou te trazer de volta, Fiona… - sussurrou, segurando o machado firmemente, e partindo para ajudar aos demais a voltarem para sua casa e se recuperarem.

 

Monte Mytikas, Olimpo

_ Como pode? - Eros olhava Afrodite cabisbaixa. Ela não o encarava, não tinha coragem. - Como pode fazer essas coisas, minha mãe? Isso não é o papel de uma Deusa!

_ Afrodite pensa que é acima do bem e do mal. - disse Psique, de braços cruzados. A Divindade da Alma já não mais se intimidava pela outra. Recebeu dela uma encarada mortal, mas continuou - Pode me olhar feio o quanto quiser, Afrodite. Pode me chamar de Deusa menor, e de qualquer outro adjetivo baixo que goste de usar. Mas não fui eu quem infringiu as regras do Senhor Zeus, não fui eu quem se deitou com um humano, descumprindo dois pactos de uma só vez e pisoteando o livre arbítrio de uma pessoa inocente.

_ Perséfone não sabe de nada. Não sabe que o achei. - respondeu a loira.

Na antiguidade, tanto a Deusa do Amor como a Imperatriz do Inferno disputaram o coração do belo Adonis. Ficou certo que ele era por ambas igualmente apaixonado, e por isso as Deusas chegaram a um acordo, onde dividiriam o amor do humano igualmente. Afrodite, porém, deslealmente agiu, passando assim mais tempo com ele do que Perséfone, e despertando a fúria de Ares, que enciumado o matou impiedosamente, ao transformar-se em um enorme javali, atingindo-o com as presas em seu ponto vital.

Tudo isso culminou com a alma do rapaz sendo docemente recebida pela Infernal, que satisfeita com o desfecho daquela história o teria somente para si. Afrodite, inconformada, clamou a Zeus, e depois de um tempo em que ambas puderam passar com ele momentos para se despedirem o Senhor dos Raios se inculbiu de fazê-lo reencarnar longe dos olhos das duas. Por séculos seu plano funcionou, já que escondia Adonis dentro das fileiras de sua filha Athena, mas Afrodite nunca deixou de procurar por ele, e foi assim por incontáveis anos, até que finalmente o achou.

Porém, mal sabia Ela que Perséfone, após a batalha que os Guerreiros da Justiça travaram no Inferno, também o havia identificado.

_ Você quer que Ares o mate de novo? Sabe que isso ocasionaria uma Guerra contra Athena! - continuou Psique, deixando o clima ainda mais tenso. - Quer que desta vez Zeus proíba que ele volte à terra, ou melhor… mate sua essência, dando um fim a esta história de uma vez por todas?

_ Não… - Afrodite começou a tremer.

_ Pois deveria ter pensado nisso, mãe! - Eros interveio - Não entendo esse seu ódio, essa fúria que tem contra as outras criaturas. Primeiros as Ninfas, agora essa moça humana que você usou, e até mesmo Adonis… Age como a senhora absoluta, não mede consequências, isso é doentio, você está obcecada!

_ Pois, vocês me pegaram! Entreguem-me para Zeus, vamos!

_ Vontades não me faltam. - Psique falou - como Deusa e mulher sinto vergonha de seus atos, mas como mãe e esposa, não desejo que Eros veja o que Hera faria com você… sabe que a Rainha do Olimpo só espera uma oportunidade para lhe extinguir.

_ Você vai liberar as Ninfas desse jugo cativo. - Eros estava firme. - Vai falar com Zeus, usar essa tua influência para deixá-las em paz e livres. E vai ficar isolada por um tempo dentro de sua morada. Não vai mais ver Adonis, falar com Adonis, nem saber de nada sobre ele. Psique ficará encarregada para que você aja corretamente, de agora em diante, e vai respeitá-la como uma igual.

_ Eros…

_ Ou eu mesmo lhe entregarei à Hera. Acabou, Afrodite. Acabou.

Afrodite arregalou seus olhos. Não esperava que ele lhe chamasse pelo primeiro nome ao invés do grau de parentesco.

_ Cansei... Agora, por favor, saia daqui. Não quero mais lhe ver. Depois de tudo… eu… - lágrimas se formaram nos olhos do belo jovem de cabelos cacheados - eu tenho vergonha de ser seu filho.

_ Eros… - e ser desprezada por seu rebento mais amado lhe doeu, como a pior das punições que poderia receber. Afrodite tentou tocá-lo, mas Ele se afastou, dando-lhe as costas e deixando-a para trás, em total desespero. - Vou cuidar para que o mal que fez àqueles dois seja reparado. O amor - disse, sem se virar para Ela - que existia em você já se apagou faz tempo… ficou somente a soberba e a amargura no lugar.

_ Eros!!! - Afrodite gritou, caindo de joelhos ao chão, quando ele sumiu.

Os dois não mais se veriam por um bom tempo.

 

Santuário de Athena, Grécia

Desde que visitara Rodório e passara com Eiri momentos a sós, Camus não mais dela se esquecia. O tom da voz, o cheiro do perfume natural da moça, a delicadeza de sua face e a inteligência da oriental eram aos olhos do francês algo maravilhoso, e ele estava completamente confuso com o que sentia por ela.

Seria apenas pena e preocupação, por saber da verdadeira causa de seu estado de saúde, ou seria algo mais?

Tentava aprofundar-se nos estudos que fazia na solitude da Casa de Aquário, mas bastava um segundo de distração para que o rosto de Eiri fosse o dono de seus pensamentos.

Cansado daquilo, deixou a mesa cheia de livro e anotações para trás e se levantou, indo até uma das janelas do cômodo onde ficava sua biblioteca particular. Coçou as curiosas sobrancelhas, tenso.

_ Albert Camus, o que está acontecendo com você? - perguntou para si mesmo, em voz alta. Já havia se apaixonado antes em sua vida, era bem verdade, mas julgava que paixões eram desnecessárias para o tipo de rotina que levava. Ele, um poderoso Cavaleiro, não deveria ceder a tais estímulos, que apenas o afastariam do objetivo de sua vida, que era proteger a Deusa e a humanidade, mesmo tendo a tal trégua declarada entre os Deuses.

Sua racionalidade lhe dizia que se apaixonar era errado.

Fora isso, havia Milo. O que seu melhor amigo sentia por ela?

Sabia que Milo era o que se pode chamar por aí de “um cultivador da presença feminina” ou melhor, um mulherengo, em termos vulgares. O grego apreciava a companhia de uma mulher, e sempre que podia estava com uma delas.

Não as tratava como objeto, mas nunca passava de encontros casuais com nenhuma. Camus, no entanto, sabia também que naquele Santuário existia uma mulher em especial que fazia o Escorpião tremer em sua base, sem nem nunca ter dado a ele a mínima chance  de se aproximar, e esperava que de algum modo isso ajudasse  Milo, quando fosse necessário.

Tudo aquilo, todos aqueles saberes, tudo o que estava acontecendo com Milo, Eiri e ele mesmo era tão confuso, e ficou ainda mais quando pensou no que Athena havia lhe contado, sobre quem o escorpiano realmente era e sobre as Deusas que o cobiçavam.

Assim que os outros assuntos que a Deusa estava envolvida se resolvessem, ele falaria com Ela e então diriam à Milo e à Eiri a verdade tão dura e que inocentemente ignoravam.

Camus acima de tudo sabia que somente a verdade podia ajudá-los, e a felicidade e o bem estar de seu melhor amigo, assim como o da doce loirinha eram agora sua maior prioridade.

 

Donegal, Irlanda

O sol já se retirara, e no fim do décimo primeiro dia desde a chegada das Ninfas ao mundos dos homens, pela primeira vez o riso não estava presente naquela casinha à beira mar.

Todos estavam calados, mesmo tendo dois outros hóspedes - Io e Kasa -  presentes.

Sofriam por Isaak e por Fiona.

Darcy  apegava-se à sua fé para não desmoronar, e foi com surpresa que viu bem no meio de sua sala um portal se abrir, enquanto os demais se colocavam a postos, sem saber exatamente quem era que iria sair dali de dentro.

_ Filho… - Darcy se surpreendeu ao ver os cabelos azuis de Kanon.

_ Darcy. - disse o grego, estranhando tudo o que via ao seu redor, e ficando extremamente preocupado.

 

Lago Loch na Súil, Irlanda

_ Esta noite vamos celebrar! - disse Carman, passando a mão pelo rosto dos filhos, um a um. - Pois ganharemos mais um aliado, que trará consigo o exército que precisamos para sairmos vencedores.

Dothur segurava Isaak desacordado em seus braços, e os outros dois estavam ajoelhados perante eles.

Os cinco encontravam-se à beira de um lago de águas negras, com a luz do luar iluminando seus atos profanos.

_ Séculos atrás, um de nossos mais poderosos combatentes aqui caiu, quando em uma batalha foi derrotado pelo mesmo Deus imundo que nos derrotou. Pois bem, onde está Lugh e todo o resto de Tuatha de Danann, agora? Fugidos, isso sim. Todos abandonaram este mundo à própria sorte, deixando esta terra de bandeja para nós.

Seus filhos concordaram.

_ Dian, Dub, Dothur. Aprendam: O sangue humano é poderoso… - disse ela - ainda mais quando ele carrega a fúria e o amor dentro de sí. O sangue de uma pessoa pode ser a mais poderosa ferramenta para uma magia, e é isso que vamos presenciar o hoje. E quando àquele a quem se sacrifica é especial para o executor do sacrifício, as forças se empoderam ainda mais. É uma pena… - fez uma pausa - que esse homem não poderá ver a maravilhosa criatura que irá ressurgir com o uso de seu sangue, e devemos ser gratos à ele por seu sacrifício.

Seus filhos riram.

_ Trevas, me ouçam! - gritou ela, flutuando no ar, indo para o meio do lago e ficando sobre as águas. Novamente seus cabelos bailavam ao vento, e fogo parecia sair de seu olhar - Me deem mais uma vez o vosso poder, guiem-me para sobrepujar e aniquilar a todos que entrarem em meu caminho!

Com um gesticular, Carman fez o corpo de Isaak flutuar até onde estava, e criando novamente o punhal com sua energia lhe cortou o pescoço sem piedade, deixando que o sangue quente do finlandês escorresse ao cair pelas águas geladas do lago.

_ Antigas forças do mal, antigos seres que rastejam pelos cantos do mundo, eu vos ofereço o sangue apaixonado e ardente deste Guerreiro Marina…. Tragam para mim o que desejo, despertem meu Rei adormecido e sua poderosa arma de destruição. Balor, dúisigh! (Balor, acorde!) - demandou, agitando as águas negras, com um redemoinho nelas se formando.

O vento soprou forte, e enquanto o corpo mortalmente ferido de Isaak caía no lago, uma monstruosa criatura começou a se formar, com seus pedaços se juntando um a um, até que bem diante da bruxa o Rei dos Fomorians novamente criou vida, rugindo feito um leão, chamando à batalha seu exército de demônios.

(Dia 11/15)

 


Notas Finais


Não me matem!!!!
Calma, que tem muita coisa pra acontecer ainda!
Ta pegando fogoooo
Poooxa Isaaak....
Pooxaa Kanon,Violeta, Carman e todo mundo!!!

Pra quem acha que Afrodite sofreu pouco - mesmo sendo a unica dor verdadeira que a atingiria, a de ser renegada por seu filho amado - aguarde ai!

Ai meu corassaum, segura firme!

Uma coisa, o lago Suíl (Loch é lago na língua deles, tipo Loch Ness) é onde a lenda diz que Balor caiu perante Lugh, luta relatada por Darcy pra gente alguns caps atrás ai.

Perséfone... ai minhanossinhora essa mulé já sabe do Adonis... aguardem novis vindas do Inferno.

Gente, to nervosor :S

Momentos finais!!!
Beijos, beijos, beijos,

Madison.


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