História Mar revoltoso - Capítulo 5


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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Percy Jackson
Tags Annabeth Chase, Percabeth, Percy Jackson
Visualizações 319
Palavras 1.466
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Fofa


Fanfic / Fanfiction Mar revoltoso - Capítulo 5 - Fofa

Talvez Thalia não tenha sido uma boa ideia.

Percy estava sentado atrás de sua mesa de vidro, com os olhos direcionados à tela de seu notebook. Ao ouvir passos típicos de uma mulher usando saltos, levantou seus olhos para a porta onde uma loira abria a mesma cautelosamente.

- Annabeth? Entre! – Sorriu surpreso. Ele estava trabalhando ainda, mas seu horário de sair já tinha passado fazia duas horas. Ela nunca vinha procura-lo se não fosse por trabalho e ela não teria ido de encontro com ele naquele horário se fosse à trabalho.

- Com licença Sr. Jackson. – Deu um sorriso singelo.

- O que te traz aqui? – Ele arqueou as sobrancelhas curioso.

- Thalia me disse que o senhor havia me chamado, mas estranhei o horário. Na verdade, eu nem acreditei que estava aqui ainda. – Ela disse pensativa.

- Ah sim, estou ocupado com esse projeto. Realmente, não nasci para construir barcos, acho que minha aptidão é mesmo outra. – Voltou seus olhos para a tela.

- Você precisa de ajuda?

- Não, sei, você está oferecendo? – Ele perguntou com um sorriso bonito. Maus olhos diriam que chegava a ser até um pouco malicioso.

Annabeth deve ter interpretado o moreno da última maneira. Corou até as pontas dos cabelos loiros, mas assentiu e dirigiu-se ao chefe. Ele explicou seu dilema com o projeto. Ela ponderou um pouco, pensativa.

- Talvez você tenha errado o cálculo novamente... – Ela falou lentamente com medo da reação negativa dele. Percy levantou-se e deixou a loira se sentar em sua cadeira para que ela pudesse revisar o trabalho dele. Se pôs do lado direito da cadeira onde Annabeth já estava sentada, apoiou seu braço esquerdo sobre o couro da cadeira.

- Acho que as chances são grandes. – Ele riu e ela sorriu abertamente. Percy notou seus dentes brancos e simétricos. Lábios finos e rosados. Queria muito um beijo. Ele não havia beijado a garota ainda, na verdade, sua única tentativa se tornou falha. Ele não sabia mais o motivo de não ter transado com Annabeth no dia em que passaram horas abraçados no escritório dela.

Ele ficou encarando o rosto da loira por alguns minutos. Ela sentia-se incomodada e intimidada com àquela situação. Quando decidiu olhar para o moreno, não conseguiu desviar seus olhos dos dele. Ela não entendia porque ele estava com tal expressão facial, ela até poderia dizer que estava um tanto... disperso? É essa seria uma boa definição, mas disperso com o que? Franziu o cenho e tocou a ponta de seu próprio nariz em sinal claro de nervosismo e desconforto. Percy achou aquilo engraçado e abriu um sorriso. Annabeth também sorriu corando novamente.

- O que foi? – Ela perguntou sem jeito.

- Nada. – Ele não parava de sorrir.

- Como nada? Você não para de me encarar... – Ela pareceu ter uma espécie de insigh e rapidamente mudou sua expressão de confusa para ansiosa. – Há alguma coisa no meu rosto? Nos meus dentes? – Ela começou a passar a mão na própria pele facial. Não demorou mais do que um segundo para pegar seu celular e numa tentativa falha, enxergar com o reflexo da tela uma possível sujeira presa entre seus dentes.

Percy gargalhou. Annabeth não entendia mais nada. Fechou a cara para o moreno, pois tudo que podia interpretar de tal situação era a grande possibilidade de ele estar rindo da cara dela.

- Não é isso! – Ele abriu um sorriso e num impulso segurou com as duas mãos, colocando uma de cada lado do rosto da loira e trazendo-o bem próximo ao seu. – Você é muito fofa com essa cara de quem está pensando em algo muito complicado. – Ela corou de uma maneira nunca antes vista. Fechou os olhos cinzas, porque não conseguia mais encarar com naturalidade os verdes dele.

Percy ficou tentado a morder as covinhas que formaram em sua bochecha. Sentia na palma da mão e na ponta dos dedos o calor que de repente emanava da pele da loira. Então ela segurou as mãos dele afastando-as de suas bochechas, mas usou-as para puxar o moreno numa tentativa de se aproximar de seus lábios rosados e roubar-lhe um beijo rápido.

Quando se separaram, ainda com os rostos muito próximos, sentiam o calor um do outro no ar. Percy encarou Annabeth. Olhavam um os olhos do outro e ouviam a respiração pesada de ambos. Então ele puxou sua nuca com a mão direita e com a esquerda segurava seu rosto. Aquele beijo foi profundo e cheio de calor. Não era um beijo rápido. Eles queriam manter suas línguas em contato por um certo tempo. Percy descobriu nela o costume gostoso de morder os lábios dele cada vez em que o ar era necessário e por isso se separavam. Ela já se encontrava sentada no colo dele novamente

O celular de Annabeth tocou, interrompendo um dos vários beijos que ambos trocavam. Ela se afastou arregalando os olhos e agora em pé, pegou o aparelho e atendeu a ligação. Voltou seus olhos para a lata de lixo que podia ver através do transparente da mesa de vidro. Não queria olhar para Percy. Estava envergonhada, corada e nervosa. Suas mãos suavam e tinha dificuldade de manter o aparelho em sua mão. Tinha medo que o mesmo escorregasse e fosse de encontro ao chão duro e possivelmente destruidor de celulares. Levou o mesmo à orelha e pediu para quem quer que fosse que estava ligando e colocando um fim àquele momento, se identificar.

- Ah oi Rachel! – Percy revirou os olhos ao ouvir o nome da ruiva que estava do outro lado da linha. – Não... na verdade estou... estava, um pouco ocupada. – Ela respondeu e olhou rapidamente para Percy, este, que arqueou as sobrancelhas e sorriu malicioso. O moreno apoiou o queixo na palma de sua mão, fazendo com que o seu cotovelo suportasse todo o peso de sua cabeça. – C laro! Quinta? Para mim está ótimo! Até lá... – Então ela desligou a ligação constrangida.

- Rachel? – Ele perguntou irônico.

- Qual o problema? – Ela franziu o cenho.

- Você sabe que ela... – Ele não podia falar de tal assunto e parou bruscamente, mas emendou outro assunto tão rápido que não deixou muito tempo para Annabeth pedir para que ele continuasse o que ia dizendo. – Vocês são amigas desde quando?

- Bom... Não somos... – Ele pareceu confuso. – Na verdade, ela me avisou que o Sr. Dare gostaria de me fazer uma oferta de emprego nova, para que eu volte para a sua empresa.

A expressão de Percy suavizou e logo pareceu decepcionada. Annabeth sentiu um aperto no peito e logo em seguida na garganta. Como se estivesse difícil de respirar de repente.

- Bom, que ótimo! – Ele disse com um sorriso amarelo.

- Eu não sei se vou ainda! – Ela falou rapidamente, como se devesse alguma explicação à ele e soou quase como se estivesse se sentido culpada por abandoná-lo. Na verdade, ela estava, mas Percy não sabia disso e ela muito menos conseguia entender tal sentimento.

- Você deve pensar muito sobre isso... não se esqueça do nosso projeto revolucionário! – Ele sorriu brincalhão.

Annabeth sentiu-se levemente pressionada com o comentário do moreno, sorriu sem graça e deu dois passos lentos para trás. Ela precisava sair daquele escritório e pegar um ar. Ele percebeu o que ela ia fazer e levantou-se tão rápido que conseguiu chegar à porta antes dela.

- Eu preciso ir... já está tarde. – Ela explicou.

- Espero que o que tenha acontecido aqui não mude nossa relação profissional. Acredito que você é capaz de separar as coisas tanto quanto eu. – Ele disse sério.

Annabeth engoliu em seco. Não sabia mais se havia entendido bem as palavras de seu chefe. Ele estava deixando claro que não era nada especial o que acontecia entre eles? Não questionou, apenas assentiu. Outra hora talvez fosse mais fácil discutir a relação deles. Ela estava com o cérebro trabalhando intensamente, seu coração não diminuía o ritmo, nem enquanto atendia a ligação de Rachel.

 Ela esticou o braço para tocar a maçaneta da porta e deixar aquele lugar para trás, mas antes que realmente o fizesse, Percy segurou seu punho travando o movimento da loira. Olhou nos olhos dela e deu um beijo em sua testa. Abraçou o corpo feminino e aspirou seu perfume, que para ele, era maravilhoso. Olhou para ela novamente e agora se encontrava corada, de tal maneira fofa que só ela conseguia ficar. Sorriu, um sorriso pequeno, mas que para Annabeth era o suficiente para causar-lhe arrepios no abdome. Ele beijou a ponta do nariz dela e sussurrou um “tchau”.

Annabeth não conseguiu responder. Apenas abriu a porta e sumiu pelos corredores procurando a saída daquele prédio.

Percy sabia que não havia pedido a Thalia que mandasse a loira até ele.

Talvez Thalia não tenha sido uma má ideia afinal. 



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