História Marble Theater - Capítulo 33


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Dabi, Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Personagens Originais, Shouto Todoroki
Visualizações 8
Palavras 1.498
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 33 - Ardente


Eiko não estava medicada e a situação extrema mexeu com sua cabeça ao ponto de inversão de valores. Acreditava que seria machucada se voltasse para a UA e, de todo modo, Shigaraki não estava disposto a devolvê-la dessa vez. O vilão alimentava a paranoia dela, a fazendo acreditar que assim que pisasse do lado de fora, Endeavor viria machucá-la. Também disse que todos os outros estavam ao lado de Endeavor, incluindo Arashizagi Akio, seu pai.

Dabi havia sido intimado a cuidar dos ferimentos de Eiko. Lidar com queimaduras de terceiro grau lhe dava uma péssima sensação de nostalgia. Toga havia trazido roupas levemente infantis para a azulada, a vestindo com meias de abelha e vestidos brancos. Magne, Twice e Mr Compress estavam encantados com a gentileza da garota. Kurogiri ainda mantinha uma atenção constante sobre ela, muito desconfiado. Shigaraki não perdia Eiko de vista por muito tempo, sempre fazendo questão de deixá-la ao seu lado. O líder dos vilões parecia ficar muito interessado quando Eiko começava a contar histórias clássicas.

— Uma vez um senhor muito pobre saiu para vender sacos de arroz. Ele queria conseguir dinheiro pra comprar arroz pra fazer mochis pro ano novo. Depois de vender, ele voltava pra casa quando passou por algumas estátuas de Jizos. Ao invés de guardar o dinheiro pro arroz, ele comprou chapéus pros Jizos se protegerem da neve. — Eiko tinha toda a atenção da liga quando começou a contar a história. — Ele não tinha mais dinheiro e voltou pra casa sem nada. Mais tarde ele e a esposa dele acordaram no meio da noite com os Jizos trazendo um saco de arroz que lhes durou a vida inteira.

— Acho que você já contou essa. — Magne sorri com tranquilidade, mas ao ver a decepção de Eiko e a reprovação de Shigaraki, ela decide completar. — Mas o que são essas estátuas afinal?

— Dizem que as crianças que morrem antes dos pais não fazem a passagem, então são condenadas a ficar vagando. O Jizo ajuda as crianças a fazer a passagem escondendo elas em seu manto. — Eiko faz uma pausa com um sorriso delicado. — As estátuas são pequenas e tão por toda parte. Pais que perdem seus filhos costumam doá-las aos templos.

— Você parece meio nova pra saber tudo isso. — O comentário veio de Twice.

— Eu vivia num templo. — A cabeça azulada pende um pouco para a direita com muita confusão. Acreditava já ter contado.

— Vou trazer uma roupa de miko pra você! — Toga saiu saltitante da sala, muito animada com a possibilidade.

Enquanto Eiko agitava a diária da liga, Dabi encarava toda a situação fazendo o que conseguia para se envolver o menos possível. Apesar de saber que Eiko poderia ser uma boa catalisadora para o seu poder, Dabi não era tão imbecil de achar que esse plano daria certo. Havia ficado aliviado por Eiko ter voltado para a escola da primeira vez, sabia que Himari estaria surtando com a possibilidade de a azulada estar com vilões. Ele tentava evitar o pensamento sobre Himari, o que já era difícil, mas agora se tornava impossível com uma das melhores amigas da loira constantemente na sua frente.

— X —

Logo que Eiko fugiu, o grupo de busca voltou a se reunir. Mio, Himari, Todoroki, Amajiki e Shinsou. Mio tentava demonstrar calma para o grupo, porém estava surtando por dentro. Tentava se fazer acreditar que Eiko estaria melhor longe da escola, de Endeavor, até a poeira baixar, mas querer é mais fácil do que fazer.

— Eu já contei o plano. A gente precisar limpar a barra dela antes de trazer ela de volta. — Mio, com todo seu sangue frio, tentava ser convincente. — A Eiko é esperta, ela sabe o que tá fazendo.

— Com licença..- — A voz de Midoriya foi cortada por um grito do mesmo. Mio havia lançado uma de suas facas na direção dele pela surpresa da interrupção. — De novo?

— O que você quer, Deku?

— Ah, é comigo, pode deixar. — Himari saltou da cadeira onde estava e impediu Midoriya de entrar no grêmio. — Vamos, Todoroki.

— Certo.

— Pode ir também, Amajiki. — Mio libera o rapaz mais velho. — Qualquer novidade, será informado.

Assim que saíram, Mio respirou fundo e pressionou as mãos contra os olhos por alguns segundos. Ao abrir novamente os olhos, ela encara Shinsou. O garoto forçava seu foco em cima do celular.

— Hitoshi. — Mio chama, fazendo ele imediatamente dar sua atenção para ela.

— Não devia mentir assim pra eles. Tá todo mundo preocupado, você não tá tão acima disso quanto faz parecer.

— Eu sei que você ainda tá meio desconfiado comigo, que a gente não tá muito bem. Mas nós não guardamos segredos um do outro, certo? — Mio falava com calma, mas havia um certo receio na voz. Shinsou concordou sutilmente com a cabeça. — Eu vou encontrar com a Puppeteer de novo. Quero que venha comigo dessa vez.

— Não vou trabalhar com vilões.

— Disse que ia me dar uma chance pra mostrar o meu lado. — Mio se aproxima, agora mais próxima da cadeira de Shinsou e segurando os ombros dele, levemente curvada na direção de seu rosto. — Hitoshi, eu preciso de você comigo.

Shinsou não acreditava que Mio realmente precisava dele. Ele não via como ele, quase leigo quanto ao assunto, poderia ser útil pra alguém com treinamento violento e letal como Mio. Apesar de sua falta de confiança naquele momento, ouvir que Mio precisava dele mexia com seu ego e também algo mais em seu corpo.

— Eu vou.

— Você é ótimo. — Mio parecia adivinhar os pensamentos dele, passando a lhe dar um beijo no pescoço a cada elogio. — E inteligente. E poderoso. E muito gatinho. E vai ser um grande herói.

Shinsou já havia fechado os olhos para aproveitar o tratamento sedutor que Mio estava lhe dando quando ela parou e começou a sair da sala, dando ordens para ele vestir algo que combinasse com um bar barra pesada. Shinsou encarou a porta pela qual ela saiu. Havia caído na trama dela de novo.

— X —

— Que bom que você saiu também! — Himari começa a puxar Amajiki pelo braço assim que ele põe os pés pra fora da sala. — Vem, eu explico no caminho.

Sendo seguida por Midoriya, Todoroki e Amajiki, Himari guiou os garotos até um dos ginásios de treino da escola. Lá dentro, quando conseguiu a atenção dos três, desatou a falar o que estava na mente.

— A Mio tá escondendo o jogo. Eu acredito que ela só vai nos passar informação quando tiver notícias ou ideias que possam ser realizadas. — Himari faz uma pausa para deixar os rapazes assimilarem o que ela dizia. — Ela não percebeu que, se não contar o percurso da investigação pra gente, não vamos poder ajudar e que ela não pode ir sozinha contra o mundo.

— Qual o plano? — Todoroki estava especialmente motivado.

— Eu temo que precisamos criar estratégias pra vencer a Eiko. Não sabemos onde ela está, mas eu tenho um péssimo palpite quanto a isso.

— Como assim? — Amajiki, o mais velho entre eles, já havia entendido o que Himari queria dizer, mas mesmo assim decidiu perguntar para confirmar.

— Pensem comigo: ela tava com a Liga dos Vilões, eles trouxeram ela pro hospital quando precisou e ainda voltaram mais uma vez pra garantir que ela vivesse. Depois um herói tratou de assustar, acusar e ser a causa de dor. Pra onde vocês iriam correr? — Com a informação compartilhada por Himari, porém ainda não confirmada, Midoriya arregalou os olhos e Todoroki engoliu em seco. — Midoriya, sua função é criar um plano pra gente conseguir trazer a Eiko de volta. Eu confio que você consegue.

— Eu... eu preciso saber qual o limite da quirk dela. — Midoriya, já com o seu caderno de anotações na mão, prepara a caneta na página de Eiko.

— Pessoalmente, nunca vi ela chegar ao limite físico. Os limites psicológicos talvez não devam ser considerados. — Himari olha para Amajiki, abrindo para ele contar sua experiência.

— Trabalhamos juntos algumas vezes. Ela sempre se conteve para não machucar ninguém. Não importava a gravidade da situação, ela nunca nos machucou de verdade. — Amajiki olhava para o chão no objetivo de evitar a atenção dos outros sobre si. Era um péssimo comunicador, mas esse era um momento importante. — Mas as estrelas são energia de fusão nuclear. Eu nunca vi uma quirk com tanto poder de destruição. Ela pode destruir mais do que a cidade se quiser.

— Você tem razão, Amajiki. Mesmo pra mim, que a fonte de energia é o próprio calor, as estrelas da Eiko podem ser demais, principalmente as azuis. Ela sabe disso e raramente as usa quando trabalhamos juntas. — Himari sorri com a nostalgia de perseguir vilões com Eiko catalizando suas criações com o calor produzido pelas estrelas. — A Eiko nunca faria nada pra machucar os amigos dela, mas a gente tem que considerar o que o Endeavor causou. Eu sei o quanto os remédios podem fazer falta. Ela não tá medicada e deve tá apavorada. Ela vai seguir as ordens de quem protegeu ela.

— Shigaraki. — No comentário de Deku, Himari concordou com a cabeça.



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