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História Marca perdida - Capítulo 3


Escrita por: KanashiSmile

Notas do Autor


Desculpa a demora! Estive ocupada, este capítulo foi escrito na pressa. Por isso não está muito bom, mas espero que relevem desta vez! Por favor!

Postarei o próximo logo, boa leitura♡

Capítulo 3 - A ponte entre as estrelas


Fanfic / Fanfiction Marca perdida - Capítulo 3 - A ponte entre as estrelas

2 anos atrás:
 

O que fazer agora?

Já fazia horas que Nagato me interrogava sobre a noite passada, perguntas e questões pessoais onde eu tinha certeza que nem ele queria saber. Porém, não importava o quanto eu tentasse, o rosto do "meu alfa" era um completo borrão em minha mente. Algo fora de alcance, quão louco estava ontem para não memorizar nem a face da pessoa que me marcou? Essas coisas a gente costuma lembrar.

Minha bunda ficaria quadrada de tanto tempo sentado naquela posição no sofá, sem falar no nervoso que me vinha ao ver o cabeça de fósforo andando de um lado ao outro como se sua vida dependesse disso.

Então, senti uma dor estranha no peito ao lembrar que o alfa não estava mais lá quando acordei. Eu não deveria ficar incomodado com isso, mas ficava, por algum motivo. Todas aquelas emoções eram tão novas, a sensação de ter dois corações em si, poder entender todas as coisas passando pelos sentimentos do outro, igual em si mesmo. Acabaria por ficar louco daquele jeito!

-Está me ouvindo, Naruto?

-Ah?

Levantei a cabeça, viajei tanto entre memórias junto a dúvidas, acabei por me perder do mundo real. O que era ruim, pois quando me prendia a realidade, era quando o subconsciente do outro lado da marca ficava fraco. Mas isto era bom ou ruim?

-Você não está me ouvindo. -Apertou a sombrancelha com os dedos as juntando em sinal de estresse, me ferrei! -Sabe o tamanho da confusão onde está metido?

-Eu sei, mas... -Qual era o "mas"? Não existia um "porém", era tudo uma merda.

-Mas? -Tirou a mão do rosto para me encarar com sua expressão raivosa. Seus braços apoiados na cintura e o cabelo vermelho, jurei ver minha mãe nele por um segundo.

-Não sei! Não me pergunte mais nada! -Peguei a almofada que antes repousava ao meu lado para tapar o rosto, me jogando de lado no sofá em sinal de cansaço.

-Aish! -Poderia apostar que neste momento sua pele está na cor de seu cabelo, mesmo não enxergando.

Consegui ouvir o som dele tentando recuperar o fôlego para voltar a falar, porém fomos interrompidos pela campainha.

Foi um susto, acho que ficamos tão imersos no pânico ao ponto de esquecer o mundo fora do apartamento, fazendo nos olharmos e desviar várias vezes entre nossas faces e a entrada.

-Você chamou a polícia? -Não pude evitar fazer a piada, colocar graça nas coisas quando estou tenso era um dom.

-Não! -Respondeu pouco antes de andar em direção ao som, provavelmente iria tentar ver quem era pelo olho mágico.

Pelo menos era sua intenção, antes da porta ser arrombada dando passagem a 7 homens de preto. Tudo aconteceu tão rápido, em um segundo estavamos eu e Nagato com as bocas abertas, provavelmente com medo do quanto iria custar o concerto, no outro estávamos tendo a visão de estranhos invadindo a casa com armas e óculos escuros. MAS QUE PORRA ERA ESSA????

Havia pó das paredes por toda parte, bagunça causada pelo impacto da madeira velha. Antes que pudéssemos falar qualquer coisa, lá estava meu primo junto a mim encurralados abraçados no sofá de medo. Torcendo para que não estivéssemos sendo sequestrados pela máfia ao sermos cercados em uma roda de homens altos de terno.

O silêncio se instalou no local, sendo ele apenas envolvido por olhares dos "mafiosos" dirigidos a nós, junto aos nossos sendo dirigidos a eles. Segundos que pareciam anos, sensações que misturadas só podiam formar o puro choque.

-O que vocês estão fazendo aqui? Quem são vocês? -Finalmente Nagato decidiu falar algo. Acho que meu corpo ao ouvir um som tão familiar em meio a aquele caos conseguiu relaxar um pouco, graças a Kami tendo a capacidade de respirar novamente.

-Nós somos os Uchihas.


DIAS ATUAIS...

 

Depois daquilo, os Uchihas me levaram a força para algum lugar vendado. Não lembro dos detalhes, estava concentrado depois no meu próprio pânico. Apenas me recordo de ouvir Nagato tentando brigar pra me soltarem, seus gritos de dor ao ter o estômago socado, foi horrível.

Ao chegar no lugar que não faço idéia de onde era, mas gosto de chamar de "quarto escuro", pois não havia luzes lá ou janelas. Um homem de terno, que mais tarde ouvi um dos outros "engomadinhos" chamarem de "Fugaku", veio perto de mim a paços pesados. Começou um discurso longo e entediante sobre como alfas são a base da sociedade e a maneira que todos da família Uchiha deveriam ser desta categoria. Quase dormi.

Eu não estava entendendo nada, mas após seu monótono, iniciou outro, mas desta vez falando o jeito que meu sangue sujo de ômega iria manchar a reputação deles. Fiquei mais confuso ainda, até perceber do que se tratava tudo aquilo. A marca.

Foi preciso apenas juntar um ponto ao outro de suas palavras, o homem que havia me marcado era um Uchiha. Entendi no mesmo instante o problema.

Era mais uma das situações em que eu me tornava o moribundo descartável apenas por ser ômega, apenas por existir. Isso fervia meu sangue.

Tive vontade de mandar todos ali a merda, quase fiz isso!

No momento que o "Uchiha mestre" disse "Uma grande quantia de dinheiro", minha mente voltou a realidade. Não falei uma palavra todo o tempo que estive naquele cômodo, mas sai de lá com um acordo que mudaria minha vida para sempre.

Me ofereceram uma enorme fortuna, apenas para me mudar de país, pagariam moradia, alimentação, estudo, tudo que eu precisasse. Tudo que teria que fazer seria ficar longe do alfa cujo a marca era culpa, o esquecer e me esconder do mundo.

Uma nova vida, sempre foi isso que eu quis.

Me chame de egoísta, porém não consegui evitar de aceitar o trato, todo esse dinheiro, poderia ajudar toda a minha família que fez de tudo por mim. Fazer a faculdade desejada por mim a séculos seria possível, inclusive manter todos a salvo daqueles idiotas que não pareciam aceitar um "não". Tantas coisas seriam possíveis, bastava eu abrir mão de uma pessoa que eu nem lembrava o rosto.

Eu achei que seria fácil, embora até hoje, dois anos depois, ainda me doa por algum motivo lembrar de tudo isso.

Eu não deveria ficar triste, tirei a sorte grande, tenho a vida garantida. Meus parentes estão seguros de todos as ameaças que prometeram. Posso ter a vida que todo ômega deseja.

Por isso nem exitei em aceitar, então, por quê?

Por que mesmo depois de tanto tempo; ainda tenho vontade de chorar só de imaginar tudo que eu fiz?

De repente a noite estrelada não parecia mais tão bonita, na verdade, nada naquela paisagem belíssima parecia bonito.

Suspirei baixo, aquele sentimento de solidão me perseguia independente da cidade que fugia. Um dos únicos lugares que me sentia bem, era aquela ponte sem estrada, ficava acima de um lago, era silenciosa e com uma vista linda da cidade. Porém, hoje nem ela estava a me salvar da sensação horrível.

Acho melhor ir pra casa.

-É bonito, não é?

Tive os pensamentos interrompidos, arregalei os olhos com o susto ao ouvir aquela voz. Achei que eu era a única pessoa aqui.

-Ah, o que?

Olhei para a pessoa a poucos metros ao meu lado, como eu, estava com os braços apoiados no pequeno "muro" da ponte. Olhando fixadamente as luzes dos prédios, seus olhos chegavam a brilhar junto a elas.

-A visão da cidade a noite; -Desviou o olhar do horizonte para se encontrar com o meu, que de alguma forma, pude sentir como se meu corpo inteiro tremesse ao ver aquelas ônix negras me fitando. Com aquela expressão tão intensa e o sorriso tranquilo.- É bonita, não é?

-Sim... -Por alguns segundos não sabia exatamente do que, ou quem, eu estava falando.

-No que estava pensando? Parecia muito concentrado em algo quando eu cheguei.

-Ah; -Senti que se continuasse vendo aquela expressão, minhas pernas ficariam bambas, logo voltei a "admirar" o céu. -Acho que nem eu sei direito.

Por que aquele estranho estava falando comigo? Era um sentimento desconfortável.

-Estava pensando em alguém?

-Não, não exatamente. -O que há com esse cara?

-Hum. -O encarei de canto de olho, o mesmo não tinha mais a atenção dirigida a mim, parecia ponderar entre falar algo ou não falar. Cara estranho.

-Nunca te vi por aqui, é novo pela cidade?

Sei lá porque puxei assunto, estava me sentindo mau por aquela cena.

-Sim, cheguei a algumas horas.

Arregalei os olhos.

-Horas??? Não deveria estar desfazendo a mudança ou algo assim??

Era... Diferente. Sua risada ao ouvir meu espanto, como se soubesse todas as informações do mundo e eu nenhuma, era algo incomum. Me incomodava um pouco.

-Estou cansado, decidi caminhar um pouco pra ajudar a dormir, acordarei cedo amanhã para arrumar tudo. -Algo na tranquilidade em seu tom me tocava de uma forma... Não sei dizer.

Toda aquela situação era bizarra em minha percepção.

-Entendi, bem, acho que vou pra casa.

Me desencostei da ponte com intenção de caminhar até em casa, tentando não transparecer meu nervoso em escapar. Por que estava com tanto medo?

-Espera! -Senti meu pulso ser segurado, não com força para machucar, mas com o suficiente em me impedir de andar.

Olhei em seu rosto não entendendo, o que há com aquela expressão de desespero? De angústia e devastada?

Senti meu coração apertar um pouco.

-O que foi? -Nunca fui alguém muito paciente.

-Bem; -Onde está a calma de antes? -Qual seu nome?

Por que ele queria saber? Pensei em causar uma briga ali mesmo, mas recebi instruções diretas para não me meter em confusão se quisesse manter quem eu amo a salvo e continuar com a vida "perfeita".

Então, fiz a coisa mais fácil de fazer pra um estranho.

-Meu nome é Menma, Menma Namikaze. -Menti!

Sua face mudou de desespero a confusão logo indo a divertimento. Ele estava rindo?

-Ok, entendi. É um prazer, Menma.

-E qual seu nome? -Perguntei por educação, não estava curioso em saber o nome do cara boni--

ESTRANHO! DO CARA ESTRANHO!

-Sasuke, Sasuke Haruno. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, beijos!


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