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História Marcada pela Lua - Capítulo 7


Escrita por: K_Moreira

Capítulo 7 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction Marcada pela Lua - Capítulo 7 - Capítulo 6

  

    Estava agachada próxima ao canteiro de flores com o queixo apoiado nos joelhos. Nos últimos dias fiquei o vigiando com a intenção de notar alguma diferença. Elas continuavam da mesma forma, belíssimas, mas não me parecia que a pessoa que cuidava das flores iria voltar já que o solo estava seco e algumas folhas começavam a cair na terra. 

Aquele já era o segundo dia da viagem das garotas. Nada de muito estranho havia acontecido desde então. A floresta estava silenciosa e até meus sonhos deram uma trégua para uma noite tranquila. Com a repentina ida delas a Enclanor imaginei que eles voltariam com força, mas tudo anda meio quieto ultimamente. O colar que havia encontrado e o incidente estranho que teve em nossa primeira noite aqui pesava no bolso de meu casaco, como uma lembrança de que as coisas que vi e ouvi foram reais.

Estendi a mão para tocar em  uma das flores, uma margarida dentre tantas. Suas pétalas azuis eram macias e se destacavam no verde dos caules e folhas. 

– Acho que seu cuidador não irá voltar, terei que, eu mesma, cuidar de você a partir de agora. Todas vocês.

Era incrível como plantas podiam ser tão românticas e mágicas, suas incontáveis variações de cores e desenhos pareciam contar histórias antigas. Em todas as escolas que passei sempre me certifiquei de fazer parte de algum clube natural, fosse de jardinagem ou apenas fotografar plantas. 

Aprendi tantas histórias de flores incomuns e belíssimas que as guardo comigo. A triste lenda da bela flor vitória régia, conhecida como a estrela das águas. O amor incontrolável de uma estrela  que foi capaz de cair na terra para acompanhar o sol, o belo e conhecido girassol.

Havia certa pureza nessas histórias. O fato de amar tão incondicionalmente algo ou alguém a ponto de deixar tudo e todos por aquilo. Ou se abdicar de várias coisas em prol de outras pessoas. Por mais que fossem lendas sem comprovação de que realmente existiram, ainda sim traziam algo quente em meu coração.

Me levantei passando as mãos nas pernas da calça a fim de retirar a poeira, se eu iria cuidar delas precisaria comprar algumas coisas. Talvez adubo ou fertilizante e outras ferramentas. Ainda estava cedo e o dia estava agradável, não seria uma caminhada muito ruim até a loja de conveniência, que parecia ter tudo para uma simples loja de posto de gasolina.

A questão era que, eu não queria ter que voltar lá, ainda estava com certo receio dos últimos acontecimentos, mas eu simplesmente não podia deixar que isso afetasse minha vida. Se eu fosse morar ali, precisaria aprender a viver ali. Caminhei dando a volta na casa e vi uma chave inglesa enferrujada jogada perto de algumas madeiras.

– Toda precaução é pouca.

Concluo ao segurar a ferramenta e analisar seu peso em minha mão, aquilo serviria. Se algum esquisitão ousasse me atacar novamente dessa vez eu estaria preparada.

Chega de sentir medo Mahina.


– Vai levar somente isso moça? – Perguntou o atendente claramente entediado.

Aquela não parecia ser uma localização adequada a se ter uma loja, não havia muita clientela e parecia estar bem parado durante os dias. Me pergunto o que esse senhor faz quando não tem nenhum cliente por aqui. Eu escutava o som de um jogo de baseball vindo de um rádio sobre o balcão e um cheiro de cerveja forte. Bem, talvez eu tivesse uma ideia do que ele fazia, no fim das contas.

– Sim. hum... Pensando bem também vou levar isso.

Coloco a chave inglesa embaixo do baixo no intuito de pegar um pacote fechado de balinhas de menta que estava à mostra no balcão. Vi o senhor de idade encarar minha ferramenta incomum com curiosidade e senti minhas bochechas esquentarem conforme escondia novamente a ferramenta atrás de mim. 

Estava segurando as notas que usaria para pagar as compras, contudo não tinha tanto dinheiro assim. Eu não poderia comprar muitas coisas, ainda mais com o preço que estavam, então apenas comprei algumas luvas de jardinagem, um pulverizador, um pote com algum tipo de adubo e uma tesoura de poda. Os outros itens eu poderia improvisar.

Meus dedos se abriam e fechavam nervosamente ao redor da ferramenta apenas esperando que o senhor terminasse de passar as compras pelo escaner para que eu fosse embora logo. Quando penso que já estava acabando ele apenas se levanta e corre em direção aos fundos da loja, escuto um “espere um segundo” vindo de lá e uma porta se fechando em seguida. Olho em direção a garrafa vazia e um pacote de pimenta e fritas e algum outro lanche e balanço a cabeça rindo..

– Coitado...Talvez tudo isso tenha tido seu efeito...

– Está querendo consertar algo?

Demoro um instante para reconhecer que a pergunta foi direcionada a mim e procuro ao redor a fonte da voz tentando mascarar o espanto por ter sido pega falando sozinha. Não preciso procurar muito pois uma figura alta está parada atrás de mim, o que por reflexo faz com que eu me afaste dela chegando mais próxima do balcão. Em que momento outra pessoa havia entrado ali? Eu nem sequer ouvi a porta abrir. 

Observo o jovem calmo de braços cruzados. Ele segurava em uma das mãos algum produto veterinário ou algo parecido destinado a...periquitos. Essa era nova. Mordi o lábio prendendo o sorriso. Ele não aparentava ser alguém que normalmente cuidaria de passarinhos, talvez eu só estivesse com estigmas demais em minha mente. Você pode cuidar do animal que quiser, e os periquitos são bem fofos.

Observando mais de perto, ele não parecia alguém que eu já tenha visto. Entretanto seu rosto era marcante demais, porém algo nele era estranhamente familiar. Quanto mais pensava sobre aquela cidade mais intrigada ficava, muitas coisas eram familiares para mim sem nem mesmo ter morado ali. Como você pode conhecer algo e ao mesmo tempo não conhecer?

Seus cabelos eram escuros quase pretos e se alongavam praticamente até os ombros, alguns fios  ondulados caiam sobre seu rosto cobrindo a metade dele. Seus olhos, pelo menos o olho que era mais visível, eram escuros e profundos. Desci meu olhar para algo que se destacava na gola de sua camisa azul. Uma marca, como um arabesco, preto com círculos e que se enrolava sumindo em direção a nuca de seu pescoço. Uma tatuagem. 

Suas roupas eram estranhamente casuais demais o que, ao meu ver, não combinavam tanto com seu ar meio sério. Desci meu olhar até um anel que se destacava em seu dedo indicador. Ele era prateado com uma pedra vermelha do tamanho de uma ervilha.

A memória recente voltou à minha mente. Como pude esquecer? Na realidade eu realmente o conhecia. Conhecia, essa palavra não soa tão bem aqui. Eu já o havia visto na padaria, naquele dia. Sem a touca e sem aquela expressão raivosa estampada no rosto, ele me pareceu uma pessoa diferente. A recordação do grupo fez com que um peso no estômago fizessem com que minha cara se fechasse aborrecida.

Percebo que seus olhos escuros me avaliavam com certa confusão e aquele outro sentimento que vi antes mas que, ainda, não conseguia  identificar o que de fato era. Pisquei sem compreender aquele olhar questionativo e finalmente percebi que estou parada em sua frente a vários minutos o avaliando de cima a baixo. 

Que mancada…

Penso ao sentir o rubor subir de meu pescoço até o rosto e desvio o olhar limpando a garganta. Encaro a chave inglesa antiga e enferrujada em minhas mãos e dou de ombros em um gesto indiferente. A recordação da forma com que aquele trio me encarou me deixou instantaneamente de mau humor.

– Algo assim. 

– Você é uma das moradoras que se mudaram recentemente? –  questiona. Algo em sua pergunta insinua uma acusação. Ele era estranho.

– Algo assim – repito sem vontade.

– Você só sabe falar isso?

– Algo ass...

– Você não me parece muito sociável – interrompe ele com uma leve irritação na voz. Dessa forma ele se parecia mais como o esquisito daquele dia.

– Minha mãe sempre me avisou para não falar com estranhos, acho que devo escutá-la. Certo? – rebato ironicamente cruzando os braços e me apoiando no balcão. Vejo seu rosto se inclinar ligeiramente para o lado como se processasse minha fala e o vislumbre prateado que vi na padaria aparece novamente embaixo do cabelo. Minha curiosidade sendo atiçada. O que ele usava ali?

– Certo...Sim, sua mãe – sua confusão pareceu ser mascarada pela estranha simpatia de sempre e o vislumbre prateada sumindo quando voltou a posição ereta do rosto – Ouvir os pais sempre é importante.

Alguma coisa nele me deixava confusa, mesmo não parecendo à vontade com a conversa ele parecia continuar a se forçar no bate papo. Minha pergunta era: por que? Por que se forçar a conversar com uma estranha?

– Sim – murmuro ainda o encarando cismada.

Ele tinha uma beleza incomum e diferente. Fiquei chutando em minha mente sua idade, talvez 19?  uns 20? Ele não parecia ter mais de vinte e um, isso era certeza. Um leve sorriso repuxou seus lábios  quando meus olhos se voltaram para ele mais uma vez, cravei as unhas nas palmas da mão. Estava o analisando de novo.

Me virei de costas na tentativa de evitar encará-lo mais do que já estava encarando. Talvez a estranha ali fosse eu, sendo muito desinibida para com um estranho. E de alguma forma sentia que meus pensamentos estavam sendo lidos por ele, o que só me constrangia ainda mais diante daquela situação.

– Não sou um estranho! – comentou após alguns instantes de silêncio.

Claro que não. Você só parecia querer me matar antes, junto com seu grupo de coleguinhas. Bem normal eu admito. Quis debochar, mas seria grosseiro de minha parte, talvez ele não se lembrasse e de certa forma aquilo não me incomodava tanto como foi no dia que ocorreu. Talvez só um pouco. Mas a fala dele não dizia respeito ao fato da forma que ele agia e sim sobre conhecê-lo ou não;

– ah...não é? – duvido de sua afirmação. Ele poderia me conhecer então. o que restava a pergunta de por que ele e aqueles outros dois agiram de forma tão esquisita quando me viram. 

– Não, não sou – confirma com a voz estranhamente baixa e cautelosa.

– E de onde nos conhecemos então? - rebato ao virar os calcanhares o encarando de frente com o queixo erguido. Ele estava muito mais perto do que quando me afastei antes e nossos rostos estavam a poucos centímetros de distância para se tocar.

Pisquei confusa com a intensidade que era possível ver em seu olhar escuro. Novamente aquele sentimento estranho estava ali presente. Dei um passo para trás puxando o ar de volta ao pulmão para uma respiração profunda me afastando dele. Ele pareceu despertar do estranho estupor e coçou a nuca distraído. 

– Sou seu vizinho –  respondeu com certo triunfo na voz.

– Não temos vizinhos –  Corrigi desconfiada. Susan já havia me dito que não existia casas próximas a nossa, ela geralmente não errava nisso. Por que ele estaria mentindo então?

– Não estou mentindo – pareceu responder aos meus pensamentos – Se vocês realmente se mudarão para o casarão dos Kalani…

Sua fala deu uma pausa como se esperasse uma reação àquele nome e após alguns segundos prosseguiu.

– ...então possuem vizinhos. Aquela não é a única casa por aqueles lados sabia? – insinua divertido.

– Na realidade não. Não sabia – comento sinceramente ainda em dúvida. Ele não parecia tão ruim quanto eu achei que seria. O incidente na padaria parecia esquecido para ele. Talvez aquilo tenha sido um mal entendido no fim das contas. 

– Muitas casas estão mais para dentro da floresta, por isso passa essa impressão de solidão por lá–  explica ele. 

Fazia sentido. A nossa ficava poucos metros mais dentro das árvores e às vezes não era tão visível dependendo da direção que viesse. As outras poderiam muito bem serem dessa forma também. Eu precisaria parar de ficar tão desconfiada sobre tudo.

– Terei que avisar minhas irmãs então. Já temos para quem pedir açúcar quando ele acabar – brinco.

– Aliás… Belo cachecol. É uma cor bem forte a ser usada por aqui – comenta e inconscientemente levo a mão ao macio cachecol amarelo gema de ovo. Sim era uma cor bem forte, eu o amava. Tinha sido um presente.

– Obrigada. Gosto de cores alegres e essa é alegre o suficiente eu espero – vejo seu rosto se inclinar para o lado novamente com curiosidade e se abrir em um leve sorriso, aquela havia sido a primeira vez que sorria com mais...Sinceridade na conversa. O que o tornava mais atraente e charmoso.

Com o movimento uma parte maior do prateado aparece sob os fios negros chamando minha atenção. Parecia uma máscara que moldava dos olhos até a altura dos lábios em um lado do rosto. Não era algo normal, muito estranha na realidade..

Sua mão sobe até o rosto quando percebe meu olhar e seu semblante simpático se fecha em melancolia. Aquilo não parecia ser algo que ele gostava de comentar ou queria que as pessoas notassem.

– Olhe. Eu preciso te…– começa.

Sua frase é interrompida quando o som alto dos passos pesados do senhor retorna ao ambiente. Ele me encara por alguns instantes em silêncio, parecia ponderar sobre dizer algo ou não dizer, mas desiste e sai da loja a passos pesados com um rosnado de irritação. Pessoas não rosnam. Ele era muito estranho. Até para uma pessoa tão misteriosa.

Vejo o produto destinado a periquitos abandonado sobre uma prateleira qualquer sem que ele tenha comprado. 

Me apresso até a porta que ele havia acabado de passar e o vejo saltar para dentro de uma antiga picape preta que estava estacionado no posto de gasolina.  O automóvel não demora a dar partida e sumir na estrada deixando apenas um rastro de poeira para trás e da fumaça do escapamento.

– Ei garota! – gritou o atendente – Não está pensando em sair sem pagar tudo isso, não é?

Desvio o olhar contrariada da trilha que a picape deixou e caminho em direção ao balcão. Quanto mais eu pensava sobre aquele homem estranho mais intrigada eu ficava, aquela sensação de já o ter visto antes ia muito além do dia da padaria, e que olhar foi aquele? Eu sentia como se uma corrente elétrica viva corresse em minhas veias, mas percebi que em todo o momento ele parecia querer me dizer algo sem de fato dizer. 

Mexo no cachecol e mal posso conter o sorriso, que logo trato de tirar do rosto. Deixe de ser sonhadora Mahina. Ele é apenas um cara estranho que você encontrou coincidentemente duas vezes, nada demais. Não posso ficar pensando sobre qualquer atitude estranha que um morador dessa cidade tem, ou terei que pensar a vida toda.

Paguei pelos itens e retornei minha longa caminhada até o casarão. Qual seria o nome dele?


Eu havia andado tranquilamente a metade do caminho , não estava me preocupando muito com o tempo que levaria para chegar em casa, entretanto no momento que o céu começou a escurecer apressei meus passos. Ainda não era nem mesmo meio dia e aquelas nuvens escuras só podiam significar uma coisa.

Eu precisaria chegar em casa o quanto antes. Meu tênis praticamente chutava o chão quando as primeiras gotas começaram a cair. Eram finas e praticamente não molhavam, mas sentia meu sangue gelar conforme corria pela estrada.

Não...Não...Não…

Um som alto soou atrás de mim, mas estava concentrada  demais em andar o mais rápido possível para ter a curiosidade de me virar e ver o que era. 

Segura...preciso está segura. 

O som insistente continuou ininterrupto e percebi que estava quase no meio da estrada a cinco minutos impedindo os carros de passarem, caminhei até o acostamento dando passagem para o jipe verde que acelerou sumindo na estrada. Parecia realmente haver outras pessoas morando por ali já que aquele era o primeiro automóvel que via por aqueles lados. Além do nosso é claro.

Continuei correndo por vários minutos quando senti um calafrio atravessar meus ossos, me forcei a parar por uns instantes olhando ao redor e aproveitando o momento a fim de tomar fôlego. Eu não estava sendo muito rápida e minhas pernas já doíam pelo esforço.

Não havia nada ali. 

Pare de imaginar coisas. Apenas corra garota estúpida – minha mente gritou

Estava quase retornando a minha caminhada/corrida quando algo chamou minha atenção logo no fim da estrada atrás de mim, estava longe demais para ver o que era mais perto o suficiente para determinar que parecia humano. O desconhecido estava parado, em pé ao lado de uma árvore no acostamento, não conseguia ver, ou talvez ele estivesse caminhando em minha direção. Parecia se aproximar.

Eu estava sozinha, em uma estrada deserta, estava escuro, mesmo que devido a chuva que desabaria sobre minha cabeça a qualquer momento. Nada disso soava muito bem. 

Me virei para frente e voltei a correr apertando a chave inglesa firme nas mãos.

Nenhum idiota vai me assustar novamente. Mas estava errada, aquilo estava me assustando. Eu era uma completa covarde e jamais deixaria de ser.

Sentia que se aproximava cada vez mais de mim e quase podia imaginar uma mão pronta agarrando meu cachecol e me puxando em direção a mata escura.

Estou sendo neurótica de novo.

Uma buzina alta quase fez com que meu coração saísse pela boca e saltei para longe olhando em sua direção ao barulho. Aquela parecia ser a caminhonete de mais cedo, mas seu motorista estava coberto pela escuridão e não pude ver seu rosto direito. Não vacilei meus passos e continuei a caminhar.

– Ei ma...Garota! – gritou a voz familiar do estranho da conveniência.

Apenas ignore e ele irá embora.

Mentalizei conforme caminhava a passos apressados. O veículo seguia lento e barulhento ao meu lado e os pingos de chuva ameaçavam tornarem-se mais grossos.

– Vem eu te dou uma carona! – ofereceu.

– Não...obrigada – respondi sem desviar o olhar da estrada.

– Por que está sendo tão teimosa? Quer percorrer o resto do caminho na chuva? – gritou de dentro do carro para que eu o escutasse sobre o barulho alto do motor.

Conversar com alguém desconhecido em uma loja era uma coisa, mas pegar carona com um estranho era completamente diferente. Eu não era tão estúpida assim. 

– Eu já disse que gosto de escutar meu pais e...

Um trovão distante soou no céu e senti meu rosto empalidecer e meu corpo inteiro tremer. Apertei mais forte meus braços ao sentir meus passos fraquejarem.

Por favor não…

A chuva começaria mais forte em instantes, eu deveria estar próxima de casa. Eu precisava está.

– Não seja cabeça dura. Entra. Por favor – insistiu, sua voz com algum traço de preocupação sincera.

Novamente o mesmo calafrio percorreu meu corpo gelado e olhei para trás. Nada, ele havia ido embora. 

Estava quase recusando novamente a carona quando algo saiu da floresta do outro lado da estrada. Errado. estava ali ainda e mais perto do que antes.

Um vulto negro dos pés a cabeça caminhava em minha direção. Mal vi quando a porta se abriu e eu entrei. Apertei meus braços e respirei aliviada de escapar de um possível problema. Entretanto eu havia entrado em outro e ele estava sentado bem ao meu lado.

– Se tentar qualquer coisa te acerto em dois tempo – digo apontando a chave inglesa em sua direção. Não era uma ameaça vazia, se fosse necessário eu o acertaria sem peso na consciência.

Ouvi sua risada rouca em resposta que remexeu algo em minha barriga e desviei o olhar o fixando no espelho retrovisor vendo quando o vulto parou bem no meio da estrada chutando algo conforme olhava em minha direção à medida que a caminhonete se afastava.

 

   


Notas Finais


O que acham desse estranho moço de agora? Suspeito não é mesmo? kkk
Deixem sua crítica e seu comentário para saber o que estão achando.

Um grande abraço para os pequenos grandes leitores que somos


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