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História Marcadas à fogo - Capítulo 2


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Notas do Autor


Capp novo gente <3<3 espero que gostem!

Capítulo 2 - Lembranças..


 

Meu retorno à nação do fogo sempre foi algo muito esperado por mim ,era algo  que eu imaginava que seria maravilhoso , mas hoje vejo que colocar expectativas demais foi um grande erro. Pela manhã ficamos sabendo que Mai teve que ir à uma província do reino da Terra que fora tomada pela nação do fogo,pois seu pai fora eleito governador do lugar.  Ela não parecia nada satisfeita quando nos despedimos.

Confesso que irei sentir falta dela,mas sinto um pouco de alívio por Tylee estar aqui. A manhã foi tensa , já que  Azula estava visivelmente chateada comigo.  

 

- Então,como estão as coisas entre vocês?-  pergunta tio Ozai apertando meu ombro esquerdo 

- Complicadas! - suspiro - ela parece que me detesta mesmo .

- Bobagem! - diz com um leve sorriso no rosto - Azula não é do tipo sentimental , mas - pega meu braço e aponta para minha cicatriz de nascimento - isso aqui garante que ela sente o mesmo que você. Seja mais confiante!

Após nossa conversa , titio fala  durante alguns minutos com Azula e depois de alguns minutos ela vem até mim.

-  Estou com tédio ,  vou sair com a Tylee , se você quiser ir ..

- Quero sim.- respondo muito feliz com o  convite

- Ótimo. Vamos descer e encontrá-la perto do lago.

Caminhamos até o local que sempre esteve tão presente nas nossas brincadeiras de infância e traz muita nostalgia.

- Lembra que brincávamos muito aqui , eu , você , as meninas e o Zuko?

- Sim, até que eram bons tempos. 

- Você jogava pedra nos patos. Já demonstrava que era bem complicada.

- Haha! Cuidado senão você pode virar meus patos agora.

Aproximo-me de Azula e olho bem no fundo daqueles olhos castanhos claros tão misteriosos. 

- Aqui foi nosso primeiro beijo também…-  digo segurando uma das mechas de cabelo dela.

Azula desvia o olhar e demonstra estar desconfortável ao lembrar desse dia.

-  O que houve?

- Você foi embora no dia seguinte,lembra?

- Sim , foi um dia horrível. Eu chorei tanto para meus pais , mas não adiantou nada.

- Claro..

- Você acha  que eu queria  ir embora da minha casa , ficar longe de você para passar anos com monges?

-  Tá! Já chega desse assunto.

Ela tenta se afastar ,mas seguro sua cintura e a trago para mais perto de mim. Aproximo minha boca do seu ouvido , sinto ela se arrepiar.

- Dá-me um beijo?  - falo baixinho no seu ouvido

Sem resposta , começo a dar leves beijos no pescoço dela que começa a ceder ao momento. Sinto sua mão arranhando meu braço e aquilo me dá a confiança de tentar beijá-la. Quando me aproximo de sua boca..

- Azula uns meninos malucos.. - Tylee interrompe sua fala- opa , desculpa gente , eu não imaginava..

Tylee tinha que atrapalhar esse momento..

Azula me empurra e a minha vontade era de matar a Tylee nesse momento.

- Vamos , estou cansada de ficar aqui.

-  Desculpa..- diz Tylee com um sorriso fraco

- Você não tinha como adivinhar mesmo..

Passamos a manhã e o começo da tarde passeando pela cidade e nos divertindo. Quando estávamos juntas , parecia que nos tornamos crianças novamente e esquecemos das nossas obrigações por algumas horas. Tentei pegar na mão de Azula por algumas vezes , mas em todos os momentos ela rejeitava, acho que talvez por conta da presença de outras pessoas ali.

 

Voltamos para casa e ficamos sozinhas novamente. Como não queria abusar da sorte, não tentei nada com ela depois.  Deitada no meu quarto , fiquei olhando algumas coisas da minha infância . Um pequena faca que ganhei de Azula no meu aniversário que sempre carregava comigo para todo lugar que eu ia , era o meu amuleto.

Vejo as marcas no meu braço dos anos de treinamento e de todo aquele sofrimento por estar longe  de minha familia . Lembro dos momentos de raiva que sentia e incendiava tudo descontrolada . Os monges me diziam que eu tinha que fazer as meditações que eles ensinavam e seguir com o treinamento , senão seria  um desastre completo. Eles sempre me davam a esperança de que um dia eu iria entender o porquê passar por toda aquela dor física e emocional de anos.  

Perdi meus pais aos 13 anos e desde  então a única figura paterna que tenho é meu tio. Recordo  que foi muito doloroso saber disso através de uma carta e não poder ir se despedir  deles por conta daquele maldito treinamento. Nunca senti tanta raiva quanto nesse dia e como a raiva é um sentimento muito presente na dominação de fogo e eles sabiam disso, me levaram para uma floresta a qual eu a incendiei por completo , estava tomada pela  raiva e não tinha controle algum da minha dominação.

Quando perceberam que eu já estava sem reação , um deles se aproximou de mim e disse algo que nunca vou esquecer.

-  Vê como você precisa estar aqui. - aponta a floresta em cinzas-  Você tem um poder que subestima e não conhece , tem que aprender a dominar sentimentos inferiores e nunca poderia fazer isso se estivesse junto da sua metade ou sua família. Qualquer descontrole seu poderia ser fatal para todos.

Apenas chorei liberando a dor que estava sentindo. Desde então , passei a seguir tudo o que me indicavam até o dia em que me presentearam com a notícia de que eu iria voltar para casa .

 

 



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