História Marcado - AoKaga - Capítulo 23


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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Aomine Daiki, Kagami Taiga
Tags Abo, Angst, Aokaga, Aomine, Kagami, Omegaverse, Sequestro, Shifters, Transformaçao
Visualizações 341
Palavras 1.604
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, miguxos!

Nada a falar aqui, mas é um capítulo meio de finalização de ciclo então é só enrolação e... eita, vocês receberam esse meu pensamento? Acho que nosso elo mental está mais forte do que eu pensei. Mim ignorem, okay?

Notas importantes no final. Pelo amor de Deus, leiam, combinado?

Boa leitura :3

Capítulo 23 - Domingo Parte II


Fanfic / Fanfiction Marcado - AoKaga - Capítulo 23 - Domingo Parte II

Parte II – Relacionamento em pequenos detalhes

Depois da refeição, Aomine pegou o Ômega e foi com ele para a sala, acomodando-se no sofá. Achou o controle remoto e foi zapeando os canais até descobrir a reprise de um jogo de basquete da NBA.

— Por que você se recuperou mais rápido do que eu? — Kagami perguntou depois de um tempo de silêncio. Abria e fechava as mãos, cujos movimentos melhoravam visivelmente.

Daiki pensou na questão brevemente.

— Porque eu sou um Alpha — a resposta fez Kagami girar os olhos, entediado — É sério, Bakagami! Alphas e Ômegas usam a energia sobrenatural de modo diferente. Alphas priorizam a batalha, então a força é desviada para ação rápida. Ômegas não, por isso você é tão molenga.

— OE! Não seja idiota!

— Não estou sendo — deu de ombros — Por isso eu apaguei tão pesado essa noite, para recuperar o gasto de energia ao marcar você. Admito que gosto de dormir, mas não é normal que você não tenha conseguido me acordar antes...

— E se estivéssemos sendo atacados?

— Provavelmente eu acordaria. Meus Betas estão por aqui, esqueceu? Em caso de perigo iminente eles agiriam. O instinto pras ameaças é muito forte e me tiraria do... sei lá, “coma de recuperação”.

Kagami estreitou os olhos, mirando-o com certo rancor.

— Então você tá totalmente recuperado? E eu aqui, todo quebrado?

— Sim. É a nossa natureza.

— É... espero que a natureza seja rápida. Amanhã a gente vai jogar e eu quero estar nos cem por cento pra esfregar a tua cara no chão da quadra.

Daiki deixou uma risadinha debochada escapar.

— Pode tentar se quiser. Não vou pegar leve com você.

— Não quero que faça isso! Já derrotei Kise e Midorima. Agora é a sua vez.

— Quanta confiança. Mas fique preparado: se perder não vá se trancar no quarto pra chorar, hum?

— AHO! Fica preparado você, pra pagar o conserto da porta! Não pense que eu esqueci, senhor Aomine Eu Sou O Rambo Daiki.

— O caralho! Aquele quarto fica sem tranca e isso não está aberto à discussões. Agradeça por eu não arrancar a porta de uma vez no melhor estilo “Rambo”, assim você ainda pode encostá-la.

—... — o ruivo inflou de indignação com o jeito abusado de Daiki. Ele tinha o dom incrível de estragar qualquer clima. Parecia proposital.

— Não gostou? Me processa — esnobou, cheio de si.

— Não vou processar ninguém. Mas vou chutar tanto o teu rabo amanhã que nunca mais vai pisar na quadra outra vez!

— Tá se achando, hum? Te vi jogar contra Kise. Não foi grande coisa. Não tem nível pra me vencer ainda, vai se preparando.

Kagami emburrou ao ouvir aquilo. Odiava que menosprezassem seu esforço. Ele era bom, treinava e suava a camisa todos os dias. E ia mostrar o resultado de tanto trabalho em quadra. Preferiu desviar os olhos para a TV e ignorar o garoto ao seu lado.

Aomine divertiu-se com o comportamento infantil. Mas o amuamento de seu companheiro acabou incomodando. Tentou mudar o assunto.

— Nunca desconfiou de que não é humano, Taiga? — a súbita dúvida brotou em sua mente e acabou sendo pronunciada em voz alta — Nem uma vez?

O ruivo virou-se para ele, a testa enrugada demonstrando estranheza.

— Não. Por que eu deveria? Meus pais são bem normais. Cresci normal... Claro que eu sabia que jogava melhor do que a maioria dos garotos que eu conhecia, mas... sei lá, pra mim era algo como o Jordan, sabe? Talento.

— Puff! — Daiki engoliu a risada de deboche — Tu se acha, hein? Se comparando ao Michael Jordan! É um baka mesmo.

— Oe... o Jordan é um shifter também?

Antes de responder, Daiki sorriu largo, maldoso.

— O que você acha?

— Se eu soubesse não tava te perguntando! — bufou com o jeito chato do outro — E você? Cresceu conhecendo suas origens? — a pergunta foi feita em um tom de quem já tem certeza da resposta, que era óbvia.

— Hn. Meus pais são shifters puros e vem de uma longa linhagem. Eu nasci sabendo que era um Alpha, que teria meu Pack e todas essas coisas. Nem lembro quando foi o primeiro contato com a Pantera, mas lembro bem da primeira vez que entrei na Zona.

— Ee?! — Kagami exalou curiosidade — E como foi?

— Eu estava no banheiro da escola e achei uma revista pornô, daí peguei e comecei a ler e... — Daiki parou de falar ao notar a expressão chocada de Taiga — Tô te zuando, baka! Não foi nada disso.

— Aho!

— Talvez um dia eu te conte como foi, mas esse dia não é hoje.

Kagami não entendeu o mistério ao redor daquilo, mas sentiu certa relutância vinda de seu companheiro. O tema deixava Daiki desconfortável. Achou melhor mudar de assunto.

— São apenas vocês três? Seus pais e você?

— Sim. Sou filho único. E você?

— Também. Meu pai presta consultoria e se mudou para os Estados Unidos. Minha mãe quer que eu aprenda mais sobre as nossas origens japonesas, então ela resolveu me mandar fazer o colegial aqui. E ela acha que as escolas orientais são melhores. Voltei esse ano.

— Voltou pra ficar — Daiki decretou e recebeu um olhar um tanto surpreso por parte do outro. Ficou claro que, até então, Kagami não refletira sobre todos os aspectos de sua vida que mudariam com sua nova condição. Agora tinha um companheiro reconhecido e aceitara a marca dele. O pensamento de estar longe doía fisicamente. Trazia angustia ao seu coração.

— É — ele respondeu, olhando fundo nas íris de azul cobalto — Voltei pra ficar.

A afirmação foi o suficiente para o Alpha. Ele sorriu de leve e desviou a atenção para a tela da televisão, enquanto uma das mãos foi repousar com carinho no joelho do Ômega, no momento certo em que aquele jogador brasileiro enterrou no ultimo segundo, convertendo os dois pontos da virada. San Antonio ganhou a partida.

R&B

— Você está indo bem — Daiki elogiou enquanto observava Taiga andando em volta da sala. A tarde seguia para o seu fim, eles não tinham feito praticamente nada além de ficar assistindo esportes em canais aleatórios e conversando sobre assuntos variados, inutilidades.

Murasakibara passara pelo apartamento e deixara uma sacola enorme de doces e guloseimas que foram bem recebidas. Aomine desconfiava que ele seguia ordens de Akashi, porém não reclamava. Principalmente porque seu companheiro mostrou-se bem feliz com aquilo.

Conforme as horas passavam e Taiga se alimentava, seu animal interior voltava a recolher energia da natureza normalmente, fortalecendo-o o bastante para arriscar-se a ficar de pé e dar alguns passos, lentos e vacilantes a princípio. Cada vez mais seguros, pouco a pouco.

— Muito bem, Bakagami! Abra a boca...

— Por quê? — o ruivo não entendeu o pedido.

— Vai ganhar um biscoito! — debochou.

— Aho! — o Ômega se irritou. Parou de dar atenção para ele e continuou a treinar, andando pela sala. Com mais uma noite de sono, talvez estivesse inteirão para o Intercolegial no dia seguinte. A Marca em seu pescoço latejava de leve, mesmo passando pomada mais de uma vez e trocando o curativo, todavia não o atrapalharia jogar basquete em nada.

Foi então que suas pernas falharam e ele oscilou. Em um segundo, movendo-se extremamente rápido, Daiki estava ao seu lado o amparando.

— Tudo bem? O que foi?

— Aa... minhas pernas, ainda estão estranhas. Mas é só isso que eu tô sentindo. E o pescoço um pouco dolorido — essa parte veio com certo rancor.

Antes de responder, Aomine o pegou nos braços e levou até o sofá. Recebeu um resmungo em protesto e o ignorou.

— Se te deixa feliz, ainda me lembro da sua dentada. Foi bem dolorida. Considere que você também me marcou, a sua maneira Ômega de ser.

— Aho — resmungou enquanto era colocado com cuidado sobre o sofá, incerto se deveria se irritar com Daiki ou deixar pra lá.

Rindo, o Alpha sentou-se também e o puxou para seus braços, de modo a ampará-lo em um abraço protetor. A sensação era boa, mais do que calor compartilhado pelos corpos, era o calor de companheiros destinados. Taiga se sentia confortável, apesar de tudo.

— Ainda não acredito que acabei ficando com um cara...

— “Um cara” não, Bakagami. Não se esqueça que eu não sou um Alpha qualquer.

— Claro, claro... — debochou — Você é o Alpha Pica das Galáxias e o Rei do Parquinho. Como fui me esquecer? Mas ainda é homem.

— Depois do que a gente fez, pensei que já tinha passado da fase de negação — Daiki inclinou-se de leve e apoiou o queixo sobre o alto da cabeça de cabelos ruivos. Suspirou. O cheiro do seu Ômega era tão bom... Sorriu de leve quando Taiga entrelaçou as mãos de ambos.

— Não que eu fosse preconceituoso ou algo assim. Mas nunca tive atrações por homens. Bem, nem por mulheres. O basquete sempre foi meu foco.

— Viciado! — provocou.

— OE! Parece o meu irmão... falando... — a irritação desapareceu como mágica. Assim como a empolgação de Taiga. Sentiu-se um pouco culpado por ter se distraído tanto nos dois últimos dias, esquecido que talvez Himuro estivesse passando por maus bocados nas mãos do inimigo. O celular não tocara nem uma vez, fosse pra ligação ou mensagem. O que esperavam para entrar em contato? Ou queriam apenas bagunçar os nervos dos membros da Geração Milagrosa?

Daiki apertou o abraço, fazendo conforto fluir pelo vínculo. O sofrimento do seu companheiro era o seu próprio sofrimento.

— Akashi disse que tem colaboradores focados em localizar seu irmão. Acredite, quando aquele cara quer alguma coisa, ele consegue. Vamos encontrá-lo e trazê-lo de volta. É uma promessa.

Kagami não respondeu. Aceitou o conforto com gratidão. Em momento algum duvidou que o Alpha cumprisse a promessa. Seu medo não era jamais encontrar Tatsuya. Seu medo vinha ao pensar em que estado o encontraria.


Notas Finais


Sobre os passados do Daiki e Taiga, os detalhes e talz; estou usando a mesma linha de Tempest para explicar tudo, haha, sou preguiçosa, admito. Mas tentei esquematizar bem a estrutura familiar deles na outra fanfic, daí deu dó descartar e mudar tudo 8D Então pra quem leu, talvez Kaoru san dê as caras por aqui. Mas só talvez!

* Aquele jogador brasileiro na NBA: Tiago Splitter, of course 8D
* Esses jovens de hoje sabem quem é o Rambo...? Fiquei em duvida entre o Rambo e o Chuck Norris.
—----

Agora as notas importantes: no próximo começa o terceiro e último ciclo da fanfic, que foi: 1- a aproximação e o vínculo, 2- a marcação do Ômega e, pra finalizar, o Pack perdendo o Alpha e o Ômega. E não é pegadinha.

Então vocês tem que ter duas coisas em mente: é uma fic de shifters. E é uma fic minha. E noção não existe no meu dicionário desde que eu nasci. Pra resumir: vem umas parada muito loca aí, do tipo que vai te fazer olhar na tela e não acreditar no que tá lendo. É. Daqui pra frente é só para os fortes. Se tem intenção de voltar aqui na segunda-feira recomendo que abra a mente e relaxe o pescoço. E SE PREPARA! PREPARA QUE É O SHOW DAS PODEROSAS E... wait...

Acho que era esse o aviso importante. Se você gosta de coisa bizarra então me abraça, mas abraça forte! E vamos seguir para a reta final dessa jornada?! Coragem, parça! :D


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