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História Marcado pela Guerra - Capítulo 7


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Notas do Autor


Olá meus queridos, essa quarentena tinha que servir para alguma coisa kkkkkk
Vamos aos agradecimentos de cada dia kkkk (eu brinco, mas é a minha parte preferida) @shipuu_NH-S2, @vioman, @747906a, @Danrley07 (continue com os comentários grandes, eu amooooo ler) @Resplandecente, @cris1107 (meu Deus, eu adoro seus comentários) @Bernardorocha44 (Eu adoro, pq é muito legal ter um garoto que lê fic).
VAMOS LÁ

Capítulo 7 - Mente sã, corpo são. Mente ruim...


Dias se passaram e eu não conseguia melhorar, durante o dia, quando Hinata estava trabalhando com a minha mãe eu não conseguia pensar em outra coisa que não fosse a guerra e toda a tortura que eu passei quando fui capturado com o pequeno grupo. Quantas vezes tive que sair para espairecer, e nesse quesito, Gaara tem me ajudado, nós nos encontramos na praia um dia e continuamos a conversar, nos damos muito bem e isso é bom, pensando que eu preciso de um melhor amigo no momento.

O tempo que eu tenho com a Hinata faz eu esquecer de tudo, ela resplandece, eu não sei explicar muito bem. Mas percebi que ela também guarda seus segredos e olha, eu não sei se isso é muito bom.

Hoje está se tornando um dia típico, eu deitado com a cabeça doendo e fingindo estar dormindo para não preocupar ninguém. Parece que não importa o que eu faça, essa dor nunca vai embora, a vovó Tsunade está vindo aqui sempre e todos da casa querem que eu vá ao hospital, mas eu não entro num hospital nunca mais.

Depois do anúncio do noivado o Uchiha “Maior” está tornando essa casa a dele, e isso me deixa tão enjoado, não é difícil eu sair do quarto e dar de cara com ele, Nagato está super animado, eu sei que ele ajudou muito a minha mãe depois que meu pai morreu, mas eu não consigo aceitar os dois juntos, tenho a impressão de que ele se aproveitou da minha mãe, tudo bem, isso pode não ser verdade, afinal esse acontecimento já faz anos. Mas eu não consigo gostar.

Me forcei a levantar, fui direto ao banheiro e tomei um banho, vesti uma roupa e desci para tomar café. Meus olhos reviraram quando vi ao lado da minha mãe a cabeleira negra típica dos Uchihas, ao outro lado estava a Karin junto de Naomi, Nagato ao lado do maior e Hinata ao lado da pequena. Ela sorriu quando me viu e eu fui em sua direção, lhe dei um selinho e me sentei ao seu lado sem dizer uma palavra.

-Bom dia- escutei a voz grossa falando.

-Bom dia- respondi tão baixo que quase nem eu mesmo escuto.

O café foi silencioso, Hinata segurava a minha mão debaixo da mesa enquanto falava baixo com a minha mãe sobre alguma coisa de revista eu sei lá, não conseguia prestar atenção. Quando todos terminaram eu e Hinata permanecemos na mesa, ela fazia carinho na minha perna enquanto eu olhava pra ela.

-Sinto sua falta- eu disse.

-Você me vê todos os dias.

-Isso não é verdade- disse manhoso.

-Bom, eu estou aqui todos os dias.

-Onde estão os seus direitos trabalhistas?

-Isso não existe quando você exerce a função de namorada.

Eu sorri e a puxei para um beijo calmo e apaixonado, fazia um tempo que não me sentia assim, nas nuvens, a trouxe para mais perto e aprofundamos o beijo, ela passou as duas mãos pelo meu pescoço e eu apertei ainda mais a sua cintura. Estava tão bom, tão gostoso, mas alguém atrapalhou.

-Mais de vagar crianças- Fugaku disse indo até a geladeira e pegando um copo com água, o meu olho nunca revirou com tanta força- Você falava mais Naruto.

-E você falava menos- eu disse e vi minha mãe entrando na cozinha.

-O que é isso?- ela perguntou.

-Nada- eu me levantei e estendi a mão para a Hina que pegou- Já vamos.

-Não, você vai voltar aqui e pedir desculpas pela falta de respeito.

-Não, eu não vou fazer isso.

-Vai sim.

-Eu não vou Kushina, vamos Hinata- eu ia puxá-la para fora, mas ele segurou o meu braço.

-Não falei assim com a sua mãe- o olhei de cima a baixo.

Eu não sei se é o sangue Namikaze, mas eu sou um pouco mais alto do que ele, meu sangue ferveu quando percebi que ele não tirou a mão de mim.

-Você não me conhece Fugaku.

-Desculpe Dona Kushina, a gente se empolgou, foi de mais mesmo, Naomi poderia ter visto.

-Eu sei minha querida, não se preocupe.

-Não peça desculpas Hinata- eu disse sério ainda encarando o moreno em minha frente- Estamos na minha casa, quem está de intruso aqui não é você.

-Garoto, olhe bem como fala comigo- ele rosnou.

-Já chega- minha mãe tomou a frente, puxando a mão dele do meu braço- Eu não tolero isso aqui Naruto, entendo que mudou, mas falta de respeito aqui não.

-Eu dou respeito a quem merece respeito- dessa vez olhava para ela.

-O que quer dizer?

-Exatamente o que eu disse.

O silêncio ecoou na cozinha depois do sonoro tapa que recebi no rosto, vindo direto de Dona Kushina, ela ainda tinha a mão aberta ao lado do meu rosto, que estava vermelho depois do impacto, ninguém esperava essa atitude. Eu não fiz outra coisa se não ir até o jardim com a Hinata ainda em choque.

-Que família você se meteu não é?- Eu disse me sentando na escada e com os pés na grama.

-O que aconteceu com você Naruto?- ela se sentou ao meu lado, colocando a cabeça em meus ombros- Você não parece a pessoa que descrevem.

-Ainda fazendo pesquisa de campo sobre mim?

-Não, quando está comigo eu consigo ver nitidamente sobre quem eles falam. Você é espontâneo e alegre o tempo todo, tem um sorriso radiante.

Olhei para ela sorrindo, Hinata era a minha calmaria e eu nunca serei capaz de retribuir tudo isso, é de mais pra mim, ela é de mais pra mim. Nós conversamos, durante muito tempo, até que ficamos calados observando as estrelas, Hinata colocou a cabeça em meus ombros e depois de um tempo vi ela fechar os olhos e dormir. Me levantei e a peguei no colo, levei ela para o meu quarto, tirei os sapatos e a deitei na cama, passando o lençol fino logo depois.

Tirei os meus sapatos e me sentei no chão, de frente para a janela. Isso tudo não tem me feito bem, todas essas lembranças, todos esses sentimentos, eu acabei dormindo, sentado no chão e encostado na cama.

 

*Visão da Hinata*

 

Acordei no meio da noite, não estava me sentindo bem com esse calor todo, mas uma coisa me assustou. O Naruto começou a gritar, desesperadamente, olhei para baixo e ele estava no chão, deitado e com as mãos na cabeça, meus olhos encheram de lágrimas e eu pulei até ele.

-Naruto- falava baixinho afagando os seus cabelos, mas ele estava muito inerte- Naruto, por favor, acorda.

Ele não acordava, pelo contrário, gritava mais ainda, eu tentei o acalmar de todas as formas, mas não consegui, quando percebi Karin estava abrindo a porta e olhando a cena que percorria a alguns minutos.

-O que aconteceu?

-Eu não sei, acordei com ele gritando, não acorda, já tentei de tudo.

-Tudo bem- Ela se abaixou ao seu lado, puxando suas mãos para baixo num abraço bem apertado, mas ele se debatia dentro dele, vi Karin me olhar assustada- Liga agora para a vovó Tsunade.

-Ta bom- quando me coloquei de pé vi Nagato entrando, ele correu para o irmão ajudando Karin a conter as mãos de Naruto que insistiam em dar socos no vento.

Eu peguei o celular correndo e abri a agenda, tinha o número dela para emergências já que era médica, liguei uma, duas, três vezes e ela não atendia, quando ia desistir e voltar para o Naruto meu celular tocou em minhas mãos.

-Espero que seja urgente mocinha.

-É, é sim- Karin gritou pedindo o telefone.

-Vovó, ele está em crise- ela parou por um segundo- Eu sei, fiz o que sempre fazia, mas não está funcionando, ele não acorda- mais um tempo em silêncio- Tudo bem, estamos indo.

Ela desligou o celular e jogou na cama.

-Vamos ao hospital Senju agora- ela disse agarrando o tronco do Naruto e o arrastando.

Nessa hora a Dona Kushina abriu a porta, a preocupação estava estampada em seu rosto, Karin falou correndo enquanto todos nós o levava até o carro, nunca vi a Kushina dirigir tão rápido e mais rápido ainda foi a Tsunade que quando chegamos já estava lá, o colocaram numa maca e o levaram para uma sala onde nenhum de nós podia entrar.

Eu expliquei o que aconteceu para eles e depois de muito tempo nada de notícias dele, acabei encostando num canto e adormeci. Acordei no dia seguinte com a Karin me chamando, ela me entregou um kit de higiene bucal e falou para usar o banheiro, fiz o que ela disse e quando voltei ela já me esperava com um café, agradeci e quando estava prestes a tomar o primeiro gole escutamos os gritos do Naruto no final do corredor, vimos ele com a roupa do hospital abrir a porta com brutalidade empurrando tudo e todos indo em direção a porta. Foi contido no meio do caminho por enfermeiros que eu vi aplicar uma injeção, ele foi ficando mole e todos corremos até onde ele estava. 

Naruto foi levado de volta a cama é todos ainda tinham os olhares assustados.

-Estado de choque- Tsunade falou com um estalo- Temos que tirar ele do hospital, ele falou alguma coisa a respeito disso?

-Não, nada… Só falava que não queria vir ao hospital.

-Meu menino, a gente não sabe o que ele passou.

-vamos colocá-lo na ambulância e levá-lo de volta pra casa.

E essa foi a nossa manhã, eu voltei pra casa por algum tempo, achei melhor deixar ele só com a família.

 

*Visão do Naruto*

 

Abri meus olhos lentamente e fui reconhecendo o lugar, era o meu quarto, me senti aliviado, me sentei sentindo minha cabeça latejar, faz tempo que não sinto isso. Quando coloquei os pés no chão a porta abriu e a Karin passou por ela acompanhada da Naomi que trazia um potinho com uvas, Karin trazia uma bandeja cheia de comida.

-Pra quem é tudo isso?- eu perguntei, minha voz estava ainda mais grossa do que o normal.

-Pra você, quem mais?

-Não estou com fome.

-Mas vai comer mesmo assim.

Ela disse e eu achei melhor não desafiar, ele usou a tonalidade "teimosia", se sentou na ponta da minha cama e Naomi se jogou bem no meio colocando o pote de uvas entre suas próprias pernas e começando a comer, eu não pude evitar de sorrir. Peguei um pão que estava ali só pra minha irmã mais velha ficar sossegada. Ela me olhava fixamente.

-O que foi?

-Mamãe chamou uma pessoa pra te ver.

-A Hina?- Karin revirou os olhos.

-Ela não precisa chamar a Hinata pra te ver idiota.

-Então quem é?

-Primeiro come, depois visitas.

-Então porque me falou?- perguntei rindo da cara que ela fez.

Ela nem me respondeu, pegou o celular e ficou rolando a tela até eu comer o suficiente pra ela me deixar descer. Eu passei pelo corredor com uma sensação estranha no peito e quando desci as escadas em direção a sala percebi o porquê, sentado no sofá estava Uchiha Sasuke, a última pessoa que eu queria ver. Fiquei parado ali, nem voltei e nem me atrevi ir para frente, vi a minha mãe passar por mim sem falar uma palavra e então eu me dei conta do que estava acontecendo.

-Naruto- ele olhou pra mim e ficou de pé.

Como o esperado ele estava vestido com uma calça de sarja preta e uma camisa preta também, sapatos também pretos. Eu desci os últimos degraus e fiquei parado de frente para a representação da morte, mas ainda sim bem distante dele.

-O que quer aqui?

-Quero conversar com você.

-Agora?- perguntei ironicamente.

-Sim, agora. Eu não sabia nem que tinha voltado até meu pai contar.

-Acredite, se eu quisesse que você soubesse eu teria te contado.

-Naruto, é sério, tudo aquilo que rolou.

-Você pode ir embora- eu disse antes dele conseguir formular a frase completa- Não é bem-vindo aqui.

-Não faz isso Naruto. Vai jogar tudo fora.

-Vou, eu vou sim. Porque se pra você não significou nada eu posso fazer o mesmo.

-Eu não vou sair daqui enquanto não conversarmos.

-Pois bem- vi ele ficar menos tenso- Então saio eu.

-Você nem se recuperou ainda.

-E você acha que isso me impede?

Disse virando as costas e saindo, não tinha noção de pra onde iria. Comecei a caminhar então, passei por vários lugares, e parei na praia como sempre, era o meu lugar favorito sem dúvidas, fiquei sentado ali pensando em tudo o que a minha vida se tornou, claro que as horas passaram voando e quando eu me dei conta já era noite. Não dei dois passos e cai no chão.

 


Notas Finais


E então gente? O que acharam desse cap? Alguém já suspeita o que o Sasuke fez?
Quem sabe no próximo eu já revelo?
vou usar agora a #FalaComigo pq eu nesse momento solitário de quarentena preciso de interação, então... Conversem comigo pf
Bjuu e fuii


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