História Marcado Pelo Inferno - Capítulo 1


Escrita por: e Vicky399

Postado
Categorias Escola de Magia (The Magicians), Supernatural, The Originals, The Royals
Personagens Alice Quinn, Castiel, Chuck Shurley, Dean Winchester, Kol Mikaelson, Príncipe Liam Henstridge, Sam Winchester
Tags Castiel, Dean Winchester, Elle Fanning, Incesto, Lgbt, Magia, Morte, Sam Winchester, Suícidio, Supernatural, Tortura, Violencia
Visualizações 20
Palavras 5.331
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, LGBT, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Seinen, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei com mais uma historia para vocês meus amores
mais Supernatural
fazer o que se essa serie e maravilhosa né? hahaha
Eu e meu Beija-flor - vulgo @Vicky399 - resolvemos recriar a minha primeira historia aqui no spirit
quem lembra de A Filha de Dean Winchester levanta a mão
hahaha
Nunca tinha contado como Dean e a Mãe de Kristini tinham se conhecido nem nada
foi um conto raso
convenhamos a historia em si foi muito rasa
então eu e essa gatinha delicia vamos fazer tudo do zero
mudamos os nomes dos personagens
Dean e Sam continuam as mesmas coisas ok?
No entanto as outras coisas vão ser refeitas
e garanto que esta bem melhor do que antes
a historia do Benjamin vai continuar tia Raizel?
vai sim,
Aqui.
de um modo diferente
eu dividi a finc em três arcos
e o dele, esta mais do que incluindo
meu Beija-Flor espera que vocês gostem da historia e eu também
tenham uma boa leitura
e um beijo gostoso para todos!

Capítulo 1 - Archeon


Fanfic / Fanfiction Marcado Pelo Inferno - Capítulo 1 - Archeon

Capitulo um – Archeon

 

“Ninguém nasce mal, assim como ninguém nasce sozinho. Eles tornam-se assim, seja por escolha ou por circunstâncias. ” – Victoria Aveyard

 

Aquele era um raro dia de sol em Duluth os raios alaranjados perfuravam as densas camadas de nuvens banhando a janela de Cecily com o seu calor a vontade da jovem era a de estender a mão e capturar aquele feixe de luz e correr com ele por aí, um pensamento estranho para alguém de 25 anos de idade porem... aquela não era ela e sim uma criança de 8 anos que havia morrido a poucos meses atrás e agora estava brincando com o seu corpo como se ela fosse uma marionete sem corda e naquele instante iria se atirar da janela para poder pegar o sol os gritos já podiam ser ouvido do lado de fora um pouco abafados para si que tentava expulsar a criaturinha travessa antes que machucasse seriamente o seu corpo e acabasse ficando na cama por um longo período de tempo sendo atormentada por outros espíritos, mãos agarraram seus cotovelos quando seus pés deslizaram para fora da janela os braços ainda estendidos para a luz e sentiu-se debatendo e gritando antes de ser jogada na cama com força e em seguida sentiu a dor familiar da agulha adentrando sua carne e a criança sair de si um tanto contrariada fazendo cara feia para os médicos e enfermeiros em outros momentos teria gargalhado mas o torpor da medicação tomou conta de seu sistema a deixando lenta o suficiente para dormir os olhos foram se fechando até que tudo mais se tornou um borrão e depois a completa escuridão, ela gostava das sombras, tinha afinidade com o escuro melhor do que ninguém e aprendeu que até mesmo o mais denso breu odeia estar sozinho. Quando despertou horas mais tarde sentia-se em um estado letárgico os membros moles como se nunca tivessem se movido uma vez sequer na vida acabou por resmungar um tanto irritada e se sentou na cama piscando sonolenta até que por fim se levantou apoiando-se nas paredes agradecendo por não a terem vestido com uma camisa de força ou algo semelhante odiava a sensação de ter seus braços presos no entanto era melhor do que ser possuída por um espirito, encarou-se no espelho sujo e rachado que tinha no quarto um luxo as enfermeiras disseram para si quando fora para lá, como se olhar para a sua aparência degradada fosse algo bom mas as vezes se pegava analisando os cabelos louros curtos e um tanto oleosos, retos sem nenhum corte que chamasse a atenção, os olhos grandes e azuis marcados pelo cansaço e olheiras profundas, nariz reto e afilado, lábios finos e secos sangrando em vários pontos e não fizera cerimonia em sugar o sangue tingindo suas papilas gustativas com o sabor acre e forte desviou o olhar do espelho quando um vulto apareceu na janela, Cecily estreitou os olhos esperando o próximo espirito mas ele não veio dando de ombros caminhou  por sua cela dessa vez sem usar as paredes como apoio, fora para o Archeon quando tinha 12 anos e estava lá desde então sem notícias de ninguém e imaginava que a haviam esquecido já que seus próprios pais não vieram visita-la após seu decimo sexto aniversario quando uma mulher de idade adentrou seu corpo e simplesmente assassinou outros pacientes com uma farpa de metal a lembrança do sangue pingando em si e da carnificina a sua frente ainda lhe davam enjoo após isso não recebeu mais nada dos pais e por mais que dissesse que não fora ela, fora outra pessoa ninguém acreditava, ninguém nunca acreditava, os psiquiatras faziam apenas aumentar a dose dos remédios que tomava ou troca-los por um mais forte a maioria ela cuspia porem os que a forçavam a engolir lhe faziam mal o resto do dia, passou a mão no cabelo louro sentindo os cada vez mais ralos a loura gostaria de poder tomar um banho mas após a tentativa de suicídio não a permitiriam aquilo aquele dia muito menos comida, abraçou a si mesma sentindo frio mesmo que a noite nem tivesse chegado e ainda havia alguns trechos do pôr do sol brilhando aqui e ali no entanto ninguém controlava o frio que vinha de dentro, lambeu os lábios apertando-se um pouco mais as costelas estavam proeminentes e seu peito era praticamente inexistente pela falta de uma alimentação saudável e talvez fosse por isso que não conseguia se achar atraente ou algo do tipo, soltou um pequeno gritinho quando algo tocou seu pé e afastou-se repentinamente para a janela machucando o ombro com o ato e relaxou um pouco ao ver que era nada mais nada menos do que um escorpião, franziu as sobrancelhas achando a situação estranha já que raramente um inseto ou animal peçonhento adentrava as imensas paredes de Archeon, agachou-se um pouco longe de onde havia uma infiltração e pegou o animal pelo ferrão vendo-o se contorcer um pouco e o colocou na mão as patinhas finas fazendo cocegas que quase a fez rir

 

– Olá amiguinho –  cumprimentou-o com um sorriso de canto, o tom da voz de Cecily não era doce e suave como a maioria das meninas era um pouco mais grossa quase masculina mas podia dizer que era uma das coisas que gostava em si mesma, usou o polegar para acariciar a cabeça do animal sem se importar com o ferrão que poderia matá-la, talvez fosse realmente louca não por que não sentia medo de um escorpião mas por que sentia que a morte seria sua amiga se caso fosse ceifar sua vida um pouco mais rápido – O que está... – Sua fala foi cortada pela gritaria do lado de fora e o som das sirenes, levantou a cabeça assustada observando os seguranças correrem pelas grades até uma cela próxima e soube que algo terrível havia acontecido, em meio a sua preocupação esqueceu do animal por alguns segundos resultando em uma dor lancinante na palma de sua mão, gemeu segurando o grito os olhos ardendo pelas lagrimas não derramadas enquanto soltava o bicho e o observava correr em disparada para algum lugar de Archeon, sentou-se na cama observando o sangue morno que escorria da ferida e o possível veneno que corria por suas veias sabia que chamar os médicos não adiantaria de nada não com aquela barulheira toda, respirou fundo várias vezes os ombros tensos pela dor quando viu, de novo, na janela a sombra escura e inumana que parecia engoli-la, iria gritar mas acabou perdendo a consciência murmurando uma única palavra que soou abafada e grotesca como um rosnado de um animal a seus ouvidos – Venit

 

 

“Localizado no estado de Minnesota, o Archeon Hospital foi aberto devido à superlotação dos outros hospitais psiquiátricos. Existem algumas acusações de abusos com os pacientes e estupros. Alguns ficaram tanto tempo presos a correntes que a pele começou a crescer por cima da corrente. Uma terapeuta do hospital chegou a ser assassinada por um paciente, quando todos os outros pacientes tinham saído do hospital para assistir um filme. O paciente alega não se lembra de matá-la, afirmando que não teve controle sobre suas ações e que algo maligno matara a terapeuta. Cerca de 40 anos depois, um médico fora assassinado por outro paciente, que cortara a garganta dele com um caco de vidro de um espelho. Algumas pessoas dizem que é possível escutar vozes e ver fantasmas pelas janelas do hospital, e no meio da noite, ouvir uma música misteriosa que sai lá de dentro. O Hospital ainda funciona, com sua estrutura assombrosa”

 

– O que acha sobre esse caso, Dean?  – Samuel perguntou, sem desgrudar os olhos do Notebook procurando mais relatos dos pacientes de Archeon. Passara as últimas 12 horas pesquisando sobre o caso, averiguando a possibilidade de não ser apenas algo que os policias poderiam resolver, porém fatos comprovavam que a possessão dos pacientes por espíritos mal-educados.

 

 – Macabro. – Respondeu Dean. – E o nosso tipo de trabalho, vamos resolvê-lo e cair fora. Minnesota me traz péssimas lembranças. – O louro estremeceu ao lembrar-se de quando seu irmão caçula, intoxicado por sangue de demônio, começara a agir estranho naquela cidade. O clima ensolarado trazia a recordação de quando Sam mentiu, traiu e virou as costas para ele. Sam rapidamente captou a indireta. Pigarreou, olhando de relance para Dean, este que estava notavelmente cansado. Dean dirigira pelas últimas 12 horas, sem pausa, e nos constantes momentos em que Sam pedia para dirigir, ou pararem para descansar e comer algo, o mais velho recusava. O Winchester mais novo tinha a impressão que o irmão estava fugindo de algo, ou ocupando sua mente somente com o trabalho peculiar deles e esquecendo-se de outras coisas como: comer, socializar e dormir.

 

 – Olhe só o que eu achei! – Sam disse um tanto surpreso virando o Notebook para o irmão. Que alternava entre olhar para a tela irritantemente iluminada para a estrada pouco iluminada por seus faróis. – A rumores de uma mulher internada nesse hospital, que tem o dom especial de se comunicar com os espíritos, talvez, se tivermos sorte, conseguimos algumas informações interrogando ela, o que acha? – O mais alto jogou a sugestão. Os seus olhos verdes claros brilhando mesmo na escuridão da noite esperançosos e cansados. Dean deu de ombros, o que arrancou um revirar de olhos de Sam, e consequentemente uma risadinha de Dean.

 

 – Primeiro que eu não chamaria isso de Dom, e sim uma terrível maldição que essa pobre mulher vai carregar até seu último suspiro. E.…como vamos ter a certeza que ela e mesmo capaz de enxergar esse “mundo”?  Pode ser só uma louca qualquer, afinal é um hospital psiquiátrico Sam, encontraremos um louco afirmando ver duendes, fadas e o Satanás vestido de Prada em cada canto! – Retrucou com sua sinceridade nada educada –

 

– Dean...não os chame de loucos – Pediu Sam, o repreendendo como um adulto repreende uma criança de 5 anos

 

– Devo chamá-los de pessoas com problemas especiais? Se bem que...seriamos taxados como loucos se saíssemos por aí contando que matamos seres sobrenaturais rebeldes. – Constatou. Dean por um curto minuto encarou seu reflexo no retrovisor do carro, e o pouco que viu fora o suficiente para se achar um caco: olheiras enormes e fundas, cabelo espetados para cima e bagunçados, olhos que entregavam toda sua exaustão.

 

 – Não custa tentar... – A fala de Sam fora cortada por um “graças a Deus” vindo de seu irmão. O seu dizer saiu tão animado quanto o de alguém que ganhou na loteria. E antes que o mais novo perguntasse o motivo de sua euforia vira a placa de um fast food brilhando em tons de vermelho e amarelo na estrada. Samuel riu, a verdadeira felicidade de seu irmão mais velho era comer.

 

 

Após um gorduroso hambúrguer que aumentaria seu colesterol e provavelmente aceleraria a sua probabilidade de morrer mais cedo. Sam e Dean se hospedaram em um hotel barato em Duluth. Dean estava em uma pequena cama com lençóis azuis e bolinhas brancas. Vez ou outra o louro precisava se ajustar na cama que era tão pequena que provavelmente as pernas de avestruz de seu irmão não caberiam completamente. O Winchester mais velho suspirou cansado de encarar o teto e esperar amanhecer para poderem ir ao hospital psiquiátrico mal-assombrado. Os olhos verdes como esmeraldas procuraram Sam, o encontrando sentado com a postura desleixada em uma cadeira. Ele parecia concentrado como se tivesse estudando para um teste de matemática.

 

– Assistindo Pornô, Sammy? –  perguntou mesmo sabendo que seu puro e dedicado irmão não estaria vendo conteúdo erótico com ele presente no mesmo ambiente. Samuel volveu o olhar para o menor, seus lábios formavam um bico como uma criança pedindo atenção

 

– Ah Dean, como eu poderia fazer uma coisa dessas com um caso em mãos? – Retrucou fechando o notebook. Seria melhor se ambos dormissem, pois, sua intuição lhe dizia que a amanhã seguinte será exaustiva. Sam exclamou quando se levantou suas costas feridas por garras de um lobisomem começaram a doer, não tanto, mas o suficiente para deixar o irmão alarmado. Dean iria se levantar se não fosse pelo gesto de Sam que lhe dizia que estava bem, as feridas estavam quase cicatrizadas, era apenas um pequeno incomodo.

 

– Sabe, a vida não e só trabalhar, procriar e morrer. Devemos de vez em quando nos divertir, Sam. – Cruzou seus braços em baixo da cabeça enquanto acompanhava os movimentos de Sam ao tirar a calça jeans. Os cantos dos lábios de Sam rasgaram em um sorriso, o tipo de diversão de Dean era diferente do seu.  Para ele passar uma manhã nublada, com um chocolate quente na mão, e em outra um livro, era divertido. Para Dean, a definição de diversão era beber e levar alguma mulher para sua cama.

 

– Talvez, só talvez...depois de resolvermos esse caso, eu aceite me divertir. Agora, Boa noite Dean. – Satisfeito, Dean se virou para o outro lado da cama. Escutando o barulho das molas velhas da cama de Sam anunciar que ele também deitara. Uma corrente fria fez ambos os irmãos estremeceram, Sam reclamando pelos pés que ficavam para fora da cama.

– Está tão frio, o que acha de vir aqui me esquentar maninho? – Brincou Dean, que em troca recebeu um travesseiro contra sua cabeça, xingou o mais novo e apenas não revidou pela vertiginosa sonolência que o pegou nos braços.

 

Ao som de “Dirty Diana” de Michael Jackson, que por mais que estivesse na escala das melhores músicas para Dean, este acordou acirrado pela música vinda do antigo e empoeirado despertador verde sapo. Coçando os olhos, irritado por não ter terminado seu sonho erótico com asiáticas peitudas, ele levantou-se como uma múmia de mil anos se levanta da sua tumba após um longo tempo dormindo. Ainda em sua cama, era possível ouvir os respingos de agua vindo do pequeno banheiro. Pela primeira vez Dean passara analiticamente seus olhos pelo Hotel. O chão de madeira velha era coberto por manchas. As paredes com um papel de parede azul oceânico descascado, uma mancha avermelhada se destacava na parede oposta, e Dean preferiu acreditar que aquilo era resquícios de torta de amora. Havia duas janelas, cobertas por cortinas verdes com desenhos de folhas. Dean, que em meio a resmungos pela cama que parecia ser feita de pedra, se arrastou para fora rocha solida que dormira. O relógio marcava as oito em ponto. Um Sam com uma toalha enrolada na cintura, cabelos compridos respingando agua quente pelo chão, molhando consequentemente a madeira, saiu do banho. Seu peitoral gotejava agua que reluzia com um pouco de sol que escapava de uma fresta.

 

 – Bom dia, Sunshine. – Sam cantarolou. Seu bom humor fez com que o mais velho quisesse esmurrar sua cara, aliás quem acordava tão alegre pela manhã? Samuel devia ser algum extraterrestre.

 

– E bom ir logo comprar o café da manhã, Rapunzel. – Rebateu aquele bom humor, costurando um sorriso em seus lábios como “bom dia”. Antes de entrar no banheiro escutou Sam murmurar “alguém acordou com o pé esquerdo”. Em passos de uma tartaruga idosa, Dean caminhou até o Box sujo. Um chuveiro enferrujado que jogava jatos de água da cor do cobre, um espelho embaçado, chão molhado e com as pegadas de “Pé grande” de Sam, era todo o luxo que Dean podia comprar. Um dar de ombros era sua forma de reclamar, afinal já estava acostumado com aquelas pequenas maravilhas de ser um caçador, ah...como a vida de caçador era bela.

 

 

Após ter tomado seu nada digno banho, Dean vestiu seus trajes de agente do FBI: Um terno preto com um furo em seu bolso direito. Sam e Dean se encontravam no seu Impala. Dean devorava o que parecia ser panquecas com calda, e Sam comia uma pequena salada de frutas. Ambos estavam armados. Dean tinha uma arma, uma dentro do seu terno, outra pequena faca no seu sapato, e mais facas por outras partes de seu corpo, algumas incomodando em certos lugares restritamente pessoais. O dia estava ensolarado, pássaros cantavam uma melodia que em outro dia o louro acharia agradável. Sam. Limpando o canto de sua boca suja por pedacinho de morango, olhou para o irmão. Dean não parecia tão cansado, mais estava tão focado que isso chegava o incomodar. Era sempre Sam que se dedicava aquela parte, como pesquisas, Dean preferia matar logo. Era como se algo no caso chamasse Dean. Por sorte o hospital psiquiátrico não ficava tão longe do hotel em que eles estavam, e nada do que alguns minutos escutando Queen no carro foram precisos para chegarem.

 

Archeon era composto por diversos pavilhões dispostos simetricamente no terreno. Era isolado ou interligado por corredores de comunicação. Em cada detalhe do mobiliário parecia haver a preocupação com a força, a resistência. O peso: cada objeto, mesmo o mais comum, era estudado para que servisse apenas para o alienado. Continha também mesas de madeira muito grossa, de nogueira, cadeirões enormes, com anéis aos quais se amarravam os doentes, janelas muito elevadas em relação ao pavimento para ficarem acima do olhar, pratos e canecas de metal, em ferro ou chumbo: redes de arames nas vidraças, portas duplas de saída e instrumentos para lavagem e dejeções, pequenos espaços internos que recordavam os mosteiros dos cistercienses ou trapistas, longos corredores com poucas e bem grudadas janelas, nenhuma distinção entre a enfermaria e o dormitório comum. Tudo fechado, trancado, maciço, pesado, oprimente, tudo feito para lembrar a cada hora, a cada minuto ao doente e ao médico, ao enfermeiro e ao raro visitante "Está e a casa dos loucos". A náusea de Dean a cada passo, e mentalmente perguntava-se se aquele lugar não fazia mais mal aos doentes. Sam que interrogava uma medica que imediatamente estranhou agentes do FBI interessados no assassinato da noite passada, assassinato este que os irmãos só descobriram ao chegar ao local, disfarçava a sensação de culpa pela morte do enfermeiro “Se ao menos tivéssemos chegado mais cedo...”. Ao andar pelo hospital, era como se algo congelasse as suas vísceras. Dean nem ao menos notou quando o irmão se junto a ele.

 

– Ao que parece pela volta das três da manhã, Jonathan Parker, foi estrangulado por uma paciente – Sam contou a estória, seu tom era baixo e simultaneamente culpado, afinal na noite anterior seu irmão aconselhou que eles fossem fazer uma vistoria no hospital. O Assassinato apenas fez querer encontrar o espirito que fizera tal coisa e o mandar para o inferno.

 

 – O mais estranho e que aquele homem tem aparentemente uns 1,98 de altura, e a paciente afirma ter sentindo correntes de ar frio em seu quarto e não se lembrar de ter visto o enfermeiro naquela madrugada, outra curiosidade e que o quarto estava trancado. – Sam relatou. Dean parecia perdido nos próprios pensamentos, e só pareceu esboçar reação quando o irmão mencionou conseguir informação sobre a paciente. – Cecily Juliet Scarbrough. Este e o seu nome. – Sam apresentou a mulher. O corredor era tão branco que chegava a incomodar os olhos de Dean, que esfregou as têmporas querendo fugir daquele lugar. Ao chegar próximo ao quarto de Cecily, Sam fora barrado por uma espécie de segurança. O homem era mais alto do que o Winchester mais novo, seus músculos bem marcados pela camisa presa, e uma longa cicatriz em sua bochecha o fazia parecer membro de alguma gangue.

 

– Apenas um de cada vez. – O homem disse, e pelo crachá pode ver seu nome. Samuel tentou explicar que eram agentes e precisavam ambos estar lá dentro. Porem tudo que a gigante fez foi piscar e repetir o mesmo que dissera.

 

– E melhor eu ir conversar com ela, afinal sou bom com as mulheres, quem não responderia as perguntas olhando para esse rostinho aqui – o mais alto iria protestar, mas discutir com Dean era o mesmo que tentar discutir com uma mula. O segurança revistou Dean dos pés à cabeça, e sorriu com o olhar de julgamento do mesmo ao tirar sua arma e facas. – Hey amigão, esse não é o tipo de arma que você está procurando – Disse com um tom brincalhão ao sentir as mãos ásperas e fortes do homem tocar em outra área extremamente pessoal sua, Dean sentia como se estivesse pelado sem suas armas. Sam ainda o olhava receoso, e antes de entrar Dean. – Não se preocupe agente Campbell, qualquer coisa eu grito – O quarto onde Cecily estava condenada a passar sua existência era estreita, sem muito ar e luz, com pavimentos úmidos e sujos. Dean andou mais alguns passos para dentro, e quando seu olhar se encontrou com uma mulher totalmente diferente da sua imaginação, seus lábios se entreabriam surpreso. Por um leve instante sentiu como se a conhecesse de algum lugar, porem deveria ser só uma sensação. – Senhorita Scarbrough?

 

 

Cecily sentia-se submersa em aguas geladas aquela sensação horrível de frio tomando conta do seu corpo alem da dor, mil e uma agulhas adentrando sua carne e cutucando os nervos moldando e modificando a uma estrutura desconhecida quase podia escutar sua respiração engatando e saindo com dificuldades pelos lábios, não havia calmaria nenhuma na possessão de um espirito em seu corpo era um processo rápido todavia tortuosamente desconfortável porem aquele em especial parecia ser mais invasivo vistoriando seu passado, presente e consequentemente entendendo seu futuro, houve um tempo em que tentara expulsar essas criaturas de si mas logo parou de lutar e permitiu-se dividir a consciência com eles mesmo que isso fizesse dela uma assassina, suicida, louca, monstruosa e qualquer outro adjetivo ruim, deixara de se importar quando percebeu que Archeon seria seu fim, abandonou os sonhos de criança quando atravessou os portões de ferro torcido ali não era lugar para apenas pessoas loucas era a residência do mal que ninguém podia comandar e ela podia senti-lo agora, tocando e rasgando-a enquanto o veneno do escorpião fazia seu trabalho de deixa-la vulnerável, engasgou com a saliva murmurando palavras em um tom grasnado como um corvo, seu corpo se contorcia na cama debatendo-se contra uma corrente invisível

 

“Alae uni et sex alae oculis plenum in circuitu infra. Die ac nocte repetatur perpetuo offert satisfactionem, Sanctus, sanctus, sanctus, sit Dominus Deus omnipotens, qui erat, qui est, et qui venturus est”

 

Não saberia dizer como, mas sabia que era da bíblia afinal a leu vezes o suficiente para entender algumas palavras naquele idioma estranho e isto a encheu de pânico pois a criatura a mantinha firme em seu aperto usando-a para algum proposito que nem ao menos poderia ver, estava cega e impotente diante daquele ser que apenas se enraizou em si acomodando-se tão confortavelmente quanto um espinho se alojando entre carne e musculo, Cecily abriu os olhos de súbito sorvendo o ar para dentro dos pulmões maltratados os olhos fixos no teto mas não pode perceber que o azul claro havia desaparecido dando lugar a íris negras como betume que desapareceram segundos depois de ouvir pessoas próxima à sua porta, confusa se sentou na beirada da cama a mão ferida parecia ter piorado com as horas ganhando um tom amarelado feio e o cheiro não era dos melhores como se estivesse apodrecido no entanto ela não sentiu dor alguma quando apertou a ferida forçando o pus a sair o liquido viscoso escorreu por uma das infiltrações e acabou limpando-se com um pano sujo a loura se testou por vários segundos tentando entender o que se passava consigo já que se sentia bem e ao mesmo tempo muito ruim, coçou a cabeça querendo mais do que tudo um banho e comida seu estomago ardia de fome e a bile começava a subir por sua garganta e esperava que as vozes escutadas fossem de alguém que suprisse suas necessidades, piscou movendo os lábios sem emitir nenhum som quando um novo espirito surgiu, um homem dessa vez e o conhecia era um dos médicos que cuidava de si e o flashback da noite passada a atingiu como uma tempestade e acabou estendendo a mãos tocando a estrutura gelada chamando a atenção do Dr.Parker que saltou para traz com a sua ousadia, confessava não gostar do homem pois havia sido muito maltratada pelo mesmo poucas semanas atrás seu quadril ainda carregava manchas roxas, seu rosto se contorceu por um instante com um prazer sádico de como seria se brincasse com o doutor mas logo o pensamento se apagou de sua mente deixando a assustada

 

– A vida pós morte não é muito amistosa, não é? – Comentou com a voz rouca e tossiu afim de afastar a secura na garganta e poder falar direito andou ao redor do doutor assustado ignorando as faíscas de dor que passavam por seu tronco, os olhos turquesa estavam fixos no espirito a sua frente observando os traços de como havia morrido e quis, inexplicavelmente, rir pelo modo de como a frente da roupa branca estava meio “suja”, o homem abriu e fechou a boca várias vezes como um peixe fora d’agua – Sim eu posso te ver, tocar e etc. – Respondeu à pergunta não dita com tedio escutando a música que uma senhora de 80 anos que faleceu no andar de baixo costumava tocar, acreditava que a mulher havia morrido a muito tempo já que escutava aquela mesma canção desde que pisou em Archeon, estalou os dedos no ritmo da música balançando os quadris sutilmente, a lady Esperança não gostava de ser ignorada e isto atraiu Jonathan Parker que deu vários passos para trás, Cecily apenas refreou seus atos quando escutou passos próximo a sua porta e acabou voltando a se sentar na cama olhando para o doutor com zombaria e levou o dedo indicador aos lábios pedindo silencio – Eles podem pensar que sou louca se me virem falando com você

 

O olhar de espanto e culpa passou pelo rosto de Jonathan que se agachou no chão com as mãos na cabeça murmurando “o que foi que eu fiz?” Não poderia culpa-lo por pensar assim, não poderia culpar ninguém pelo que era, cobriu o ferimento rasgando um pedaço do lençol manchado, não demorou para a porta ser aberta e um homem bem diferente de seus médicos e enfermeiras adentrar o cômodo, franziu as sobrancelhas ao perceber que se tratava do FBI e teve que morder a língua para não soltar um comentário que provavelmente a colocaria em uma situação complicada, não gostava da sala de lobotomia e se recusava a voltar para ela tão cedo acabou por analisar seu visitante e constatou que era um homem muito bonito e provavelmente bastante atormentado, aqueles olhos verdes entregavam toda a tribulação que ele passou e algo dentro dela sacudiu sibilando e sussurrando dizendo as seguintes palavras : “e ele”

 

– A própria e por favor, me chame de Cecily – Respondeu com animosidade brincando com a faixa em sua palma, ainda estava surpresa pelo veneno não a ter matado ainda os olhos dela estavam fixos nos dele de um jeito quase desconfortável e acabou por estender a mão não machucada para o mesmo em um cumprimento – E um prazer conhece-lo senhor ...? – Deixou a frase no ar para que o mesmo a completasse, de alguma forma aquele homem lhe lembrava o irmão mais velho o cabelo louro e os ângulos do rosto porem enquanto seu irmão tinha o mesmo tom de azul que o dela os do agente eram de um verde claro com um pouco de âmbar ao redor – Imagino que tenha vindo aqui saber sobre Jonathan Parker

 

Cecily simplesmente pronunciou as palavras sem se importar com o peso delas, as chances de ele acreditar que ela falava e via os mortos eram nulas então não havia o mínimo problema em as dizer, a coisa dentro de seu corpo pareceu rugir quando os lábios rachados da loura se abriram em um sorriso de raposa como quem diz “Bem-vindo a Archeon”, cruzou as pernas esperando pelo interrogatório que se seguiria que provavelmente terminaria nela amarrada em uma camisa de força ou um banho gelado no andar de baixo e ficaria à mercê de uma hipotermia nada que não tivesse acostumada, o doutor levantou a cabeça quando seu nome foi chamado e parecia que ia falar algo porém Cecily o impediu com um gesto sutil, iria testar o nível de credibilidade daquele homem primeiro

 

Ao primeiro olhar, ao primeiro toque, a primeira palavra, ela não parecia uma mulher louca. Dean não soube o porquê, mas sentia como se seu único objetivo ali tivesse sido encontrá-la. Por um momento sua mente deu uma volta esquecendo-se de que mais um assassinato havia ocorrido, e se não resolvesse logo aquele rastro que levava o caçador até sua presa, mas um inocente morreria. Dean podia ver através daqueles pares de olhos verdes escuros, mais escuros que o seu, uma pessoa inocente, a vítima presa por ver coisas que a sociedade que era cegada pela única verdade dita na bíblia não podia entender. Sua busca era como um jogo jogado por Sam e ele: chamado detetive. Sua missão era encontrar a vítima e o assassino, mas e se o assassino estivesse disfarçado de vítima? Dean esboçou um sorriso, ela possuía um belo nome, assim como seu belo rosto.

 – Certo, Cecily. Eu sou o agente Campbell – Pulou as formalidades de “prazer em conhecê-la” por mais que se falasse estaria sendo sincero – Na verdade não vim pelo assassinato, vim por você, Cecily. – Dean avançou alguns passos à frente da mulher, finalmente pegando a mão que a moça estendeu a si. As pupilas de seus olhos dilataram, era como se fosse um boneco de pano sendo espetado por agulhas em todo o seu corpo, o que havia acontecido? Dean cambaleou até se sentar na cama de Cecily, afrouxou o nó de sua gravata, e os três primeiros botões de sua camisa branca foram abertos. – Desculpe. O que eu quis dizer foi...eu ouvi falar de você. Cecily, o que realmente aconteceu com Jonathan?

 

Sam andava em círculos pelo corredor. Às vezes encostava seus ouvidos na porta para tentar ouvir qualquer coisa que fosse entre o diálogo de seu irmão com a mulher, certas vezes até considerava nocautear o segurança e entrar. Cedendo ao instinto de ser útil e fazer algo, Samuel dirigira-se até um dos médicos que cuidava de Cecily. Não precisara fazer nada além de mostrar seu distintivo do FBI para ter acesso a paciente. O estomago de Sam revirou quando a ficha de Cecily fora analisada por ele. Ela é perigosa foi à única coisa que soou em sua mente. Seus pensamentos todos foram voltados para Dean. A temperatura caiu, e era como se ele tivesse entrado em um congelador, as poucas lâmpadas piscaram antes de acenderem como fogo ardente e explodir em milhares de vidros. Sam protegeu-se levantando sua mão que ainda segurava a ficha. Uma ponta fina e gelada perfurou seu braço, algo semelhante a um mosquito lhe picando. Uma sombra, um relance de um sorriso e um jaleco branco fora tudo o que vira antes de seu corpo se tornar leve como uma pluma.

 

– Dean! – Seu grito se perdeu na escuridão, seu corpo imobilizado caiu ao chão sujo e empoeirado.

 

 

– Você consegue ouvi-los? O que eles dizem? Uma coisa que sei e que nem sempre são educados. Os espíritos são como sombras, eles podem nos ver, desejam ter a oportunidade de viver novamente, alguns precisam de uma pequena ajudinha para encontrar o “outro lado”. Passar muito tempo observando o mundo dos vivos, afeta eles, com o tempo perdem a sanidade, enlouquecem e tornam-se agressivos. – Explicou com toda naturalidade possível, parecia que falava de política ou religião. Uma linha de suor frio escorria por seu pescoço marcando a gols branca de sua camisa, seus batimentos eram como as badaladas de um sino. Precisava de Sam ali, sempre precisaria do seu pequeno irmão para auxilia-lo. Dean se levantou em um momento suas pernas bambearam, e precisou usar uma força que sabia existir em si para ficar em pé. – Cecily, eu preciso da sua ajuda – Pediu, sua mão tocou pela segunda vez a mão delicada e macia da mulher, apertou sem muita força. Faíscas elétricas percorreram por todo seu corpo, e mesmo não sabendo se aquilo era bom ou mal, ele não temeu apenas se deixou levar por aquele sentimento.


Notas Finais


Para quem ficou mais perdido do que cego em tiroteio leia as notas iniciais
please!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Enfim, espero que tenham gostado do capitulo
nos digam o que acharam
vocês não tem noção do quanto isso e importante para nos
ajuda na fanfiction e no nosso crescimento como "escritoras"
beijos bem gostosos nas bochechas de todos
ate o próximo capitulo!


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