História Marcado pelo pecado - Capítulo 9


Escrita por:

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Boyxboy, Lemon, Romance Gay, Romancegay, Yaoi
Visualizações 102
Palavras 2.269
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Yo! Como estão? Demorei um pouquinho, mas tô trazendo hoje pra vocês. Capítulo tá grandinho hoje, tive uma criatividade de última hora bastante legal! Acho que posso dizer que estou satisfeita com esse capítulo.

Sem mais delongas. Boa leitura!❤

Takeru na capa.

Capítulo 9 - Voltando para casa


Fanfic / Fanfiction Marcado pelo pecado - Capítulo 9 - Voltando para casa



Uma semana se passou. Uma semana com analgésicos, que ajudaram bastante a fazer a dor cessar e não precisar da ajuda de seu noivo para coisas simples como: se levantar da cama. Em três dias já não sentia dor alguma. Takeru tentou ao máximo agir de forma tranquila com seu noivo naquela semana, como se nada tivesse acontecido na noite em específico que ficaram juntos. Mas foi inevitável. Sempre que o mais velho se aproximava, sentia-se nervoso a ponto de querer correr e sumir.

Agora em questão, estava a organizar sua mala, levantou cedo, pois iria voltar pra casa de seus pais, daqui a dois dias seria realizada a cerimônia de casamento. O garoto estava ansioso e nervoso, céus, iria se casar daqui a dois dias! Com todos os seus parentes ali. Graças a Kami-sama que as marcas – chupões – deixadas em seu pescoço e resto do corpo já haviam desaparecido quase que por completo. Sua mãe já havia retornado para casa para garantir que estivesse tudo conforme como planejado. A escola também havia cedido a deixar com que o garoto pudesse viajar. Contou para Tatisumi sobre o casamento com Charlles, sua reação não foi das melhores, mas não discutiu muito, no final acabou desejando 'felicidades’ e foi embora. Iria voltar para a escola em pouco tempo, só que casado.

Takeru não estava se sentindo bem, parecia que a qualquer momento iria desmaiar por conta do nervosismo, queria ficar calmo, afinal não era algo que deveria temer, sabia disso, porém o nervosismo persistia em si. Se assustou de leve ao ouvir a porta se abrindo, olhou e viu Charlles entrando.

– Está pronto? – Perguntou o mais velho.

– Estou.

Respondeu o mais novo, Charlles entrou no banheiro pegou o resto de suas coisas e voltou ao primeiro andar onde estava a sua mala. Takeru colocou as últimas coisas na mala e desceu para o primeiro andar. Charlles estava no meio da sala, com a mala ao seu lado, enquanto falava no telefone com alguém do trabalho. Ele se despediu e desligou quando viu o garoto.

– Podemos ir. – Disse, e Charlles acenou concordando.

– Ana, estamos indo.

Ana concordou e se direcionou a porta a abrindo.

– Tchau Ana, logo voltaremos. – Sorriu Takeru se despedindo.

– Façam uma boa viagem, senhores.

A mulher acenou se despedindo. Os dois entraram no elevador e desceram até a recepção, Charlles entregou as suas chaves para o recepcionista e Takeru fez o mesmo. O motorista já os aguardava em frente ao prédio para deixá-los no aeroporto. Suas malas foram postas no porta-malas e seguiram rumo ao aeroporto.







[...]







Dentro do avião já a caminho da cidade,Takeru afundou-se no assento confortável da primeira classe, olhou para o lado vendo Charlles entretido com um livro, pegou os fones de ouvido e fechou os olhos deixando com que as lembranças invadissem sua mente.

Lembrou de Tatisumi, e como foi contar para ele sobre o casamento.





Flashback on


Takeru se encontrava na sala do diretor, avisou sobre que precisaria viajar pois seria seu casamento, como seria seu casamento o diretor não teve outra alternativa senão autorizar sua ida. Após sair da sala do diretor, Takeru caminhou pelos corredores e viu quando Tatisumi saiu do banheiro e olhou para trás em sua direção.

– Estava na sala do diretor?

– Sim.

– O que foi fazer lá?

– Fui… pedir uma permissão. – Disse hesitante.

– Pra que?

– Vou passar alguns dias fora da cidade, mas logo estarei de volta.

– Humm…

Takeru suspirou pesado, sentiu como se o peso da culpa caísse sobre seus ombros, a ponta de o esmagar. Takeru parou de repente, Tatisumi que até então caminhava do seu lado parou também e o olhou confuso.

– Takeru? O que foi?

Takeru precisava contar para ele o motivo de ter que viajar, mas estava com medo de sua reação. Do nada, seu amigo de dezessete anos te conta que vai se casar com um cara bem mais velho que si, meio preocupante concordava.

– Preciso te contar uma coisa. O real motivo por eu estar indo. – Tatisumi arqueou uma sobrancelha parecendo confuso e curioso ao mesmo tempo.

– Me fala.

Takeru suspirou mais uma vez, o medo só aumentou ao ver Tatisumi chegando mais perto de si.

– E-eu… vou me casar, é por isso que estou indo viajar…

Tatisumi não escondeu a expressão de surpresa, os olhos meio arregalados e seu cenho franziu, ele tentou falar algo mais parecia não saber bem o que falar, logo sua expressão suavizou e um sorriso zombeteiro surgiu.

– Takeru-kun, pare de brincar assim.

– Não estou brincando. – Disse sério, demonstrando que não era uma brincadeira.

O sorriso desmanchou, dando lugar para uma expressão séria e irritada.

– Aquele cara loiro que às vezes vem te buscar… ele é o seu noivo?

– Sim. É ele.

Tatisumi concordou com a cabeça e encarou o chão. Logo voltou a olhá-lo, decepcionado.

– Por que você vai fazer isso…? Não sabe que pode se arrepender? Pelo amor de Deus, você não tem nem dezoito anos ainda! Pode pensar que estou falando bobagem e que ele é o amor da sua vida, mas, eu sei que não vai ser o que acha que seu relacionamento será.

– Tatisu-kun, por favor, não fale essas coisas…! Eu sei que é estranho para você, mas, eu não posso fazer muita coisa sobre isso.

– Como que não pode? Você que decidiu isso, não foi?

– O casamento foi arranjado… Mas… Eu não estou contra essa ideia, Tatisu-kun. Eu… estou feliz assim. Por favor, não fique contra mim.

Tatisumi o olhou incrédulo. Como assim? Não queria nada daquilo, isso o estava incomodando de uma maneira inacreditável. Imaginar aquele cara com Takeru o deixava com raiva pois na sua cabeça, ele não iria fazer menos do que se aproveitar de um garoto que está claramente apaixonado. E consequentemente acabaria o magoando. Olhou para o amigo que estava com uma expressão triste mas estava decidido. Não importa o que fala-se, não poderia impedi-lo, apesar de ficar desconfortável com a idéia. Suspirou frustrado.

– Takeru-kun. – O envolveu em um abraço surpreendendo-o. – Só… tome cuidado, na viagem.

Takeru permitiu-se sorrir e correspondeu o abraço apertado, sentiu o alívio o preencher, pois não aguentaria Tatisumi com raiva de si. Depois de um tempo se soltaram, os dois estavam sem graça depois daquela demonstração de afeto.

– Obrigado por entender, Tatisu-kun...

– Boa sorte com o casamento. Felicidades.

Beijou a bochecha de Takeru e sorriu se afastando, voltando para a sala de aula. Assim que ele desapareceu, Takeru começou a andar rumo ao banheiro, entrou e foi direto para a pia começando a molhar seu rosto. Contou toda a verdade para seu amigo, ele parecia ter aceito, mas aquele sorriso quando se afastou, era um tanto triste. Fechou os olhos por um momento e fechou a torneira, secou seu rosto com um papel toalha e logo voltou para a sala de aula. Os horários de aula foram passando, e no final acabou tendo que ir embora sem se despedir do amigo, ele estava na quadra ocupado com seus amigos e resolveu não atrapalhar.

Não se falaram desde então.


Flashback off






Abriu os olhos ao ouvir a voz que anunciou aos passageiros que faltavam cerca de vinte minutos para pousarem, Charlles ainda entretido com aquele livro, estava tão tranquilo, parecia não se importar com nada daquilo, com nada do que estava acontecendo e que iria acontecer.

Pensava se a família de Charlles iria gostar dele, o pai dele já sabia muito bem que gostava de si, o homem demonstrou encantamento por si logo na primeira vez que o viu, quando ainda estava entrando na adolescência. Só o vira uma vez na vida e agora estava prestes a vê-lo pela segunda vez. E quando seu pai o questionou se ele estaria interessado em casar seus filhos, o homem nem pensou duas vezes.

Mas e o resto da família dele, tipo, sua sogra…? Gostaria dele de verdade? Não só por causa do trato? Preocupante.

Finalmente desembarcaram, saíram do aeroporto onde seu antigo motorista o aguardava com um belo sorriso para o garoto.

– É bom vê-lo novamente, Takeru-sama. – Se curvou.

– Igualmente. – Sorriu.

– Prazer em conhecê-lo senhor Albert. – Curvou-se novamente. – Entrem, por favor. Estão esperando por vocês.

Assim que guardou a bagagens, dirigiu rumo ao casarão da família Takeru. O mais novo dava leves sorrisos, estava com saudades de casa. Se afastaram do centro da pequena cidade entrando para uma área mais “rural”, haviam chácaras, plantações e animais pastando. Charlles não tirava os olhos da janela, mesmo não demonstrando muito mas era de se notar que estava admirado com o local.

Já podia-se avistar no alto de uma colina, o belo casarão. O carro estacionou em frente à casa e Takeru saiu do carro.

– Eles chegaram!

Ouviu alguém gritando e quando olhou, sua mãe vinha saindo da porta vindo apressada com um belo sorriso.

– Finalmente. – Abraçou Takeru.

– Olá, mamãe. – Sorriu a abraçando.

– Vamos logo, tem pessoas esperando por vocês!

Disse segurando sua mão e a de Charlles os arrastando para a entrada, passando por uma pequena passagem de pedras em meio o gramado. Haviam árvores ao redor de toda a casa.

Ao entrar, Takeru olhou para a sala vendo várias pessoas e foi quando viu uma moça loira de cabelos médio e cacheados correndo em sua direção. A reconheceu na hora, era a sua prima por parte de pai.

– Onoi-chaaan!

– Emmeline-chan!

Foi agarrado pela garota que quase o derrubou. Eles riram durante o abraço apertado tinham a atenção de todos para si.

– Quanto tempo, você não mudou nada, só está mais alto! – Comparou os tamanhos.

– Quanto tempo mesmo, é bom ver você novamente. Você também não mudou nada, olha só que leãozão! – Bagunçou os cabelos da garota que gargalhou.

– Sou o rei da selva mesmo.

Sacudiu o cabelo de forma sensual e parou fazendo pose arrancando risadas de todos na sala. Sua prima era sua melhor amiga, quando eram mais novos em feriados ela vinha para sua casa, falava japonês desde pequena. A garota tinha olhos verdes, pele levemente bronzeada com sardas no rosto, cabelos dourados e cacheados, e encantava a todos com o seu carisma.

– Esse bonitão aí é o seu noivo? – Perguntou ela sorridente se aproximando de Charlles, chamando sua atenção, que até então estava cumprimentando as pessoas que falavam consigo. – Prazer em conhecê-lo, sou Emmeline Hipof, e seja bem-vindo. – Estendeu a mão. Falava em alemão com Charlles.

– Charlles Albert, e o prazer é todo meu. Obrigado pela recepção. – Apertou a sua mão.

– Bem, espero que cuide bem do meu priminho. – Olhou para o garoto que sorriu envergonhado. Takeru também entendia alemão.

– Claro. – Disse, somente. O garoto foi para o seu lado e segurou sua mão.

– Emmeline.

A atenção de ambos foi para uma moça que se aproximou da loira. Apesar de ter os olhos meio puxados, não era uma asiática, estava mais para uma indígena norte-americana. Sua pele era morena, era alta, cabelos bem curtos liso escuro e era bastante bonita.

– Hadrian! Gente, essa aqui é a Hadrian, minha namorada. – Disse animada a puxando pelo braço.

– Namorada? – Takeru sorriu. – Jura?

– Sim!

– Prazer em conhecê-los. – Ela os cumprimentou em alemão, um de cada vez com um leve sorriso de canto.

Hadrian Bruckmann era uma pessoa genial, uma rica empresária na indústria da música, além de fazer trabalhos como modelo também. Super descolada. Não esperava menos de sua prima, encontrar uma pessoa com essas características.

Conversaram por mais um tempo, logo Emmeline e a namorada deram espaço para outras pessoas falarem com os noivos e foram para outro canto da casa. Takeru conheceu os familiares de Charlles que também estavam presentes, a mãe de Charlles era séria, Charlles com certeza puxou para ela, mas ela era bastante gentil e o tratou muito bem, pareceu gostar de si. Ela tinha cabelos longos e loiros de olhos cinzentos, ao contrário do marido que tinha cabelos castanhos claro e olhos escuros.

Estavam presentes da família de Charlles apenas os tios, sua avó e sua mãe. O pai de Charlles ainda não estava presente, ele viria no dia seguinte. O resto das pessoas eram todos conhecidos da família de Takeru. A festa fora apenas de boas-vindas para os noivos, eles voltariam a se reunir de novo no dia da cerimônia.

Ao anoitecer, depois do jantar e depois dos convidados já terem ido embora. Takeru terminou de tomar seu banho e vestiu seu pijama, que era uma blusa cinza e um shortinho preto, simplesmente. Desligou as luzes do quarto deixando somente as luzes que adentravam pela sacada, vindas do jardim atrás da casa. Começou a pegar no sono e foi quando ouviu o barulho baixo da porta sendo aberta mas não ligou, sabia que era Charlles, o ouviu entrar no banheiro e ligar o chuveiro. Sentindo-se bastante sonolento, Takeru adormeceu. O dia o havia cansado bastante, precisava dormir bem.

Um tempo depois, sentiu-o deitar ao seu lado cobrindo-se com o lençol que estava embrulhado. Levantou um pouco o rosto para olhá-lo, estava deitado de costas para si, assim como Takeru. Virou seu corpo começando a encarar suas costas, os ombros fortes e tão largos, deslizou seu braço delicadamente na cintura do mais velho o abraçando. Aconchegou-se ao seu corpo, inalando seu cheiro, ele começou a se mexer um pouco.

– Charlles...? Está acordado?

– … o que foi? – Perguntou sonolento.

– Se sente… nervoso?

– Com o que?

– A cerimônia…

Passou um tempinho até que Charlles se mexeu novamente virando-se de frente para o mais novo, os olhos azuis semicerrados o encarando de perto. Takeru sentiu suas bochechas aquecerem. Talvez, não devesse ter perguntado?

– Quem sabe… Talvez, um pouco. Pessoas demais me deixam desconfortável. – Disse fechando os olhos novamente.

– … eu estou nervoso. – Sorriu fraco.

– Hun… – Murmurou, por fim, sem falar mais nada.

– Charlles? – Questionou sem obter resposta. Ele já havia caído no sono. Sorriu largo acariciando o rosto do futuro marido. – Boa noite, querido. – Colou-se ao seu corpo encostando a cabeça no seu peito e dormiu.












Notas Finais


Link da foto usada no capítulo: https://pin.it/Cm6SQtr

Se você gostou do capítulo, favorite e comente se quiser. Caso não tenha gostado, me conta também.
Compartilha pros amiguinhos fãs de yaoi hihihi

Capítulo que vem, DESPEDIDA DE SOLTEIRO YEEAH BIIITCH. Na noite de despedida de solteiro do Takeru, é claro que a Emmeline e a namorada vão participar e fazer a noite ser o bixo né hahshahsh. Partiu melhor despedida de solteiro!
Acho que vou dividir o capítulo mostrando a despedida de solteiro dos dois (Takeru e Charlles). Caso fique muito grande, vou fazer dois capítulos (parte 1 e parte 2) da noite de cada noivo, de acordo?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...