História Marcas da mente. - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 1.484
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Estupro, Linguagem Imprópria, Mutilação
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - I


Fanfic / Fanfiction Marcas da mente. - Capítulo 1 - I

Acordo, mas não abro meus olhos. Sinto um hálito quente em minha orelha seguido de uma língua quente e uma leve mordida. Sinto mãos por cima da minha roupa em meus seios os alisando, subindo, descendo e apertando. A mão começa a descer e levantar minha blusa, tocando-me e despindo-me célula por célula como quem saboreia o último pedaço de bolo. Não, isso tudo deve ser coisa da minha cabeça, estou sentindo coisas que não existem. As mãos chegam nos meus seios os apalpando. Não. Ele não seria capaz disso, ele é como um irmão. Sua outra mão agora toca a minha barriga nua e desce vagarosamente para meu sexo. Não. Me recuso a acreditar nisso. Ele acaricia meu sexo. Por que você está fazendo isso? Seu dedo me adentra. Nojo é tudo que consigo sentir, nojo de mim, dele, de tudo. Quero fugir, mas meu corpo não se mexe. Não quero abrir os olhos, talvez se eu nunca mais abrir os olhos nunca se torne realidade. Sinto sua boca descer pela extensão de meu pescoço. Nojo.  

Um impulso, isso foi o suficiente para mim atravessar a linha tênue que existia. Me levantei do pequeno sofá e olhei ainda assustada, procurei em sua face algum tipo de remorso, algo que me dissesse que ele se arrependia, mas não existia isso lá. Seus olhos não mostravam sentimento nenhum, nada. Mas seu rosto se mostrava levemente surpreso, talvez por ser pego no flagra. Dez minutos no inferno e cinco segundos olhando para o próprio demônio me fez perceber o quão longe alguém pode chegar, talvez esse nem tenha sido o longe o suficiente. Conheci a maldade humana.  

Corri para o banheiro ao fundo do corredor me trancando lá. Vários sentimentos conflituosos me invadem nesse momento e sinto que posso explodir bem aqui nesse pequeno banheiro. Eu só quero ser apagada, morrer bem aqui. Me olho no espelho e sinto um enjoo, ainda consigo sentir suas mãos percorrendo meu corpo. Eu só quero sumir! Como vou contar a minha irmã que o melhor amigo dela, que ela considera um irmão, foi longe demais? Como vou dizer ao meu pai que o cara que ele confiou, e dizia ser um filho, tocou sua filha mais nova? Ele vai culpar a minha irmã, mais culpa para ela... Ela não merece isso! Tenho que ser forte e proteger ela. Problemas, problemas, problemas... É só isso que eu trago. Eu quero me deitar em posição fetal e me encolher até sumir, quero que minha cabeça exploda de tanto pensar, que eu me desfaça de tanto chorar. Mas nada disso vai acontecer.  

Minha cabeça começa a girar e meus pensamentos a gritar ofensas, gritar coisas que não quero ouvir. Quero berrar e bater com a cabeça na parede até que isso pare. Eu só quero que pare!   

Me levanto do chão só agora percebendo que eu estava jogada nele. Abro a porta e observo o corredor que parece se estender, cada passo que do me aproximo mais da sala. Desejei imensamente que ele tivesse tomado vergonha na cara e tivesse ido embora, que ele tivesse sumido do único lugar no qual eu deveria estar protegida. Contudo, ao passar pela sala o vi ali, senti o peso e calor dos seus olhos sobre mim ao atravessar a sala para chegar no quarto.   

Entrei na pressa e a escuridão me engoliu por inteiro. Subo na cama de cima do beliche sentando com as costas apoiada na parede, tateio com a mão abaixo do travesseiro e pego meu celular e meu fone. Conecto o fone no celular e do play em uma música qualquer pondo no último volume ignorando as mensagens que ali tinham, quem sabe a música não seja mais alta que meus pensamentos. 

Uma parte de mim me atordoa e deixa desperta, já outra implora que eu me desligue e nunca mais reconecte. Tenho medo de dormir e acontecer de novo, mas acredito que ele não seja louco a esse ponto, da casa toda esse é o lugar no qual eu estou mais segura ou que acredito estar. 

[...] 

Acordei sem saber que tinha dormido, me levantei da cama achando que foi tudo um sonho, ou melhor, um pesadelo terrível. Pego meu celular e olho as horas, meio dia, até que está cedo para mim. Desbloqueio o celular e vejo as mensagens que o Lufin deixou no meu WhatsApp. 

Lufin: 

Nossa, já dormiu? 

Me deixou sozinho 

Valeu pelo vácuo 

Dormiu mesmo '-' 

Bom, boa noite 

Dorme bem 

Fique bem 

Morais: 

Ah cara, eu caí no sono do nada. 

skskskskkskssk 

Foi bem louco. 

Você quer falar de vácuo comigo? Sério mesmo? Quantos vácuos tu já não me deu por causa de jogo? 

Hum?  

Hein? 

Hã? 

Lufin: 

Eu não do vácuo, só fico empolgado com o jogo e esqueço de responder 

Morais: 

É vácuo e acabou! 

U.U 

Como está? 

Lufin: 

Estou bem e você? 

Morais: 

Sim. 

Depois disso eu não falei mais nada e ele também não. Me deu uma agonia, um desgosto de dizer que "estou bem" por mensagem, imagina se ele estivesse aqui. Não, eu não posso contar a ele o que aconteceu, ele sutaria! Surta apenas com o fato de falarmos sobre abuso...  

Isso pode ser considerado como um abuso? Eu não disse que sim, nem disse que não... Eu sabia que ele poderia continuar, então eu concedi? Não. Eu só não quis acreditar, queria ver até onde ele era capas de ir, mas...  

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAH - Grito o mais alto que consigo.  

Muitos pensamentos começam a invadir a minha mente de novo, falando, falando, falando, falando... Meu corpo começa a esquentar de dentro para fora, sinto como se fosse explodir a qualquer momento. Minha visão fica turva e embaçada, uma vontade de silenciar minha mente me consome.   

NÃO IMPORTA COMO, SÓ PARA! POR FAVOR... Eu não aguento mais.  

— O que foi? - Vejo minha irmã aparecer com uma cara de assustada. Fico alguns minutos, que mais parecem uma eternidade, olhando para ela em silêncio. - Não vai me dizer o que aconteceu?  

Não. Desculpa, eu não posso, não consigo te contar. É melhor que você não saiba, na verdade que ninguém saiba.  

— Ah, foi nada! - Dou um sorriso de canto.   

— Mas você está chorando...  

— Ah... Isso... É só que eu tive um pesadelo, sonhei que a minha mãe queria me matar. - Digo fazendo descaso. - O que não seria bem uma novidade. - Solto um riso fraco.  

— Não mesmo!   

Ela saiu do quarto me deixando sozinha com os meus pensamentos de novo. Salto da cama e vou atrás dela, não quero ficar sozinha com a minha mente. Ela me manda ir comer e eu apenas obedeço, já estou com fome mesmo!  

Ao atravessar a porta da cozinha vejo todo o acontecimento de ontem passar diante dos meus olhos de uma forma veloz. Ele ainda está aqui! Por quê? Nem decência ele deve ter. Claramente isso está sendo divertido para ele, em sua mente deve estar zombando e rindo de mim. Covarde, é o que diz, regozijava-se de minha aparente fraqueza. Nenhuma palavra precisou ser dita para aquela conversa acontecer, nós já sabíamos o que eu não contaria. 

Voltei rapidamente para o meu quarto. Eu quero muito voltar naquela sala e contar tudo para minha irmã, mostrar para ele que eu podia ser forte se quisesse, mas eu não consigo. 

Quem eu quero enganar? Eu quero provar isso a mim mesma, mas se nem por mim sou capaz de fazer, imagina por qualquer outro. Queria mostrar a minha mente que eu sou mais foste do que ela imagina para que ela pare de debochar de mim. Contudo, só consigo ser mais fraca e patética ainda.  

— Mai, tem como tu ir no mercado com o André para mim? - Esme apareceu na porta do quarto. 

— Por que eu? 

— Porque eu estou ocupada fazendo outras coisas, né, Maisie. - Ela revira os olhos. - Não sou igual a você que não faz nada. 

— Hum. Tanto faz. Tem que ser agora? 

Escuto um "é" seco e ríspido. Isso fez com que eu tivesse a sensação de que meu corpo queimava de dentro para fora, não sei, uma raiva, uma angústia. Peguei um short qualquer perdido em minha pilha de roupa do guarda-roupa e fui até André que já me esperava no portão. O mercado não é longe, mas estar na presença dele é agoniante e torturante. Não demorou para que já estivéssemos voltando.  

— Nem tudo precisa ser dito ou contado. Às vezes podem não acreditar em nós, desnecessário ou pode magoar alguém atoa. 

— Não sei não. Acho que as pessoas que deveriam pensar antes de fazer merda ou qualquer coisa que não queira que venha a público. - A ousadia dele fez com que meu sangue borbulhasse, mas ao mesmo tempo no íntimo tivesse calafrios. 

Mesmo que eu não pretendesse contar e isso tivesse me afetado, eu não posso dor esse gosto a ele. 


Notas Finais


Não sei se alguém chegou até aqui ou leu, mas se chegou até aqui saiba que sou muito grata e gostaria de saber o que achou e sua crítica. Bzus no cori!


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