História Marcas da Solidão - ShinoKiba - Capítulo 20


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Categorias Naruto
Personagens Kiba Inuzuka, Shino Aburame
Tags Abo, Age Gap, Almas Gêmeas, Alpha, Dor, Kiba, Ômega, Romance, Shino, Shinokiba, Solidão, Superação
Visualizações 126
Palavras 1.553
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 20 - Os grãs de areia trazem o inesperado


Fanfic / Fanfiction Marcas da Solidão - ShinoKiba - Capítulo 20 - Os grãs de areia trazem o inesperado

O resto do banho aconteceu sem mais incidentes. Kiba conseguiu se acalmar e fazer o corpo voltar ao normal. Shino foi o primeiro a sair da água. Dias no deserto representavam um calor escaldante. E as noites eram inversamente proporcionais. Logo ficaria frio demais para continuar brincando.

Notou o conjunto de roupas limpas a margem da lagoa. Não se surpreendeu, tinha sentido a presença rápida de Ino, quando a garota veio trazer as peças. Ela e os ninjas eram treinados para esconder a própria presença de shifters inimigos, porém era impossível esconder isso do Alpha a quem consideravam líder.

Ao lado das suas roupas, um traje limpo para Kiba.

— Não estou acostumado a isso! — o garoto falou, ainda dentro da água — Nunca mais vou poder criticar aquele Ômega enjoado. Ser mimado assim estraga qualquer um.

Shino duvidou daquela afirmativa. Não conseguiu imaginar Kiba sendo infantil e egoísta como Sasuke. Mimos podiam corromper a personalidade de alguém, mas era preciso ter certa predisposição para tal. Não respondeu. Ouviu sons do garoto saindo da água e vindo juntar-se a ele, meio constrangido.

Secaram-se e trocaram-se em silêncio.

O beijo de antes ainda dando umas reações engraçadas ao corpo de Kiba, as quais ele não estava habituado. Não precisou de nenhum incentivo para catalogá-las como boas, claro.

— Pronto? — Shino perguntou a certa altura.

— Pronto! — Kiba respondeu com um sorriso gigantesco. O Alpha assentiu. Teve um derradeiro gesto de arrumar o cordão de acônito dentro das roupas do garoto, o segurou pela mão e o puxou para saírem dali.

O acampamento estava pronto. Ino mostrou eficiência invejável mais uma vez. Duas barracas rodeavam a fogueira. Vinham montando as tendas desde que se aproximaram do deserto, em noites como aquela em que não foi possível dormir debaixo de um teto seguro.

Quanto mais se aproximavam do deserto, mais frio o entardecer ia ficando.

E, naquela noite cercados de areia, a temperatura já havia baixado a níveis excruciantes. Sendo tendência que ficasse  ainda mais frio.

— O arroz está pronto. Logo o cozido também estará. Vou me refrescar um pouco, enquanto as verduras amolecem — Ino deu as coordenadas e levantou-se. Estivera sentada perto da fogueira, tomando conta do jantar.

Assim que ela foi para a lagoa, Shino sentou-se na intenção de vigiar a comida. Nem teve tempo de fazer nada. O Beta que condizia uma das carroças achegou-se também.

— Deixe comigo, Aburame-sama — trazia alguns ovos nas mãos, prêmio que encontrou ao fazer uma investigação pelo oásis.

O Alpha aceitou a oferta. Bateu de leve na vegetação rasteia ao seu lado, pedindo silenciosamente que Kiba sentasse ali. Não precisou esperar.

— To varado de fome — o Ômega respirou fundo, sentado bem pertinho do companheiro.

Shino passou um braço por seus ombros e o trouxe para que se apoiasse em seu corpo, aconchegando-se para aproveitar do calor da fogueira.

— Não vá dormir — recomendou. Sabia que o garoto estava cansado da longa cavalgada. O banho relaxou os músculos e trouxe o sono. Kiba cochilava e cabeceava, tentando manter-se em alerta.

— Dormir de que jeito? Preciso encher a barriga antes.

Falou com tanta resolução que enganou Shino.  Trinta segundos depois, Kiba dormia com a cabeça descansando em seu ombro. Ino voltou, flagrando a cena fofa e um tanto penalizada. Tentaram chamá-lo para se alimentar quando a janta ficou pronta.

Pois foi impossível. Kiba adorava comer, mas estava tão exausto de cavalgar debaixo da inclemência do sol, que dormiu pesado apesar da fome. Nem as tentativas de Shino conseguiram acordá-lo.

O Alpha o tomou nos braços e o levou para uma das barracas, para poder repousar da melhor forma possível.

— Ele está aguentando mais do que eu pensei — Ino confessou quando o amigo voltou para perto do fogo.

— Kiba veio do leste por conta própria. Deve ter andando o bastante para conseguir resistência física.

— Por falar em leste, não tive notícias dos ninjas espiões. Eles já deveriam ter entrado em contato de alguma maneira.

Shino observou a amiga. A expressão dela não era nada boa. Assim como o próprio Alpha, Ino valorizava os shifters que treinava. Não queria pensar que os enviou para uma aventura perigosa achando que seria nada mais do que uma investigação.

— É impossível agitar um vespeiro — Shino sussurrou — e sair sem nenhuma marca.

Ino pegou um pequeno graveto e o usou para avivar as chamas da fogueira. Considerou que o jantar estava pronto e que podia ser servido mas, ao contrário de Kiba, a fome pareceu abandoná-los.

Assim como o sono.

---

No outro dia, Kiba reforçou o café da manhã para compensar a janta perdida. Acordou cedo, mas Shino e os demais já estavam de pé, guardando o máximo de coisas possível.

— Perdi a hora! Desculpa! — falou para Shino, enquanto devorava uma porção de arroz requentado.

— Não se preocupe. Está dentro da margem que planejamos.

— Vocês já tomaram café?

— Eles já. Eu não sinto fome.

Shino respondeu distraído, prendendo a cela do alazão. Sentiu a preocupação do Ômega fragmentar-se através do vínculo e alcançá-lo em pequenos pedacinhos.

— Vem comer comigo — pediu. Não gostava de ver o companheiro sem alimentar-se direito.

Shino suspirou, incapaz de negar aquele pedido modesto.

Enquanto Ino e os demais Betas juntavam o que faltava do acampamento, Alpha e Ômega fizeram a primeira refeição do dia.

O resto da viagem não foi tão afável. Não havia nenhum outro oásis entre eles e Sunagakure. Era apenas sol escaldante durante o dia e frio excruciante a noite. A rota usada estava estranhamente vazia, sem as caravanas que seria esperado e isso os mantinha a salvo de interações indesejadas.

Cumprindo a previsão de Ino, no cair da tarde do terceiro dia de incursão no deserto, puderam avistar o relevo que entrecortava a perfeita linha do horizonte. Uma mancha escurecida que dançava de acordo com o vapor que subia da areia quente.

— É a Vila da Areia — Ino animou o cavalo negro batendo os calcanhares nas ancas musculosas, guiando o animal até emparelhar-se com Kiba e Shino, mantendo o Alpha no meio — Vamos chegar lá a noite.

— Atrasei vocês? — Kiba perguntou, olhando de um para o outro.

— Não! — a Beta respondeu depressa — Eu demorei mais ou menos isso quando vim investigar. E olha que agora trouxemos carroças e a carruagem. Penso que não adianta se matar também. Não é como se a vila fosse sair do lugar.

— Tem razão. Só to ansioso. Não quero ser um peso.

A frase fez Ino rir alto.

— Que besta! Como você pode ser um peso se é a única razão dessa viagem acontecer? Se você não estivesse aqui, não teríamos motivo para investigar.

A frase que pretendia tranquilizar Kiba, teve efeito contrário.

— Se eu não estivesse aqui, vocês continuariam com a vida normal, não é?

— Sim — Shino respondeu seco — Eu estaria confinado em minha casa, sozinho. Não teria porquê sair, rever essa paisagem. Não teria porquê fazer um festival e restaurar laços com meus próprios camponeses. Nem me reaproximado do Hokage, meu amigo de infância. Você é culpado de tudo isso. De ter me tirado da letargia e trazido o interesse de volta a minha vida.

Terminou esse pequeno discurso e pesado silêncio caiu sobre eles. Até os ninjas que serviam de companhia sentiram o impacto. O peso. A gratidão em cada uma das palavras pronunciadas.

Kiba foi além, pois ele tinha o vínculo. E sentiu as palavras mais do que as ouviu.

— Foi a coisa mais incrível que alguém já me disse — o menino confessou, tocado.

— Foi a coisa mais incrível que alguém já me fez — Shino meio que o parafraseou, usando quase o mesmo tom de voz — Arrependa-se de muitas coisas, de muitas escolhas. Mas nunca se arrependa te ter ido ao meu feudo. Esse foi o maior acerto, para você e para mim.

Depois da bronca, Kiba não teve coragem de dizer mais nada. Todavia, comunicação não é apenas oral. E nem vem somente pelo vínculo. Comunicação é gestual, é postural, as vezes se dá em olhares e sorrisos.

Tudo isso sobrava no jeito de Kiba, espontâneo.

Ele manteve o silêncio por um longo tempo, mas nunca deixou de comunicar como as palavras de Shino calaram fundo e causaram uma boa impressão.

A viagem seguiu lenta, com a caravana rasgando o mar de areia.

Areia em todas as direções. E perdido no horizonte, ganhando contornos mais nítidos a cada milha, a imagem da Vila da Areia, destino almejado que prometia se por ao alcance na tarde daquele dia.

Mas o destino tece sua teia por percursos incompreensíveis. No fim das contas, o pequeno grupo teve contato com um representante de Sunagakure antes do esperado.

Logo após uma pausa para o chá, que provavelmente seria a derradeira refeição que fariam no deserto, quando a cidade já se erguia imponente e deixara de ser uma promessa perdida na distância, repararam na poeira que se erguia ao longe.

Alguém cavalgava em sentido contrário, vindo ao encontro deles.

— Atenção — Ino falou por falar. A postura de Shino era uma postura de defesa muito antes que ela dissesse a palavrinha.

— Não se precipitem — A ordem de Shino foi dada para todos os Betas, inclusive os que seguiam a viagem camuflados. Terminou olhando para Kiba — Tenha cuidado e fique perto de mim. Sinto que é um Alpha. E vem com... seis Betas.

Talvez fossem viajantes deixando Sunagakure rumo outro país. Talvez não.

Aquela altura, precisavam estar preparados para tudo.


Notas Finais


E agora...? Eles estarão em perigo? Será que o tempo fecha?

Hohohohoh


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