História Marcas desse nosso amor! (Hoseok) - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jin, Personagens Originais
Tags Amor, Bts, Casal, Escolhas, Família, Hetero, Hope, Hoseok, Jhope, Jin, Jung, Love, Ourjhope, Reencontro, Romance, Seokjin, Takeachance, Traição
Visualizações 214
Palavras 5.024
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite, pensei que demoraria mais, porém cá estou.
Iria ser apenas uma 2shot, mas mudei de ideia, pois tem muito conteúdo, e para não ficar desnivelado, dividi o final em dois. Espero que gostem!

Tem sido dias tumultuados, pois algo muito incrível aconteceu para mim, não sei se já viram, mas uma fic minha (droubble) ganhou destaque no site, e eu estou realizada, sério! Nunca pensei ser possível.
Mas não para por ai, chegamos a +1000 seguidores! Isso é sensacional! E com isso, teremos um presentinho, uma fic do TaeHyung (em breve).

Aviso: TRAILER NOVO de FIRST! (notas finais)

Deixem nos comentários o que acharam, se seguiu o que esperavam... Vou adorar ler!

Boa leitura, e até a próxima.

Capítulo 2 - Não venha com chantagem, me fazer refém


Fanfic / Fanfiction Marcas desse nosso amor! (Hoseok) - Capítulo 2 - Não venha com chantagem, me fazer refém

Seis anos se passaram e eu estava de volta àquela cidade. Não como saí de lá, não mais sozinha.

— Não vai se arrepender, vida. — ao vê-lo sorrir para mim, foi inevitável não sorrir também.

SeokJin era um homem maravilhoso. Entrou em minha vida quando YoSeob ainda estava em meu ventre.

Entre os cafés da manhã e almoços perto do meu trabalho, acabei conhecendo-o — um garçom na época, muito simpático e admirador confesso de grávida e bebês, o que só nos aproximou ainda mais, pois eu ainda era nova na cidade, me sentia muito sozinha e mais sensível depois do sexto mês de gestação.

Não era fácil seguir em frente, ainda mais passando por cima de tudo o que deixei para trás, então encontrar alguém como Jin, tornou meus dias muito mais coloridos e com sentido.

Eu tinha com quem contar de certa forma.

O tempo foi passando, fomos pegando amizade, confiança, e quando vi, já tinha lhe contado toda a minha história, toda chorosa e receosa de que ele fosse me julgar. Mas não, ele não fez nada disso, apenas me abraçou e disse que tudo ficaria bem. E desde aquele dia ele que me fez uma promessa, não sei se foi pelo seu bom coração, ou porque Jin não podia ver alguém chorando, mas ele vinha cumprindo com sua palavra sem precisar nem fazer esforço:

“— Eu estou com você. Vou sempre estar ao seu lado, Ellie.”

Ele esteve mesmo lá, em todos os momentos praticamente.

Nos momentos bons e difíceis. Era ele quem estava lá gravando o parto de YoSeob, nas noites em que eu chorei desesperada por não entender o que um bebê quer, nas primeiras cólicas, quem assistiu os primeiros passos, a primeira palavra... Em todos os momentos, ele esteve conosco.

Parecia o começo de uma possível tragédia, quando Jin se mudou para a minha casa.

Amigos morando juntos?

Complicado, ás vezes.

Só que com Jin não havia essa história. Deu certo! Ele virou mais do que amigo confidente, passou a ser família. Cuidávamos uns dos outros, e foi nesse ambiente que Yo foi criado, em meio a muito carinho, respeito, amor e total dedicação a ele.

E embora YoSeob não fosse registrado sob sobrenome Kim, era de “pai” que o menino baixinho o chamava de coração.

Não foi algo planejado ou incentivado, foi natural, os dois se gostavam e eu não vi problema em permitir que houvesse tal laço.

Só que mesmo assim, SeokJin nunca deixou de conversar comigo a respeito do pai biológico de Yo, sempre tentando me convencer a repensar tal ideia, a que tomei quando sai daquele motel.

Radical demais, eu sabia e aquilo ainda amargurava na garganta, ás poucas vezes em que me permitia lembrar daquele passado em específico.

Não que YoSeob não soubesse que Jin não era seu pai, ele sabia. Eu e Jin tínhamos deixado isso claro algumas vezes para ele, conforme crescia; mas mesmo assim, era de “pai” que ele gostava de se referir ao maior, e SeokJin ficava todo babão ao ver o menino chamando-lhe assim.

Kim era seu exemplo, seu melhor amigo, seu herói! Era seu “pai” de coração.

 E, com o tempo cheguei a conclusão de que era exatamente isso que de fato eles eram, pai e filho, pois Jin era a figura paterna que Yo precisava e queria por perto.

No entanto, após o aniversário de cinco anos de Yo, SeokJin insistiu mais uma vez e me convenceu a passar uma temporada na cidade vizinha, á trabalho, enquanto YoSeob estava de férias da escolinha.

Ele e Jin iriam comigo, já que estavam de férias, e eu resolveria algumas pendências da empresa onde ainda trabalhava.

“— Vamos, você fecha o negócio que seu chefe pediu, faz alguns contatos para você, e procura por ele. Conta e voltamos, tudo bem? Nada vai mudar. Ele tem o direito de saber, mesmo depois de seis anos...”.

Esse era o plano engenhoso que me convenceu. Após alguns abraços, claro.

Eu sabia que ele estava certo, que esconder um filho era crueldade. Mas mesmo assim, do meu ponto de vista, ainda era algo justificável, já que como ele não sabia da existência de YoSeob, não teria como sofrer, e só poderia, quando ficasse a saber. Ou seja, em breve Hoseok teria todos os motivos para ficar muito puto comigo. Eu não queria ter que passar por isso, mas parecia ser o certo a se fazer.

E acredite, nunca mais me neguei a fazer o certo, pois tinha aprendido na pele as consequências que podemos ter ao ignorarmos esse “detalhe”.

Então, lá estávamos nós, hospedados em um apartamento no centro, perto do edifício onde teria uma das primeiras reuniões com o conglomerado Hunt, Jin e YoSeob conhecendo os cômodos com animação, enquanto eu os seguia risonha.

SeokJin conseguia ser ainda mais crianção do que Yo!

— Está ansiosa? — perguntou ao sentar-se ao meu lado, depois de colocar o pequeno para dormir.

— Um pouco... — continuei digitando o relatório de apresentação para a Hunt, e sorri brevemente — Mas sinto que vamos conseguir fechar esse negócio.

— Eu tenho certeza que vão. — disse confiante, acomodando-se ao meu lado para ver o que eu escrevia com tanta dedicação — É essa a proposta?

— Sim, já estava pronta, mas achei melhor redigir algumas partes, para evitar qualquer complicação maior. — me aconcheguei em seu braço e continuei o que fazia, sendo observada pelo maior.

— Como sempre, um passo a frente. — ri da forma como ele me via, sempre tão precisa...

SeokJin tinha esse dom, ver o nosso melhor lado e ampliá-lo.

— Eu só espero não perder o negócio e o meu emprego logo na primeira reunião... — suspirei e o encarei com meu lábio inferior formando um bico tão infantil quanto Yo.

Senti uma pressão familiar contra meus lábios e sorri ao que Jin se afastou após o breve selar.

Não que tivesse algo a mais entre nós, era apenas uma forma que Jin me ensinou para demonstrar afeto, já que éramos uma família. E fiz desse um hábito com Yo também, claro que somente entre nós três, tudo com respeito e muito casto, puro carinho, sem segundas intenções.

— Não vai! Você é a melhor negociando e atraindo clientes... — sorriu e me fez um carinho no braço, passando-me confiança.

— A Hunt não parece ser brincadeira... Os lucros deles! — ao se lembrar dos números, vi que estava mexendo com gente grande.

— Eles vão ver que é um bom negócio, se acalme. E outra, o chefe nunca te despediria, você é a menina dos sonhos deles. Capaz de herdar a empresa e não os filhos... — disse risonho e eu relaxei em seu braço.

— Nari morreria... — a filha mais velha viveu e estudou para assumir o negócio dos pais, não sossegaria até ter o que lhe é de direito.

— Ela te ama, ficaria brava... Mas vocês se dariam bem. — como sempre, otimista! — Falta muito? — perguntou mais manhoso e encarei seu rosto cansado.

— Alguns minutos e termino, pode ir...

— Tudo bem. — se levantou e se despediu de mim com um beijo na testa — Boa noite, amor.

— Boa noite, Jin. — sorri ao terminar de abraça-lo pelo pescoço, vendo-o deixar-me na sala para terminar o que tinha que ser feito antes do grande dia.

Hunt era apenas a primeira negociação.

Havia mais duas empresas fortes e ascensão, com poucos laços com as demais, que interessavam para a nossa empresa. Aquele seria o primeiro encontro apenas, se nada desse tremendamente errado, teríamos ainda um segundo e terceiro encontro para fechar parceria.

O sonho do meu chefe, senhor Park, finalmente se realizaria, e ele poderia expandir a consultoria para os ramos da tecnologia e educacional, já que a Hunt atuava nessas duas áreas.

Era uma empresa nova no mercado, que completava recém cinco anos de existência, mas já estava revolucionando a área e atraindo olhares de todos os cantos do país.

Então eu sabia que tinha uma pedra lapidada em mãos, e não queria perde-la de forma alguma. Por isso, terminei o que precisava ajustar, deixei tudo pronto para manhã seguinte e fui ter uma boa noite de sono, mas não sem antes passar pelos quartos de Jin e Yo para me certificar de que eles dormiam como anjinhos.

 

Acordei com o cheirinho de café preto e as risadas gostosas de YoSeob e Jin na cozinha.

— Bom dia, meus amores... — me aproximei de Yo e beijei a testa, enquanto ele comia entretido um ovo frito, e abracei Jin pelas costas, enquanto ele finalizava um pão tostado para nós.

— Bom dia, Ellie. — Jin sorriu e eu me sentei para tomar café com os dois.

— Mamãe, é verdade que hoje a senhora vai dominar o mundo?

Olhei para meu filho todo animadinho e ri, direcionando o meu olhar para o mais velho, que disfarçava um sorriso, mas não disfarçava a culpa no caso.

— É isso o que vou fazer hoje, chef? — brinquei ao bebericar meu café e sorrir para meu filho.

— Não sei... Se Yo está dizendo... —se fez de desentendido e Yo chamou nossa atenção.

— É verdade?

— Quase isso, filho. Podemos dizer que vou mais como auxiliar um super-herói a dominar o mundo. Mas para fazer coisas boas, claro.

— Lembre-se, aprendiz — Jin voltou-se para mesa, retirando o avental e sentando ao meu lado, ficando entre nós dois, trazendo consigo os pães tostados e fatias de queijo —, se não for para fazer o bem, nem faça! — disse sério e Yo assumiu posição de sentido mesmo sentado, o que me fez rir achando uma graça como Jin ensinava boas coisas para o meu pequeno.

— Quando eu crescer, eu vou poder fazer companhia a mamãe. — disse mais para si mesmo, focado em comer, do que para nós, adultos.

Olhei para Jin e este fitava o menor com um carinho estampado nos olhos.

— Isso mesmo, garotão. Agora coma, pois só os fortes salvam o mundo! — bagunçou o cabelo de Yo e comemos entre conversas banais e bagunças típicas de nós três.

 

— Você está linda, não mexa em mais nada, por favor. — Jin desencostou-se da porta do meu quarto e veio me abraçar pelas costas, olhando para o espelho a nossa frente e vendo o resultado final de alguns minutos me arrumando.

— Estou bem com essa saia? — o indaguei pelo espelho e ele assentiu sorrindo.

— Fica linda em você, não tire. — fiz um carinho em seus braços a minha frente e sorri, recostando minha cabeça em seu ombro.

— Tenho medo de ser demais para ocasião.

— Você não está vulgar, deixe disso. Essa saia é muito bonita e combina com o ambiente social. E se lembre de que, — ele virou-me em seus braços e me fez olhá-lo diretamente — eles estão lá para negociar e não discutir moda ou olhar suas pernas. Fique calma! Eles são tão sérios quanto você.

— Obrigada. — murmurei sem som e o abracei forte, até Yo adentrar o quarto como um furacão, pulando em minha cama.

— YoSeob! Desça já da cama! — elevei a voz, mas não berrei, ele era um bom menino, e sem protestar saiu da cama, vindo até nós.

Jin me soltou e o pegou no colo, e os dois passaram a me olhar.

— Olha, Yo. A mamãe está bonita, não está?

Sorri corando, e Yo assentiu várias vezes com a cabeça, inclinando-se para me abraçar do colo do Kim.

— Ela é linda, pai. — disse sinero ao meu ouvido e meu coração se derreteu todo.

Peguei Yo do colo alheio e o abracei forte.

— Deseja sorte á capitã, Yo. Hoje é um dia especial. — Jin afagou os cachinhos do menor sorrindo.

— Boa sorte, mamãe. — sussurrou em meu ouvido, assim como eu e Jin havíamos ensinado ele a fazer em momentos em que a família tinha algo grande para realizar ou conquistar.

— Obrigada, meu anjo. — sorri e o entreguei ao Kim.

— Estou indo, se cuidem, por favor. Nada de estocar comida em casa... — ameacei os dois com os olhos, e riram de mim.

Eu conhecia bem o suficiente os dois para saber que amava comer e cozinhar, o que tornava um risco eminente que Jin estocasse comida de três meses em casa.

— Vá tranquila, cuidaremos um do outro. Tenho uma programação incrível, Yo.

— Mesmo? O que vamos fazer, pai?

— Tchau, meu amores.

Depositei mais um beijo na bochecha de YoSeob e um selinho breve nos lábios de Jin, indo embora assim que ele sussurrou um “Boa sorte!”.

Tudo daria certo, não?

 

E de fato... O empresário era um amor.

TaeHyung, um dos dois sócios, foi quem veio me encontrar no edifício novo do conglomerado.

— Oh, me perdoe. Meu sócio não pode vir, teve um imprevisto... Senhora Ellie, certo? — estendeu-me a mão e me guiou pela recepção ampla do edifício.

— Sem problemas, podemos conversar nós dois, não podemos? — o segui pelo elevador, e notei que ficaríamos no décimo andar.

— Claro. Você pode deixar uma proposta comigo e eu entrego em mãos á ele, para que na próxima ele compareça e possamos fechar negócio. — disse sorridente e confiante.

— Por aqui... — entramos na sala de reuniões do andar e nos sentamos um de frente para o outro — Estamos ainda finalizando esse edifício, então não repare a bagunça e falta de pessoal, por favor. Juro que temos funcionários para encher dois desse prédio. — riu divertido e acabei por acompanha-lo, assentindo brevemente.

Era um belo edifício, bem estruturado e que comportaria uma boa sede. Como estava recém construído e decorado, natural que ainda não houvesse muitos colaboradores no prédio.

— Sem problemas... É um belo prédio. — analisei a sala e sorri gentilmente.

— Obrigado. Esperamos fazer ficar maior. — piscou com confiança e manteve o sorriso quadrado que me encantou.

Ah se todos os empresários fossem gentis como TaeHyung...

Um homem distinto e muito bem humorado.

Mas eu estava ali para apresentar a proposta e não fazer um novo amigo, então logo a reunião se deu início e durou quase três horas.

Foi muito agradável poder conversar com alguém tão apaixonado pelo que fazia quanto ele, compartilhamos algumas visões de negócio e percebemos que as empresas tinham a visão e missão semelhantes, o que facilitaria e muito qualquer tratativa de acordo.

TaeHyung saía de lá ansioso e satisfeito com o que foi proposto e eu, muito mais animada com o rumo das transações.

— É, dona Ellie, acho que temos um acordo. — deixou escapar, o que me encheu de esperança.

— Espero que sim. — transmiti cordialidade e animação para o acordo.

— Marcamos para sexta então? Aqui mesmo. E dessa vez, ele virá, prometo. — sorriu gentil e nos levantaram, caminhando até o elevador — Agora preciso ir, pois minha noiva me espera. — ajeitou o paletó e suspirou — Se eu me atrasar, perco a noiva antes mesmo de chegar ao altar no final do ano... — riu divertido.

— Combinado. — sorri para o maior e fiquei a imaginar que tipo de mulher estaria se casando com alguém tão alto astral quanto aquele empresário... — Oh, então não se atrase, por favor... Ela deve sentir saudades. E parabéns pelo seu noivado! — sorri sincera.

— Tenho certeza de que sim, já que não me ligou uma única vez... — disse brincalhão.

E assim encerramos a reunião, cada um com a sensação de que tinha algo grande em mãos.

 

Como sabia que os garotos estariam se divertindo por ai, procurei uma cafeteria e fiz algumas ligações até conseguir um encontro com uma empresária respeitada do ramo da moda masculina, que me encaixou em sua agenda.

E assim passei meu dia, entre reuniões e cafés.

Quando voltei para casa, YoSeob já dormia e SeokJin me esperava na sala.

— Desculpa. — murmurei tristonha por ter perdido o jantar com eles.

Mesmo tendo avisado por mensagem e ligação, me sentia muito mal, pois não gostava de perder momentos simples como aqueles com meus meninos.

— Não foi nada. — ele deixou que eu me aproximasse e deitasse por cima de si, o abraçando carinhosamente — Como foi?

— Incrível. — disse mais animadinha — O senhor Kim é uma pessoa muito agradável... — me mantive  abraçada ao corpo forte, sentindo-se acolhida após um dia cansativo.

— E é? — a curiosidade de Jin não poderia ser confundida com ciúmes, ele de fato era interessado em todos os fatos da minha vida, sem segundas intenções.

— Sim, acho que consegui! — disse baixinho, sentindo o perfume de Jin me deixando sonolenta — E eu também encontrei a senhora Yoon, ela é maravilhosa, disse que vai estudar uma futura negociação direta comigo.

— Não esperava menos de você, amor... — acarinhou minhas costas e em meio segundo, eu já me sentia embalada em um quase sono, mesmo ainda percebendo tudo o que acontecia ao meu redor.

Jin riu, ao constatar que eu estava pegando no sono em seu colo, e me levou para o meu quarto, deitando-me e retirando minhas roupas pesadas, e eu acabei por ficar apenas com o camisetão social branco, já que a saia apertava demais.

Não havia maldade alguma em ele me ver de calcinha, ele era um homem íntegro e jamais me olharia com malícia estando adormecida. Céus! Não...

Jin cuidava de mim, era meu melhor amigo, um irmão, praticamente. Sabia que ele era incapaz de me fazer qualquer mal, assim como eu nunca o faria. Éramos uma família, e entre familiares amigos como nós há muito confiança e respeito.

Ele beijou minha bochecha e foi para o seu próprio quarto dormir, deixando-me finalmente cair no sono.

 

Dois dias depois, já quando YoSeob dormia sossegado em seu quarto, Jin entrou no meu quarto como quem não queria nada.

— Oi... — minha voz saiu baixinha, o que incentivou o maior a entrar no recinto e deitar ao meu lado, vendo a televisão ligada em um desenho animado.

— Oi. — respondeu no mesmo tom que o meu e se aconchegou, de modo a deitar-me em seu peito.

Ficamos em silêncio por alguns minutos, mesmo que já soubesse que Jin queria me dizer algo, e ele logo o fez.

— Ellie, você já o procurou? — disse com cuidado para não me pressionar e nem assustar, mas foi inevitável me encolher minimamente sem seu abraço, mas respondi com sinceridade.

A resposta demorou alguns minutos, mas saiu:

— Ainda não. — sussurrei constrangida.

— Sabe que precisa ver isso logo... Não vai ser fácil. — Jin começou um carinho nas minhas costas dela e me incentivou a não desistir.

— Estou com medo. — confessei sem vergonha alguma, pois era realmente isso que eu sentia.

Medo de tudo, medo da reação dele, da minha — ao reencontrá-lo... —, de tudo... Não seria nada fácil!

— Do quê?

— Não sei... Não sei como ele vai reagir. — e quem saberia? Jin não poderia assegurar nada, pois se fosse ele, não reagiria muito bem, mas até aí, compreensível seria. O problema será se ele tentar me punir por isso.

— Pode ser que ele te surpreenda. Ele não teria coragem de tirar um filho da mãe, teria? — sentenciou descrente de que alguém faria tamanho mal a uma criança.

“Será que não?” era isso que se passava em minha cabeça. Há muitos anos atrás eu sabia mais ou menos quem era Hoseok, mas naquele momento? Não mais... Seis anos mudam tudo!

E o medo do imprevisível acontecer me assustava. Eu não aguentaria uma disputa por YoSeob.

Mas podia ser diferente, ele podia também nem ligar, e talvez, saber que isso era uma possibilidade forte, me dava a certeza de que também doeria, menos, mas doeria.

— Vou procurá-lo a partir de amanhã... — não prometi, pois sabia que meu medo poderia me fazer quebrar tal promessa, e Jin também sabia disso, pois me deixou dormir em seus braços sem maiores questionamentos a esse respeito.

 

Continuei trabalhando em casa até a sexta confirmada para a segunda reunião da Hunt. Procurei por alguma notícia de Jung, mas pouco soube... Basicamente, só que não houve nenhum grande escândalo com ele, que estava vivo e ainda morava na cidade.

Não ter nenhum amigo em comum dificultava e muito encontrá-lo, mas eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, eu o encontraria, porque tinha que ser daquele modo!

Arrumando-me em frente ao espelho, eu temia que quando esse dia chegasse, as complicações voltassem em cascata.

— Tão linda... — Jin apareceu com uma xícara de café em mãos, bebendo o restante do café da manhã a me observar vestida socialmente em frente ao espelho do meu quarto, novamente em saia e camiseta preta e branca.

— É hoje! — suspirei ansiosa.

Não minto que eu tinha curiosidade sobre o outro sócio, queria muito que ele fosse parecido com TaeHyung, pois ai seria quase certeza de que teríamos uma parceria duradoura.

Mas no mundo dos negócios, é sabido que, nada é dado como certeza!

— Você vai conseguir tudo o quer! — Jin sorriu para mim e me deixou terminar de me arrumar.

 E eu realmente esperava que sim.

 

Fiquei a esperar os dois no edifício, porém eles pareciam atrasados, então me foi pedido que subisse e aguardasse na sala de reuniões.

A secretária me acompanhou até lá, ela me serviu um café e nesse meio tempo conversamos um pouco sobre as expectativas para a nova sede da Hunt, e a moça — que aparentava estar na faculdade ainda — contava toda animada que a empresa tratava muito bem os funcionários e que aquele novo prédio era uma conquista para todos.

Não era o melhor lugar para estar, pois assim que ela se retirou da sala, para voltar aos seus afazeres, tudo aquilo ficou praticamente vazio. Eu sozinha, no meio de uma sala de reunião. Com exceção dos seguranças de cada andar, não havia ninguém trabalhando, tal como no dia anterior.

Demorou pouco mais de vinte minutos, mas eu não estava tão impaciente, um dos sócios, o que descobri não ser TaeHyung, havia me enviado um SMS dizendo que estava a caminho e que tinha pego um engarrafamento no local, sendo assim TaeHyung, que estava do outro lado da cidade e precisava passar pelo local, não conseguiria chegar.

Mesmo assim, tirei um tempo para não fazer nada e fiquei a observar a avenida pela janela espelhada do edifício. Era uma vista e tanto!

Poucos minutos depois, fui surpreendida com o barulho da maçaneta da porta, anunciando a chegada do empresário.

Mas eu não imaginaria que fosse encontrar olhos tão intensos a me olhar da porta. Meu corpo pareceu reconhecer de imediato, mesmo que minha voz tivesse me abandonado e meu coração começasse a se agitar.

Jin estava certo quando disse que eu “conseguiria tudo”, pois lá estava ele, bem na minha frente, como há seis anos não esteve.

— Ellie... — foi um sussurro mais por surpresa do que qualquer coisa, mas quebrou o silêncio maçante e prolongado que se instalou entre nós, e só então eu me permiti soltar a respiração.

“Surpresa” era muito pouco para definir como me sentia. Como era possível ele ser justamente o outro sócio da Hunt?

Eu queria ser uma pessoa mais equilibrada, ou pelo mesmo a mesma Ellie que o deixou para trás há seis anos, mas não, eu estava completamente paralisada e assustada com o rumo surpreendente que as coisas estavam levando.

Era mais do que evidente de que eu não precisaria mais o procurar ou prolongar certa conversa. Não quando ele estava bem ali, diante dos meus olhos, tão atento e surpreso quanto eu, mas — aparentemente — muito mais tranquilo também.

Antes que eu tomasse qualquer ação sensata ou adequada ao momento (a reunião de negócios), ele eliminou os passos que nos separavam e se pôs à minha frente, me olhando fixamente, como se me analisasse com calma após tanto tempo.

Não parecia estar com raiva ou coisa parecida, ele me olhava diferente, de fato, mas não me assustava a ponto de pensar que teríamos um escândalo ali.

— Ellie. — era a sua confirmação, e eu entendi por quê ele precisava, pois também estava difícil para mim, mas nem com o passar dos anos eu fui capaz de não reconhecer aqueles olhos, aquele rosto...

Engoli em seco, e desviei nossos olhares pela primeira vez, tentando me recompor e dar seguimento ao que precisava fazer. Primeiro: negócios. Depois poderíamos conversar sobre Yo.

— Hoseok, — minha voz saiu mais fraca do que pensei, e ele percebeu, mas não fez nenhum comentário, e procurei as palavras seguintes, já que nossa situação dispensava apresentações formais.

No entanto, quando o olhei novamente, já minimamente mais calma, para dizer qualquer coisa, ele me surpreendeu de tal modo que perdi o fio da meada e todo o resto que era preciso para pelo menos nos sentarmos e falarmos sobre a surpresa desse reencontro para uma negociação.

Tal como antes, com aquela urgência e desespero, todo aquele misto do passado me invadiu quando sua mão me puxou pela nuca e me prendeu entre seus braços, surtindo o desespero e surpresa de ter seus lábios novamente contra os meus, os pressionando e forçando-nos a sentir mais uma vez algo que não devríamos.

Céus! Não nos víamos há tanto tempo, não sabíamos nada um do outro, e ainda assim ele agia daquela forma?

Não! Não! Não!

Minha mente gritava e rodava, ao passo que minhas mãos tomaram alguma atitude retardatária e se permitiram pousar em seus ombros para afastá-lo, sem grande sucesso, fosse porque eu estava enfraquecida pelo beijo surpresa, fosse porque ele exercia certa força — que não machucava, mas — me mantinha no lugar.

Sua boca exigia da minha uma reação maior do que estra entreaberta pelo susto, sua língua buscou a minha e eu suspirei resignada, sentindo resquícios de culpa novamente me abraçar, conforme seu braço esquerdo me sustentava pela cintura e sua destra controlava a situação com os fios do meu cabelo entre seus dedos.

Seu corpo colado ao meu, a forma como segurava minha nuca, sabendo que eu recuaria... Ele ainda me conhecia bem em alguns quesitos, o que me deixava ainda mais vulnerável naqueles instantes, pois eu estava tão aturdida com as sensações que me invadiam, que ficava difícil reagir de prontidão, e acabava sendo embalada em um beijo nada lento e casto que vinha de si. O beijo ainda era o mesmo, era intenso, e com um quê de desespero — vindo dele, da situação, ou de mim... Eu nunca saberia ao certo.

Era fogo, desejo... E uma loucura arriscar que isso poderia acontecer de novo, porque não poderia. Eu poderia estar muito bem casada, com filhos, ele também... E mesmo assim, sem nenhuma pergunta, ele nos toma como se fosse há seis anos?

Não era justo...

E pensando nisso, me concentrei em afastá-lo de minha boca, podendo finalmente respirar, considerando que era muito pior fita-lo nos olhos depois daquilo.

Não havia desculpas ou remorso, coisa alguma desse cunho, em seu olhar. Os lábios molhado do beijo, a respiração ofegante e a forma possessiva como abriu mão de segurar-me pela nuca, mas não largou de minha cintura, me deixavam ainda extasiada e assustada.

Precisei lembrar com força do passado, de YoSeob, de Jin... Não podia ser assim, não de novo! Não era para isso que tínhamos que nos reencontrar.

Que merda Hoseok pensa que estava fazendo?

— Não. — foi o máximo que consegui transmitir de toda a minha lógica.

Ele respirou fundo e não se afastou, esperando que eu continuasse.

— Hoseok, me solte. — pedi mais séria, sentindo meu corpo tomando o controle novamente da posição que eu devia tomar.

Mas ele não o fez.

— Hoseok! — elevei um pouco a voz, sentindo meu peito apertar e o empurrei pelos ombros, mas ele não se moveu.

Continuava a me olhar, como se fosse a coisa mais comum a se fazer de tão próximo. Não parecia arrependido, afinal, nunca o vi arrependido.

— Por quê? — sussurrou e passou a desviar o olhar do meu para o meu rosto, muito mais intenso ao encarar minha boca. Eu tinha receio de fazer qualquer movimento e acabar com outro beijo daquele, então antes mesmo que eu respondesse, ele emendou, tão sério quanto antes — Faz tanto tempo... — manteve o som sussurrado e me encarou novamente, fazendo-me tremer por me lembrar de tudo, mas especificamente dos nossos últimos encontros, nos quais estávamos já sem controle algum.

Ele se aproximou de novo, um pouco mais calmo do que da primeira vez, me observando atento enquanto aproximava sua boca da minha, mas antes que ele conseguisse concretizar tal ato, eu o afastei pelos ombros novamente, ganhando seu olhar duvidoso e uma pressão maior em minha cintura, como quem recusa o meu pedido.

— Ellie... — soou como uma mescla de pedido e repreensão, a qual não me ative, pois eu não poderia deixa-lo dominar a situação novamente e nos comprometer de novo.

— Não, Hoseok. Não. — disse firme, embora meu tom não tivesse passado muito de um sussurro e percebi seu corpo minimamente tencionar a cada “não”. — Não podemos. Temos outras pessoas em nossa vida. — eu queria ter conseguido explicar melhor, mas estando ali, entre seus braços, ficava difícil estender qualquer argumento sem fraquejar — Não. — repeti o mais óbvio e necessário de todos, o ponto principal de tudo aquilo e o que poderia me tirar dali rapidamente.

Mas não tirou, eu continuei sentindo sua respiração próxima ao meu rosto, o perfume bom que vinha de si me embrenhando em lembranças que eu não queria que fizessem parte daquele reencontro, e sua mão muito bem posicionada, me dando o recado de que ele ainda sabia muito bem como me prender a ele, e isso era o que mais  me assustava.

Eu tinha ido embora para acabar com aquilo, com nós dois e tudo mais. Acabar com a nossa confusão e o sofrimento de sua noiva — agora: esposa —, pois ninguém — a não ser nós dois — merecia passar pelas consequências de nossa irresponsabilidade.

Mas lá estava ele, de novo, disposto a errar tudo de novo?

Não...

Não podia ser tão difícil assim.

Não seria justo que fosse tudo em vão!

— Eu não me importo. — murmurou e mordeu o próprio lábio inferior ao olhar minha boca e encaixar sua mão em minha nuca, me deixando abalada pela forma como ele ignorava a questão toda — Eu não me importo se tem alguém ou não. — minha respiração voltou a oscilar e eu senti vontade de chorar, porque doía ver como ele podia ser tão insensível com os outros, inclusive comigo — Não com você... — se aproximou, aproveitando-se da minha fraqueza e roçou seus lábios aos meus — Porque nunca vai haver ninguém entre nós, Ellie... — sussurrou a me olhar antes de me beijar novamente e me deixar sem reação.

Pois, sempre teve o mundo entre nós dois, e ele também sabia disso.


Notas Finais


Gostaram? O que acharam? O que esperam para o final? O que foi esse reencontro hein?
E o Jin?
Ah esse plot está tao recheado, que fico com dó de me despedir dele... Mas será preciso.
Lá pelo dia 31/05 eu postarei o final.

Vamos dar muito amor a "Marcas desse nosso amor" e a "Oh Na Na"!

Oh Na Na:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/oh-na-na-12768792

Paternidade Temporária:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/paternidade-temporaria-12656933

O jornal sobre os 1k de seguidores:
https://www.spiritfanfiction.com/jornais/gratidao-e-especial-de-1000-seguidores-13013398

TRAILER NOVO:
https://www.youtube.com/watch?v=6E9wLpNE3Zs&feature=youtu.be

First: https://www.spiritfanfiction.com/historia/first-imagine-kim-namjoon-8489699


Caso goste do que leu, aqui vai mais algumas das minhas autorias:

O nosso lugar ao céu!
https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-nosso-lugar-ao-ceu-12522792

Hoje é o dia mais feliz de nossas vidas!
https://www.spiritfanfiction.com/historia/hoje-e-o-dia-mais-feliz-de-nossas-vidas-12394785

Atados:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/atados-12835231

Projeto do Passado (Imagine Im JaeBum - JB)
https://www.spiritfanfiction.com/historia/projeto-do-passado-imagine-im-jaebum--jb-9195311

Não vou embora hoje!
https://www.spiritfanfiction.com/historia/nao-vou-embora-hoje-12140294

E aqui está a fic que foi destaque, adoraria ter a opinião de vocês nos comentários.
A culpa também é minha!
https://www.spiritfanfiction.com/historia/a-culpa-tambem-e-minha-12069290

Sobre o Projeto Our Hope, participem também, é até dia 31/05:
PROJETO OUR HOPE:
https://www.spiritfanfiction.com/jornais/projeto-our-hope-12262162

OBRIGADA, de verdade.
Estou em mês de provas, então estou mais sumida, mas eu volto!
Até a próxima.

Caso queiram me conhecer melhor... Ou sintam saudades...
Meu twitter: @eis_sarah
Curious cat: https://curiouscat.me/hey_sarah

GRUPO NO WHATS: https://chat.whatsapp.com/DOAJllD0RkR9JV6UZ13doC

Beijos, docinhos.


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