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História Marcas do passado - (Malec) - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Capítulo 10


Fanfic / Fanfiction Marcas do passado - (Malec) - Capítulo 10 - Capítulo 10

 

 

MAGNUS

 Jantar com Phillipe  tornou minha noite mais leve do que poderia se estivesse sozinho, ele era divertido, inteligente e tinha o riso frouxo, ele era leve e era de tudo isso que estava precisando no momento. Depois do jantar fomos até um bar perto da minha casa, tínhamos decidido prolongar a noite e estava gostando disso. Fiquei observando enquanto Phillipe pedia nossas bebidas ao barman, ele e Alexander eram tão diferentes, enquanto um era todo controlado o outro era divertido, ele fazia o que queria quando queria, falava com tanta facilidade sobre tudo  não tinha nenhuma barreira que o mantinha fora do alcance dos outros e eu queria tanto que Alexander fosse assim, iria ser tão mais fácil superar se ele fosse como Phillipe, se ele não tivesse tanto medo de se relacionar, se estivesse aberto, se me deixasse pelo menos ser seu amigo. Suspirei, tinha conseguido não pensar em Alexander até agora e em um momento tudo foi por água a baixo.

 Phillipe voltou com duas taças de martini.

 - Phillipe! - Olhamos para o lado e uma garota esguia, de longos cabelos negros estava vindo em nossa direção.

 - Isabelle. - Ele se levantou com um sorriso no rosto. - O que faz aqui? Pensei que grávidas não bebiam. - Ela riu.

 - Mas podem acompanhar seus maridos e tomar qualquer outra coisa sem álcool. - A mulher sorriu para mim. - Prazer, Isabelle Lightwood. - Engasguei com o martini que tinha bebido.

 - Lightwood? - Ela assentiu.

 - E você?

 - Magnus Bane. - Ela sorriu.

 - Ele é quem está nos ajudando na campanha do Alec.

 - Ah, o diretor geral do museu? - Assenti. - Meninos eu preciso voltar a minha mesa, se divirtam. - Ela piscou para Phillipe e nos deixou a sós. 

 - Ela é irmã do Alexander? - Phillipe assentiu.

 - Eles são bem parecidos né?! Os Lightwood tem uma beleza característica. - Fiquei em silêncio e decidi beber mais um pouco do drinque. - Eu sei que você notou, Bane. Não se faça de desentendido.

 - Desentendido?

 - É, eu notei como você ficou quando nos reunimos. - Eu ri.

 - Você está me observando demais, vendo até coisa onde não tem.

 - Não acho. - Ele se aproximou e roçou os lábios em meu ouvido. - Acho que poderia ver muito mais ainda, só depende de você. - Levei uma leve mordida em minha orelha, se fosse em outro momento ou até mesmo antes de Alexander, eu já teria o convidado para minha casa, mas não estava afim. Só queria me divertir com um amigo e nada mais.

 - Phillipe, não vamos confundir as coisas. - Me afastei. - Só estamos nos divertindo, como velhos amigos.

 - Nossas diversões eram muito mais alegres e com muito menos roupas, se me lembro bem. - Sorri.

 - Vamos deixar esse tipo de diversão para o futuro. - Pisquei. - Já está tarde Phillipe, preciso ir, amanhã preciso encontrar minha irmã bem cedo.  - Ele fez uma cara de desapontado e dei de ombros. Nos despedimos, fui pagar as bebidas e em seguida para o meu apartamento.

 Enquanto caminhava de volta para meu prédio mais uma vez me peguei pensando em Alexander, ele tinha sido tão esquisito em nossa última ligação. Sua voz estava estranha, o que ele falou para mim não fez sentido, como ele reencontrou alguém? Nunca nem soube que tinha alguém. Mas também, o que eu sabia? O que Alexander me contava? O nome dele já era muito.  E parando para pensar essa história toda era bem triste para mim, como pude me sujeitar a isso? A sair com alguém só por causa de sexo, atração física e nada mais? Se minha irmã soubesse disso ela ficaria decepcionada, bom, pelo menos eu estava com o que me submeti e o pior não foi sob efeito de drogas ou coerção, eu simplesmente quis, por livre e espontânea vontade e depois que me vi diante de Alexander pela terceira vez eu não queria mais parar e o pior, eu queria ele de todas as formas possíveis mesmo sabendo que isso nunca seria possível de ocorrer. Isso tudo era ridículo! Bufei, entrei no prédio e fiquei esperando o elevador.

 - Boa noite. - Olhei para o lado e Freya estava ao meu lado, levei minha mão ao peito sentindo que estava prestes a ter um ataque cardíaco.

 - O que você está fazendo aqui? Puta merda, você me deu um susto agora. 

 - Você não está atendendo minhas ligações, Magnus!

 - Eu não vi nenhuma.

 - Mentiroso!

 - Quem te deixou entrar?

 - Um senhor muito gentil. - Revirei os olhos e o elevador chegou. 

 - Freya, estou cansado, acabei de voltar de um encontro e só quero dormir.

 - Você acabou de voltar de um encontro? Desacompanhado? - Ela olhou em volta. - Está de brincadeira né?! - Fiquei sério encarando ela, minha irmã era a pessoa mais importante do mundo para mim, mas nesse momento ela era tudo o que eu não precisava porque se durasse mais um minutos aqui com ela eu acabaria falando de Alexander e de tudo o que aconteceu entre nós e eu não precisava falar para Freya sobre o chefe dela, isso era tudo o que não precisava.

 - Freya, por favor.

 - O que aconteceu, Magnus?

 - Eu não quero conversar com você hoje, só não insista por favor. - Ela emburrou como quando era criança.

  -  Estou começando a ficar preocupada com você.

 - Não precisa, já sou grandinho. - Pisquei e dei um beijo no topo de sua cabeça. - Pode ficar tranquila, irmãzinha.

 - Magnus...

 - Só por hoje. - Entrei no elevador e apertei o número do meu andar. Hoje seria uma noite longa.

 

  ALEXANDER

 Já era sexta-feira e não tinha falado com James desde o sábado que eu cheguei, a espera estava me matando, mas iria respeitar o espaço dele, tinha falado tudo o que queria e dei a opção dele me encontrar, dele vir comigo. E apenas o fato de saber que ele estava vivo foi como se um peso saísse de minhas costas e foi tão reconfortante saber que James estava vivo e bem. Foi um dos momentos mais aterrorizantes da minha vida, mas ao mesmo tempo o mais feliz. Sorri sozinho, mesmo que ele não viesse era bom saber que estava vivo, com pessoas que se importavam. Comecei a arrumar minhas malas, tentando conter a decepção em meio a felicidade ao perceber que James realmente não viria. Já eram seis horas da tarde, meu voo estava marcado para as seis do dia seguinte e eu ainda tinha quatro horas de viagem até a cidade que tinha o aeroporto. Desci com as minhas coisas, acertei a conta no albergue e quando estava saindo meu coração acelerou.

 - Achei que você já tinha ido. - James estava entrando no local, com uma mala pequena na mão. Neguei com um aceno.

 - Mas estou. - Mordi o interior da boca. - Você vem? - James ficou um tempo em silêncio e logo em seguida deu passo para a frente.

 - Alexander eu ainda não o conheço, mas quero, quero saber quem sou, como minha vida era, quero ter oportunidade de me lembrar, mas não quero te das falsas esperanças. Pode ser que nada dê certo, que não haja um recomeço, que não haja um nós e não quero o iludir com qualquer possibilidade disso, apenas pelo fato de ir com você. - Assenti.

 - E não lhe cobrarei nada. - James veio até mim e entregou a sua aliança em minha mão.

 - Obrigado, Alexander.



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