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História Marcus Armstrong - "Kiwi" - One Shot - Capítulo 1


Escrita por: eu_jovem

Notas do Autor


Oi povo! Uma pequena prévia do que vcs vão ver em "Marcus Armstrong - 'Tinder'". Essa fanfic tbm é especial porque será a minha primeira oneshot. Espero que tenha ficado legal. Nos comentários, vcs podem me elogiar, falar que eu sou horrivel, me xingar disso e daquilo, fiquem a vontade. Kkkkkk

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Marcus Armstrong - "Kiwi" - One Shot - Capítulo 1 - Capítulo Único

- “Muito bem turma, muito bem! Todos sentados! Hoje teremos a revisão para o teste da semana que vem, certo?”

Meu nome é Marcus Armstrong. Eu tenho só 14 anos de idade, e estou no nono e último ano do ensino fundamental. Na escola eu sempre fui um bom aluno e sempre ajudei meus pais em casa. Por mais que eles nunca fossem muito agradecidos por isso. Na verdade, meus pais nunca me trataram sim jeito maravilhoso. Eles pensam que a obrigação deles é só pagar a escola pra mim, fazer compras para casa e pagar as contas. Eu acho que eles nunca me levaram para um passeio como a Austrália por exemplo.

Nos mudamos para os Estados Unidos na semana passada. Ainda estou me acostumando com o fato de ter um McDonald’s em casa esquina. Na Nova Zelândia, existem vários McDonald’s, porém só nos centros das cidades. O nome da cidade onde eu nasci é Christchurch, e eu gosto muito de lá. Mesmo que fosse um pouco complicada a nossa vida lá. Meus pais nunca tiveram muito dinheiro, mas nunca deixavam me faltar nada. Agora que viemos para os EUA, para morar em Miami, tenho esperança que a nossa vida vai melhorar.

Seria o meu primeiro dia na escola, e eu estava muito nervoso. Primeiro pelo fato de ter vindo a pé, porque eu não sei como funciona o horário do ônibus aqui nos EUA. Pelo menos eu não fiquei atrasado. E eu esqueci de fazer o meu próprio, lanche ou seja, provavelmente eu iria passar um pouco de fome no intervalo. Quando eu estava prestes a entrar na sala, eu parei e fiquei olhando pro chão com vergonha. Então, a professora, que me disseram ser de inglês, chegou na porta e disse em voz baixa para mim:

- “Oi, você deve ser o Marcus, o kiwi, não é?” – “Sim, sou eu mesmo.” – “Pode me chamar de senhorita Allen. Pode entrar, não precisa ficar com medo, eu entro com você.” – Eu mostrei um leve sorriso e disse: - “Obrigado, professora.”

Nos entramos e ela disse: - “Turma, esse é o Marcus Armstrong. Ele é da Nova Zelândia e acabou de chegar aqui na nossa escola. Apresente-se, Marcus.” – Droga! Não existe nada pior do que se apresentar para um monte de gente em público sendo uma pessoa muito, muito, muito tímida como eu. Eu tentei dizer em meio as gaguejadas: - “E-eu sou o Marcus... Eu sou kiwi, e...” – Um menino que parecia ser latino, no meio da sala levantou a mão e disse: - “O que é um kiwi?” -  A professora respondeu: - “Os neozelandeses são chamados de kiwis, Carlos, porque existe um animal bem pequeno com um bico grande que se chama kiwi que só existe na Nova Zelândia. Eles se identificam com essa ave, porque assim como eles, os kiwis são corajosos e determinados, justamente como o povo neozelandês.” – Ela olhou para mim e piscou o olho e depois disse: - “Bom, vamos ver onde você pode sentar. George, o Marcus pode sentar do seu lado?” – “Desculpa, senhorita Allen, mas aqui quem senta é o Alex.” – “Ah, sim.” – “Callum, ele pode sentar do seu lado?” – “O Arthur senta aqui e o Charles aqui na frente, senhorita Allen.” – Então quando ela iria perguntar outra pessoa eu a interrompi e disse: - “Professora, se não se importa, eu posso sentar sozinho naquela mesa lá atrás.” – Ela gaguejou por um instante e disse: - “Ahn, ok, então.”

Eu ajeitei a mochila no meu ombro, e sentei lá atrás. A única coisa ruim de sentar atrás é que aqueles grandalhões ficam atrapalhando a minha visão, não importa o quão alto você seja. A professora, então disse: - “Ok, pessoal, temos prova na semana que vem, mas antes, teremos uma atividade que vai valer nota! A atividade envolve em ler um dos dois livros que vocês irão escolher. Um é Jogos Vorazes e o outro A Culpa É das Estrelas. Quem vota em Jogos Vorazes levante a mão por favor.” – Nisso, seis alunos levantaram suas mãos. Todos meninos. Vale lembrar que a turma tem 13 pessoas comigo. Eu não levantei, porque não gosto de Jogos Vorazes. – “Agora levante a mão as pessoas que querem A Culpa É das Estrelas.” – Nisso, eu devagar levantei a minha mão. Além de mim, só as meninas levantaram as mãos. O que deu sete pessoas. – “Bem, parece que o Marcus foi quem desempatou a favor de A Culpa É das Estrelas, então vai ser isso mesmo.” – Nisso dois garotos na minha frente viraram para mim e disseram: - “Você perdeu o juízo moleque?!” – O outro disse: - “Agora a gente vai ter que ler romance de menina por sua culpa, seu quatro olhos louco.” – Eu respondi: - “Quê que tem? Eu gosto de romance, e não tem nada a ver se é de menina. Tem alguma lei dizendo que os garotos não podem ler também?” – Nisso os dois riram da minha cara e o que se chamava Lance disse: - “Você enlouqueceu, né?!” – O menino que tinha o nome de Nikita disse: - “Deve ser viado!” – Nisso os dois riram, e eu fiquei na minha.

Foi quando a professora disse: - “Tudo bem aí atrás, Lance e Nikita?” – Eles responderam: - “Sim, senhorita Allen.” – Eu ainda pude ouvir um sussurro: - “Viadinho.” – E os dois riram.

 

Algumas horas depois, no intervalo...

Eu ia sentar para comer o meu lanche que eu estava estranhando demais. Eu não tinha tomado café da manhã, mas o nosso café da manhã neozelandês é bem diferente da maioria dos outros países. Pelo menos é o que eu acho. Porque, o nosso café da manhã é praticamente um almoço. O café tradicional é torrada com manteiga, geleia ou marmite (um patê preto bem amargo) ovos, bacon, hashbrowns (um tipo de batata rostie retangular), tomate assado, acompanhado de café ou chá. Sucos também podem entrar nessa. Eu decidi tentar refazer isso de certa forma para o almoço, mas só consegui a torrada geleia, ovos, bacon e o suco. Mas, eu já esperava que isso iria acontecer.

Parece que aqui nos EUA você tem uma conta que seus pais colocam dinheiro para você gastar com os alimentos na escola. É como se fosse uma espécie de vale-alimentação. Você também pode pagar no dinheiro, mas eu deixei em casa, e só trouxe algumas moedas, porque a minha mãe tinha dito que iria colocar dinheiro na minha conta hoje pela manhã. Eu esperei um tempo na fila, e foi quando chegou a minha vez. Eu perguntei a menina do caixa: - “Pode colocar na minha conta? Meu nome é Marcus Armstrong.” – Ela pesquisou o meu nome no computador e disse: - “Me desculpa, meu anjo, mas não tem nada aqui.” – Eu estranhei e disse: - “Hã? Mas a minha mãe disse que colocaria dinheiro hoje mais cedo. Tem certeza que não tem nada?” – “Tenho, meu amor. Não tem nenhum dólar na sua conta. Quer pagar no dinheiro?” – “Não. Eu não trouxe de casa.” – As pessoas que estavam atrás de mim disseram: - “Porque tá demorando tanto?” – “É! A gente quer almoçar ainda hoje!” – Então, não querendo atrapalhar ninguém, eu disse: - “Pode deixar... Eu não tava com muita fome mesmo. Me desculpa pelo incomodo.”

Então, eu simplesmente sentei na mesa sozinho, e fiquei esperando o horário do almoço acabar. Minha barriga então começou a roncar, e eu disse baixinho: - “Desculpa, amigona, mas não deu pra comprar nada hoje.” – Na mesma hora, chegou um garoto ao meu lado e disse: - “Oi! Posso sentar aqui?” – “Ah, pode, claro. Fica à vontade.” – Ele me disse: - “Obrigado, eu vi você sozinho e pensei se eu poderia sentar aqui. É Marcus, não é?” – “Isso.” – “Me chamo Yuki. Yuki Tsunoda, estamos na mesma turma.” – “Prazer, Yuki. Você é...” – “Japonês? Não. Minha família é nipônica, mas eu tenho sangue americano. Nasci e cresci aqui.” – Ele olhou para a minha parte da mesa, e disse: - “Cadê o seu lanche?” – Eu respondi: - “Provavelmente no lixo nesse momento. Eu não tive dinheiro pra pagar, então fiquei sem.” – “Mas, você tomou café da manhã, não é?” – “Não. Mas, pode ficar tranquilo. É difícil matar um kiwi como eu.” – “Mas, mesmo assim, você pode acabar passando mal com hipoglicemia ou alguma coisa parecida. Toma, eu posso dividir o meu lanche com você.” – Eu, na hora rejeitei e disse: - “N-não! Não precisa, Yuki, você deve estar com fome, e eu não quero atrapalhar o seu almoço.” – Ele disse: - “Olha, eu não sei como funcionam as coisas na Nova Zelândia, mas aqui na América, amigo meu, não vai passar fome no almoço. Só come!” – Me surpreendeu que ele disse amigo. O dia hoje não vem sendo um dos melhores, então, conseguir um amigo, já fez o meu dia bem melhor. Eu sorri e perguntei: – “O que você tem aí?” – “Nada de mais, só ovo com bacon, suco, iogurte, e um sanduiche, o que você quer?” – “Posso pegar o ovo com bacon e o suco?” – “Lógico, mano.”

 

Na semana seguinte...

A senhorita Allen iria dar a primeira aula do dia. Esse é o último bimestre do ano letivo, e as minhas notas na Nova Zelândia foram ótimas, mas eu preciso de um A no teste e outro A na apresentação do livro, ou seja 100% da nota. Eu e o Yuki não sentávamos juntos na sala. Mas ele sentava perto de mim. Perto o suficiente para ouvir tudo o que o tal Nikita Mazepin falava comigo. E a maioria das vezes eram algumas coisas maldosas. Mas, hoje, ele parecia “de bem com a vida”, se é que pode-se dizer assim. Eu e o Yuki estávamos conversando no corredor e foi quando chegamos na sala de aula.

- “Olá, Nikita, bom dia!” – O garoto respondeu com quem não queria conversar com ela: - “Bom dia, senhorita Allen.” – “Bom dia Yuki!” – O menino nipônico respondeu: - “Bom dia, senhorita Allen!” – “Bom dia, Marcus!” – “Bom dia, professora. Ah... Desculpa por não te chamar de senhorita Allen e sim de professora, é costume.” – “Não se preocupe, Marcus, afinal, professora é a minha profissão.” – Eu sorri e fui para o meu lugar.

Quando sentei na minha carteira, o Nikita pegou um cartão e disse: - “Hey, kiwizinho!” – E assobiou como se estivesse chamando um pássaro. – “Porque tá fazendo isso? Eu não sou pássaro!” – “Como não? O kiwi não é uma... Ave?” – Quando ele disse ave, imitou uma galinha. Eu só revirei os olhos e disse: - “O quê que você quer Nikita?” – “Eu quero te mostrar o convite pra minha festa de formatura, seu gênio!” – E me mostrou o cartão. Eu fiquei animado e, ingenuamente disse: - “Legal, posso ir?!” – Ele puxou o cartão da minha mão e disse: - “Quem disse que você vai? Eu só te mostrei o convite, viadinho que gosta de romance.” – Ele terminou imitando uma menina. O Yuki virou para ele e disse: - “Hey, não incomoda ele, cara! O moleque não te fez nada!” – “E quem disse que você foi convidado pra conversa, olho puxado? Cuida da sua vida!” – “Ignorante!” – O japonês resmungou.

 

No fim da aula...

O sino tocou as 14:30 e a professora disse: - “Ok, pessoal! Quero que saibam que a apresentação do livro é amanhã, e não se esqueçam também do teste na sexta-feira que vem!” – Ela disse isso, e quando eu estava na porta, o Yuki disse: - “Hey, antes de ir, eu preciso ir ao banheiro, ok?” – “Beleza, te espero no ponto de ônibus!” – Eu disse, e fui em direção ao armário para guardar os meus livros das aulas de hoje. Quando eu estava prestes a destrancar o meu armário, eu fui puxado pelo ombro e eu vi que era o Nikita. Ele me disse: - “Hey, nerdy?!” – “O que você quer, Nikita?”

- “O que eu quero? Eu quero que saiba que amanhã é o dia da apresentação do seu livrinho!” – “E daí?” – “E daí, que eu quero que faça um favorzinho pra mim.” – Eu já sabia o que ele queria, então eu disse: - “Não, eu já sei o que você quer, e eu não quero...” – Eu tentei sai de perto dele, e ele, me puxando, disse querendo colocar respeito: - “Hey, hey, hey, hey, hey! Eu ainda não acabei de falar! Eu quero que você faça o resumo do livro pra mim, porque senão, eu não passo de ano, e eu não vou ter a minha festa de formatura! E a gente não quer que isso aconteça, não é?!” – “Não, eu não posso...” – “Porque, não?!” – “Porque isso, seria... Seria colar e...” – Ele riu da minha cara e disse: - “Tá brincando né?” – E então ele me colocou contra o meu armário e disse: - “Você vai fazer pra mim, ou eu vou precisar de te trancar no armário seu viadinho?!” - E me deu um tapa na cara. Eu, chorando, disse: - “Tá bom, tá bom, eu faço pra você! Mas é bom que você saiba que se você colar, você não vai conseguir passar!” – Ele riu de novo da minha cara, e disse: - “Isso é bem coisa que um nerd viadinho diria, mesmo! Além do mais, quem escolheu o livro foi você. Você se colocou nessa! Se fosse Jogos Vorazes eu até pensaria em ler.” – E antes de sair, ele ainda disse: - “Quero o resumo na minha mão amanhã antes da aula, ouviu?” – “S-sim, senhor!”

Ele foi embora. Então, alguns segundos depois de ele ter saído, o Yuki chegou dizendo: - “Bem, vamos?” – Eu ainda estava meio assustado, e eu disse: - “É... É, vamos!” – Ele perguntou: - “Você tá bem?” – “Sim, eu tô ótimo. Vamos?” – E então fomos para casa.

À noite, em casa, eu terminei o último capítulo do livro, e no meu notebook, comecei a fazer o trabalho do Nikita. Eu estava debaixo das cobertas, e tomando um chá. Então, depois de algumas horas, eu finalmente consegui terminar o trabalho do Nikita e imprimi-lo. Eu olhei no relógio e já passava da meia noite, na verdade, eram quase três horas da manhã! Eu até pensei em copiar e colar, mas aí iria parecer que eu tinha colado do Nikita. Então eu resolvi fazer tudo de novo. Então, eu comecei a fazer. O documento do Word do trabalho do Nikita deu cinco páginas e umas três mil palavras. Quando eu estava na metade do meu eu senti os meu olhos ficando pesados e então, eu dormi em cima do notebook. Quando eu acordei com o alarme, já eram 07:30 da manhã, e eu precisava correr senão, não chegaria a tempo de entregar o trabalho para o Nikita.

Quando eu cheguei na escola, eu estava ao lado do Yuki, e ele me perguntou: - “Cara, você dormiu essa noite?” – “Sim... É claro.” – Quando eu cheguei na porta da sala de aula, o Nikita estava esperando por mim. Eu disse pro Yuki: - “Yuki pode ir entrando. Eu tenho que fazer uma coisa.” – “Ok, eu vou nessa.” – “Tá.” – Eu encontrei com o Nikita e ele me disse: - “Cadê o trabalho, Armstrong?” – Eu disse: - “Tá aqui, Nikita. Eu passei a madrugada inteira trabalhando nisso, e... Nem consegui fazer o meu próprio.” – “Ah tadinho, mas isso não é problema meu, kiwizinho!” – Eu fiquei com uma vontade enorme de chorar só pelo fato de não ter conseguido passar de ano.

- “Aqui, senhorita Allen! O trabalho do livro!” – “Ah, sim, muito obrigado Nikita. Pode deixar na minha mesa, por favor.” – Eu entrei na sala, e a professora disse: - “Bom dia, Marcus! Você está diferente hoje. O seu cabelo nem penteado está, o que aconteceu?” – “Desculpa, senhorita Allen, o meu computador... A minha impressora acabou a... A tinta e eu não consegui imprimir o trabalho. Me desculpa.” – Eu disse deixando uma lágrima escapar pelo meu olho esquerdo. – “Sinto muito, Marcus. Sente-se por favor, meu anjo.” – Eu acenei positivamente com a cabeça, e mantendo-a baixa, eu fui sentar no meu lugar.

Quando eu sentei na minha carteira, o Nikita me disse: - “Aí, não fica triste, kiwizinho, já que você não vai se formar, você pode ir na minha festa de formatura!” – E riu. Eu comecei a chorar baixinho deitado com a cabeça na mesa. O Yuki disse: - “Ridículo. Viu só o que você fez, agora ele tá chorando!” – “Isso é um viadinho froxo, isso que ele é.”

- “Ok, classe. Silêncio. Vamos começar a apresentação dos trabalhos.” – O tempo foi passando, e enquanto todos apresentavam seus trabalhos, eu só fiquei de cabeça baixa, me sentindo vencido. Parecia também que o Nikita gostava de me ver chorar, porque cada vez que eu olhava para ele piscava o olho e abria um sorriso maligno. – “Ok, Nikita. Sua vez.” – Ele levantou, e foi em direção ao quadro branco. Eu sabia que ele iria ler tudo, porém, eu sabia cada palavra daquele trabalho de cor e salteado. O primeiro parágrafo dizia assim:

“A Culpa é das Estrelas é um livro emocionante, que trata do amor de dois jovens aprendendo desde cedo a lidar com o fato de que poderão ser afastados um do outro a qualquer momento. Apesar disso, a história de John Green mostra que é possível driblar as dificuldades para alcançar ao menos um pouco de alegria.”

Então, o Nikita começou a dizer, lendo: - “A Culpa é das Estrelas, é um livro emocionante...” – Então a professora, disse: - “Ahn, Nikita, não é pra ler, e sim pra resumir o trabalho.” – Na minha mente, eu tinha ganhado nessa hora, mas eu não contava com a astúcia do loiro que disse: - “Ok, de boa, professora.” – E ele começou a citar a sinopse do livro. – “Pra resumir bem, "A culpa é das estrelas" narra o romance de dois adolescentes que se conhecem...” – A senhorita Allen disse: - “Tá, Nikita, mas o que você achou do livro?” – Então, ele deu a opinião dele sobre o livro. Ótimo, a minha única chance de terminar o ensino fundamental e finalmente ir pro High School, se esgotou. Então, a professora disse: - “Muito bem, Nikita, pode se sentar.” – Eu comecei a chorar baixo de novo. Eu senti a mão pesada do Nikita tocando no meu ombro, enquanto eu ouvia a professora dizer: - “Ok, todos já foram, só falta o... Marcus.” – Eu levantei a cabeça. Ela provavelmente me viu chorando, e disse: - “Infelizmente eu vou ter que te dar um F- por não ter trazido o trabalho.” – Então, quando a professora estava prestes a escrever o F- no caderno de notas da turma, o Yuki levantou e disse: - “Espera professora!” – Todos pararam e olharam para o nipônico que disse: - “Tem uma coisa que eu quero dizer, e eu queria que todos por favor me ouvissem.” – “Diga, Yuki.”

- “Sabe...

 

No dia anterior...

“... Quando o Marcus saiu para ir ao banheiro, o Nikita sussurrou baixo com o Lance:

- “Aí, eu vou fazer aquele viadinho fazer o trabalho pra mim, quer apostar?”

Então, quando a aula acabou, eu disse para o Marcus que iria ao banheiro antes de sairmos juntos, mas na verdade, eu fiquei esperando o Nikita pra ver se ele realmente ia forçar o Marcus a fazer o trabalho dele. E ele realmente fez isso. Até ameaçou prender o coitado do Marcus no armário se não fizesse o trabalho. Depois de xingar ele de viadinho, ele saiu, e disse que queria o trabalho na mão dele no dia seguinte.”

 

Hoje...

- “... E eu tenho certeza que o Marcus ficou até muito tarde da noite fazendo o trabalho do Nikita, pra não ser trancado no armário.” – Eu disse: - “Até as três da manhã.” – “Viu, senhorita Allen. Na verdade, o Marcus fez sim o trabalho, só que o Nikita roubou dele.” – Ela disse: - “Nikita... Levante e venha aqui na frente!” – Ele levantou e foi para frente da professora, que disse: - “Isso é verdade, Nikita?” – Eu finalmente levantei a cabeça e o Nikita disse: - “Professora, você não acha essa história mirabolante demais pra ser verdade? Além do mais, o Yuki só faz pra mentir.” – Então a professora perguntou: - “Marcus, isso é verdade, ou é mentira?” – Quando eu olhei para o Nikita, ele fez com as mãos um sinal como se fosse bater em mim depois, na saída. Eu olhei para a professora e disse: - “S-sim, professora. É verdade.” – Ele fez uma cara feia pra mim e disse: - “Eu vou te matar, moleque!” – “O que você disse, garoto?” – A professora disse. – “Você não vai bater em ninguém. E além do mais, pode esquecer os convites pra sua festa de formatura. Você vai ganhar é um F bem grande, e um convite pra sala do diretor!” – “O que?! Não, professora, eu não posso ir pra sala do diretor!” – “Que pena, porque você já está de saída! Vá agora!” – Ele saiu da sala, inconformado, e a professora disse: - “Desculpa, Marcus, o trabalho está ótimo, meu anjo, se quiser vir apresentar, você vai ganhar um A .” – Eu, agora feliz e animado, disse: - “Eu adoraria, professora!”

 

FIM


Notas Finais


Tchau, povo!!!


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