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História Maresia - Capítulo 1


Escrita por: msheecstazy

Notas do Autor


Oi gente. Mesmo caso de Chaos, eu upei essa na outra conta, mas ai no desenrolar da vida optei por deixar aquela lá somente para outros fandoms, e essa exclusiva de Naruto.
Espero que gostem. Boa leitura! ♥

Capítulo 1 - Capítulo 1


Tobirama observava a paisagem correndo pela janela do carro com um meio sorriso. O céu estava com poucas nuvens, o sol em seu máximo esplendor, brilhando com força e aumentando a temperatura, enquanto ao longe já podia ver algumas aves voando em grupo. Estavam chegando perto do seu destino final.

Enquanto aproveitava o resto do caminho, não conseguiu deixar de lembrar como aquilo tudo aconteceu. Depois de um ano realmente cansativo para si, começando seus estudos na faculdade que escolhera, reclamou para seu irmão que gostaria de ter uma casa de praia, para que pudesse ir sempre que tivesse vontade.

Ele adorava o mar, desde pequeno, e seu irmão sabia disso muito bem. Na hora que o albino falou sobre, não imaginou que o mais velho fosse realmente se preocupar com aquilo, mas deveria ter desconfiado. Até porque, estavam falando de Hashirama Senju: o irmão perfeito, que gostava de lhe mimar até ter feito todas suas vontades.

Mesmo assim, foi surpreendido quando uma semana depois o moreno viera lhe dizer para arrumar as malas e se preparar para um maravilhoso fim de semana na praia.

Obviamente não conseguiu conter a felicidade e acabou abraçando seu irmão, que não tardou em começar a fingir um choro de emoção pela demonstração de afeto. Tobirama não gostava de abraços, carinhos e beijinhos, mas Hashirama os adorava. De qualquer maneira, o mais novo estava feliz demais para se importar de ter perdido um pouco sua pose de durão. O que de fato importava era que estava a caminho de um agradável fim de semana, só os dois irmãos e a praia.

— Faz realmente muito tempo desde a última vez que vi esse projeto de sorriso no seu rosto. — ouviu o mais velho comentar, tirando seu foco da janela para poder olhá-lo.

— Faz realmente muito tempo desde a última vez que fui à praia.

A gargalhada de Hashirama ecoou no carro, enquanto o loiro cruzava os braços. Não estava realmente chateado com aquele comentário, mas tinha uma reputação e aquela viagem já havia manchado parte dela. Tinha ao menos que manter um pouco, para que pudesse reconstruir ao voltarem para casa.

— Certo! — o moreno disse, apontado com a cabeça para frente. — Veja, estamos chegando.

Sem nem ao menos fingir um incômodo, Tobirama olhou para frente, podendo observar assim uma casa grande de dois andares. Conforme o carro continuava a se mover, chegavam mais e mais perto da mesma, até que Hashirama estacionou ao lado do portão de entrada e desligou o motor.

— Vamos ficar aqui?!

Seu questionamento era óbvio. Eram somente duas pessoas, não havia a menor necessidade de uma casa daquele tamanho. Não que estivesse reclamando, na verdade gostava de ter espaço para ficar quieto em seu canto, enquanto Hashirama era barulhento em algum outro lugar, mas tinha completa noção de que o preço daquele imóvel deveria ser bem alto.

Ao perceber que não tivera uma resposta, encarou o acento do motorista, só para encontrar um espaço vazio. Bufou de leve, enquanto abria a porta e se projetava para fora do carro, cruzando os braços mais uma vez e encarando seu irmão com uma careta. O mais velho estava cantarolando alguma canção idiota enquanto puxava as mochilas para fora do carro.

— Hashirama. — chamou sério, sendo mais uma vez ignorado pelo outro, que já trancava todo o veículo e caminhava em direção a porta de entrada.

Contou até dez, respirando fundo, enquanto fechava a mão em volta da alça de sua mochila, colocando-a por cima de um dos ombros. Tinha de se lembrar que o único motivo de realmente estar perto de ver o mar mais uma vez, de aproveitar o balanço das ondas e o cheiro da maresia, era Hashirama.

Não deveria se importar com o fato da casa ser grande demais, ou de provavelmente ter muitos cômodos. Se o seu irmão escolheu adquirir aquele imóvel em específico, Tobirama não tinha porquê se meter. Além do mais, ter algo daquele porte significava poder vir mais vezes, e isso seria incrível.

Caminhando por detrás do irmão, observou a vista incrível que era o jardim. O mar ficava há alguns metros de distância andando, mas era perto o suficiente para sentir seu aroma. Hashirama abriu a porta, e a decoração foi apresentada. A casa era toda feita em madeira pura, com seus móveis variando entre o rústico e o moderno. Agradável aos olhos e funcional.

Pelo que pôde analisar, no primeiro andar ficava a cozinha, a sala de estar e a de jantar, além de uma suíte e um banheiro individual. Ao subir as longas escadas, notou que havia quatro quartos e uma espécie de escritório. Escolheu o quarto que ficava no lado oeste da casa, vulgo o com a melh0r vista para a água. Colocou sua mochila por cima da cama, abrindo a mesma e espalhando suas coisas.    

Após colocar o celular pra carregar pôs-se a enfiar as roupas na cômoda ao lado da cama. Havia levado o suficiente para de quatro a cinco dias. Apenas o mínimo, afinal, pretendia ficar de bermuda e dentro do mar a maior parte possível do tempo. Embora se bem conhecesse o irmão, não comeriam em casa, o que explicava porque ele havia socado três camisas boas na mochila.

Deixando a mesma vazia sobre o colchão, foi até a varanda, admirando a vista. O céu azul se encontrava com a o oceano de mesmo tom, formando quase uma coisa só. Sentiu o cheiro salgado, o som das gaivotas. Admirou sol entrando por cada fresta, e lembrou-se da sensação de pele queimada no fim do dia. Que falta sentira!

Havia entrado num ritmo absurdo nos últimos anos, estudando desde seus catorze anos, quando mudara de escola, indo para uma especial, onde estudara o triplo de uma comum. Tobirama queria fazer engenharia aeroespacial, o que explicava o nível de comprometimento. Agora, com seus vinte anos, havia finalmente conseguido, após uma segunda tentativa, passar na prova.

Estava feliz e aliviado, e iria curtir cada segundo daquela viagem.. Faria bom uso daquela nova loucura do irmão. Hashirama era dono de uma empresa de tecnologia, que testava e fabricava várias coisas diferentes. Ele era extremamente inteligente, e praticamente o criou sozinho, mesmo tendo que se desdobrar para fazer o negócio ir para frente. Tobirama tinha muito amor por seu irmão, e metade de seu estudo árduo era para dar de volta alguma parte do que ele havia lhe oferecido.

Inspirando fundo e afastando-se das memórias, se virou quando Hashirama apareceu na sua porta, e o sorriso bobão no rosto do irmão fez o seu aflorar na mesma intensidade.

— Obrigado, Hashirama...

— Não tem de quê. Você mereceu, passou na faculdade em um dos primeiros lugares, caramba! Quero que você se divirta, sua vida foi apenas estudo por quanto tempo mesmo? Cinco anos?

— Seis, mas tudo bem. Acabou.

— Na verdade, acabou de começar — soltou sua famosa risada alta e exagerada.

Tobirama estava pronto para replicar quando o som de pneus passando por cima das pedrinhas que cobriam o pátio em frente a casa preencheu o local. Uma buzina ressoou alto, e o albino encarou o irmão com uma sobrancelha erguida, os olhos vermelhos cortando todo o clima ameno que estava no ar alguns segundos atrás.

A porta no andar debaixo se abriu e a voz de Madara Uchiha, o namorado de Hashirama, reverberou por todos os cômodos, e a expressão de Tobirama tornou-se furiosa.

— Achei que seríamos só nós dois.

A voz do albino tinha a mesma espessura de sua gaze quando Hashirama ofereceu um de seus irritantes sorrisos falsos.

— Ops. Não te contei, não é?

— Não. Você não contou. — ele rebateu, as palavras saindo por trás dos dentes, tamanha indignação.

Os passos de Madara se aproximavam, e junto deles era possível ouvir mais outro par de pés batendo c0ntra os tacos de madeira. Antes de sequer somar um com mais um, o Uchiha apareceu no batente da porta, dirigindo-se feliz para o amante, ignorando a carranca de Tobirama.

Em seguida, outro Uchiha apareceu tímido ao redor da porta. Ele era menor que Madara, mas tinha os cabelos no mesmo tom, e do mesmo tamanho. O rosto era fino, quase aristocrático, o rubor nas bochechas o tornando quase uma pintura viva. O nariz arrebitado e os olhos afiados não lhe deixavam dúvidas sobre quem era aquele garoto.

— Este é o meu irmão, vocês costumavam estudar juntos, lembra? — Madara inquiriu.

Tobirama fitou o rapaz com seriedade, suas íris cor de rubi mirando os soturnos dele. Segurou um sorriso de escárnio quando ele sustentou o olhar ao invés de fugir. Então, virou-se para o Uchiha mais velho e respondeu:

— Sim. Lembro muito bem.

 


Notas Finais


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