História Margarida, a Cabra Mágica do Menino Kim - Capítulo 1


Escrita por: e twinkgyeom_

Postado
Categorias Got7
Personagens Jinyoung, Yugyeom
Tags 3wc, Crack!fic, Got7, Jingyeom, Jinyoung, Júnior, Kim Yugyeom, Park Jinyoung, Seetheflop7, Yaoi, Yugjin, Yugyeom
Visualizações 18
Palavras 3.482
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Comédia, Fluffy, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


YOOOO
bora lá +1hino hein galero
[agradecimentos à capista @Rosa_Dei_Venti e à beta @bkhyn, vocês são maravilhoses💛]

boa leitura 📖💛🌻

Capítulo 1 - E lhe trarei o amor.


Desde pequeno que Yugyeom sonhava em ser dono de um grande terreno, de uma boa quantia de gado e com bastante dinheiro, mas a realidade era completamente diferente; vivia no interior de uma cidade pequena e cuidava de um grande pedaço de terra com seus pais.

A família Kim era humilde e pequena, sempre se esforçando para agradar os patrões: a família Park, que era, de longe, uma das famílias mais ricas da região. O pai de Yugyeom se vangloriava pelo bom pagamento vindo daquela família.

— 'Mai vamo 'agradicê que a janta de hoje 'tá boa 'dimais da conta, sô! — falou assim que entrou na cozinha da pequena casa que ficava perto do pomar, não encontrando seu filho por ali. — Uai? 'Mai cadê Yugyeom, muié?

— 'Arra, foi bardeá uns coiso pros dono da fazenda, sô. Disse ele que já tava de volta. — a mulher mais velha servia o jantar, preocupada com seu filho. Mal sabia ela que ele estava mesmo era contando sua experiência maravilhosa para seu melhor amigo, que cuidava da fazendo logo ao lado da que estava.

— 'Tô dizendo pro'cê, Bam! O menino era 'bunito demais da conta. — se abanava com o próprio chapéu de palha. — Bati o 'zóio e logo me encantei 'co toda aquela 'buniteza.

— 'Mai de quem tu 'tá falando, carniça? — o mais velho respondeu, levando um tabefe na nuca.

— 'Tá prestando atenção não, coió?

— 'Arra 'mai fale logo que eu tô 'co dor de escadera.

— Tem muito o que 'falá não, seu menino… 'sintei fora de lá antes que eu batesse 'coas dez. — colocou o chapéu de palha de volta na cabeça e olhou para os lados. — Falando a verdade pro'cê assim dá até uns alívio. É verdade que o menino vai passar os dia aqui?

— E eu lá sei, songamonga?! Eu vou é 'picá a mula antes que meu pai me veja aqui. 'Inté mais, 'cumpadi. — e saiu correndo de volta para sua morada.

Yugyeom guiava seus pés doloridos dentro daquelas botas de volta para sua casa, entrando para jantar. O jantar todo, enquanto seus pais conversavam, ele pensava no tal filho do Sr. Park. O menino era tão bonito, como podia vir passar aqueles dias num lugar como aquele?

— 'Arra, sô! ‘Ocê num vai 'falá 'co seu pai, não? — a mais velha perguntou enquanto via o mais novo subir as escadas, praticamente flutuando entre os corações que seu sorriso bobo emanava.

Yugyeom se jogou por cima da cama dura e olhou para o canto, encontrando sua querida Margarida.

Margarida era a cabra que vivia naquela casa antes da família Kim chegar. Ela era dócil e carinhosa, nunca havia se mostrado ser violenta ou algo do tipo, era, de longe, a melhor amiga do Kim. Yugyeom arrancou as próprias roupas e se preparou para um longo banho de caneca, era tudo o que precisava para tirar aquela tensão dos músculos cansados de trabalhar na roça o dia inteiro.

Ao estar trajado em seu pijama esfarrapado, se sentou em uma cadeira velha de madeira que ficava no canto do cômodo. Chamou Margarida para perto e sorriu ao acariciar os pelos macios da cabra de cor branca. Seu sorriso se tornou algo frouxo ao se lembrar do sorriso terno do filho dos Park, sentindo seu coração se aquecer.

— Vou ‘contá pro’cê, Margarida, porque ‘ocê é minha ‘mió amiga, ‘mai num conte pra ninguém, ‘orviu? — começou bem baixo, como se contasse um segredo para o animal à sua frente. — Eu nem sei o nome dele, ‘mai olha… a vontade que me deu de ‘dá uns ‘bejo ‘bunito na boca dele. E isso é ‘mei triste porque eu num ‘sô homem de posse igual ele, que fala as palavra tudo ‘certin; eu ‘trabaio na roça e num tenho isso aqui que é meu. — juntou seu polegar e indicador para demonstrar a quantidade. — ‘Mai amanhã é um novo dia, e tenho mais é que ‘agradicê de ‘pudê ver aquela ‘buniteza toda ‘mai uma ‘veiz de novo. ‘Ba noite, ‘cumadi Margarida. — jogou alguns panos no chão para a cabra dormir e logo se jogou sobre sua cama de colchão fino, pensando novamente no filho dos Park antes de pegar no sono.

 

[...]

 

— ‘Arra, Yugyeom, vá devagar pelas escada, carniça! — a mãe do Kim mais novo praticamente gritou ao ver o filho descer pelas escadas, correndo com sua enxada em mãos enquanto tomava um copo de leite. — Pra onde vai desse jeito, meu filho?

— Hoje é dia de ‘carpi o quintal do seu Park, ora essa! Inté mais! — respondeu o mais novo enquanto pregava o próprio chapéu atrás da porta, logo colocando sobre os fios pretos. — Volto de tarde.

Yugyeom tinha acordado cedo naquele dia, se produzindo inteiramente na esperança de ver o filho dos Park pelo menos uma vez. Pegou a navalha e passou um bom tempo na frente do espelho, tirando a barba que começava a crescer em seu rosto, tomou um banho quente e colocou seu melhor macacão de trabalho para dar uma boa impressão. Por mais que não tivesse uma boa aparência, ele havia se esforçado. 

Ao chegar na casa dos Park, tirou o chapéu e bateu três vezes à porta, esperando ser recebido pelo patrão, o que não aconteceu. Yugyeom estava com a maior cara de tacho, sendo encarado pelo garoto de lábios grossos, bem parecido com sua mãe.

— Em quê posso lhe ajudar? — o jeito de falar era corretíssimo para o raciocínio do mais novo que trazia a enxada em mãos.

— Eu… — engoliu a seco, sentindo as bochechas queimando. — Eu ‘sô o Yugyeom, vim aqui pra ‘recebê as ordem de hoje. — esboçou seu melhor sorriso sendo retribuído pelo Park mais novo.

— Certo, ele deixou um bilhete para que ficasse ciente do que lhe foi pedido, vou pegá-lo. — para Yugyeom, as palavras que saíam da boca do outro eram ditas em outra língua. — A propósito, meu nome é Park Jinyoung. Entre. — convidou-o.

— ‘Mai ‘ocê tem certeza que eu ‘podo? O patrão nunca pediu ‘pro ‘entrá assim… — relutou.

— Eu não vou contar para ele, pode vir. 

Yugyeom sorriu bobo com tamanha gentileza e adentrou os pés na casa chique de seu patrão, olhando tudo à sua volta, muito impressionado. O som de sua bota contra o assoalho não era lá o mais agradável, mas, ainda sim, deixava uma sensação boa ao ser ouvido. Aproximou-se do outro bem devagar, observando o garoto de short branco pegar um papel que estava colado na geladeira.

— Aqui está. — entregou o bilhete na mão do Kim, que sorriu sem graça ao encarar o papel. — O que foi?

— É que… — desviou o olhar, extremamente envergonhado. — ‘Ocê pode ‘lê pra eu? — estendeu o bilhete novamente, sentindo sua dignidade esvair.

— Posso sim. — Jinyoung sorriu compreensivo e pequeno, passando a ler a lista extensa de tarefas que o rapaz tinha a fazer.

— É, o dia vai ser longo. É ‘mió eu me ‘apressá pra num ‘acabá tarde. — sorriu sem jeito e empunhou a enxada. — ‘Agradicido. — tirou o chapéu e o colocou novamente, então guiou seus passos para fora da casa, tendo seu pulso segurado delicadamente pelo Park que agiu por impulso.

— Você se importa se eu te acompanhar? — perguntou baixinho o mais baixo, olhando fundo nos olhos do outro. 

— Num me importo não, ‘sô. — o coração do Kim estava acelerado, e só piorou quando o Park agarrou seu braço esquerdo, encaixando-se ali.

— Por onde vamos começar?

— Primeiro pelo galinheiro, ‘vo ‘carpi aqui por ‘urtimo. Tenho que ‘pegá os ovo e ‘limpá tudinho. 

— Certo. 

Yugyeom retribuiu o gesto como um belo sem vergonha cara lavada. Conversava animadamente com Jinyoung, que lhe contava sobre a vida na cidade e afins. Descobriu que o Park era mais velho que si, tendo vinte e três anos. Yugyeom ainda estava na casa dos vinte, então tinha que respeitar o outro que, além de ser filho de seu patrão, ainda era, de certa forma, um superior.

 

[...]


 

— Uai… cadê a Matilda?! — Yugyeom se virou rapidamente ao perceber que a galinha de penagem preta não estava sobre o conjunto de feno que geralmente deixava ali. 

— Seria esta? — Jinyoung perguntou em um tom baixo, segurando a dita galinha nos braços. — Ela é fofa.

— Ela me odeia. — riu baixinho, deixando espaço para que o Park colocasse a galinha de volta no lugar. — Bem, ‘nois tem… um, dois, três… treze ovo. — sorriu. — É pouco, ‘mai é o que tem. — colocou todos os ovos dentro de uma cesta e saiu do galinheiro.

— E agora? — Jinyoung perguntou, agarrando o braço do Kim mais uma vez. 

— ‘Consertá o portão do estábulo. — suspirou pesadamente, já vendo o trabalho que aquilo daria.

Era um caos toda vez que consertava o portão do estábulo onde guardavam o cavalo Sam, que sempre dava um jeito de quebrar tudo novamente. Sam era velho, já tinha ficado muito tempo ali, estava cansado e frustrado. Por sorte tinha Yugyeom ali, que lhe providenciava os poucos momentos de liberdade quando o deixava correr pelo pasto, com hora para voltar. Mas, ainda assim, o deixando viver o pouco tempo diário que tinha antes de ver o Sr. Park, que arrancava o couro de suas coxas com a estribeira da bota.

Já Jinyoung estava gostando de passar aquele tempo com o Kim, já que viera para a fazenda ficar com seus pais, mas estes quase não permaneciam em casa. Yugyeom era um cara legal, da sua idade que, assim como si, tinha muitos sonhos a realizar. As conversas não morriam com facilidade e era engraçado ver o Kim pedindo para que “não falasse difícil”.

— Vai ‘corrê um pouco, Sam. — tirou a enorme porta da frente da saída do estábulo, deixando o cavalo sair.

— Ei, vai deixá-lo ir?! — Jinyoung se exasperou.

— Ele ‘vorta, relaxa. — o Kim disse, sentando-se no chão para começar o trabalho árduo de, novamente, encaixar a porta no espaço certo. — Cuido dele ‘dêisdos quinze anos. Na primeira vez, achei até que ele num ia ‘vortá e que eu, o pai e a mãe ia ‘tê que ‘i ‘simbora, ‘mai ele voltou no fim da tarde.

— Entendo. Eu entraria em desespero se fosse você. — riu, entregando a caixa de ferramentas para o Kim, que fazia o trabalho com afinco. Parecia ser acostumado com aquilo. — Parece que acabamos por aqui…

— Ainda tem o quintal do ‘sinhô Park. — resmungou e se levantou ao conferir que o portão estava firme no lugar. — Quase acabando.

 

[...]

 

Quando o tardar chegou, Yugyeom olhou para o céu, vendo a coloração laranja no horizonte e sorrindo com aquilo. Os montinhos de mato estavam montados e logo estavam sendo recolhidos pelo Kim, que se apressava para ir logo para sua casa. Jinyoung havia entrado na grande casa sem o avisar, o que o deixou mais concentrado em fazer seu serviço.

— Boa noite, Yugyeom. — ouviu aquela voz tão familiar e olhou para o homem que estava atrás de si.

— ‘Ba noite, ‘sinhô Park. — resmungou baixinho e terminou de recolher o lixo, levando os sacos pesados para a caçamba que ficava por ali.

 

Observou o patrão entrar na grande casa e suspirou baixinho, um pouco tristonho por não poder se despedir de Jinyoung ao acabar todo o serviço. Seu interior se remexia de saber que veria Jinyoung por mais dias, mas que não poderia desfrutar dos lábios alheios; ainda assim agradecia por, pelo menos, poder ficar perto do garoto e descobrir mais e mais sobre ele, o que o animava de certa forma.

 

Os dias seguiram calmos e tranquilos, Jinyoung continuava a seguir Yugyeom por onde o acastanhado fosse, conhecendo cada pedacinho da fazenda. Na maioria dos dias, o Park levava uma garrafa grande de água para o Kim, que vivia esquecendo a própria.

— Você vai acabar morrendo de sede um dia desses. — Jinyoung disse risonho ao observar o mais novo tomando a água, quase que em desespero.

— ‘Vô nada! — riu junto, entregando a garrafa para o dono. 

O sol já estava se pondo, era tarde quando Yugyeom acabou de amontoar todo aquele feno ao lado do estábulo. Ele tirou o chapéu e se sentou na grama, ao lado de Jinyoung, que sorriu pequeno e observou as mãos calejadas do outro. Ficava indignado de saber que um rapaz tão bonito e saudável como Yugyeom vivia naquelas condições, exposto àquele trabalho.

— ‘Tá matutando? — perguntou o Kim ao perceber a distração do Park.

— Pensando em algumas coisas. Acho que já vou indo. 

— ‘Mai ‘tá cedo ainda. — levantou-se e ajudou o outro a se colocar de pé.

— Meu pai chega mais cedo hoje, se ele me ver com você será o meu fim. — suspirou triste e esticou a mão para acariciar o cabelo do Kim. — Eu me diverti bastante hoje! Muito obrigado por me aguentar.

— ‘Arra, num fale assim, ‘modi quê eu ‘tumém me ‘diverto bastante c’ocê. — coçou a própria nuca e sorriu tímido. — É ‘mió ocê ‘i. — a fazenda agora era iluminada apenas pela luz dos postes, e Jinyoung já se colocava a correr dali diretamente para dentro de casa. 

Yugyeom suspirou apaixonado ao ver o sorriso branco do Park de longe, acenando para ele com frouxidão. Ah, o que ele poderia fazer? Estava mais que caidinho pelo mais velho. 

Ao sair do banho demorado, Yugyeom deu de cara com Margarida, que pisoteava as cobertas de sua cama. Yugyeom teria de admitir seu erro, afinal, fazia dias que não dava devida atenção para sua cabra, então a frustração da mesma era algo plausível.

— ‘Tumém num ‘percisa ser assim, Margarida, minha ‘frô! — pegou a cabra no colo e se sentou sobre os lençóis. — ‘Sintiu minha ‘farta, foi?

— Não. — um grito fino saiu da boca do Kim ao ser respondido pela cabra.

— ‘Diabé isso?! — perguntou retoricamente e coçou as pálpebras, olhando bem para a cabrinha em sua cama.

— Num fale assim comigo, ‘sô! — esbravejou, vendo o menino fazer algumas contas antes de voltar a olhar para si.

 — ‘Disimbucha! O que cê fez com Margarida?! — esbravejou novamente.

— ‘Ô, meu pai. — balançou a cabeça. 

Após uma longa explicação, Margarida já estava cansada de repassar que era uma cabra mágica, enviada de outra dimensão para dar amor aos mortais. Yugyeom estava estático, tentando entender que situação era aquela, até que as peças finalmente se encaixaram em sua cabeça oca.

— ‘Tô ‘perplecto. — sussurrou. — ‘Entonce eu ‘trucé a chave do ‘coraçãozin do Jiny pro’cê, ocê vai ‘fazê ele se ‘apaixoná por mim?

— Não! Vou fazer os sentimentos dele por você serem iguais aos seus. — novamente o mar da explicação se fez presente.

— Ah, sim. Entendi — a partir daquele momento, Yugyeom estava disposto a ter a chave do coração de Jinyoung, de alguma forma. — ‘Mai como eu ‘vô ‘trazê isso pro’cê, Margarida? 

— Você vai achar em alguma parte de seus sonhos. — e, ao findar a fala, Margarida saiu do quarto, deixando um Yugyeom pensativo no quarto.

Ainda um pouco confuso, Yugyeom se deitou, pensando em como acharia a tal chave em seus sonhos. Os olhos se fecharam devagar e logo o cansaço tomou conta do corpo comprido do Kim, que rapidamente caiu no sono.

 

Os olhinhos foram abertos e Yugyeom se assustou um pouco ao ter Jinyoung bem à sua frente, com a mão estendida. Encontravam-se em um campo bonito, o céu aberto e com algumas nuvens, o vento soprava calmo, bagunçando os fios lisos e brilhosos do Park. 

Yugyeom agora se sentava no chão, procurando ao menos saber onde estavam. Jinyoung rapidamente se sentou ao lado do mais novo, encostando sua cabeça no ombro alheio. Os rostos estavam próximos e Yugyeom estava estranhamente confiante, mas desviou sua atenção dos olhos alheios quando Jinyoung se mostrou inquieto.

— Acho que você veio atrás disso… — o Park tocou a mão do Kim e colocou na palma desta uma chave cor de rosa com um coração na ponta. — Cuide bem dela. — sussurrou ao fim e selou lentamente seus lábios aos do Kim.

 

Yugyeom acordou suado e ofegante, como se acabasse de acordar de um pesadelo. Tocou os próprios lábios e sorriu feito um bobo, as bochechas extremamente coradas e o olhar fixado em um canto qualquer do quarto. 

— Você me deve algo. — Yugyeom berrou. Um grito fino e alto, digno de uma garotinha. Margarida estava sobre suas pernas, olhando fixamente para si.

— Num aparece assim não, ‘sô! — respirou fundo, então abriu a mão direita e observou a mesma chave do sonho em sua palma. — Eu ‘tô ficando louco ‘mermo.

— Para de resmungar e me dá isso aqui. — a cabra abocanhou a chave e saiu do quarto rapidamente.

Antes que pudesse dizer algo, sua mãe apareceu na porta do cômodo, parecia mais feliz que o normal. Andou até o mais novo e fez um carinho em seus cabelos, logo deixando um selar doce sobre estes.

— Tem um tal de Jinyoung lá em baixo. — falou enquanto dobrava o cobertor de seu querido filho.

— Ele ‘tá aí?! — levantou rápido e se arrumou como um raio, não era possível que a tal magia daquela cabra tinha dado certo.

Ao estar devidamente vestido, Yugyeom se deu uma boa olhada no espelho antes de descer as escadas com passos calmos e silenciosos, chegando ao andar de baixo e vendo o amor de sua vida sentado à mesa, majestoso como sempre. Suas mãos estavam ocupadas na pelagem de sua cabra que saiu dali assim que o viu.

— Se importa de deixar seu serviço de lado por um tempinho para ficar um pouco comigo? — perguntou com aquela voz serena, que Yugyeom tanto amava, após fazer uma reverência.

— Me importo não, moço. — sorriu bobo e saiu da pequena casa com o Park, andando em direção ao grande pasto que tinha ali.

Um silêncio desconfortável se instalou entre os dois. As palavras que Yugyeom tinha a dizer estavam presas em sua garganta, esperando que Jinyoung o desse abertura para poder declarar seus sentimentos, que eram tantos. Ao estarem em uma parte distante de qualquer um naquele campo verde e aberto, Jinyoung olhou profundamente nos olhos de Yugyeom.

Os olhares ficaram conectados por um bom tempo, Yugyeom sentia como se Jinyoung pudesse ler sua alma e todos os seus sentimentos. O Kim respirou fundo e firmou seus pés no chão para não cair; estava pronto para dizer seus sentimentos para o outro. 

— Esses dia que passei co’cê aqui ‘forum especial de bom, não sei se ‘tá perto do’cê ‘i ‘simbora, ‘mai eu gostaria de ‘dizê umas palavrinha antes do’cê ‘falá ‘mai ‘arguma coisa. — pigarreou. — Sabe, Jinyoung… eu ‘podo num ‘sê homem de posse igual seu pai, ‘podo num ter estudo, num saber ler nem ‘escrivinhá, ‘podo num ‘falá as palavra certinho igual ‘voismicê, ‘mai eu juro pro’cê que eu poderia ‘cuidá do’cê ‘mió que muito mocinho da cidade. ‘Ocê, nesses pouco dia que ‘passô aqui, fez ‘cum que eu me sentisse a pessoa ‘mar incrível desse mundo, ‘ocê fez eu sentir as coisa diferente, coisa que eu nunca senti antes. Eu sei que sou só ‘mai um peão que cuida das terra do seu pai, ‘mai se ‘ocê me desse uma ‘chancezinha assim, eu te fazia o homem ‘mai feliz desse universo. — indicou a quantidade com os dedos novamente.

— Você tirou as palavras da minha boca, Yugyeom. — o Park sorriu, com os olhos marejados, preenchido por felicidade. — Eu não sei o que dizer, mas, se é uma ‘chancezinha assim que você quer, você vai a ter. — imitou o gesto do Kim e segurou no rosto do mesmo com as duas mãos. — Meu coração se aquece só de estar perto de você, garoto. — resmungou antes de selar seus lábios aos do outro.

O sentimento era parecido com o do sonho… não, era melhor que isso; era real, e Yugyeom podia tocar o Park com seus dedos, sentir o mais velho contra si, o beijando com aquela boca divina. Nunca cansaria de ter os lábios do outro contra os seus, havia esperado muito tempo por aquilo. A partir daquele momento, deveriam pertencer um ao outro, compartilhando do sentimento na mesma intensidade. Deveriam se amar para o resto de seus dias.

— Aliás, como você ensinou a sua cabra a falar?

E, bem… algumas explicações deveriam ser feitas.

Fim.


Notas Finais


gostaram? acho bom memo
ate a proxima!📖💛🌻


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