História Mari e o Híbrido - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 4.855
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Literatura Feminina, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Depois de algum tempo pensando consegui refazer a fanfic.
Infelizmente ela acabou sendo repaginada de tal forma que até eu estou surpresa com isto.
Enfim espero que vocês entendam, vejo vocês nas notas finais :3

Capítulo 1 - A tão Complicada Liberdade


 

 

Mari acorda ao ouvir o toque irritante do despertador, ao levantar, se olha no espelho encima da prateleira que está localizada ao lado da cama e não se espanta ao ver seu longo cabelo de tom castanho escuro totalmente arrepiados, seus olhos que tem o mesmo tom que seus cabelos, estão  semicerrados e com belas bolsas de olheiras abaixo das pálpebras, ao perceber tal situação resolve ir direto para o banheiro onde tira o cansaço que teve durante a noite.

Discutira com sua mãe novamente, desta vez sua mãe fora longe demais, pegou suas coisas e foi embora da casa deixando sua filha adolescente de quinze anos em casa em prantos e passando a noite em claro. Debaixo do banheiro suspira pensando que não era a primeira vez que sua mãe e ela discutem feio desse jeito. Após tomar banho volta para o quarto e troca de roupa.

Olha para uma moldura trincada encima da prateleira, nele a foto dos seus pais e ela juntos, seu pai é um híbrido que conseguira lidar com as adversidades e abrira seu próprio mercado como um bibliotecário, com o tempo ficara famoso, o problema é que ele ficou enganchado em problemas no distrito de Avaloem e recentemente tínhamos recebido uma carta alarmante de que ele pegara uma doença perigosa e que o remédio só era distribuído na cidade de Oráculo, que está centralizada na Capital Sacerdotal.

Enquanto se veste pensa o quanto o convívio entre os humanos e híbridos foi muito complicado e está sendo muito complicado, o maior exemplo disso é a caverna selada que fica a alguns quilômetros da cidade de Eleonora. Após de se vestir começa a pentear seu cabelo, ao lado da caverna tem escritos que falam que dentro da mesma tem um híbrido extremamente forte.

Ninguém sabe o que realmente ocasionou tal selamento, o que se ouvem são totalmente boatos, uns sem sentido, outros embasados nas histórias de livros onde uma sacerdotisa o selara, sabem que a raça deste híbrido é a mais forte da raça dos híbridos e como eles não tem contato com a sociedade humana, tal fato aumenta o interesse dos cientistas pelo híbrido, porém o selo da caverna é muito complicado e muitos tiveram consequências graves.

Seus pensamentos são  quebrados ao ouvir uma notificação do seu celular, era Oliver e Carla querendo saber do que aconteceu ontem, Mari dá um suspiro enquanto arruma suas coisas, não conseguiu explicar direito o que tinha acontecido e o pior acabara por esquecer de colocar o celular para carregar resultando no desligamento do mesmo.

Sai do seu quarto digitando no celular recém-carregado, indo para a cozinha para preparar o café da manhã, Carla e Oliver conhecem muito bem os planos da Mari, desde que visitara tal caverna em uma excursão escolar ela começou a pesquisar meios e formas para libertar tal híbrido.

Eclerosis é como chamamos nosso mundo, a espécie dos híbridos foi um surgimento bastante chocante para a sociedade humana, já que descobriram isso graças a notícia do governo que prendera um cientista louco que ocasionou toda essa confusão. O governo tinha uma parcela de culpa pois, manteve isso em segredo durante anos, pois queria saber sobre tais espécies, no entanto quando perceberam o quão perigoso essas espécies podem ser, tratou de fazer uma segregação injusta e desleal.

Depois de séculos reclusos e sendo tratados como bicho do mato ou como animais de estimação, os híbridos começaram a requerer seus direitos, aqueles que controlavam o governo naquela época não gostaram de tal astúcia dos híbridos e uma guerra sangrenta foi gravada pelas eras que até hoje as consequências dessa guerra ainda ficam cravadas nos livros e nas mentes dos que sobreviveram. Após enviar a mensagem para seus amigos, Mari estala os dedos e a casa entra em seu modo ativo.

Coloca seu celular em um comunicador, no mesmo instante tal comunicador vai até Mari ativando um painel transparente na frente dela, é  Oliver que abre a sessão de videoconferência.

“Acabei de ler a sua resposta e fico abismado por tal ação da sua mãe…. Todavia esta não é a primeira vez que isto acontece.” Enquanto escuta seu amigo Oliver, Mari começa a fazer o café da manhã.

“Mas dessa vez ela foi longe demais quem em sã consciência sairia de casa deixando uma adolescente em casa!” Mari o responde em um tom irritado.

“Eu sei disso, entretanto este fato vai mudar, o plano tem que ser feito hoje, pois eu e a Carla conseguimos um meio de distrair os guardas locais.” Ao ouvir isso Oliver dá um sorriso estranho parecia esconder algo.

“Fico feliz de ter amigos confiáveis como vocês.” Mari fala sorrindo e prestando atenção no café da manhã. “Realmente estava muito mal, mas graças a sua notícia meu humor melhorou consideravelmente, valeu Oliver câmbio desligo.”

E a videoconferência desligou. Mari entende o lado dos híbridos graças ao seu pai Gabriel, ela o admira por ser alguém forte, gentil, altruísta, e esperto. Na época da visita à caverna, sentiu que o que eles estavam fazendo com aquele híbrido era cruel demais, já que seu pai sempre dizia que híbridos prezam mais pela sua liberdade do que ter a mesma tirada pelos seres humanos.

Durante aquele tempo para cá, Mari esteve pesquisando várias formas de como desfazer selamentos, desde os mais antigos até os mais novos, justamente para que este dia chegasse, após fazer o café da manhã o degusta e percebe que a chamada de vídeo já terminara.

É  estranho o modo como Oliver a trata, antes era mais gentil e compreensivo, depois que soube do plano dela ele acabou se afastado e ficando misterioso, Carla é a única que não mudou nada, ela também  percebeu a pequena mudança do nosso amigo Oliver, na verdade foi ela quem avisou a Mari sobre o comportamento do Oliver.

Falando nisto, Mari muda a chamada da videoconferência e começa a ligar para Carla, se Oliver deu a entender que o plano seria hoje então ela estaria a par da situação, enquanto chama sua amiga, Mari lava a louça até perceber uma mulher de cabelos curtos de cor preta aparecer na tela.

“Bom dia Mari, acabei de ler a sua mensagem explicando o que aconteceu ontem e queria estar presente ontem para impedir que isso tenha acontecido….” Mari ouve a mesma suspirar pesado, Carla é  uma amiga que se pudesse dava sua vida para seus amigos e familiares.

“Não se culpe Carla, já imaginava que isto aconteceria, conheço bem o gênio da minha mãe…. Mudando de assunto Carla, o Oliver te ligou?” Depois de lavar a louça bota as tralhas no secador de última geração.

“Não, não recebi nenhuma mensagem dele nesta semana, por quê?” Carla olha para a Mari arqueando as sobrancelhas.

“Porque ele acabou de me ligar dizendo que meu plano daria certo hoje e falou que você e ele tinham arranjado um jeito de distrair os guardas enquanto eu ia para a caverna tirar o selo.” Mari vê  o semblante surpreso da amiga e deduz que sim, Oliver não contou para a Carla.

“Não acredito.” O olhar de Mari foi em direção à expressão de raiva da amiga. “Ele não havia me dito nada disso! Ao invés disto recebi uma mensagem do meu detetive particular que mandou várias fotos do Oliver conversando com alguns cientistas em outras palavras, Oliver nos traiu.”

Apos ouvir isto Mari quase deixou a xícara predileta dela cair, o conselho de cientologia fará de tudo para pesquisar sobre tal raça, faria do híbrido um rato de laboratório e só o deixariam livre até se sentirem satisfeitos ou até pior. Um arrepio passou pela sua espinha indicando que quase cai no plano dele então olha firmemente para a Carla.

“Já que o plano A foi pro saco junto com o Oliver vamos ter que apelar para o plano X.” Mari tem quase certeza que contara todos os tipos de planos para Oliver e Carla, só que como as coisas nunca davam certo de primeira, ela sempre guarda um plano reserva onde se tudo desse errado esse plano viria para salvar o dia.

“Plano X?” Carla chamou atenção da Mari que dá  um sorrisinho de vitória.

“Falo disso quando nos encontrarmos, pela via conexão não é algo muito confiável, te vejo naquele lugar depois da aula Carla, câmbio desligo.” Olha de soslaio para Carla e a mesma entende o recado.

Neste momento Mari já entra no automóvel altamente inteligente, que é  programado apenas para obedecer as pessoas da casa, ao entrar no mesmo desliga o comunicador e o mesmo volta a ser um celular.

“Senhorita Mari Ticiane, me diga para qual local devemos ir hoje.” Anuncia a voz mecânica do carro que acaba de ligar.

“Me leve para a escola onde eu estudo Merlim.” Merlim é  o nome que Mari deu para o automóvel já que sua mãe não gostou do presente que seu pai deu e então ela acabou dando o para Mari, já seu pai teve que apressar as coisas para que ela tivesse a carteira de habilitação em mãos.

Após de anunciar o local o carro sai da garagem e vai ao seu destino calmamente.

“Merlim, você já deve ter consciência do que acontecera em casa, o que você acha da ação que minha mãe fez?” Mari fala já botando o cinto de segurança e olhando para a rua que estava com vários carros transitando.

“Senhorita, acho que ela não fizera bem em agir de tal maneira, mas como o protocolo diz, se o dono sair ou abandonar sua própria casa ela seria imediatamente vendida ou passada para a pessoa que está morando lá.” Disse a voz mecânica do carro, as vezes Mari se pergunta se vai se acostumar com tal voz.

“Em outras palavras eu virei dona da casa.” Mari percebe que chega na escola.

“Quer que eu espere ou quer que eu venha após me chamar?” Mari não se importava em vê-lo esperar então deu de ombros.

“Quero que espere, mas vai ter que ir para o estacionamento pois aqui não é um bom lugar para estacionar.” Indica e vê  na tela do carro um sinal de positivo.

Após tirar o cinto, sair do carro e fechar a porta Mari deu de cara com o grande colégio elitizado, mas infelizmente seu lugar não era ali, deu meia volta e vê  o alto-contraste que sua escola faz perante aquela escola luxuosa em suas costas, passa pela faixa de pedestre e entra naquele caos que se chama escola.

As aulas passaram massivamente, como Mari não estuda na mesma sala que seus amigos, acabava ficando entediada o tempo todo, tirando o fato do Oliver ser um baita de um traíra armador, não gostava de como ele conseguira obter facilmente sua amizade sempre defendia aquele cafajeste com unhas e dentes e era isso que ele fazia pelas suas costas, infelizmente não tinha paciência para pensar neste fato, já estava no seu limite ao ser chamada pela décima vez pela professora de literatura.

Finalmente as aulas acabaram, Mari sai da aula detonada, percebera que o tempo passou tão massivamente que na hora do lanche contara carneirinhos só para ver se o tempo passava. Ao chegar no estacionamento nota seu carro no estacionamento, nem espera um momento e entra no caro que logo se ativa.

“Me diga para onde ir senhorita Mari.” Anuncia o programa.

“Para o parque Lusitana por favor.” Mari avisa já botando o cinto de segurança.

O carro não espera mais nenhuma ordem e pôs a andar regularmente pela rua deixando os colégios bem longe, no caminho Mari vê de relance em um beco a imagem do Oliver conversando com algumas pessoas de jaleco branco, ela teve vontade de pedir para Merlim parar seu trajeto e ir direto para ele só para ver a expressão que ele faria se fosse pego no flagra, mas deixaria tal vontade ao vê-lo furioso ao descobrir que seu plano acabou indo por água abaixo.

Chegando na praça pede para que Merlim venha ao meu chamado, diferente da escola, não confia muito naquela área, após dizer isto sai do carro e liga o comunicador. Ao caminhar pelo parque entra em uma pequena trilha escondida pelos arbustos, Mari acaba ficando muito cuidadosa, já bolando um plano auxiliar, não que Mari desconfiasse de sua amiga Carla, mas sabia que a mesma poderia ser pressionada contra sua vontade e botar o plano por água abaixo.

A trilha termina em uma árvore bem grande e frondosa na mesma tem placas de madeira que leva a uma antiga casa que fica encima da mesma, Mari sobe nas placas ao entrar se encontra com a Carla a mesma com uma expressão bem preocupada.

“Carla, o que aconteceu?” Mari fecha a escotilha da casa e se senta em uma almofada ali perto.

“Aconteceu que meu detetive cometeu um deslize grave, depois de tirar as fotos ele acabou sendo notado pelo Oliver em outras palavras, ele acabou desconfiando de mim, me desculpe Mari, mas desta vez não vou poder te ajudar.” Carla mostra toda sua sinceridade para Mari.

Mari suspira, certamente algo como isso era obvio, graças a isso Oliver dedurará este fato para os cientistas.

“Bom então farei isto sozinha, sei que você queria me ajudar Carla, mas como Oliver vai ficar na nossa cola vai ser complicado.” Mari coloca se apoia com os braços e tem uma ideia. “Já sei como fazer meu plano dar certo e isso te inclui Carla.”

Faz um gesto para a Carla se aproximar o plano x daria certo se soubermos o que passa na mente do Oliver, normalmente ele já deve ter descoberto onde nós estávamos já que usamos este lugar para estes tipos de conversa, ultimamente eles não vinham tanto para este lugar já que estavam bem ocupados com os trabalhos da escola.

Após dizer precisamente o que a Carla precisa fazer, a mesma concorda já que Mari não deu detalhes do plano só deu detalhes da ação da mesma que sorri aliviada, desta vez faria com que o plano da Mari desse certo. As duas saem da casa da árvore e quando estavam na trilha da saída encontram-se com Oliver.

“Tive a impressão de que vocês estariam aqui e fiquei curioso. Afinal de qual assunto vocês duas estavam falando?” Oliver tenta não transparecer raiva, todavia sua expressão no rosto mostra o contrário.

“Estávamos falando do meu plano, gostaria que fosse hoje, porém há um problema….” Respiro fingindo estar frustrada.

“E qual é esse problema?” Oliver relaxa os ombros achando que Mari não notou o que estava planejando.

“É o fato de que recebemos a notícia que graças aos ladrões de carteira estão aumentando a segurança nesta semana.” Carla finge preocupação.

“Desta eu não sabia, mas não se preocupe o plano não vai falhar.” Oliver dá  um sorriso vitorioso.

“Oliver você quer realizar este plano que horas?” Mari pergunta olhando para o mesmo seriamente.

“Estou querendo que o plano seja às 4 da madrugada é mais fácil e não tem muitas pessoas de fora para olhar…. Fiz bem em fazer isso?” Oliver olha para as duas garotas incerto.

“Fez bem sim, obrigada por dizer Oliver.” Mari sorri e passa pelo Oliver dando uma palmada no ombro dele. “Estarei neste horário sem falta.”

Oliver ia falar com Mari, contudo Carla o interrompe, enquanto Mari sai da trilha e vai para a entrada do parque, onde pega seu celular e chama Merlim pelo comando automático do celular, só teve que esperar alguns minutos e o carro já aparecera e estacionara na frente da Mari.

Mari entra no carro na porta da frente, ao entrar indica que o motorista fosse a uma lanchonete, que foi imediatamente atendido, o que Merlim não percebe que isso foi uma saída estratégica, pois Mari vira Oliver correr, porém quando nota acaba sendo tarde demais. Depois de comprovar que estava bem longe fala:

“Merlim, mudanças de planos. Vá para a colina do subalterno.” Olho para o programa que obedece a ordem.

No meio do caminho, o programa Merlim nota o que tinha acabado de acontecer.

“Mari….” Chama atenção dela. “Por acaso você acabou de fazer uma saída estratégica para evitar alguém ou alguma coisa, estou certo?”

Mari sabe que ele perceberia uma hora ou outra. Realmente nada pode ser escapado da inteligência artificial. É o que Mari pensou no momento.

“Você me conhece tão bem que dá medo…. Merlim, tenho que dizer que sim você está certo.” Mari suspira.

“Então não vou te deixar sair até que me conte o que está acontecendo, se for algo sério não terei outra opção a não ser contar para os outros membros da sua família.” A voz mecânica do carro aparenta séria.

“Por favor, faça tudo nenos chamar meus familiares! Aliás isto não é sério….” Merlim fica em silêncio por um momento. “Eu tô falando sério! Querendo ou não eu explicaria a situação de qualquer jeito!” Mari responde imediatamente a voz mecânica, tudo o que ela menos queria era que seus familiares ficassem preocupados com a loucura que faria.

Depois de convencer o programa a desistir de ligar para os familiares consegue falar o que estava acontecendo e o falar seu plano atual.

“Entendo então esse é o plano….” A voz mecânica do automóvel estava mais suave. “Mas tem o porém neste plano todo, se conseguir libertar o híbrido como vai carregá-lo para fora do parque?”

Mari nunca pensou nisso e vê exatamente o que Merlim está propondo é claro que seu pai se soubesse disto piraria, mas ele tem um ponto essencial para isto, afinal o programa se tem um tipo de afeição com seu pai e ela. Como apenas é um programa não podia fazer muita coisa, contudo desta vez faria tudo ao seu alcance pela pessoa que regia a casa. Após isso o carro se dirige à colina onde estaciona em um lugar bem escondido.

“Desejo boa sorte senhorita Mari, se conseguir a confiança de tal híbrido você poderá levar o medicamento que pode curar seu pai.” A voz mecânica sai otimista.

“Assim espero, agradeço por entender Merlim.” Mari sai do carro sorrindo.

Carla conseguiu agir precisamente como seu plano, primeiro conseguiríamos uma forma de deixar Oliver relaxado a ponto de não perceber que estávamos fingindo. Se estamos lidando com uma raposa teremos que pensar como uma raposa. Foi com este tipo de pensamento que Mari conseguiu se livrar de várias enrascadas durante os tempos de escola, por outro lado não tivera muitos amigos justamente pelo mesmo tipo de pensamento.

Anda até a entrada do local, a colina do subalterno é conhecido pelo número exuberante de cavernas seladas onde existem vários híbridos dentro, dizem que antigamente as pessoas acreditavam que essa colina tinha um poder misterioso que fazia com que um híbrido selvagem fosse selado ali, dependendo do tempo em que ele ficaria ali se ele fosse solto ele estaria domado. Atualmente este lugar é usado por excursões escolares, pesquisadores, cientistas e historiadores. Graças a isso a segurança deste local foi aumentada quase impossibilitando furtos ou algo pior.

Passa o cartão tecnológico e transparente para o porteiro, ele a deixa passar depois dela pagar a entrada e verificar o cartão e devolver o mesmo. Pessoas normais têm que manter distância das cavernas, falando bem elas não conseguem ver algumas cavernas por causa da mata alta. Mari comeca a suar frio enquanto faz seu trajeto, notando que tem passado por várias seguranças sem contar os guardas com armas de choques em seus cintos.

Enfim após uma caminhada extremamente estressante, Mari consegue se livrar um pouco da pressão dos guardas, nots alguns cientistas saírem às pressas de um lugar da mata, carregando uma pessoa na maca, depois disso Mari teve que desviar de uma manada de pessoas que corriam em uma direção contraria, o que fez a mesma se perguntar mentalmente o que está acontecendo. Até que os guardas locais recebem algo no comunicador e fez com que todos se retirem dali. Mari ficou perguntando o que tinha acontecido.

Parou para pensar e viu que nesta confusão toda Mari ficara ali sozinha, obviamente aproveita tal momento para por seu plano em ação, passa das linhas de proteção e adentra a floresta. Esta colina foi usada por muitas pessoas para selar híbridos, alguns bem fortes, outros por cometerem pecados graves, todavia o que Mari está a procura é do híbrido mais forte e que tem a história mais misteriosa deste lugar.

Mari se adentra mais ao matagal, de longe escuta passos dando indícios que não era a única por ali, ao se distrair com os sons de passos, Mari desliza em um musgo que consequentemente a faz com que ela rolasse ribanceira abaixo. Mari acaba parando bem debaixo de um matagal bem alto, ao sentir impacto com o chão Mari acaba desmaiando.

O tempo se passou e Mari consegue acordar ao ouvir o toque do seu comunicador, estava tremendo de frio, sem constar que sentia algo quente na sua testa e ao passar sua mão percebera que era um líquido vermelho, tenta recobrar a consciência no mesmo momento que ela se levanta tentando se localizar, Mari não sabe se era a visão embaçada ou se o clima daquela região estava nublado.

Com o tempo a visão de Mari melhora e a mesma comprova que não era sua visão, o clima dali está nublado, o curioso era que seu celular não parava de tocar, já chateada com o toque pega o mesmo e se assusta ao ver a data, se aquilo está certo então ela esteve inconsciente por um dia e meio, não era a toa que se sentia fraca e zonza. Mari deduz que durante o rolamento ela teria batido a cabeça em algum lugar, seu corpo está cheio de arranhões, alguns que obviamente doeriam quando fosse tomar banho.

Mari olha o lugar em que está, era muito silencioso, as grandes ribanceiras deste lugar davam ao lugar uma pressão inestimável, ela para de admirar o local ao sentir seu estômago reclamar e alguns dos seus músculos começaram  a doer, Mari compreende que teria que terminar aquele plano louco por bem ou por mal.

Começa a andar pelo trajeto único, Mari tem muito cuidado para não estressar o corpo, também lembra desse trajeto quando fora a excursão escolar este lugar é um daqueles que as pessoas normais não podem andar por ali, fazem isto pois nestes lugares existem selos extremamente poderosos ao ponto de deixar alguém louco ou até pior. Continuando seu caminho até encontrar uma clareira com algo que a deixa chocada.

O chão pintado em um tom escarlate bem escuro, a frente tudo aquilo uma caverna fechada e totalmente selada e com um detalhe tem uma pessoa na frente da mesma que está recebendo a punição de tal caverna, Mari quer gritar a todos os pulmões sobre tal cena que está sendo presenciada.

Claro que Mari não era sádica, ao ver a morte de um estranho, por respeito e até por autoconservação se priva de ver tal cena grotesca se virando para a direção oposta, após parar de ouvir os gritos angustiantes da pessoa, Mari volta e encara o selo, vê  que não sobrara nada do corpo da mesma o que restou foi apenas uma grande poça do líquido vermelho que mesclava-se a cor do chão daquele lugar.

Mari engole em seco, além de estar fraca, zonza, com dores musculares e com frio, tinha que desfazer o selo daquela caverna, dá alguns passos a frente para ver os ideogramas do selo, seu corpo pedia por descanso, mas só daria o luxo de descansar ao ver o híbrido solto, após verificar os ideogramas está na hora de saber a ordem foi colocado para que só então saberia qual fora o tipo de selamento que fora usado sabendo assim como libertá-lo.

Mari cambalea ao contar os ideogramas, aquilo exige muito do seu corpo, mente e resistência, seu corpo treme de frio desde que acordara naquele local, se continuasse ali provavelmente  pegaria uma hipotermia e isso era ruim para ela.

Conseguira achar a ordem, descobrira que pela ordem dos ideogramas e do tipo de ideogramas usado para o selamento, Mari descobre que aquele selo era um dos mais poderosos selos de purificação e de domesticações usadas, raramente era usado e muitas pessoas o confundiam com um simples selo de domesticação. Mari tem sorte de ler um livro exclusivo de como desfazer selos lendários graças a isto pode desfazer este selo.

Mesmo com dificuldades Mari consegue com cuidado desfazer o selo e ao terminar o mesmo, sente a terra tremer e vê a tampa da caverna ser totalmente destruída, ela fica feliz com seu feito que nem percebe que o híbrido outrora dentro da caverna está a olhando e antes do mesmo se pronunciar. Mari acaba desabando no chão vencida pelo cansaço muscular.

Mari acorda em um hospital local e levanta de supetão assustando a enfermeira que corre para chamar o médico, sua cabeça dói ao se lembrar de tudo que aconteceu, não entende o motivo de está em um hospital, seu pensamento é  quebrado quando a porta do quarto se abre, mostrando uma pessoa que conhece muito bem.

“Tia! O que aconteceu? Por quê estou aqui? E onde es….” Mari ia continuar a falar quando é abraçada carinhosamente por ela.

“Primeiro se acalme, você acabou de acordar depois de passar uma semana inteira aos cuidados médicos.” O timbre da voz dela parecia aliviado.

A tia da Mari é uma médica altamente renomada, muitos não gostam de vê-la nesta posição, pois além de ser uma mulher, tem o fato do seu tom de pele ser achocolatada, mas isso não a incomodava aquela mulher de trinta e sete anos e aparentando ter apenas vinte e cinco. Mari aproveita o clima ameno para respirar fundo, ao saber que sua tia estava lá a deixava aliviada.

“Mari….” Ela olha bem nos olhos da Mari. “Espero que se responsabilize da loucura que você fez.”

“Ein? Como assim? Que responsabilidade?” Mari olha suando frio e engolido em seco sua tia não usaria tal tom sério consigo.

“Você se lembra do que fez, certo?” Mari concorda com a cabeça.

“Pois bem, vou explicar o que aconteceu, após você ter desmaiado o híbrido deu a entender que precisava retribuir por você tê-lo libertado e ele achou que cuidando do seu estado faria com que isto fosse pago, o problema é que o comunicador quando percebe que a algo de errado com a pessoa ele envia uma mensagem pra a programação do carro e por consequentemente ele é obrigado a acionar aos responsáveis….” Ela respira fundo e olha profundamente para a Mari.

“Foi uma luta para te tirar dos braços do híbrido, tiveram que atirar uma dose alta de sonífero para que então os médicos pudessem te retirar dali.” Ela me olha.

Mari fica sem palavras, bom pensava que era só tirar o selo da caverna que o híbrido sairia dali sem problemas, pelo que sua tia lhe falou, muitos tinham a sensação de dever ao humano que o libertou.

“Vou assumir a responsabilidade por ele.” Mari respira antes de continuar. “Falando nele, onde vocês o meteram?”

“Bem, na verdade priorizamos mais a sua saúde e esquecemos que ele estava dopado então.” Um barulho imenso veio dos corredores do hospital e uma gota de suor cai do meu rosto. “Bem, vemos que este realmente tem um bom faro, bom já que não quero perder minha vida aqui irei te deixar sozinha, só tenha cuidado com ele.”

Mari riria se a situação não fosse tão absurda, após sua tia sair do quarto, uma sombra aparece na janela do quarto dela e antes que ela pudesse se assustar com tal fato acaba sentindo um vento passar pela mesma.

“Finalmente te achei pequena garota.” A voz grave da imagem fez com que Mari perceba que não estava mais sozinha ali.

Quase sobressaltara ao notar tal figura, é um macho híbrido que tem três chifres médios na cabeça, seu cabelo de tons esverdeados vão até a cintura, sem contar com as orelhas de leão que estão no topo da sua cabeça, não dá  para ver seu rosto pelo motivo da franja cobrir os olhos do mesmo e da barba excessivamente grande, sem falar nas grandes asas e na cauda de leão, o mesmo joga a franja para trás mostrando os olhos lilases que acaba chamando a atenção da Mari, dá para ver que o mesmo tem um porte físico mediano sem contar que ele supera a Mari em altura.

“Então é você o híbrido que estava selado na caverna?” Mari se arrepende de ter feito esta pergunta.

“Sim, Sou Zafriel Lis da raça híbrida dos dragões leões, queria retribuir de alguma forma o seu bom ato de ter me tirado daquela caverna.” Zafriel sorri. “Estava pensando em tratar dos seus ferimentos, já que você desmaiara na minha frente, porém não fui forte o suficiente e me doparam. Graças a isso continuo devendo a você.”

Zafriel olha para a Mari seriamente e pergunta:

“O que posso fazer para retribuir tal gentileza?”

Mari olha bem para o Zafriel e dá um sorriso pleno:

“Eu sei o que você pode fazer para retribuir tal favor.”

….. Continua no próximo capítulo ….


Notas Finais


Esperem que vocês gostem de verdade, me esforcei muito para a nova repaginada da fanfic.
Erros ortográficos, problemas interpretativos falem comigo nos comentários.
Deem seu feedback nos comentários.
Até o próximo capítulo ^^


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