História Mark estava fodido - Capítulo 1


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Notas do Autor


Espero que gostem 🧡
O Johnny é um grande bottom, e todos sabemos disso

Capítulo 1 - Girassol


Mark percebeu que estava fudido, assim que viu o sobrinho da dona da floricultura sorrir para si naquela manhã de quarta-feira. Nunca em toda sua vida aquele sentimento preencheu seu peito de forma tão quente quanto daquela vez, mesmo quando conseguiu beijar sua crush do ensino fundamental na festa de formatura, mesmo quando abraçou o garoto que gostava na festa de seu aniversário de 15.

O belo rapaz tinha uma flor atrás da orelha, e seu sorriso era a coisa mais brilhosa que Lee havia visto em sua vida, mesmo sendo filho de uma família de joalheiros; um sweather laranja abraçava seu corpo de um jeito atraente. Mark tinha medo de se aproximar, afinal o rapaz era tão perfeito ao seu ver, porém, desde a primeira vez que viu o rapaz andar de bicicleta na vizinhança seu coração bateu mais forte, aquele ômega havia roubado seu coração de primeira. E mesmo que tivesse medo, atravessou a rua se aproximando do ômega, olhou para os lados conferindo se alguém conhecido estava por perto, e disse todo envergonhado:

— Bom dia, Johnny-hyung! — Suas bochechas estavam extremamente vermelhas e quentes contrastando com os dedos gelados.

— Bom dia, Mark-ah, como vão as coisas na joalheria? — Andava ao lado de sua bicicleta que era empurrada por si.

— Ah, vão bem, na verdade eu não me intrometo tanto nessas coisas da família... — coçou a nuca com um sorrisinho encabulado, era verdade, estava cansado de ver diamantes e outras pedras preciosas todos os dias, o cheiro das jóias lhe dava certo nojo.

— Por que? Imagino que deva ser super legal observar as jóias, elas são tão brilhantes! — O ômega tinha uma grande paixão por jóias daquele tipo, amava vê-las brilhar de longe, e sempre que via o alfa baixinho usar um daqueles pequenos brincos, seu peito balançava — inclusive, adorei seu brinco.

Lee já estava desmontado com um simples elogio, desviou o olhar para a sarjeta ao lado e riu envergonhado.

— Obrigado, foi um presente da minha avó.

— Que legal! A minha tia colheu esse girassol para mim hoje — tirou a flor de trás da orelha e a extendeu para o alfa, que mesmo relutante pegou a planta de suas mãos. Aquele girassol era grande e bonito, as pétalas tinham uma cor vívida, o caule comprido emanava uma sensação de realeza, assim como Johnny, aquele girassol era extremamente brilhante e reluzente — qual sua primeira aula hoje, Mark-ah?

— Acho que física, e a sua? — Realmente não se lembrava, digamos que Mark não era o um aluno exemplar, nem se lembrava a quantidade de vezes que foi para a detenção por discutir com o professor de biologia.

— Ah, que pena, eu tenho biologia...

— Sem querer ser ofensivo, mas detesto o professor de biologia.

Johnny riu e deu um tapinha no ombro direito do alfa, recolheu o girassol das mãos pequenas de Lee, sem querer roçando os dedos. Trouxe a flor até a orelha esquerda, e a posicionou no mesmo lugar de antes.

— Eu também não gosto muito dele — gargalhou antes de fazer uma imitação do senhor de idade, o alfa começou a rir incontrolavelmente e pegou no braço do ômega alto por suporte, se não, teria caído no chão naquele mesmo momento.

Com a aproximação, sentiu o cheiro de Johnny, e não se arrependeu nem um pouquinho, era um dos melhores aromas que haviam passado por seu nariz. Seu corpo se arrepiou e teve uma imensa vontade de abraçar o ômega. O aroma era como de flores e hortelã.

— Você tem um cheiro bom, Mark-ah, parece café... — o outro comentou como se não fosse nada, deixando o rapaz mais novo extremamente vermelho — você é um alfa, Mark?

Automaticamente Mark concordou com a cabeça, quase não percebeu a pergunta que recebera.

— Mas você é tão cheiroso, queria ter um cheiro bom assim... — Johnny comentou voltando a olhar para a frente — o meu é tão enjoativo.

Mark se sentiu ofendido, como aquele ômega maravilhoso poderia dizer isso sobre seu cheiro? Era, possivelmente, o melhor cheiro que havia sentido em seus 17 anos.

— Eu não achei enjoativo, hyung... — Mesmo sem a intenção se aproximou do rapaz, fungando novamente perto de seu pescoço — é tão doce e refrescante, sem ofensas, mas se eu pudesse sentiria esse cheiro o resto da minha vida.

Aquela frase soou levemente romântica, e o alfa nem havia tentado lançar uma cantada no outro. A expressão de Johnny mostrou o quanto aquela frase o havia pego de surpresa. E antes que comentasse algo, perceberam que haviam chego até o colégio.

— Como você é atrevido, Mark — disse debochado fazendo o outro rir consigo.

— Que calúnia — gargalharam enquanto Johnny guardava sua bicicleta num lugar seguro.

— Eu tenho que ir para a aula, Mark-ah — sorriu desapontado, entregando o girassol que antes decorava sua face para o jovem Lee, teve uma imensa vontade de rir quando o mesmo fez a maior cara de confusão possível, perguntando o porque de ter recebido a flor — me encontra atrás do ginásio no intervalo, lá você me devolve, Markie-ah.

Um sorrisinho salafrário estava em estampado em seu rosto quando deu meia volta e seguiu seu caminho até a classe, enquanto Mark ainda parava atônito. Estava extremamente vermelho.

(...)

O sinal tocou estridente, e Mark se levantou apressado da carteira, tentou esconder o girassol da forma mais discreta possível, ao sair da classe ouviu sussurros de outros alfas dizendo o quão péssimo era para um alfa, já estava até acostumado. Todos os dias era bombardeado com insultos e ofensas semelhantes, "você é tão baixinho para um alfa", "você é tão esquisito para um alfa", "saia da frente, fraude". Nem se ofendia mais, só queria ir até Johnny e conversar com o rapaz alto sobre o quão chata foi a aula de física, mas seus devaneios foram interrompidos quando sentiu seu braço ser puxado com força.

— Estou falando com você, fraude! Seu pai não te ensinou a responder quando alguém fala com você? — Aquele era um dos piores momentos para ele aparecer, aquele bully incoveniente.

— Eu realmente não quero confusão agora, Jaehyun, me deixa em paz... — Jaehyun era um lúpus extremamente territorialista, que sempre detestou Mark, ninguém sabia ao certo o porque daquilo, nem mesmo ele. Curiosamente, Jaehyun era um grande amigo de Johnny.

— Ah, o alfa falso 'tá com pressa? Que pena, não consigo me importar! — O alfa mais velho apertou o braço bruscamente, o jogando para o chão, o girassol caiu de seu esconderijo nos bolsos do rapaz, e isso surpreendeu Jaehyun — então é por isso que estava com tanta pressa, Lee? Galera, saca só, a fraude da escola ia se encontrar com alguém!

As pessoas em volta já faziam rodinha, prontos para uma briga, e Lee só pensava em ver Johnny. Haviam acabado de se conhecer, porém sentiu-se tão bem na companhia de Seo. Como se uma onda de eletricidade corresse por seu corpo, Mark protestou:

— Não toque nessa flor, Jaehyun! — uma expressão de raiva estava marcada em Lee.

— Que fofo, ele late! Será que essa flor tem cheiro do ômega azarado que quer te ver? — o alfa mais alto trouxe a planta para perto de seu nariz, e sentiu um cheiro já conhecido por si — mas que porra? Esse cheiro é do...

Ele iria continuar a frase, porém, a voz doce de Johnny foi ouça por todas as pessoas por perto:

— Yoonoh, o que você está fazendo? Quantas vezes eu te disse para parar com isso? — O rapaz chegou rebolando, com uma face que gritava sua indignação com a atitude do amigo, ainda não havia percebido que Mark era a vítima da vez, por isso se assustou de leve ao vê-lo no chão — oh, Mark!

Andou a passos largos até o alfa, o ajudou a se levantar, perguntou se o mais novo estava bem e recebeu um: "claro que estou, hyung" com um pequeno sorriso de Lee.

— Johnny, o que está fazendo aqui? — Jaehyun perguntou envergonhado pelo mais velho ter visto o que fazia, o girassol ainda estava em mãos, e várias possibilidades do motivo de ter sentido o cheiro de Johnny na flor passavam por sua mente — porque esse girassol tem seu cheiro, Youngho-hyung?

— Eu ia me encontrar com Mark no intervalo, e entreguei esse girassol para ele não esquecer de ir me ver — disse ainda preocupado com o estado do filho de joalheiros, tinha os braços cruzados e olhava para Jaehyun com irritação.

— Por que você ia se encontrar com ele, Youngho-hyung? — Jaehyun parecia decepcionado, as mãos tremiam levemente e sua postura dava pena, onde estava o lúpus mal encarado que mostrava toda sua dominância a poucos minutos atrás?

— Mark-ah é meu amigo, Yoonoh, gosto dele e queria conversar, algum problema com isso? — suas mãos foram aos seus quadris, e Johnny arqueou sua sobrancelha.

— Não, nenhum, Youngho-hyung... — Jaehyun abaixou a cabeça, será que Johnny não percebia?

— Fico feliz por isso, Jae — o lúpus ficou mais aliviado pelo uso do apelido, Johnny nunca chamou o pelo apelido criado por si, sempre se referiu como Yoonoh, mas sempre que utilizava o, deixava Jung extremamente feliz, e dessa vez significava que Seo não estava tão bravo consigo — passo na sua casa depois, okay?

O outro concordou com a cabeça, e sorriu pequenininho para o mais velho. As covinhas destacaram e Johnny também sorriu por isso.

— Vamos, Mark-ah?

— Sim, hyung!

Passaram pelos adolescentes agrupados, logo chegaram no destino, atrás do ginásio, a primeira escolha dos estudantes quando queriam matar aula, seja se pegando, fumando ou jogando conversa fora. Enquanto Mark procurava um lugar para se sentar, Johnny interagia com as flores que se sobressaíam no muro rachado, realmente uma visão linda.

— Então, você e o Jaehyun tem alguma coisa? — Mark perguntou após finalmente ter encontrado um local para se sentar, numa árvore antiga e grande, brincando com as pétalas do girassol.

— Ah, é complicado... — foi tudo que disse antes de completamente tirar tanto sua atenção das flores quanto uma das próprias, prosseguiu a deitar sua cabeça no ombro direito do Lee, sentiu o tencionar, e riu soprado — nos conhecemos desde pequenos, e ele sempre foi meu melhor amigo, mas ele me ajuda em todos os cios.

Mark teria tanta vergonha de dizer aquilo se fosse o mais velho, porém parecia que Seo nem ligava, Mark admirava essa qualidade nele.

— Não precisa ficar envergonhado, Mark — comentou deixando o baixinho mais vermelho que antes — é uma coisa normal do nosso corpo, não tem nada de mais.

— Se você diz.

Um silêncio calmo pairava no ar, os cabelos esvoaçantes passavam pela vista do alfa, e Johnny já havia entrelaçado seus braços. A luz solar iluminava o rosto do ômega, e agora a tal florzinha que havia retirado da parede estava em sua orelha, realmente, Johnny parecia um anjo.

— Por que o Yoonoh estava fazendo aquilo com você? — Mexeu minimamente a cabeça agora olhando Mark de baixo.

— Sinceramente, eu não sei. Ele sempre implicou comigo porque segundo ele, não tenho uma postura de alfa. Diz que sou muito baixo, que eu não tenho voz máscula o suficiente e que meu cheiro é doce demais para um alfa. — Bufou cabisbaixo, Johnny percebeu e segurou a mão direita, queria assegurar o mais novo que sua existência não era errada, e que nada que Jung dizia era verdade — Talvez ele tenha razão.

— Mark, não se atreva a dizer isso sobre si mesmo, você é um ser vivo maravilhoso e incrível, eu não concordo com ele.

— Sério, hyung? — Claramente estava incerto, aquelas palavras nunca eram ditas para si, muito menos por ômegas.

— Claro que sim, com todo o respeito, eu acho sua voz extremamente gostosa de ouvir, seu cheiro não é doce demais, eu acho inclusive muito bom, dá vontade de não sair de perto de ti pelo resto da minha vida — a cada frase chegava mais perto de Mark, e o mesmo virou em sua direção, se era um beijo que Seo queria, era um beijo que Seo teria — eu diria que você é um partidão!

— Você quer dizer que algum ômega se sentiria atraído por mim?

— Eu diria que eu não sou o único a me sentir atraído por você — antes que Mark pudesse dizer alguma coisa, Johnny havia beijado sua boca sutilmente, o beijo não durou mais de três segundos, porém a sensação de êxtase continuou lá — você é extremamente másculo, Mark, e se me permite dizer, eu te acho muito gostoso.

Juntaram os lábios novamente, dessa vez com mais ferocidade, Johnny se ajoelhou e segurou nos ombros largos de Mark, este que levou as mãos para o quadril do mais velho. O cheiro dos dois se mesclava e fazia uma mistura boa no ar. Mark não conseguia acreditar, no mesmo dia que conversou com seu crush da vizinhança, conseguiu agarrar o mesmo.

— Viu como você é másculo, Mark, suas mãos já foram direto pros meus quadris, — riu baixinho se ajeitando no colo de Mark, que se questionou se ia rápido demais, mas um sorriso que Johnny abriu o fez ter certeza que não. Nunca seria cedo demais com Johnny Seo. Mark levou a mão até o rosto do mais velho, fazendo um carinho gostoso na bochecha gordinha, seus olhos transitaram pelo rosto bonito do rapaz, e minha nossa, como era lindo. Seus olhos eram grandes e brilhantes, os cílios compridos davam a impressão de serem maiores, e a íris escuras mistificavam sua figura. O nariz arrebitado tinha pequeninas pintas que se prolongavam pelas bochechas fofas, ambos começando a ficarem vermelhos pelo excesso de atenção que recebiam. O maxilar definido trazia mais força para a face bela, e o queixo imponente deixava o mais velho parecido com um príncipe, e logo chegou até os lábios do ômega. Eram cheios e extremamente delineados, levemente rosados pela camada fina de brilho labial, pareciam tão irresistíveis.

Johnny arregalou os olhos minimamente ao perceber o quão focado Mark estava em seu rosto, algo sobre estar com Mark o fazia se sentir especial, haviam acabado de se conhecer mas parecia que o alfa já havia entrado em seu coração. Fechou os olhos e fez um biquinho fofo, esperando que Mark lhe beijasse novamente, e assim o tal fez, os lábios se encontraram suavemente, e Mark não poderia estar mais feliz. O sinal tocou, mas mesmo assim, nem pensaram em sair de lá, os beijinhos castos eram muito mais divertidos que a aula de inglês.

— O que você quer fazer depois da graduação, Mark? — o ômega se afastou do outro.

— Eu não faço idéia, hyung, minha família quer que eu siga o ramo da família, mas sinceramente eu não tenho nenhum interesse naquelas jóias.

— A minha também, você poderia ajudar a gente lá na floricultura. — pôs a mão no queixo e deixou que possibilidades entrassem em sua cabeça — já que você deve estar precisando de um trabalho de meio período.

— Essa é uma ótima idéia, hyung.

Riram juntos.

— Você quer voltar para a aula, Markie-ah? — Mark achou adorável o apelido usado por Johnny, mas depois falaria sobre isso.

— Não, a gente podia matar aula — riu constrangido, não queria admitir, mas era um péssimo aluno — podemos esperar o fim dessa aula para pegarmos nossas mochilas, daí nós podemos pular o muro e ir tomar sorvete, o que acha?

Johnny o abraçou com um sorriso no rosto.

— Se você não fosse um gênio, eu diria que você está tentando me levar para o mal caminho, Mark — beijou sua bochecha e riu da expressão alheia. Mark parecia paralisado. Levantou apalpando a parte traseira de sua calça para tirar a terra. — Você vem?

Estendeu sua mão para o baixinho que não demorou a agarra-la de volta. Se levantou.

— Eu tenho que ir para a sala de artes, deixei minha bolsa lá... — alertou com um ar de preocupação.

Johnny tomou seus lábios num selinho confortável.

— Não se preocupe, eu vou com você.

— Mas e a sua bolsa, e a sua bicicleta? — Mark perguntou preocupado.

— Eu peço para o Yoonoh levá-las para a casa dele, eu vou passar lá mais tarde.

Mark torceu a cara ao lembrar de Jaehyun. E Johnny achou isso engraçado. Mark não tinha nenhuma confiança em Jaehyun, e tinha medo do que o Jung poderia fazer com o ômega. Mas não admitiria isso, afinal o mais velho parecia realmente confiar naquele valentão.

— Eu sei que contigo o Yoonoh é péssimo, e que ele não te dá nenhum motivo para confiar nele. Mas, ele é meu melhor amigo, Mark. — ajeitou o cabelo — Eu sinto muito pelo comportamento dele, vou conversar com ele mais tarde sobre isso. Mas para mim, ele é a pessoa mais bondosa que eu conheço, e não posso acreditar que ele faça isso com você por plena maldade.

Johnny parecia realmente culpado sobre as atitudes do melhor amigo, e Mark achou isso muito nobre de sua parte. 

Johnny era muito bom para aquele mundo. E Mark estava claramente criando um penhasco pelo mesmo. 

Uma coisa era certa, Mark estava fodido!


Notas Finais


Espero que tenham gostado 💗🍑


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