História Mark odeia encarar o próprio reflexo - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Mark
Tags Amizade Abusiva, Angst, Gatilho, Mark, Mark Lee, Nct
Visualizações 41
Palavras 357
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia), Universo Alternativo
Avisos: Mutilação
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - A possibilidade de sumir é seu único acalento



Mark odeia encarar o próprio reflexo. Seu cabelo está embaraçado, pois há dias ele não o lava. Suas olheiras estão cada vez piores pelas madrugadas regadas a choro. Seu corpo não tem espaço para mais cortes. Tudo que vê são resquícios do que um dia foi um garoto confiante de si. Ele odeia o que vê.

Mark até tenta mentir para si mesmo. Eu sou capaz de curar as feridas em meu coração, ele pensa. Ledo engano. Olhar para as cicatrizes em seu corpo significa compreender que ele está longe de ter a alma curada. Na verdade, sente-se cada vez mais distante da sua melhora. Os pensamentos fazem seu peito arder.

E Mark acaricia as marcas recentes em sua pele na intenção de seu coração se sentir acariciado também, mas nada funciona. Ele se tornou uma casca vazia, com uma cabeça cheia demais. A sua mente o doma com lembranças ruins, recordando-o da culpa e da humilhação que foi ter vivido uma amizade abusiva.

Às vezes — sempre —, Mark sente que ela arruinou tudo. Seu antigo relacionamento. Sua autoestima. Sua confiança em novas amizades. Sua esperança em dias melhores. Às vezes, ele acha que foi jogado no fundo do poço e abandonado para morrer sozinho, afogado pela própria culpa. Em momentos como esse, em que ele desistiu de se olhar no espelho para ir se machucar novamente, porém, ele tem certeza.

E Mark não sente mais a pele arder como antes quando raspa com força a gilete em suas costelas. Nada é capaz de arder mais que a sensação humilhante de ter rastejado atrás de alguém que, na primeira oportunidade, pisou em si até restar apenas cacos inúteis. Não entende como pôde deixar alguém ter tanto controle sobre si, mas agora não questiona mais.

Agora, Mark apenas chora dia após dia, anos a fio, na esperança de todas as suas dores evaporarem feito água. Cada vez se sente mais preso dentro de si, com sua essência se apagando à medida que ele se diminui como ser humano diante as pessoas. Daqui a pouco, pensa, eu vou sumir.

Eu vou sumir, esse é o seu único acalento.




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